História Together For 365 Days - Capítulo 36


Escrita por: ~

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Categorias Zayn Malik
Personagens Zayn Malik
Tags Drama, Romance, Together For 365 Days, Zayn Malik, Zayn Malik Fanfics
Exibições 209
Palavras 5.231
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Impressão minha ou todo mundo está com o mesmo icon nos comentários??? Resolvi aderir também gente hahahahaha.

Espero que vocês gostem do capítulo, demorou um pouquinho, mas final de ano é aquela coisa, vocês sabem, não é... você descobre que é de humanas quando tira notas super boas em português. historia, sociologia, filosofia e simplesmente uma mais do que péssima em matemática, fiquei muito desanimada mesmo gente, estou de recuperação em duas matérias, mas é aquele ditado a vida segue.

Apesar de tudo tentei escrever um bom capítulo pra vocês, espero que gostem!

Capítulo 36 - Well... But You Are My Love


Fanfic / Fanfiction Together For 365 Days - Capítulo 36 - Well... But You Are My Love

CAPÍTULO 35

— Tudo bem, eu acho que posso fazer isso. Acho não, tenho que conseguir. — Danielle disse e virando para a mulher atrás dela.

— Sinto muito, mas eu preciso ficar de olho em você e te treinar por uns dias.

— É só uma recepção, posso fazer isso, eu fazia em uma galeria de arte. — A mulher ruiva levantou os ombros como se não pudesse fazer nada a respeito e realmente não podia.

Danielle estava sentada atrás do balcão da recepção do último andar com ela. O andar das salas mais importantes, onde várias pessoas sempre chegavam, algumas que até nem eram do pais. Ela se lembrava de ter passado muito tempo ali quando criança, se lembrava das pessoas falando idiomas estranhos e ela não entendo, conversando sobre assuntos que ela achou que nunca fosse compreender, ficava no canto, isso acontecia sempre quando sua babá estava de folga, ela ficava no canto brincando com sua boneca sozinha sendo paparicada por alguma funcionaria de seu pai.

— Me desculpe mesmo por perguntar — Jesse, era esse o nome da secretaria que estava a ajudando. — Mas o seu pai... seu pai é o dono disso tudo, o nome Carter é de muito peso na mídia e você é filha dele, essa empresa foi passada de gerações em gerações, há anos atrás, Nolan Carter começou tudo isso e já estava por todo o pais com menos de 30 anos, foi um dos que ajudaram a fundar o Newson Avary, a divulga-lo e fazer dele uma premiação importante — ela recuperou o ar. — Não sabe a sorte que tem.

É, talvez eu não saiba mesmo, não é? — Danielle perguntou sorrindo de canto e se sentando na cadeira, Jesse deu a volta e ficou escorada no balcão.

As vezes Danielle chegava mesmo a pensar que podia estar menosprezando tudo o que tinha de uma forma idiota, que deveria agradecer por revistas já terem chamado a para entrevistas, por ter fotos suas nos jornais e depois de Zayn mais ainda. As vezes, bem lá no fundo, ela tentava encontrar alguma coisa que gostasse disso, de toda essa movimentação, flashes, dinheiro, mas nunca conseguia, queria encontrar porque talvez isso tonasse tudo mais fácil, ela só deveria ser como seu pai e pronto, tudo estaria resolvido, mas ela não conseguiria largar tudo que a fazia feliz pela felicidade de uma pessoa que nem mesmo esteve presente em sua vida, se não fosse o caso de sua relação com William impedir, ela já tinha parado de frequentar suas aulas na faculdade e começado a que seu pai tanto queria.

— Ele te ofereceu um cargo tão... tão grande, por que não aceitou? Por que quis ficar na recepção? Ia ser uma executiva!

— Eu ouvi ele conversando sobre isso, disse que a mulher que trabalhava aqui estava gravida e teve que sair, certo? — olhou ara Jesse interrogativa e ela assentiu, o rosto apoiado nas mãos. — Nada mais justo.

— Mas... — ela pareceu incrédula. — mas...

— Ele me deu dinheiro, muito dinheiro e sabe que eu não vou pagar tudo porque o dinheiro dele não é meu, não tenho como conseguir 500 mil libras do dia pra noite, então disse que trabalharia aqui, apesar de eu não ter que fazer isso por conta do que eu tenho com Zayn. — deu de ombros distraída.

— Como assim o que você tem com Zayn?

— Ele me quis aqui, vim porque não quero que ele pense que aceitei o dinheiro de graça. Não gosto desse tipo de trabalho. Eu faço faculdade de artes plásticas, sabia? — ela tentou morrer de assunto. Jesse sorrio.

— Serio? Que legal, um empresário e uma artista plástica. Você e Zayn formam um casal bonito. — Danielle franziu a testa. — É que tem fotos de vocês dois na internet, em vários eventos e festas no ano passado.

Danielle assentiu se lembrando de que esse era só o começo do ano, por tanto, teriam muito mais lugares para ir.

— Ah, é verdade, mas prefiro não ver. — levantou os ombros delicadamente rindo enquanto mexia em uma caneta. Estava escrevendo Zayn em uma folha que estava ali em cima repetidas vezes e sem perceber — Bom, agora sabe por que estou trabalhando aqui né? — perguntou sorrindo. — Será que já podemos ir almoçar? Estou morrendo de fome.

 

[...]

 

— Isso não é incrível? — Zayn perguntou segurando sua indicação ao prêmio de melhor empresário do ano nas mãos.  — Meu Deus, minha mãe vai ficar tão orgulhosa quando souber!

— O que? — Brad se engasgou com sua bebida e se endireitou no sofá. — Não contou a ela ainda? Por quê?

— A primeira a saber foi a Danielle. — Zayn disse sorrindo.

— Então se resolveram, não é? — Alex perguntou vindo da cozinha com um balde de pipocas e se sentou no sofá. — O que você faria sem mim e o Brad né — ele disse sorrindo convencido.

— Tem que agradecer a nós, ainda não escutei. — Brad disse e Alex assentiu, os dois olharam para Zayn, Alex já estava começando a colocar pipoca na boca.

— É verdade, acho que sim. — ele assentiu. — Eu não se teria ido ao apartamento dela naquela noite se vocês dois não tivessem me empurrado. — riram. — É que, vocês sabem... depois da Callie... Callie — suspirou — ela foi...

— Não, pelo amor de Deus, Zayn, pelo amor de Deus — Brad disse fazendo uma careta. — Chega de falar dela, ela já foi, não gostamos mais dela.

— Eu não ia falar nada demais, eu sei que agora eu tenho que olhar pra Danielle e só pra ela, é o que eu quero. — ele disse assentindo, não só para seus amigos, mas para ele mesmo. — Tivemos uma conversa e eu...

— Estão namorando? — Brad perguntou, Alex apenas comia a pipoca como se aquele fosse o seu programa de TV.

— Não — Zayn disse meio incerto. — Eu acho que não... eu disse que queria que fossemos devagar — deu de ombros se recostando no sofá. No dia seguinte seria feriado, por tanto, eles decidiram adiantar o sábado em que passariam conversando e iriam assistir a um jogo de futebol. Brad e Zayn foram para a casa de Alex e já estavam lá há um bom tempo, já tinham conversado sobre tudo, era incrível a forma que eles sempre sabiam o que estava acontecendo na vida do outro, contaram tudo o que tinham para contar e estavam decidindo o que assistir ou jogar.

— Mais devagar do que já foram? — Brad disse incrédulo.

— Eu concordo com o Brad, mas por outro lado, vocês dois precisam tomar cuidado. Muitas pessoas envolvidas. — Zayn assentiu rápido como se estivesse se lembrando.

— Não quero que as coisas deem errado, eu sinto alguma coisa com ela, não sei, algo bem dentro de mim mesmo que me diz que ela tem que ser a pessoa. — Os dois assentiram.

— Você tem que ser muito feliz, Zayn — Alex disse. — Todos nós temos que ser. Eu com a Lexia, você com a Danielle e o Brad, bom, o Brad com quem ele quiser ser. — Zayn olhou para Brad e ele deu de ombros.

— Achei que já tínhamos superado isso — Brad disse.

— Está tudo bem — Zayn sorrio fraco. — Nossa, eu preciso ir. — ele se levantou apressado. — Já está muito tarde, eu tenho que voltar pro apartamento, pra Danielle. — ele pegou seu terno em cima do sofá e foi andando em direção a porta sem nem esperar que Alex se levantasse para abri-la para ele. — Nos vemos amanhã? 

— Não vai prolongar o feriado? — Alex olhou para trás, segurando um pedaço de pizza nas mãos.

— Ainda não tenho certeza, preciso ir — ele disse já abrindo a porta e depois de um aceno ele saiu. Colocou seu terno e foi arrumando sua gravata de volta no pescoço enquanto andava até o elevador.

Assim que Zayn chegou ao apartamento, já eram quase 11 da noite, fechou a porta e jogou suas chaves na mesinha que ficava ali perto, já tirando seu terno pronto para joga-lo no sofá, mas conforme se aproximou, viu que Danielle estava ali. Sentada, com a cabeça um pouco caída para o lado e encostada no sofá. Deu a volta e parou de frente para ela, seu notebook também estava ali, livros que ele julgou ser de sua faculdade, mas acabou olhando para um e se tratava de economia, ele franziu a testa analisando a mais, segurava sua agenda nas mãos, a mesma agenda que ele tinha lido a bastante tempo atrás, toda bagunçada, cheia de coisas coladas e dobradas. Ela parecia estar tão tranquila que ele pensou se realmente deveria acorda-la e leva-la para cima, só fez porque a posição dela causaria dores em suas costas no dia seguinte, estava toda torna, as pernas dobradas, o notebook em cima dos pés... Zayn balançou a cabeça tentando se concentrar em leva-la para cima.

Ele puxou sua gravata, jogando a no sofá ao lado e tirou o notebook de seu nome de cima dos pés dela, pegou a agenda de Danielle delicadamente, fechando a e a deixando em cima do outro sofá também. Ele passou um braço em baixo dos joelhos de Danielle e com o outro ele puxou suas costas, puxando a para cima e segurando a em seu colo e andando com ela até a ponta das escadas, olhando para cima e depois para ela, Danielle não parecia tão pesada em outros momentos. Ele beijou a testa dela, encostando seus lábios levemente sobre a pele dela, sentindo o cheiro de seu cabelo e analisando a cabeça dela deitada contra seu peito.

Ele começou a subir devagar e com cuidado, até que sentiu a mão dela passando por seu peito e ele até achou que ela tivesse acordado, mexeu sua cabeça passando sua bochecha pela camisa dele, Zayn se lembrou de um gato que tinha quando era criança na casa de seus avós e de como era fofo a forma que ele ronronava quando estava dormindo e faziam carinhos nele. Ele terminou de subir as escadas depois de alguns segundos e foi em direção ao seu quarto e quando entrou, se lembrou que tinha que mostrar o seu de verdade, já que tinha estado no apartamento de Danielle e tinha conhecido o verdadeiro quarto dela, que por sinal era exatamente como ela, refletia toda a sua personalidade com os moveis um pouco clássicos, como uma penteadeira com um designer antigo e um closet pequeno, persianas nas janelas e flores delicadas no papel de parede se entrelaçavam umas as outras.

Empurrou a porta de seu quarto e entrou, deitando Danielle na cama que estava fria por conta do edredom gelado, foi por esse motivo que assim que Zayn a soltou ela abriu os olhos, não tinha mais os braços quentes dele a envolvendo e isso gerou um leve desconforto. Zayn tinha se afastado para poder trocar de roupa e mal percebeu que ela estava se mexendo, começando piscando os olhos repetidas vezes para se acostumar com a luz.

— Que horas são? — ela perguntou colocando a mão nos olhos, a claridade do quarto a incomodou.

— São quase onze, por quê?

— Oh meu Deus — ela se assustou de repente, ficando em pé de pressa e se esquecendo até da claridade que a incomodava. — Eu não acredito que dormi a tarde inteira — ela balançou a cabeça, suspirou tristemente colocando as mãos no rosto. Zayn tirava sua roupa do outro lado do quarto e prestava atenção nela.

— O que foi? — perguntou tirando sua camisa, puxando as mangas e jogando a sobre o ombro em seguida. — Tinha que fazer alguma coisa? — ela o olhou.

— Eu iria ver a Holly — ela disse triste, olhando ao redor um pouco perdida. — O que eu estou fazendo aqui? — ela se levantou coçando os olhos e depois se sentou novamente. — Droga, eu dormi por muito tempo, queria tanto vê-la. — ela disse tão baixo e em uma forma tão triste que Zayn pensou que ela fosse chorar, ficou até atento, pronto para se aproximar caso ela começasse a chorar de verdade, mas Danielle levantou a cabeça antes que ele dissesse algo. — Obrigada por me trazer pra cima, eu teria ficado no sofá.

— Está cansada por causa do trabalho novo? — ele disse entrando em seu banheiro e deixando a porta aberta para continuar conversando com ele.

— Eu não diria cansada, não sei, só quero fazer as coisas direito. Fiquei lendo um livro e anotando algumas coisas. Meu pai me ofereceu um cargo que eu não aceitei, então eu disse que poderia ficar na recepção. — Danielle se deitou aos poucos, deitou a cabeça em um travesseiro e abraçou outro, ficou olhando para o teto enquanto falava, com os joelhos dobrados.

— Em que cargo ele queria que você aceitasse? — Zayn apareceu na porta do banheiro e Danielle se virou um pouco para olha-lo, já estava sem roupa.

— Executiva de Marketing. — ela voltou a olhar para o teto.

— E você não aceitou? Danielle...

— Eu não tenho preparação pra isso.

— Acha que eu tive quando comecei a trabalhar com o meu pai? — Zayn falava um pouco alto para que ela pudesse escuta-lo. — São coisas que nós vamos ter que aprender, se precisa dermos sorte não vamos fazer muitas coisas erradas antes de começar a acertar, mas...

— Não quero ter mérito só porque ou a filha dele, tem gente que se prepara pra isso e eu...

— Eu tenho mérito só porque sou o filho do meu pai — ele apareceu na porta do banheiro novamente, dessa vez segurando sua escova de dentes. Danielle se apoiou nos cotovelos, levantando a cabeça para olha-lo. — Você também vai ter, só tem que trabalhar pra mostrar que além de filha dele você pode ser você e conseguir as coisas por você. Eu me tornei importante porque depois de ser filho dele, eu realmente provei que eu tinha mérito e capacidade e você tem isso, pode ter, se trabalhar, é só o que eu faço todos os dias. Tem que aceitar que vai ter privilégios por ser filha dele e isso não é culpa sua, as pessoas não tem que te julgar por isso, aconteceria o mesmo com elas se estivessem no seu lugar.

— Então acha que devo aceitar? — ele assentiu.

— Pode ser uma experiência importante e nova pra você, fora que ficaria muito mais próxima dele — ela enrubesceu, não sabia que estava tão na cara que apenas queria ficar perto dele, Zayn só não conseguiu ver por estar um pouco longe e pela luz não favorecer. — ela jogou a cabeça para trás se deitando novamente.

— É, pode ser — ela deu de ombros, acariciando o travesseiro, pensava inteiramente em Zayn enquanto fazia isso.

Eles só pararam de conversar quando Danielle parou de responder, então quando Zayn saiu do banheiro viu que ela estava dormindo, ou cochilando, toda encolhida e abraçada ao travesseiro dele, mas quando se deitou passando o braço em volta da cintura dela, Danielle se virou devagar, encostando a cabeça no ombro dele e entrelaçando suas mãos, a primeira coisa que fez depois foi aspirar o perfume dele e sorrir contra o pescoço de Zayn, sonolenta.

— Pensei que fosse dormir no Alex — ela disse passando sua coxa por cima da dele.

— É — Zayn respondeu. — Mas preferi voltar — ele queria dizer que voltou por ela, que queria passar essa noite com ela, mas foi barrado por sua própria consciência incerta e insegura sobre dizer certas coisas e passar rápido demais pelas linhas imaginarias que ele criou para que os dois fossem devagar.

— Não me contou o que seus ais disseram sobre a sua indicação — ela se afastou um pouco, deitando a cabeça no mesmo travesseiro que ele, passando a mão pelo rosto de Zayn delicadamente.

—  Ah, é que ainda não contei a eles.

— O que? Por que não? — perguntou confusa.

— Quero contar pessoalmente, só isso.

— Então vai pra lá? Quando? — Zayn sorrio. — Quer dizer, quando você quiser é claro, não tenho que perguntar... eles vão ficar muito felizes por você quando contar e diz pra sua mãe que eu...

— Como assim? Acha que vou sozinho? — ele franziu a testa puxando a cintura de Danielle pra perto. A pele dele ainda estava morna e macia e o cabelo úmido.

— Quer que eu vá com você? — ela tentou segurar o próprio sorriso. — O que? Mas Zayn...

— Mas o que? Você não quer?

— Não, mas é que... é a sua família, até entendo ter me levado no Natal, mas agora... é que foi você quem disse que queria que nós fossemos devagar. — levantou os ombros, se aproximando mais dele, estavam tão encostados que até seus joelhos estavam juntos um no outro e Danielle passou o braço em volta do pescoço dele, o abraçando e fechando os olhos enquanto seus narizes se encostavam.

— É, eu disse — ele passou os dedos pela testa dela, tirando o cabelo do rosto e o colocando para trás. — Mas acho que isso não é ir rápido demais, afinal, você já foi pra lá e o que é rápido demais pra nós? Já moramos juntos, você pode entrar no meu quarto quando quiser, dividimos o mesmo banheiro — ele disse em um tom humorado e o corpo de Danielle vibrou contra o dele em um riso. — O mesmo sofá e as mesmas roupas.

— Não seja exagerado — ela disse rindo.

— Eu sei, digo isso só pra você rir — sussurrou e ela juntou seus lábios, entrelaçando seus dedos no cabelo dele, enquanto ambos aprofundavam o beijo e se aproximavam ainda mais, se é que era possível que isso acontecesse. — Por que não me conta sobre o seu trabalho e como está se sentindo lá? — ele perguntou ainda com os olhos fechados quando se separaram um pouco.

— Eu estou começando a achar que o meu pai não vai me deixar fazer nada, independentemente do que eu escolher, ele só vai me deixar agir sozinha se eu aceitar o que ele me ofereceu. Jesse, uma funcionária do meu pai ficou comigo o tempo todo e disse que ainda tem que me deixar preparada, mas não sei se é isso mesmo ou se o meu pai não confia em mim.

— Aceite o cargo que ele ofereceu pra você, só experimente e depois, se não gostar saia. — ele disse simples, mexendo os ombros.

— Bom, pelo menos amanhã é feriado, não tenho que fazer nada, quando eu voltar talvez converse com ele... É que eu não sei como fazer essas coisas Zayn — ela sussurrou nervosa. — A relação que você tem com o seu pai é linda, mas a que eu tenho... oras, eu nem sequer tenho. — quando ela começou a se agitar e se afastar dele, mesmo que não percebesse, ele viu que já era o momento de parar com aquele assunto, porque a incomodava mesmo que ela não percebesse isso de fato.

— Ei, ei, ei — ele a puxou de volta. — Você quer sair comigo? — Danielle não respondeu por uns segundos, ficou tentando processar a pergunta em sua cabeça.

— Sair? Um... como um encontro? — ele assentiu.

— Temos que comemorar que eu fui indicado ao Newson Avary e temos que sair também, ter um encontro, essas coisas...

— Eu aceito — de repente os olhos dele ficaram mais intensos sobre ela e Danielle sentiu seu rosto ficar quente, estava tentando não sorrir tanto, queria que ele pensasse que aquilo era algo normal, mas com certeza não era. — Claro que eu quero ter um encontro com você.

Zayn a convidando para sair realmente não era normal, mas ela tentou se acalmar porque talvez devesse se acostumar, devia estar adepta a essas coisas, a ter encontros com ele, a beija-lo, contar sobre o seu dia, mas ela nunca tinha feito aquilo, foi praticamente sozinha a vida inteira, nunca teve melhores amigas pra contar sobre seus dias, sua vida, suas paixões, mas agora ela tinha. Além de Zayn ela tinha Megan, Brad e até Alex gostava dela.

 

[...]

 

Danielle não tinha passado o dia inteiro com Zayn como havia imaginado, ele saiu e foi a um almoço importante com os outros indicados ao prêmio Newson Avary, ele saiu de casa atrasado e ela preferiu nem perguntar nada, mas sabia, Megan lhe contou por celular, que eles iriam fazer uma lista com os convidados dele, resolver horário de chegada e por quando tempo ele concederia uma entrevista a emissora que cobriria o evento.

— Ele deve estar muito animado, com certeza! — ela disse e Danielle concordou assentindo, mas depois se lembrando de que Megan não poderia ver.

— Ele está — Danielle disse sorrindo. — Até foi em um almoço com os organizadores hoje.

— Meu pai já ganhou esse prêmio, é muito importante pra ele ganhar, todos vão ficar extremamente felizes por ele.

— Ele me disse que vai pra casa dos seus pais no fim de semana, ele quer contar pessoalmente.

— Então tecnicamente não era pra você me contar? — Danielle se desencostou do sofá e tirou os olhos de seu esmalte.

— Meu Deus — colocou a mão na testa. — É mesmo. Megan, não pode contar a ele!

— Tudo bem, posso fingir que estou surpresa na hora que ele contar. Eu tenho um encontro com Brad hoje — ela disse animada e Danielle também se animou por ela.

— Serio? Eu também tenho, vou sair com Zayn hoje a noite.

— E pra onde vão? Brad quem me convidou e eu fiquei tão feliz... nunca tivemos um encontro, encontro de verdade, sabe? Ele parece estar interessado.

— Não sei pra onde vamos e nem o vi ainda, ele saiu de manhã e até agora não voltou — ela olhou ao redor, para ver se conseguia se sentir menos sozinha, mas não adiantou nada. O apartamento inteiro estava em um silencio total.

— A briga que Brad teve com Zayn teve que valer a pena, graças a Deus — Megan suspirou um pouco aliviada. — Não que eu tenha gostado, mas desde o início Brad nunca quis nada demais comigo e agora... ele me convidou pra sair — ela deu um gritinho animado que fez Danielle rir. — eu vou te mandar uma foto da minha roupa, eu estou apaixonada por ela, espero que Brad também fique. — Danielle começou a se levantar do sofá, foi andando até a cozinha. — Além de tudo o mais importante, é fácil de tirar. — Danielle arregalou os olhos rindo.

— Megan!

— Isso é importante. — ela respondeu. Danielle chegou a cozinha e não encontrou Emma ali, como de costume, entrou, para certificar- se de que estava vendo direito e então saiu de lá, olhando ao redor pelo apartamento, era incrível como se sentia pequena ali, ao passar pelos pilares na entrada da cozinha e principalmente ao olhar para a varanda, era muito alto.

— Eu acho que já sei que roupa vou usar também, acho que sei também o lugar para qual Zayn vai me levar — ela subiu as escadas, seus passos eram tão silenciosos e delicados que ninguém podia escutar do andar de cima. Encontrou Emma saindo do banheiro com algumas toalhas dobradas na mão, ela se assustou ao ver Danielle e ela sorrio.

— Oh, me desculpe — ela riu. — A senhora precisa de alguma coisa?

— Só um instante, Meg — ela disse abaixando o celular da orelha. — Preciso que pare de me chamar de senhora, me faz me sentir muito mais velha e eu só tenho 21 anos.

— É porque...

— Não precisa se explicar, sei que sua empresa manda que seja formal comigo, já morei em outra casa e lá tinham muitos funcionários, mas aqui só eu e Zayn, sem senhora, está bem? — a mulher assentiu. Ela deveria ter menos de 50 anos, mas de qualquer forma Danielle não perguntaria, achou que não seria muito educado mesmo que já se dessem bem. — Eu só queria que você preparasse alguma coisa pra mim, está anoitecendo e vou sair pra jantar, mas mesmo assim já estou com fome. — levantou os ombros como se sentisse culpada.

— Claro, tem preferência por algo?

— Só um sanduiche e suco. Eu acho que estou atrasada — disse passando por ela rindo e depois entrou em seu quarto. — Oi Meg, ainda está aí? — Danielle perguntou fechando a porta e observando seu vestido em cima da cama.

— Estou e você está atrasada, podemos nos falar depois se quiser, tem sorte por se arrumar rápido. — ela riu pelo nariz. — Eu estou perdida, não sei nem por onde começar.

— Eu acho que demorei muito pintando as minhas unhas. Você e Brad não precisam de sorte então só esteja linda, porque ele vai estar e vocês se gostam.

— Obrigada, a você e o Zayn também, nos falamos depois. — e as duas desligaram.

Danielle foi direto para o banheiro, queria tomar um banho. Ela demorou um pouco, apesar de achar que Zayn já estava chegando porque eram quase 19:00 da noite. Ela lavou seu cabelo, ficou alguns minutos massageando o próprio corpo com sabonete líquido e depois de muita espuma ela saiu, se enrolando em uma toalha e depois enrolando outra no cabelo. Ela ficou mais longos minutos passando creme por todo o corpo na frente do espelho, vestiu seu sutiã e sua calcinha e depois se sentou na cama terminando de passar o creme hidratante nas pernas, se levantou e foi para o banheiro preparar seu cabelo, ficaria com ele solto, mas queria algo diferente. Decidiu seca-lo e depois fazer ondas com o babyliss o deixando mais volumoso, demorou mais alguns minutos se maquiando depois e ficou fazendo caretas para o espelho do quarto quando estava tentando escolher brincos. Finalmente chegou a hora de vestir seu vestido. Ele tinha as mangas cumpridas em rendas e era preto, com flores escuras também que não apareciam muito, tinha uma saia curta e rodada, apertado na cintura de Danielle e um zíper em suas costas, zíper que ela xingou por muito tempo por não conseguir fecha-lo sozinha, teve que ficar aberto enquanto ela vestia seus saltos e só depois, quando ela se esforçou mais um pouco, conseguiu fecha-lo.

Zayn tinha mandado uma mensagem a ela pela manhã, avisando que as 20:00 já estaria pronto para sair com ela, mas já eram 20:30 e ele nem estava em casa ainda, mas ela não se desanimou, porque se ele já estivesse em casa antes talvez ficasse irritado por ter que ficar esperando a se arrumar.

Ela desceu para o andar de baixo segurando sua pequena bolsa prateada nas mãos e segurando no corrimão de metal com medo de cair com os saltos que usava. Tirou o cabelo ondulado do rosto e seguiu para a cozinha, quando entrou, Emma parecia estar organizando algumas coisas no armário, ao mesmo tempo que se devia entre mexer na lava louças também.  Danielle se sentou à mesa e só então, Emma notou-a.

— Está muito bonita — ela disse sorrindo, Danielle estava radiante por fora.

— Acha mesmo? — sorrio passando os dedos entre o cabelo.

— Claro que sim. — Andou até ela, trazendo uma bandeja com sigo.  Colocou a frente de Danielle, ali tinha o sanduiche que ela havia pedido e um copo de suco.

Ela o comeu e ficou conversando com Emma, que parecia agitada, mal parou na cozinha. Danielle conseguia entender perfeitamente, observando a, por que o apartamento estava tão mais organizado. 

Ela estava distraída, terminando de comer quando seu celular começou a tocar e vibrar em cima da mesa ao lado dela. Danielle deixou o copo de suco sobre a mesa novamente antes de pegar seu celular e ver ZAYN brilhando na tela.

— Oi — ela disse baixo, estava incrivelmente tímida e não sabia o porquê.

— Sei que deve estar querendo me matar — ele disse aflito do outro lado da linha. — Mas faça isso depois do nosso encontro, por favor. Eu fiz muitas coisas hoje, achei até que teria que fazer uma viagem de última hora, mas não... eu te conto tudo depois, só estou terminando de arrumar a minha... minha gravata, pronto. Terminei, eu já estou indo.

— Quer que eu te espere no saguão? — perguntou já se levantando.

— Eu sinto muito.

— Ainda vamos jantar, não é? — ela já estava saindo.

— Claro que sim.

 

[...]

 

— Você é incrivelmente linda de costas também. — Danielle escutou a voz de Zayn atrás de si, baixa e lhe causando arrepios, então se virou imediatamente.

— Você é incrivelmente lindo de frente — sorrio enquanto se aproximavam, encantados com a beleza um do outro. O cabelo de Zayn estava crescendo demais para um topete, então ele penteava para trás enquanto não se decidia entre cortar ou não. Estava com um terno azul, um azul petróleo quase peto, fazia a pele dele ficar ainda mais clara e o cabelo refletia a luz. Só um botão estava fechado, um botão no meio, mas estava apertado mesmo assim. Ele usava uma camisa preta e uma gravata também preta, calças pretas também e quando se aproximaram o suficiente para que ele pudesse pegar as mãos dela e ergue-las, Danielle reparou nos anéis que ele usava. Não usava o colar com o anel de sua família dessa vez. Ela não tinha nada nas mãos, só uma pulseira com alguns pingentes pessoais, um pincel, tintas pequenininhas, uma nota musical e corações.

— Você está linda, amor — ele sorrio, com o rosto bem perto do dela, ela estava na mesma altura que ele, poucos centímetros mais baixa. Quando ela ficou observando o rosto dele por esses poucos segundos, percebeu que talvez ele estivesse deixando a barba crescer.

— Obrigada — fechou os olhos por uns segundos pensando se talvez estivesse ficando vermelha.

Amor. Ele tinha chamado-a de amor.

Danielle sentiu seu estomago formigar e apertou mais as mãos dele. As pessoas ao redor já sabiam que eles eram “recém casados” Mas o sentimento que eles conseguiam passar impressionava a todos mesmo que eles achassem que no início tudo era assim, talvez fosse, mas isso não importava, não valia nada naquele momento. Eles formavam um casal lindo e eram lindos, as pessoas percebiam isso e por mais que algo ali não fosse concreto, não era isso que os outros achavam, nem de longe.

— Me chamou de amor — ela disse mordendo os lábios tentando segurar toda a convulsão de seu corpo naquele momento, vontade de abraça-lo com força. — Você me chamou de amor, Zayn.

— Você não gostou? — ele perguntou assustado. — Eu...

— Nunca me chamou de amor, — ela disse com um sorriso peculiar no rosto, aquele sorriso era novo para Zayn. Parecia satisfação, felicidade e um pouco de incredulidade também. — Você nunca... — parou recuperando o ar. — ninguém nunca me chamou de amor a não ser as minhas babás.  

— Nem o seu namorado? — ela negou.

As pessoas continuavam olhando, mas eles não notaram e o espaço era tão grande que nem tinham como, dourado e iluminado, com a recepção um pouco agitada, pessoas passaram carregando malas e outras estavam sentadas no sofá vermelho de couro do outro lado da porta de vidro.

— Ele me chamava de Dani, de outras coisas, mas de amor eu não me lembro — ela deu de ombros. Ele passou os olhos por todo o rosto dela, analisando toda a beleza que ela possuía e não sabia.

— Bem... — ele sorrio — Mas você é o meu amor — ele disse em um tom suave e aveludado, passando as costas da mão pelo rosto dela, tinha tanto cuidado com Danielle que ele nem mesmo se reconhecia. Tocava a com suavidade, como se ela fosse uma flor prestes a se desmanchar. Nunca tinha tratado uma mulher daquela maneira, como se ela precisasse ser protegida de tudo e de todos, nunca tinha tido essa necessidade, mas com Danielle ele tinha e isso não significava que Danielle não era forte para se proteger e cuidar sozinha, mas sim que ele sentia muito mais do que paixão por ela, era uma necessidade que ele tinha de protege-la, de vê-la bem porque ela merecia tudo de bom que a vida tinha para oferecer, uma necessidade que crescia cada vez mais dentro dele, principalmente nos últimos dias. 


Notas Finais


Então, o que vocês acharam?? Vamos aproveitando essa felicidade porque daqui a pouco acaba e a gente sabe.

Enquetezinha de hoje:

30 MINUTOS. VOCÊS PERDOARIAM 30 MINUTOS DE ATRASO? COMO ASSIM 30 MINUTOS ZAYN?


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