História Tokyo Ghoul - Two Sides Of CCG - Capítulo 1


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Categorias Tokyo Ghoul
Personagens Akira Mado, Ayato Kirishima, Hideyoshi Nagachika, Hinami Fueguchi, Juuzou Suzuya, Ken Kaneki, Kishou Arima, Koutarou Amon, Kureo Mado, Nishiki Nishio, Personagens Originais, Renji Yomo, Shuu Tsukiyama, Touka Kirishima, Uta
Tags Ação, Fanfic, Terror, Tokyo Ghoul, Tortura
Visualizações 14
Palavras 1.660
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Canibalismo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Anike Mado por Lalisa Manoban
Reyse Mado por Kim Jisoo
Jinung Mado por Jeon Jungkook
Outros personagens do anime por Cosplays e Atores da Live Action

Capítulo 1 - 1 • 20° Distrito


   — Passe por mim! Não morra! Resista!

Era uma noite como qualquer uma em Tóquio, mas, do lado de fora de uma cafeteria, uma certa ghoul implorava para que o pequeno ser em sua barriga sobrevivesse. Touka estava cansada, segurando um sanduíche na mão direita e abraçando seu ventre com a esquerda, não importava o que ela tinha que fazer, seu filho tinha que estar vivo, seu filho precisava estar vivo.

Era um perigo mortal que um ghoul e um humano tivessem filhos, mas como Kaneki era meio ghoul, ela teria mais chances de mantê-lo, mas eram mínimas as chances de manter a si mesma.

Porém uma outra mãe tinha feito esse sacrifício, alguns anos antes de Touka.

E não era Ukina Yoshimura.

Era a pessoa menos esperada, ela chegou a certo ponto que a própria família julgava impossível, mas ela fez tudo por amor, três vezes.

Ela ia para um quarto escuro no fundo da casa, para que as outras duas filhas não vissem o quanto ela sofria. Chorava muito quando ia alimentar seu filho, mesmo que ele nem tivesse nascido, segurava o copo de sangue e ficava olhando para ele, até que ela tivesse coragem de tomá-lo. Mas o seu choro atraiu a atenção do marido, que abriu a porta e viu que ela chorava em canto e tinha sangue derramado no chão.

— Eu não consigo, eu não consigo mais!

O homem foi até a esposa e a abraçou com força.

— Amor... Se você conseguiu ter as duas, você pode ter o último, já está de seis meses, não aborte agora.

— Esse vai ser nosso último filho certo?

O homem assentiu com a cabeça, enquanto acariciava a barriga da mulher, que já estava crescendo. Ela pegou o sangue que tinha sobrado no copo, o engoliu sem nem olhar pro copo, a amargura de cometer canibalismo pra manter um filho vivo era uma prova de amor entre os ghouls e os humanos.

-×-

— Então esse é o 20° distrito.

Uma jovem ,loira, olhava pela varanda de sua casa com seus olhos tão cinzentos quanto céu, ele se misturava aos prédios daquele lugar, uma calma invadia o quarto junto com a brisa, um pouco de silêncio. Realmente a casa no 20° distrito era bem melhor do que a que sua família tinha no 16° distrito, ela tinha acabado de se mudar por causa do trabalho de seus pais, e agora, ela trabalharia junto com eles.

— Anike a gente tem que ir agora!

Ela tinha dois irmãos mais novos , Reyse e Jinung. Ela parou de olhar pra vista e pegou um par de luvas brancas em sua gaveta, colocou as luvas e pegou uma maleta prateada que estava no canto. Anike A. Mado era uma garota de 19 anos que vivia uma vida boa com seus pais e seu avô, mesmo que todos na família fossem investigadores, e os três irmãos tinham acabado de começar.

— Investigadora de Segunda Classe aos 18 anos, podia ser pior — disse a garota de cabelos negros e olhos cinzentos.

— Pelo menos você não é uma assistente Reyse — rebateu o menino de cabelos e olhos escuros.

— Jinung se lembra do que o vô nos disse quando estávamos na acadêmia? Que desde que você tenha um objetivo claro e uma motivação posições e patentes não importam, é bom se basear nos conselhos de alguém experiente.

— Anike o vovô passou anos na mesma posição e só subiu agora, tem certeza que é uma boa seguir isso? — questionou a irmã do meio.

— Temos que levar nosso avô e nossos pais com orgulho, afinal nosso sobrenome já está na CCG a um bom tempo. Bem dizem que tem uma cafeteria muito boa aqui no 20° distrito... Anteiku é o nome pelo que me lembro.

— Considerando que a Reyse acordou todo mundo uma hora mais cedo com aquele barulho na cozinha e que estamos bem adiantados, podemos ir dar uma olhadinha lá.

Os três andaram pouco até chegarem no lugar, uma cafeteria simples mas convidativa. Anike abriu a porta para olhar o lugar, com um pequeno movimento de clientes pela manhã. Um jovem de cabelos brancos e tapa-olho estava no balcão, fazendo café. Quanto mais Anike olhava para os clientes e para os funcionários, mais ela via aquela palavra passar por sua mente.

Ghoul, ghoul, ghoul...

O dom de recohecer ghouls pelo olhar era algo excelente para ser utilizado na CCG. Anike foi direto pro balcão enquanto seus irmãos esperavam em uma mesa, apoiou os cotovelos no balcão e sorriu para o homem de tapa-olho.

— O que deseja?

— Bem eu gostaria de uns três cafés, um forte e dois puros. Mas tem uma outra coisa que você poderia fazer por mim? Ghoul Tapa-Olho?

Kaneki deixou a xícara cair no chão, pegou os cacos e ficou olhando espantado para o rosto da menina loira.

— Como você...

— Anike Mado, investigadora de segunda classe, mas não se preocupe, a minha intenção não é te matar... Não ainda.

Uma jovem de cabelos castanhos desceu a escada, parecia ter 20 anos, sentiu um cheiro semelhante ao de um meio ghoul, mas não era Kaneki, quanto mais andava pelo salão, mais ela sentia o cheiro, até que o cheiro do tal híbrido estava bem forte, em uma mesa, com duas pessoas sentadas, e as duas seguravam maletas.

Investigadores que são Ghouls?

— E aquela ali deve ser a número 745, Fueguchi certo?

Anike disse apontando para a jovem mulher de cabelos castanhos, fazendo Kaneki estremecer mais ainda.

— Sem querer ser chata, mas meu avô está atrás dela a muito tempo e seria melhor dar um trabalho a menos pra CCG...

— O que você quer? — Kaneki perguntou, e Anike sorriu.

— Todas as informações que eu pedir sobre os ghouls, qualquer um deles, se você mentir... Eu levo a cabeça de alguém daqui comigo você escutou Tapa-Olho? Ah é mesmo, seu nome é outro.

— Ken Kaneki...

— Então esse será nosso acordo, Kaneki Kun. Espero que não me veja como uma inimiga, já que estou te deixando vivo certo?

Kaneki assentiu com a cabeça.

— E você também vai ter que denunciar os ghouls daqui.

— Não vou ser ameaçado por uma investigadora iniciante de 19 anos...

— Ah mas quando a iniciante de 19 anos pode arrancar a sua cabeça, a da sua filha e a da sua esposa ai você é ameaçado pela iniciante de 19 e fica bem quietinho se não quer que eu chame reforços pra suas vermes e pra Fueguchi.

— Como sabe que eu...

— Você e aquela garçonete de cabelo roxo usam a mesma aliança e tem uma garotinha brincando do lado de fora que parece muito com vocês dois — a investigadora se levanta — Como eu disse, não me veja como a vilã da história.

Enquanto Anike esperava os cafés, Hinami foi levada pela curiosidade a chegar mais perto dos dois irmãos que seguravam maletas.

— Algum problema senhorita?

Jinung pergunta enquanto arruma seu óculos e olhava para Hinami.

— Investigadores?

— Ao seu dispor — diz Reyse com um sorriso.

— É raro ver investigadores nesse distrito, mas sejam muito bem vindos e espero que façam seu trabalho.

Hinami fez uma saudação de despedida e se afastou dos agentes, sua vida nunca foi a mesma desde que sua mãe morreu, mas ela já tinha aprendido a lidar com a perda. Ela vivia na Anteiku junto com Touka e Kaneki, e adorava cuidar de Rei, a filhinha de 5 anos deles.

A loira sentou com os irmãos e pegou a xícara de café, com um sorriso de canto nos lábios finos.

— Já tenho um deles na palma da minha mão, vamos avançar bem rápido nesse distrito.

— Anike a irmã manipuladora e chantagista que enrola os ghouls ao invés de matá-los — Reyse fica tamborilando na mesa.

— Sempre é bom matá-los aos poucos, guarde isso Reyse. Acho melhor irmos trabalhar, chegar atrasado no primeiro dia não é muito profissional.

Os três irmãos se levantam e vão embora, Hinami esperou aue eles estivessem longe o bastante para ir falar com Kaneki.

— Oni-San... Estão permitindo ghouls na CCG?

— Hinami eles não permitem nem que nós estejamos vivos, quem dirá no meio deles — o homem de tapa-olho se vira para fazer mais café.

— Então porque aqueles três...

Hinami foi interrompida por um abraço de uma pequena menina de cabelos brancos, a jovem mulher sorriu e pegou Rei em seus braços.

— O que tem aqueles três Hinami?

— Nada não Kaneki...

Hinami não ia expor os agentes, mesmo sabendo que eram três meio ghouls.

-×-

Noite no vigésimo distrito, risos de um beco, lábios negros sendo lavados de sangue.

Uma certa ghoul, usava uma máscara branca, um tanto luxuosa, acompanhada por sua irmã Y.S , uma ghoul de máscara igual a primeira, mas ao invés de branca era uma máscara preta, ambas imitavam renda, mas com fios de ferro, as duas usavam uma maquiagem muito forte no rosto, para deixar seus traços escondidos atrás do ferro. Um terceiro ghoul que usava uma máscara preta que deixava apenas seus lábios expostos, estava se deliciando com a carne macia do corpo.

Até serem abordados por dois agentes.

— Já tem lixos no vigésimo distrito, e vocês parecem do tipo que caçam toda hora e não param de comer, a eliminação é essencial.

A de máscara branca se virou, era conhecida como I.K BlackWhite pelos investigadores, ela deu um sorriso com os dentes cobertos de sangue.

— Comemos bem menos do que parece.

O garoto de máscara preta, U. N BlackWhite, mostrou seu kagune, belas asas azuis de cristal, disparou cristais na direção dos agentes, derrubando os mesmos, dando tempo para que os conhecidos irmãos I.K, Y.S e N.U BlackWhite fugissem.

Aquilo era vergonhoso, aquilo era humilhante.

Os filhos de Akira Mado e Koutaro Amon eram metade ghouls! 



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