História Todos Por Um - Capítulo 28


Escrita por: ~

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Categorias Chiquititas, Cúmplices de um Resgate
Personagens André Alencar, Beatriz "Bia", Cristina "Cris", Eduardo Almeida Campos (Duda), Felipe "Mosca", Isabela Junqueira, Janu, João Costa "Janjão", Joaquim Vaz, Juca, Julia Vaz, Manuela Agnes, Milena "Mili", Patrícia "Pata", Personagens Originais, Rafael "Rafa", Samuel "Samuca", Viviane "Vivi"
Tags Bijão, Crisdré, Mosli, Padu, Vimuca
Exibições 77
Palavras 2.166
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi gente! Esse NÃO É UM CAPÍTULO DE "TODOS POR UM"
Esse é o PRIMEIRO CAPÍTULO DA NOVA FIC QUE NÃO TEM NOME AINDA MAS EU TO CHAMANDO DE "DEPOIS DO FIM"
Aqui vai um resumão:
Mili: depois dos 15 anos passou um ano normalmente. Fez 16 e ganhou uma viagem de presente (intercâmbio, 1 ano). Idade atual: 17
Mosca: passou 2 anos normalmente. Fez 18 recentemente e conseguiu a guarda da Pata. Mora na comunidade
Pata: 15 anos, passou 2 anos normalmente, mas terminou com o Duda recentemente.
Duda: 17 anos. Passou 1 ano no BR e foi pra Bélgica, ficou 1 ano lá.
O resto é coadjuvante hehehee

Capítulo 28 - Depois do Fim (Nome provisório)


Essa história começa, quer dizer, continua, em um domingo de manhã do mês de Janeiro. Dois anos após a festa de quinze anos de Mili, a garota já havia completado dezessete anos, Mosca tinha acabado de completar dezoito. Eles já tinham 3 anos de namoro e o amor entre os dois ainda parecia o mesmo. Estavam felizes, apesar da distância.

Pata e Mosca estavam em casa, tinham acabado de tomar café. Assistiam TV na sala, quando foram surpreendidos por uma campainha.

- Vai você. - disse ele deitado no sofá.

- Não, você! - retrucou a irmã, também deitada em outro sofá, este um pouco menor.

- Vamos tirar na sorte? - segeriu Mosca se sentando. - Ímpar!

Sete. Vitória dele, ela de levantou. Na porta, deparou-se com algo inusitado, uma pessoa inusitada na verdade.

- Mili? - gritou ela abraçando a amiga.

Ao ouvir o nome da amada, Mosca se levantou rapidamente e olhou em direção à porta. Lá estava ela, mais bonita que nunca, mesmo sem maquiagem. Os cabelos estavam mais compridos do que as fotos mostravam, e o sorriso, bem, este continuava da mesma forma de sempre: o mais encantador da face da Terra. Quando as garotas se soltaram, foi a vez dele de abraçar a recém-chegada. Assim ficaram por uns 2 minutos.

- Deixa a menina respirar, Mosca! - brincou Pata sorrindo. - Larga ela um pouco!

- Você tem noção do que é ficar longe da pessoa que você ama por um ano? Sem ver, sem poder tocar? Sentir? - perguntou ele, sorrindo também. A felicidade era tamanha que nada o irritaria. No entanto, ele foi contestado por Mili.

- Mosca! - disse ela fazendo gestos com a cabeça em direção à cunhada.

- Foi mal, Pata! Eu me esqueci. - desculpou-se ele

- Não tem problema, eu não ligo mais pra isso, não ligo mais pra ele. - mentiu a irmã. Ela tinha os olhos fixos no chão. Não queria encará-los, para não perceberem o que ela de fato sentia.

- Sei. - disse ele em tom de desdém. - Semana passada, peguei a Pata chorando na frente do computador porque viu uma foto do Duda com uma garota. - antes que ela pudeste reclamar, ele logo se adiantou: - A Mili é sua melhor amiga!

- Eu sinto muito que vocês tenham terminado. - falou Mili com um verdadeiro pesar na voz. - Vocês passaram por tanta coisa...

- Pois é, mas não tinha como. O Duda viajou pra passar férias com a mãe dele. Mas ficou um mês, dois, três... em novembro fez um ano! Eu perguntei se ele pretendia voltar, e ele simplesmente disse "Tudo pode acontecer!". Não tinha como ficar num relacionamento sem saber se um dia ele ia voltar. Não era justo nos prendermos um ao outro.

Quando Pata finalizou o discurso, os silêncio reinou. E para acabar com o climão, Mosca mudou de assunto.

- E o intercâmbio, Mili? Como foi?

- Amazing! Eu simplesmente amei, foi um dos melhores anos da minha vida, com certeza! Apesar de que eu morri de saudades de vocês, viu?

- Tanta coisa acontece em um ano, né? - falou ele.

- Sim. Tipo o meu namorado fazer 18 anos e mudar do orfanato! Caraca, essa casa aqui é muito legal! - disse ela entrando na casa. Estavam todos na porta até então.  - Como vocês conseguiram?

- Bem, quando eu fiz 18, eu teria que sair do orfanato, mas não ia deixar a minha irmã pra trás. Então, a Carol me ajudou a conseguir a guarda da Pata seu tio Júnior me deu essa casa de presente de aniversário. - explicou o Mosca.

- Caraca! Que legal!

- É, mas eu não gostei tanto assim. Não quero sentir que estou devendo ele.

- É um presente! - disse Mili docemente. 

- Eu sei, mas já arrumei um emprego e vou pagar o Júnior com o dinheiro do meu salário.

- E onde você está trabalhando?

- Então, isso é bem engraçado, estou no Café Boutique.

- So cool! - respondeu Mili, feliz pela conquista do namorado.

- Pois é... - falou Mosca meio cabisbaixo.

- O que foi? - perguntou Mili, preocupada. Antes que Mosca pudesse dizer "Nada.", Pata logo se adiantou:

- É porque a Érica e o Francis ficam falando que ele só conseguiu emprego porque namora com você.

- O que? - falou Mili bem revoltada.

- Cala a boca, Pata! - sussurrou Mosca, brigando com a irmã.

- É porque o Mosca acabou de ser contratado e já tá no caixa, lugar que era da Érica e ela tá servindo as mesas. - explicou Pata.

- Você quer que eu fale com o meu tio? - se prontificou a namorada.

- Não! Vai ser pior. - respondeu ele. - Valeu hein irmãzinha!

- Estamos quites! - respondeu Pata sorrindo. 

- Mas e a escola, Mosca? Você largou ou tá conciliando? - questionou Mili.

Parece que eles não conversavam, mas existem assuntos que ele não a informava.

- Larguei. Eu sei que você vai reclamar bastante, mas a minha prioridade é dar casa e comida pra minha irmã, e escola não faz isso. Quando a Pata estiver maior, quem sabe eu volto?

- Mas você já tava quase acabando... - lamentou ela

. - Foi uma escolha. - afirmou Mosca com convicção. - Admite, você vai morrer de saudades de mim, né?

- Claro que vou! - disse ela dando um selinho nele.

- Mas eu ia sair do Dom João do Nascimento de qualquer forma.

- Como assim? Por que Mili? - perguntou Pata confusa.

- Bem, é meu último ano do Ensino Médio e como eu decidi que quero fazer Medicina, meus pais decidiram me colocar numa escola mais rigorosa, entende?

- Hm. Entendi.

- Pelo menos eu vou ter a Bia na escola... - contou Mili, achando que Bia já tinha contado que também ia mudar de escola.

 - A Bia também vai mudar? Quem mais? - questionou Pata. Mili então percebeu que Bia ainda não tinha revelado, e ficou se sentindo culpada por ter dito.

- Sim. Olha Pata, não era eu quem devia estar falando isso. Mas você é minha melhor amiga, né? A Bia, a Ana, o Thiago, a Maria, a Dani também vem.

- Ou seja, a galera que ficou rica... - resumiu Pata.

- Não pensa assim. É porque nossos pais não gostaram muito do Dom João, entende?

- Claro que eu entendo, você é herdeira do Café Boutique, não pode estudar em escola pública, com um bando de órfãos... - falou Pata com ironia. 

- Vamos mudar de assunto? - disse Mili, meio que gritando - O Chico vai dar um almoço no orfanato amanhã, vocês estão sabendo?

- Pra mim não rola, por causa do trabalho, mas a Pata vai! Né, Pata? - disse Mosca. Pata assentiu com a cabeça

- Fala com o Júnior. - disse Mili

- Mili, eu prefiro não abusar.

- Por favor, passa lá rapidinho na hora do seu almoço! Nós vamos reunir a galera toda, sabe? A gente pode pedir pro Chico...

- Mili, nem tenta. Não quero briga com o pessoal.

- Você que sabe. - concluiu ela meio triste pela ausência do namorado. - Tá na minha hora.

- Já? - perguntou Pata com saudades da amiga.

- Eu acabei de chegar, passei em casa, mas a minha mãe não estava. Falei com a minha avó e vim direto pra cá! Minha mãe já me mandou mensagem,  deve estar uma fera!

- Manda um abraço pra todo mundo então! - pediu Pata. 

- Pode deixar. - respondeu Mili. Ela deu um abraço em Pata, um beijo em Mosca e seguiu para o seu carro.

- Você achou ela meio diferente? - perguntou Pata sentando-se no sofá de antes.

- Um pouco. Mas é natural, depois de um ano tão longe... - disse ele se sentando também. - Agora vai lá trancar a porta.

Tiraram na sorte e ela perdeu outra vez.

Segunda-feira, todos os órfãos e ex-órfãos se encontraram no Raio de Luz, para matarem a saudade uns dos outros.

Riam, brincavam e se divertiam, lembrando das histórias de antigamente.

- Antes da Maria entrar, eu era a mais nova, mas sempre fui mais esperta que a Ana! - disse Tati, rindo.

- Me defende, Bia! - pediu a ruiva.

- Mas é verdade! Você era a medrosa e a Tati a tagarela! - respondeu Bia rindo também.

- E bota tagarela nisso, ela contava todos os meus segredos! - disse Vivi.

- Eu fui a primeira a sacar que a Vivi tava a fim do Mosca! - disse Tati.

- E continua falando mais do que devia! - repreendeu Cris olhando para Mili. 

- Relaxa, gente. Eu não ligo! - respondeu a mais velha, rindo também.

- Vocês arrumaram muita confusão por causa de namoro, por isso a gente não queria namorar! - falou Binho.

- Hoje em dia é a única coisa que você pensa, né garanhão? - completou Thiago debochando.

- Mas é verdade! Cris e Vivi brigavam pelo Mosca, que achava que gostava da Vivi, mas sempre foi apaixonado pela Mili! Mili já namorou com o Duda, com o JP e com o Mosca! E olha que o Duda é primo dela! - disse a irmã de Vivi. Ao ouvir o nome de Duda, Pata se incomodou. 

- Credo, Tati! A gente não namorou coisa nenhuma! - disse Mili. O som da sua voz foi abafado pela campainha que tinha acabado de tocar.

- Cansei desse assunto, vou abrir a porta! - disse Pata, levantando-se imediatamente.

Era melhor que não tivesse ido. Ela abriu a porta da sala e atrás das grades do portão, viu ele. Ela ficou pálida. Vermelha. Roxa de raiva. Abriu o cadeado. Ele entrou.

- Caraca, Pata, como você tá... - começou Duda. Ele fez uma pausa, e Pata não conseguiu decifrar se viria algo negativo ou positivo depois. - Estranha.

Pata estava de cabelos presos, de lado, com um boné para trás. Usava um top cropped, um short curto e um tênis. Para quem se acostumou com a moda belga, ela realmente estava estranha.

- Nossa! - começou ela, bem revoltada. - A gente terminou um namoro de anos por telefone porque você foi pro outro lado do mundo sem saber quando voltava e a primeira coisa que você me diz é: "você tá estranha?" 

- Não sou mais seu namorado, não tenho mais obrigação de te agradar! Foi você quem quis assim, lembra?- respondeu Eduardo, cheio de ironia.

- A culpa é minha por você ser mal educado? - disse ela, bem alterada. - Mas você é mesmo um playboyzinho mimado!

- Você vai continuar me chamando assim? - perguntou ele, também alterado. 

- Claro! Você continua agindo feito um! - gritou ela. 

- Não sei como um dia eu gostei de você! 

- Eu é que não sei como um dia gostei de um playboyzinho mimado, que se acha melhor que os outros só porque veio das Europas. - respondeu ela, transbordando sarcasmo. 

- É só uma. - falou ele baixinho. A intenção não era que ela escutasse. 

- O que? 

- É uma Europa só, não tem necessidade de você falar no plural! - resolveu explicar. 

- Viu só? Playboyzinho mimado!

- Melhor ser um, playboyzinho mimado do que uma favelada barraqueira, não acha? 

- Você me chamou de que? Quer saber? O que vem de baixo não me atinge! - disse ela com veemência. Parecia que ela tinha ganhado a discussão, até que...

Ele deu um passo para a frente. Aproximou-se da ex. Colou seu corpo no dela. Ela olhava para cima com raiva. Encarava-o olho no olho.  Nem sabia o motivo de estarem brigando, mas Pata só entra em uma briga pra ganhar. Ele olhou para baixo, uma vez que era mais alto que ela, e disse:

- Quem é que vem de baixo aqui?

Aquela resposta foi cruel. Vir de baixo estava muito além de altura. Tinha a ver com nível social, dinheiro, patrimônio. Tudo aquilo que eles um dia passaram por cima para ficarem juntos. Ela foi incapaz de responder, então se afastou. Deu as costas e entrou no orfanato feito um raio. Mili logo notou que havia algo de estranho com a amiga e perguntou:

- O que foi? O que aconteceu?

- O que aconteceu? - perguntou Pata bufando. - Seu primo chegou!

Ele entrou pela porta e ela subiu as escadas.

- Duda! - disse Mili com brilho nos olhos. Durante o ano anterior às viagens, eles se aproximaram muito. Sempre foram amigos, mas agora eram família. - Você voltou!

Ele olhou para cima, acompanhando ela subir as escadas. Queria ir atrás, pedir desculpas e admitir que tinha agido mal. Mas foi abraçado por tantas pessoas que não pode fazer isso.

- Droga! - pensou. - Como é que eu vou resolver isso? Eu sou um idiota!


Notas Finais


Então, nessa fic a personalidade dos personagens tá mais parecida com a da novela (já q na "Todos por Um" tá bem diferente), então eu tentei colocar a Mili como protagonista, mas o meu casal preferido é Padu, então vai ter mto deles... Qualquer dúvida, podem deixar nos comentários que eu respondo, viu? 


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