História Together For 365 Days - Capítulo 27


Escrita por: ~

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Categorias Zayn Malik
Personagens Zayn Malik
Tags Drama, Romance, Together For 365 Days, Zayn Malik, Zayn Malik Fanfics
Exibições 278
Palavras 4.970
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Leiam as notas finais!

Capítulo 27 - Good Night, Zayn


Fanfic / Fanfiction Together For 365 Days - Capítulo 27 - Good Night, Zayn

CAPÍTULO 26

— Pode me levar pra casa e depois voltar, obrigada.

— Voltar? — Zayn a encarou rapidamente tirando os olhos das ruas por um segundo. — Pra onde acha que eu tenho que voltar?

— Pro seu trabalho — ela mexeu nas mãos que estavam sobre a sua coxa. — Não tem que voltar? Devia estar ocupado, mesmo assim veio...

— Alex pegou um taxi, não percebeu? — ele olhava para ela a toda hora, mesmo que fosse apenas por um milésimo de segundos, ele só precisava olhar para ela e saber como estava. — Porque eu vou pro apartamento com você, mas temos que fazer compras antes.

— Compras? — Danielle se virou um pouco no banco olhando para ele.

— Muitas compras no supermercado, sabe que eu me dei conta de que não temos comida em casa? — ele segurava no volante de seu carro com as duas mãos e mexia a cabeça levemente enquanto falava.

— Eu já tinha notado, mas achei que você não se importasse.

— Não me importava, mas hoje fui pra cozinha querer comer alguma coisa e percebi que precisamos ir a um supermercado e também contratar alguém pra...

— Não diga louça. — ela balançou a cabeça, sorrindo incrédula.

— Mas é claro que eu iria dizer louça, Danielle. — balançou a cabeça fazendo a rir. Ele conseguiu respirar aliviado, ela finalmente estava rindo. — Se sente melhor?

— Obrigada — ela disse mexendo no cabelo, olhando pela janela do carro as ruas de Londres e o céu nublado. — Eu estava com medo, estava morrendo de fome, estava com sono, mas ai você chegou e abriu a porta... obrigada.

Zayn assentiu. Ainda precisava conversar com ela sobre muitas coisas, muitas mesmo, a lista de coisas que queria falar só crescia em sua cabeça, mas ele preferiu não dizer nada. Danielle estava se recuperando de ter passado uma noite inteira trancada, o clima não estava estranho e silencioso, estavam conversando normalmente, então ele decidiu deixar assim pelo máximo de tempo que conseguisse.

Quando chegaram ao supermercado, ele insistiu muito para que ela ficasse dentro do carro e ela acabou ficando só porque ele disse que seria rápido, ela não queria mais ficar sozinha. Acabou dormindo enquanto esperava e só acordou quando já estavam no estacionamento subterrâneo de seu prédio. Entraram no elevador segurando algumas sacolas e foram para o apartamento indo direto para a cozinha quando chegaram, deixaram as sacolas em cima da mesa e depois Danielle se voltou para Zayn.

— Podíamos tentar cozinhar alguma coisa — ele assentiu.

— Quer descansar enquanto eu faço isso?

— E te deixar sozinho na cozinha? — riu. — não quero que esse apartamento pegue fogo, Zayn.

— Engraçadinha. — revirou os olhos passando a mão pelo rosto dela, Danielle tinha as mãos na cintura dele enquanto se olhavam, estava tão cansada, Zayn podia perceber mesmo ela negando a toda hora. — Vem... — ele disse quando começou a puxa-la pela mão para fora da cozinha, deixaram todas as sacolas na pia e saíram dali, ele andava rápido, mal tinha dado a ela a oportunidade de parar, já estavam subindo as escadas com suas mãos entrelaçadas quando ela se deu conta.

— Você pode tomar um banho aqui, eu vou pra outro banheiro, depois nos encontramos na cozinha. — ele disse sem soltar as mãos dela. Danielle se encostou no batente da porta e ficou encarando o com uma expressão suave no rosto, a última coisa que aconteceria com ela naquele dia seria ficar irritada por algo. Sabia que precisava descansar, então o melhor que tinha a fazer era não pensar em nenhum de seus problemas. Ela assentiu, encostada na porta do banheiro, mas Zayn não saiu, continuava olhando para ela. Danielle mexeu na barra do vestido com os dedos, desviando os olhos de Zayn, olhou para os lados, para o chão, até para suas próprias mãos antes de dizer algo.

— Você não quer ir pra outro banheiro. — disse se dando conta. Zayn apenas balançou a cabeça negativamente, confirmando que não queria sair dali.

 

[...]

 

Só quando Danielle estava deitada, dormindo e abraçava a Zayn, foi quando ele conseguiu pensar, era como se tivesse parado ao estar com ela, se distraiu escutando o som de sua risada enquanto ele tentava cozinhar alguma coisa, ela ria, principalmente, porque a única coisa que ele tinha que fazer era colocar a comida no micro-ondas.

O cabelo dela estava entre os dedos dele e a respiração de Danielle era um pouco rápida, o que significava que mesmo depois de estar bem, de estar com ele novamente e de ter saído da galeria, ela ainda não estava completamente bem. Mas, enquanto ele pensava olhando na janela, percebeu que talvez nem um dos dois estivessem bem.

Ele ficou muitos minutos pensando em como sua vida era antes dela, em tudo o que fazia e em como agia. Pensou em Callie. Tinha visto a pela primeira vez em muito tempo e confessou a si mesmo que achou que seria diferente, achou que não se lembraria de tudo o que já tinham passado, que não se lembraria dela com algo como carinho... tudo foi diferente do que ele havia pensado. Estava muito preocupado com Danielle e ela estava li, conversando com ele como se fossem pessoas normais, como se ela não tivesse o traído.

Não estava mais conseguindo conter sua indignação também, por parecer que esse tipo de coisa sempre acontecia com Danielle. Ela deveria ter tudo o que quisesse, Zayn pensava, e também pensava que se essas coisas fossem materiais ele daria todas a ela, era então que ele encontrava suas diferenças mais profundas. Zayn nunca tinha olhado para o mundo como ela olhava. Ele convivia com pessoas que não se importavam muito com as outras coisas além do dinheiro, ele só não era assim também porque sua família era uma daquelas poucas exceções existentes, mas caso o contrário, o próprio sabia que seria. Ele conversava sempre com pessoas gananciosas, pessoas que gostam de poder e pessoas que não hesitariam em passar por cima de quem quer que fosse para atingirem seus objetivos, e ele sentia como se aos poucos estivesse ficando assim, como se a cada dia, uma parte dele estivesse sendo levada, mas então Danielle chegou e agora ela era como a linha de equilíbrio que ele tinha que ter, ela era a pessoa que fazia o lado bom de Zayn ficar maior, a pessoa que o puxava para cima quando ele estava afundando nesse lado ruim que conhecia e isso acontecia quando ele simplesmente olhava para ela, mesmo que não estivesse apaixonado. Porque era isso que ele dizia a si mesmo todo dia ao acordar e se olhar no espelho. Eu não estou apaixonado, mas os olhos dela são muito lindos.

Ele olhou Danielle, sentia a respiração dela em seu pescoço. Ele olhou para suas mãos entrelaçadas e depois fechou os olhos tentando dormir, se sentindo mal por estar sufocado com as conversas que não estavam tendo.

 

[...]

 

Zayn ficou parado, encostado na porta aberta de seu quarto observando Danielle dormir. Ele já estava acordado faz tempo, mas não sabia se queria sair de casa, na verdade, ele queria mesmo é que ela dissesse olhando para ele que iria começar a trabalhar com o pai, já que todos pareciam saber disso, menos ele.

Já tinha ficado muito tempo parado ali quando decidiu sair, ele precisava ir trabalhar, não quis acorda-la porque queria que Danielle entendesse que podia ficar ali o quanto quisesse. Ele desceu para a sala e antes de sair encontrou aquela bolsa rosa que tinha visto no banheiro. Ficou olhando para ela por dois minutos pelo menos, antes de se sentar ao lado e começar a abrir procurando pelo que tinha dentro, mas foi quando puxou o zíper, que escutou a voz de Danielle no andar de cima. Ela estava debruçada sobre o parapeito e olhava para ele, mas Zayn não conseguiu identificar sua expressão.

Ela desceu as escadas enquanto ele fechava a bolsa novamente, se afastando dali.

— Me desculpe, sei que não devia estar fazendo isso. — Danielle não disse nada, estava longe dele, segurando o corrimão no fim das escadas.

— Não devia — ela disse concordando.

— É que... — ele respirou fundo, mas não conseguiu se acalmar. — O que você está esperando que eu faça, Danielle? Quer que eu siga você pra ver onde está indo e se está falando a verdade?

— Não achei que se importasse — ela foi andando até ele. Aquele apartamento era tão grande que parecia deixa-la menor. Ela continuava com uma camiseta dele, mas agora seu cabelo estava preso.

— Lembra do que me disse quando estava com febre? — ele perguntou e Danielle engoliu seco, segurando a respiração por alguns segundos antes de responder.

— Não. O que eu disse? — perguntou colocando as mãos que formigavam atrás do corpo. — o que você disse?

— E-eu? — ele gaguejou. — Eu não disse nada demais.

está livre pra voltar a ter a sua vida. Está livre pra ir se assim desejar. Eu não vou ficar bravo ou falar que você é uma criança como das últimas vezes.

— Eu devia estar péssima porque... eu realmente, realmente... eu não me lembro, Zayn. — levantou os ombros sem ter certeza do que estava falando. Estava nervosa. — Mas você disse que não falamos nada de importante...

Eu tenho medo

Eu me importo

E eu me apaixonei

— Bom — ele começou meio confuso. — Você disse algo sobre, sobre Holly. Não conhecemos... bom, eu não conheço Holly alguma. E saiu da galeria, Danielle... — Zayn disse desapontado. — Não me contou nada, não me pediu ajuda, conselho, não sei, qualquer coisa... eu até estava esperando que você pedisse, achei que podíamos fazer isso.

— Eu acho que podemos.

— Podemos? — ele perguntou franzindo a testa. — Você contou tudo ao Brad, tudo mesmo.

— Sobre isso...

— Se queria contar poderia ter me dito, contaríamos juntos e assim talvez o meu melhor amigo me odiasse menos. — Zayn disse articulando as mãos.

— Contaríamos juntos? — ela se irritou. — Você nunca pensou em contar pra ele!

— Você não sabe, você é quem nunca me perguntou sobre isso.

— E eu precisava? — Danielle cruzou os braços o olhando seria.

— Não. Não precisava. Até porque não conversamos sobre nada, tudo que aconteceu até agora não é importante.

— Está se referindo a ter me levado com você pra casa da sua família?

— Eu não sei, eu estou... — ela o interrompeu descruzando os braços. Deu alguns passos até ele até estarem perto.

— Eu amei conhece-los, Zayn, mas do que isso adiantou? Nós sabemos que não vai ser a mesma coisa ano que vem e quando você arrumar outra pessoa eles vão esquecer de mim.

— Contou isso ao Brad também? — Danielle se indignou e começou a dar mais passos para perto dele, obrigando Zayn a andar para trás.

— Não coloque o Brad no meio disso tudo, ele foi a única pessoa que eu conheci de verdade.

— Não somos de verdade? Que bom saber, obrigada. — Zayn revirou os olhos.

— Eu não sabia quem ele era quando o conheci, então eu posso me sentir segura em saber que seriamos amigos apesar de tudo, agora quando se trata de você Zayn... eu odeio a maneira como nós nos conhecemos, odeio o modo como me trouce pra dentro da sua vida. — ela pegou uma almofada do sofá e a acertou nele, mas Zayn a segurou com a mão antes que atingisse seu rosto. — A sua irmã, o Alex, seus pais... — pegou outra almofada e a jogou nele, essa o acertou.

— Acha que eu tenho alguma culpa? — ele jogou a almofada em cima do sofá de volta. — Você é quem não me contou nada.

— Holly é um bebê — ela disse parando e assim Zayn parou de andar também, mas desconfiado, pois Danielle ainda segurava uma almofada nas mãos. — Ela tem seis meses e estava no hospital, me ligaram de lá porque eles sabem que eu me importo, que eu sempre ajudo e... A mãe dela a abandonou ali na primeira oportunidade que teve de sair da cama e ela estava com problemas de saúde — Danielle se acalmou, ou a sua voz havia ficado mais baixa por conta da tristeza e pesar nela, Zayn não sabia dizer. — Ainda está, é por isso que eu precisei voltar da sua casa, por isso voltei tarde todos os dias antes de nós irmos... Estava tudo bem no hospital enquanto eu estava com você, mas ai ela teve uma crise de hipotermia e ligaram pra mim. — os ombros de Danielle relaxaram e ela soltou a almofada sem forças nas mãos. — Eu tive alguém que precisava de mim pela primeira vez na vida, Zayn, eu não podia deixa-la sozinha.

— Você me disse que não pensa em adotar uma criança, embora esteja sempre nesses lugares, embora conheça elas, você me disse...

— Ela precisa do melhor hospital, dos melhores médicos... Iriam mandar ela pra um abrigo e lá eles não poderiam pagar o hospital, ela iria para um público e...

— Não fez isso. — Zayn balançou a cabeça, imóvel, esperando que ela continuasse. — Você não fez...

— Eu disse que pagaria tudo que ela precisasse — ela respirou fundo. — Mas eu não tenho todo esse dinheiro, mas na hora eu nem pensei, eu simplesmente disse isso.

— Você disse pra mim que adorava a galeria, que gostava da sua faculdade de artes plásticas mais do que tudo. — ele se aproximou. — Acha mesmo que seu pai vai te incentivar a fazer a faculdade enquanto trabalha lá dentro?

— Eu não tinha escolha — ela disse incrédula, observando a frieza com que Zayn dizia suas palavras.

— Mas é claro que tinha, poderia ter pedido a mim. — ele apontou para si mesmo. — Não acredito que está se sacrificando por isso...

— Zayn, eu nunca aceitaria seu dinheiro e meu pai tinha me oferecido o dinheiro, mas eu sabia que ele iria querer algo em troca e eu já fiz, não tem por que querer voltar atrás.

— Você estava péssima quando eu cheguei aqui, quer mesmo que eu ache que fez uma coisa boa?

— Como você pode dizer isso... — Danielle disse boquiaberta, balançando a cabeça. — Você é horrível.

— Eu não sou horrível, eu só estou me perguntando por que se sacrificou tanto por uma criança que nem conhece quando poderia ter pedido o dinheiro a mim, pagaria o hospital e pronto, não se envolveria tanto.

— É por isso que não contei a você — Danielle pegou a almofada no chão e a jogou em Zayn. — Você é frio e... — já estava pegando as outras que estavam nos outros sofás e as atirando nele. — Ela só tem seis meses, como pode dizer pra que eu não me sacrificasse? Ela ficou indo e voltando de um hospital durante seis meses e você não quer que eu me sacrifique? — Zayn andou para longe de Danielle dando a volta no sofá.

— Você não gosta de trabalhar com o seu pai, não gosta das sensações que ele te traz

— Eu sei! — ela aumentou o tom de voz atirando a almofada nele e Zayn segurou, jogando a nela em seguida.

— Não tinha que ter se responsabilizado. Não é sua culpa. Não é seu problema. — ele disse indignado, olhando a enquanto caminhava pela sala nervosa e ele se afastava.

— Eu sei! — Ela gritou jogando outra almofada nele, as almofadas estavam espalhadas pela sala e conforme Danielle andava por ali, ela pegava as para jogar em Zayn.

— Pare de jogar essas coisas em mim, está parecendo uma maluca. — Zayn disse quando segurou uma outra almofada que ela tinha jogado.

— EU SEI! — ela gritou perdendo as forças logo em seguida e caindo sentada no sofá. — Ela estava muito mal, eu precisava ajuda-la, ela precisa de um passado já que a mãe dela... Zayn, Holly não tem sequer um sobrenome. — Danielle olhou para ele quando sentiu Zayn se sentando ao seu lado. Estava ofegante e um pouco vermelha.

— Podia ter pedido, eu daria o dinheiro pra você.

— Não fale isso de novo, por favor, nunca precisei do seu dinheiro e nem vou... — ela colocou o rosto entre as mãos abaixando a cabeça. — Eu não tinha escolha, não tinha... — murmurou e Zayn ergueu a mão para coloca-la nas costas de Danielle, mas hesitou. Olhou para ela primeiro. Ela não se lembrava do que tinha dito, então talvez não fizesse muita diferença ele colocar as mãos ou não. Zayn fechou os olhos por um segundo, balançou a cabeça tentando se conter, mas colocou a mão nas costas dela e acariciou seu ombro fazendo com que ela o olhasse.

— O que está fazendo? — ela perguntou arrumando sua postura.

— Estou tentando entender você.

— Eu sou uma mulher adulta, eu escolhi isso... não vai me atrapalhar, eu vou continuar fazendo o que eu gosto eu só... não tem muito o que fazer nisso, tudo bem? Eu resolvo.

— Tudo bem — Zayn assentiu se levantando e tirando suas mãos rapidamente do ombro dela. — Preciso ir agora, pode me pedir qualquer coisa que precisar, só... só se lembre disso Danielle. — ele suspirou, sabendo que seria a última pessoa para quem ela pediria algo naquela situação.

Zayn saiu um pouco irritado e Danielle soltou o ar com força, passando a mão pelo rosto e se levantando para sair dali.

 

[...]

 

Danielle estava voltando para o apartamento com Brad, os dois tinham parado em uma lanchonete perto dali e agora estavam caminhando. Brad iria leva-la até seu prédio e depois ir embora.

— Eu acho que ele não gostou... — Danielle respondeu abraçando a si mesma. A temperatura estava caindo e o vento batendo em suas bochechas estava deixando as vermelhas. — Mas ele não tem que gostar, eu já devia ter imaginado isso. Parece que eu percebo coisas nele que não gosto com mais frequência a cada dia... — ela disse abaixando a cabeça, não queria que Brad visse sua expressão triste.

— Não fique tão triste assim — ele colocou a mão no ombro dela e Danielle sorrio. — Você me disse que vocês não... — Brad suspirou.

— Ele me disse que ia contar, que se eu tivesse dito a ele primeiro contaríamos juntos. — ela colocou a mão por cima da dele em seu ombro e chegou mais perto dele. — Não podem deixar de serem amigos por isso. — esboçou um sorriso e depois passou um braço em volta do pescoço dele o abraçando. Brad também a abraçou, já estavam em frente ao prédio e ele iria embora.

— Brad, acha que seria meu amigo se... — ela se perdeu, já gostava tanto dele que não queria ter que sequer imaginar não tê-lo. — acha que conseguiríamos nos encontrar se Zayn não estivesse no meio de tudo isso? — ele colocou as mãos no rosto dela.

— Claro que sim. — sorrio aliviando a. — Não nos conhecemos por ele. Ele não nos apresentou e eu te contei sobre a Megan, se lembra? — ela assentiu. — Senti que podia confiar em você e você sente que pode confiar em mim, eu sei que sente. — Danielle assentiu sorrindo e Brad puxou o rosto dela dando um beijo em sua testa. — E amanhã é sábado, Holly vai ficar com você, não vai? — Danielle assentiu.

— Sim — ela ficou mais leve, esquecendo da última conversa que teve com Zayn e do quando ela estava incomodando a. — Amanhã eu quero leva-la pra algum lugar.

— Ela já está bem melhor, não tem por que se preocupar.

— Mas ela ainda precisa de acompanhamento médico, mas só daqui um tempo, ainda bem porque... — ela estava falando rápido demais. — Eu comprei alguns brinquedos e tenho bastante tempo livre, fora que o meu pai disse que não me quer trabalhando agora, na verdade ele... — ela suspirou. — estou falando rápido demais. — Brad assentiu rindo.

— Vai ficar tudo bem. É só isso que precisa saber.

— É, é verdade, tem razão. Bom eu... — ela olhou para trás e depois para cima, procurando por seu andar e depois colocou as mãos dentro dos bolsos do casaco e olhou para Brad desanimada. — Nós brigamos hoje e ele bateu a porta... — ela apertou os lábios se lembrando.

— Mas você disse que... que vocês... não importa.

— Agora sim. Agora importa, Brad. — Danielle balançou a cabeça. Estava pensando se tinha mesmo que se lembrar daquela conversa, de como sentia seu coração apertado toda vez que começavam a brigar ou aumentar a voz. — É que quando a gente briga... toda vez... — disse agitada e se aproximou dele. — Toda vez que nós brigamos eu tenho medo de nós não nos resolvermos.

— Porque se importa em ficar brigada com ele... — Brad disse se surpreendendo. — Se você se importa quer dizer que...

— Eu não diria apaixonada. — Danielle virou um pouco a cabeça, sua voz tinha ficado mais tremula.

— Como sabe que eu ia dizer isso?

— P-porque sempre... quer dizer, eu achei que ia dizer, por quê? Não ia? — perguntou coçando a nuca confusa e deu de ombros, mas Brad percebeu que ela estava nervosa. — Apaixonada não, acabei de dizer. Quer saber — ela segurou o braço dele. — Eu não quero entrar aí, vamos pro meu apartamento.

 

[...]

 

— Está apaixonado por ela? — Alex gritou e Zayn olhou para os lados imediatamente, mas estavam dentro da sala dele, ninguém poderia escutar.

— Eu não diria apaixonado. — ele deu de ombros. — não... — franziu a testa. — Está parecendo?

— Você veio aqui há 30 minutos e não para de falar nela e na bebê. Você não fala muito de você, na maioria das vezes sou eu que fico nervoso em relação a Lexia.

— Tem razão — Zayn assentiu. — Eu sou o cara racional aqui. — ele se virou pronto para sair, mas ao dar o primeiro passo, se virou de volta. — Mas eu estou certo, não estou? Quer dizer, ela vai se apegar e se magoar...

— Ela está fazendo uma boa ação. Devia estar feliz e não se preocupando demais, espere um pouco. Você é muito cabeça quente, precisa parar de querer resolver as coisas na hora, as vezes elas simplesmente levam tempo para serem resolvidas.

— Tá — Zayn assentiu com uma expressão pensativa. — Tudo bem. — deu uma pausa. — Mas eu estou certo. — apontou para Alex de uma forme severa e ele foi mais para trás na cadeira, apenas assentiu, aquilo significava que mesmo que Zayn não estivesse certo, ele tinha que estar. — Eu já vou — Zayn se virou.

— Ei, ei, ei — Alex o chamou de volta. — Meu convite. — pegou o envelope branco de rendas de cima da mesa e o estendeu para Zayn, sua mão estava até tremendo um pouco.

— Fique calmo, Alex. — Zayn riu, um sorriso engraçado. — Só está se casando. Se Brad estivesse aqui ele diria... — o sorriso de Zayn se desfez. — Não sei o que ele diria. Vou indo agora, nos vemos amanhã.

Depois de acenar para Alex com o convite nas mãos, Zayn saiu da sala e foi até sua pegar as chaves de seu carro. Ele entrou em sua sala, pegou suas coisas e o seu casaco, bastante pessoas já tinham saído. Quando ele olhou o relógio em seu pulso até se assustou, não achou que as horas pudessem passar tão rápido, queria falar com seu pai, mas àquela hora ele não devia mais estar lá, então a única coisa que ele fez foi voltar para o apartamento, o lugar que estava chamando de casa. Casa. Aquela palavra nunca tinha soado tão estranha, antes ele fazia aquilo sonhando com o que conseguiria depois, mas agora pensava em Danielle e em como não era justo com ela.

Zayn jogou seu casaco no sofá assim que passou por ele no apartamento, nunca esteve tão vazio quando naquele momento. Zayn subiu as escadas segurando seu celular e o jogou em cima da cama assim que entrou no quarto, começou a desabotoar os botões de sua camisa, esperando que o telefone ou até mesmo seu celular tocasse, já que não tinha visto Danielle. Sabia que o lugar mais provável em que ela podia estar era seu apartamento, mas também tinha pensado isso quando na verdade ela estava trancada.

Ele se deitou na cama e ficou encarando o teto, com as mãos atrás da cabeça e o celular em cima do peito. Ele mesmo decidiu ligar para ela, não se importou em fazer isso, só precisava saber se ela estava bem. Foi nesse momento que ele percebeu que nem o número de celular de Danielle ele havia pedido, mandou que alguém descobrisse, ou o pai dela tinha dado, nem se lembrava direito.

Oi, Zayn — ela atendeu e ele suspirou percebendo que a voz dela não era nada animada. Nada indiferente também, apenas como se isso fosse muito normal para ela e aquela fosse apenas mais uma ligação.

Está no seu apartamento? — Zayn perguntou. Continuava olhando para o teto e ao invés de ficar segurando o celular contra a orelha, preferiu aumentar o volume da chama e deixa-lo em cima da cama.

Sim. Você está no seu?

Como assim? No meu mesmo ou no que nós deveríamos ficar?

No que deveríamos ficar. — ele fechou os olhos, não sabia onde queria levar aquela conversa, nem sabia se queria conversar.

Você não devia ficar saindo assim, Derek está lá embaixo e ele acha que você está aqui. — Zayn se sentou na cama, ficou apoiado nas mãos, encarando o celular como se por algum motivo isso permitisse que ele a visse.

Ele vai me perdoar. E não estou sozinha, Brad está comigo.

Brad está aí? No seu apartamento com você? — Zayn perguntou um pouco indignado e demorou a notar que tinha ficado até magoado. Se mexeu de forma desconfortável na cama e acabou se deitando de volta, se jogando para trás e colocando as mãos no rosto.

Meu apartamento é aberto para pessoas que gostam da Holly! — Danielle, deitada em seu sofá, falava olhando para o teto enquanto tentava não roer suas unhas nervosa. Brad estava pegando alguma coisa na geladeira na cozinha, mas se debruçou sobre o balcão que dividia ambos espaços para olhar para ela.

E em que momento eu disse que não gostava dela? — Zayn se sentou de novo, não conseguindo ficar parado. — Eu nem nunca a vi.

Por isso mesmo, já me disse aquelas coisas e... meu deus Zayn, como pode dizer aquilo? Como não vou me importar com ela? — Danielle se sentou também, estava como Zayn, aflita. Na verdade, dali para frente não importaria mais o que dissessem eles só queriam que a ligação durasse para que pudessem escutar um a voz do outro.

Eu só quis te ajudar! — ele se levantou. — Mas você já deixou bem claro que não precisa de mim, até porque, vem contando coisas pra todo mundo, não é... — ele revirou os olhos, mesmo que ela não pudesse ver, ele desejou que pudesse, apenas que pudesse sentir mais ainda a ironia nas palavras dele.

Brad não é todo mundo. E eu não quero a sua ajuda. Zayn, olhe pra mim, olhe de verdade — dessa vez, Danielle se levantou, segurou o celular com mais força contra o ouvido e ficou apontando para o sofá como se isso pudesse atingir Zayn de alguma maneira. — Eu tenho 21 anos, eu não preciso que ninguém me ajude! — ela gritou.

Não precisa? — ele também se levantou. — Danielle, você não pode ficar sozinha, você é frágil e as pessoas podem querer se aproveitar da sua generosidade!

Está querendo dizer que estão querendo se aproveitar da minha generosidade em relação a Holly?

Não. Não. — ele passou a mão pelo cabelo o bagunçando. — Você não entende nada do que eu digo.

Porque você é frio, você não se importa... Zayn, eu não ligo para o que você diz, eu vou continuar com a Holly até ela estar bem.

E depois Danielle? E depois? — a voz dele se aumentou. — Você me disse quando nos conhecemos que não tinha como adotar uma criança, você mora sozinha, você não tem ninguém, como acha que vão deixar que fique com ela?

Ela parou de respirar por um segundo. Nunca tinha pensado na hipótese, nem achou que gostaria tanto de passar o tempo que estava passando com Holly, mas tinha gostado. Gostava de procurar coisas saudáveis para que ela comesse e bebesse, gostava de ler os exames médicos dela e respirar tranquila por ela estar melhorando e gostava de brincar com ela enquanto as duas estavam sentadas no chão, mas até aquele momento não tinha percebido o quanto realmente gostava.

Os três dias seguidos que passou com ela enquanto Zayn ainda estava na casa dos pais tinham sido difíceis, quando Zayn chegou a encontrou cansada porque estava sempre acordando de madrugada com medo de que Holly estivesse se sentindo mal, a qualquer movimento mais brusco da pequena, Danielle acordava assustada e demorava alguns minutos para poder dormir novamente, mas nunca tranquila. Teve que a levar ao hospital as pressas duas vezes e depois dessas duas vezes ela voltou para o abrigo, não deixaram que Danielle se preocupasse mais, mandaram a para casa e disseram lhe que poderia voltar quando Holly estivesse melhor. Danielle ficou triste, preocupada, sentiu como se não pudesse fazer mais nada a não ser pensar nela.

Talvez ela até se visse um pouco naquela criança, frágil e com poucas pessoas. Ela não tinha um passado, sua mãe havia abandonado a ainda na maternidade e Danielle sabia que sua história era um pouco parecida, seu pai dizia que sua mãe havia morrido, que não estava mais viva, mas ela conseguia se lembrar das vezes em que gritou com ela dizendo que a mãe havia abandonado a. Ela queria que Holly crescesse com a consciência de que alguém havia lutado por ela, de que alguém havia se preocupado, mesmo que não se lembrasse amais disso no futuro quando crescesse e talvez Danielle não estivesse por perto, ela queria que Holly tivesse um passado, que soubesse que não estava sozinha, assim como Danielle se sentia. Mesmo que suas melhores amigas fossem babás também, assim como as de Danielle foram. Era por isso que ela não conseguia se afastar e se preocupava a toda hora, ela só queria que Holly tivesse um passado e alguém que se preocupasse.

Danielle? — era Zayn novamente do outro lado da linha, ainda escutava a respiração dela, por isso não tinha desligado ainda. A respiração acelerada e pesada. — Danielle. Danielle estou falando com você.

Eu vou... eu vou desligar... boa noite, Zayn.


Notas Finais


Espero de verdade que esse capítulo tenha esclarecido algo para vocês e espero que tenham gostado <3

A fanfic tem um novo teaser e vai ter quantos for necessário porque eu preciso mesmo praticar no Sony Vegas kkkkkkjjjl

Assistam aqui: https://www.youtube.com/watch?v=obon74ysr_0


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