História Tomorrow - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias Teen Wolf
Personagens Allison Argent, Derek Hale, Hayden Romero, Jordan Parrish, Kira Yukimura, Liam Dunbar, Lydia Martin, Malia Tate, Melissa McCall, Mieczyslaw “Stiles” Stilinski, Scott McCall, Sheriff Noah Stilinski, Theo Raeken
Tags Stalia, Stydia, Teen Wolf
Exibições 135
Palavras 2.164
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Desculpa a demora aaaaaa
Eu tenho uma GRANDE surpresa no próximo capitulo, espero que gostem!!!!

Capítulo 8 - I Lived


Fanfic / Fanfiction Tomorrow - Capítulo 8 - I Lived

 Palavras soltas e ecos permaneciam em minha mente. Algo me fez despertar, um som, um som alto que acendeu meu coração e todo meu corpo como uma faísca na palha. Transformou em fogo todo o meu coração. Eu sentia as coisas, ouvia coisas, conseguia entender pessoas preocupadas e dizendo para eu acordar. Meu corpo parecia estar anestesiado há anos, décadas, milênios, e que foi desperto apenas com uma voz, um som que me tomou por inteiro.

Havia choros, pedidos e promessas sendo feitas ao meu redor. Coisas passavam pela minha mente, momentos e memórias, até que em meu raciocínio, capturei olhos verdes navegando em minha mente, tão perdida quanto eu, misteriosa e plena, me chamando com sua voz suave.

Foi o que me fez despertar.

Abrir os olhos era como aprender a andar quando se é criança, tudo estava embaçado e eu sentia minha retina queimando como fogo. Uma película de desfoque se apossou de meus olhos, me fazendo forçar a vista para tentar entender o que estava acontecendo. Milimetricamente, virei meu rosto para o lado e vi alguém correr diante a porta e um borrão ir embora então. Segundos após o ocorrido, vários outros borrões brancos apareceram em meu campo de visão desfocado e meus olhos cederam novamente ao cansaço.

— Stiles? Meu filho? — ouço uma voz familiar me chamar, e quando tento abrir os olhos novamente, tudo se torna claro como água. Um homem está ali parado com os olhos inchados e vermelhos, sua mão está em meu ombro e não podia deixar de ver seu sorriso. Era meu pai. Seu distintivo de xerife estava posto no peito junto á sua farda.

— Nós precisamos fazer uma série de exames em seu filho, xerife. Ele precisa de repouso imediatamente, precisa poupar sua voz também. — uma mulher disse do outro lado da sala onde eu estava. Tudo era branco e iluminado, limpo e organizado.

— Tudo bem, claro, eu darei o tempo que vocês precisarem.

— Certo. Vamos, Stiles? — a mulher sorriu para mim simpática, não disse nada, apenas observei o caminho enquanto ela guiava minha maca para algum outro lugar do hospital. — Você é um guerreiro, rapaz, um baita guerreiro.

Suas palavras me causaram certo impacto. Fiquei curioso com elas, até porque um vazio extenso vagava pela minha mente.

 

Novamente, tentei abrir os olhos e fiz o maior esforço que pude. Meus olhos queimavam com a luz diante de minha cabeça, minha cabeça doía e meu corpo parecia ter sido atropelado por um caminhão. Dúzias de fios estavam presos em meu corpo, uma máquina estava ao meu lado e do outro, olhos castanhos que me traziam paz.

Os olhos de Scott transbordavam emoção. Seu rosto estava úmido e sua mão estava repousada em meu ombro, num gesto amigo.

— Stiles... — ele respirou fundo e sorriu, foi o sorriso mais sincero que já vi. Scott não é meu melhor amigo, é meu irmão, e memórias surgem á todo momento em minha mente de quando costumávamos brincar juntos em nossa infância, parecia que estava sendo atingido com flashes a cada segundo. — Você deu um baita susto na gente, cara. — ergui a sobrancelha e sorri o máximo que pude, mas sei que não foi suficiente. — Sei que você provavelmente você não pode gastar sua voz... Então, é... — Scott sempre foi um idiota desajeitado, sempre tentando arranjar uma maneira de dizer as coisas. — Estão todos querendo te ver, Isaac, Allison, Malia... — ele abriu um sorriso convincente, mas algo parecia errado.

— Onde... — minha boca estava seca e minha garganta doía a cada palavra que saía. — Lydia? — disse simplesmente e vi a feição de Scott mudar de tranquilo para preocupado. Eu conheço bem Lydia e sei que ela iria querer ser a primeira a entrar aqui e ver como eu estava, mas ela não estava aqui e algo está errado.

— Stiles...

Quando Scott ameaçou falar algo, a porta se abriu e uma garota de cabelos curtos e castanhos entrou com meio sorriso no rosto, simpático e reconfortante. Malia.

— Ei... Espero não ter atrapalhado. — ela disse nervosa.

— Não, está tudo bem, vou falar com Allison. — antes de passar pela porta, Scott lançou um olhar intensivo para Malia, que abaixou a cabeça e olhou para mim como se nada tivesse acontecido, mas eu sabia que algo estava muito errado no meio disso tudo.

Após horas de esforço, consegui comer uma sopa ruim que me trouxeram mais tarde com ajuda de meu pai. Malia quis ficar até a noite, mas não permiti por conta do horário do colégio amanhã cedo e sei que precisam garantir a graduação no fim do ano. Já estava escuro e meu pai havia trocado de turno com alguém para passar a noite comigo, sei que isso é horrível e me sinto inútil sem poder sair da cama de hospital e ter que depender de alguém para me alimentar e me ajudar com coisas pessoais.

Ele havia saído para comer algo quando disse que poderia ficar mais de meia hora sozinho, e realmente podia. O céu estava alaranjado ganhando tons de azul e eu podia observar um show de aquarela pela janela de meu quarto. Imediatamente pensei em Lydia. Não sei se foi o tom alaranjado de seus cabelos ou a tonalidade do céu que me lembrou de quando ficávamos horas deitados na grama observando o céu até as estrelas caírem e se colocarem em seus devidos lugares. Não consegui evitar, já estava sorrindo feito idiota.

Havia presentes e coisas familiares á minha volta, sei que tinha um pouco de Lydia Martin aqui e meu coração estava apertado de saudade. Ainda estava tentando entender o que estava acontecendo, tudo foi muito rápido e minha cabeça doía sempre que tentava lembrar algo sobre o acidente. Sua voz no telefone, o jeito como a tratei... Será que ela me odeia? Que não veio me visitar porque ainda está me odiando por ter agido feito um babaca? Não conseguia pensar em nada que não fosse ela e isso estava me tirando fora dos eixos, porque eu tinha uma intenção naquela noite e tudo foi arruinado por algum motivo, mas eu precisava consertar. Precisava dizer o que estava acontecendo, e não queria deixar nada para o amanhã.

O celular do meu pai estava em cima de uma pequena cômoda, aproveitei para usar escondido e ligar para Lydia. Sei que provavelmente ela já deve saber que estou oficialmente de volta, mas queria ter certeza e queria uma explicação de sua ausência hoje. Enquanto procurava o número de Lydia na agenda, vi uma notificação de mensagem de Scott, e me chamou atenção principalmente por conter o nome dela. Apertei no aviso e a tela de conversa abriu, mostrando a última conversa entre meu pai e Scott. Subi a conversa curioso e as informações não faziam sentido para mim, até que em cima dizia: “levaram a Lydia, precisamos de ajuda.”

Reli tudo cinco vezes até entender o que realmente aconteceu. Lydia estava desaparecida, ela não me odiava, ela estava desaparecida e ninguém teve a mínima coragem de olhar para mim e dizer que a única garota que amei estava desaparecida. Segurei firme o celular em minhas mãos e quando vi meu pai entrar pela porta, coloquei o aparelho de lado, sentindo uma raiva arrebatadora tomar conta de mim.

— Eles tem um sanduíche de frango muito bom na lanchonete, quando sairmos daqui eu vou te levar lá para... — fechei os olhos e o interrompi antes mesmo de sair dessa cama e sair correndo atrás de Scott.

— Onde está Lydia? — ele me olhou surpreso e em seguida olhou para o celular, que estava iluminado, indicando uma nova mensagem de Scott. Ele não me respondeu, apenas permaneceu parado. — Onde ela está?! — disse mais alto, com mais clareza, totalmente desesperado.

— Stiles, mantenha a calma...

— Calma? Quer mesmo que eu mantenha a calma? — respirei fundo e senti meu rosto queimar. — Eu estou aqui sendo inútil enquanto ela está desaparecida. Ela pode estar machucada, você já... Eu não quero nem imaginar se ela morrer.

— Nós estamos fazendo o possível para encontrá-la, filho, eu juro.

— E se ela morrer, pai? — meu coração acelerou. — E se minha Lydia morrer?

Ele se ergueu e segurou minha mão, me deixando um pouco mais seguro, mas, mesmo assim tenso.

— Ela não vai, eu prometo.

Dias depois...

Tudo ainda continua confuso, principalmente sem Lydia. Scott, Malia e Isaac tentavam encontrar pistas sobre o paradeiro dela e nunca nada chegava á algum lugar. Teve dias em que me peguei chorando a noite, ás vezes tendo pesadelos sombrios e só conseguia acordar com meu pai. Era difícil ter que passar por todas as coisas que andam acontecendo sem ela, eu sei que ela é a única pessoa que pode me ajudar, sempre foi e sempre será.

Já estava tarde e Scott disse que me traria novidades sobre o qualquer coisa que encontrasse, minha xícara de café estava quase vazia e meu pé batia intensamente sobre o chão, de nervosismo. Olho para a porta e em seguida para o resto de café é tudo uma tortura, não sei por mais quanto tempo vou conseguir aguentar isso.

De repente, a porta se abre e penso ser Scott, mas a blusa xadrez me revela que na verdade é Malia que está ali. Lembro-me de tudo que nós passamos e sei que temos muito a conversar a respeito disso, principalmente, pretendo contar á ela sobre meus sentimentos por Lydia, ela merece saber, não é uma pessoa qualquer e quero que ela seja feliz, independente de como ou onde, mas quero que ela seja.

Seus olhos castanhos encontraram os meus e me levanto, percebo seu nervosismo e sei que algo está errado.

— Onde está Scott?

— Foi ver Kira, ela precisava de ajuda com... Eu não sei direito, parece que algo está saindo do controle. — ela e ri e se senta na cadeira próxima a mim.

Concordo com a cabeça e me sento, terminando logo o meu café agora frio.

— Stiles, sabe que não pode adiar isso pra sempre, certo? — e de repente, seu olhar fez eu me sentir como uma criança novamente, amedrontada, com medo do que estava por vir. Respiro fundo e encaro o chão.

— Eu sei...

— Então diga, por favor, só diga de uma vez e acabe com isso. Está estampado na sua cara e não há como negar, mas pelos Deuses, apenas diga. — Malia não parecia nervosa, ela parecia estar bem... Compreensiva.

— Não quero te decepcionar, Malia... Eu...

— Não precisa se preocupar, você nunca me decepcionaria, Stiles.

Seu sorriso me conforta e por algum motivo, tenho a plena certeza de que Malia está sendo a pessoa mais sincera do mundo, agora, comigo.

Um silêncio se instala na sala e me pego olhando para qualquer coisa, menos para ela, de certa forma me sinto mal por isso.

— Bom, eu devo ir agora... Tenho dever pra fazer. — ela faz uma típica careta engraçado e não consigo não rir com seu ato.

Ela se levanta e sorri antes de sair, quando está prestes de abrir a porta, ela para e leva uns segundos até que ela se vira para mim e toma minha atenção.

— E Stiles, não se preocupe, eu tratei a Lydia de volta.

Sorrio de uma forma como nunca vi antes, então, Malia vai embora e eu sinto que a esperança dentro de mim foi renovada.

 

Mais tarde naquela noite, ainda estava preocupado querendo receber ao menos uma noticia de Scott sobre Lydia. A cada vez que o celular tocava, sentia meu coração pulsar tão rápido e eu jurava que pararia a qualquer momento. Mas nada, nenhuma mensagem, recado, aviso, nada que alimentasse a esperança que restava dentro de mim. A noite estava beirando a janela de meu quarto e eu estava cansado, minha cabeça estava prestes a explodir e talvez uma boa noite de sono fosse o suficiente por hoje.

Antes de fechar a porta do quarto ouço um barulho de algo se partindo, logo no andar. Automaticamente pego o taco de beisebol e o seguro firme em minhas mãos, ao sair do quarto levanto a arma quase inútil em minhas mãos e desço as escadas, descalço, quase sem fazer barulho. A sala estava escura, mas, rapidamente vejo algo como um vulto passar sobre mim com rapidez, derrubando meu taco longe de meu alcance. Corro até o sofá onde está localizado o objeto e algo me para no meio do caminho, uma coisa me empurrou para trás, e quando pude olhar para seu rosto, não tive outra reação a não ser surpresa. Não era uma coisa em si, e sim uma mulher.

Seu cabelo longo e castanho batia em sua cintura e sua roupa parecia ser de um milênio atrás, seu rosto estava cheio de pinturas estranhas e seu sorriso era estranhamente encantador. Quando ela se abaixou e eu pude ver a real cor de seus olhos, que antes estavam completamente negros respirei fundo e a encarei.

— Stilinski, não? — sua voz era suave, diferente do que eu pensava.

— Quem é... Quem é você? — as palavras quase não saíam de minha boca.

— A sua única esperança.

 

 

 

 


Notas Finais


PERSONAGEM NOVA!!!!
O que acham hein? Deixem o comentário de vocês, amores! ♥


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