História Tomorrow - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS), Black Pink, Seventeen
Personagens Hansol "Vernon" Chwe, Jennie, J-hope, Jimin, Jin, Jisoo, Jungkook, Lisa, Personagens Originais, Rap Monster, Rosé, Suga, V
Tags Bts, Colegial, Drama, Família, Festa, Hot, J-hope, Jimin, Romance, Suga, Viagens
Exibições 78
Palavras 1.613
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Fluffy, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Alguma de vocês sobreviveu ao comeback pra poder ler mais um capítulo?

Sei que eu quase não sobrevivi para escrever 😂😂

Enfim, espero que gostem ❤

Boa leitura!

Capítulo 5 - See You Soon


  Rosemary Soares 🌸 Point Of View

Nesses dias que se passaram, acabei por descobrir que não sei lidar com a dor, não sei lidar com a perda e muito menos ficar sem minha filha.

Eu sei que dói nela não me ter por perto, porque também dói em mim, nunca ficamos mais de uma hora sem contato e começar agora me destrói.

Mas eu sei que se ficar perto dela, não poderei sentir a dor e me deixar levar pelo luto. Ela não permitiria, e isso é tudo que eu preciso no momento.

Então busquei me afastar, praticamente fugi dela durante toda essa semana.

Porém também percebi que ela tem procurado coisas pra fazer. Nesses últimos dias tem limpado a casa quase que compulsivamente, esteve ficando até mais tarde no trabalho, até mesmo começou a fazer caminhadas. No início pensei que fizesse isso pra me dar espaço, porém logo entendi o que realmente acontecia.

Ela estava nervosa.

Quando ela fica nervosa ou anciosa tende a ter que trabalhar, fazer as coisas mesmo que já estejam feitas ou então busca apenas se manter em movimento.

Quando olhei pela janela do quarto, percebi que ela estava sentada no banco que há no jardim dos fundos, olhando distraidamente para o céu. Enrolava quase que inconscientemente uma mecha dos cabelos em seu indicador e mordia os lábios com certa frequência.

Algo a estava perturbando, e bastante.

Desci as escadas rapidamente e me sentei ao seu lado no banco. Depois de alguns minutos de conversa ela acabou se abrindo para mim.

Eu não acredito que ela não havia percebido.

Está tão na cara que Hoseok gosta dela. Eu sei disso há um mês e meio, ele não disfarça nada bem. Minha filha é meio cega pra essas coisas. Deve ser de família, mas essa história é para outro dia.

Agora eu tinha algo bem mais importante para falar.

-Sua avó tem uma casa em Daegu que já não usa mais, sabe...

-Passávamos o verão lá uma vez.-ela franziu a testa, se afastando do meu abraço. -E o que tem?

-A casa está no meu nome.

Ela me olhou ainda mais confusa. Droga, eu detesto dar essa notícia, por mais frequente que ela seja.

-Eu estou indo pra lá. -falei e ela me olhou, agora, definitivamente confusa.

-Você? -riu irônica. -Como assim você?

-Não entendi a pergunta, querida.

-E eu, mãe? Como fico nessa história?

Suspirei.

-Como você sabe, estou tentando passar um tempo sozinha. -olhei para o meu colo. -A casa precisa de algumas reformas, e bem, eu sou designer e arquiteta. -disse, como se ela não soubesse. -Você ainda está terminando por aqui, então...

-Por favor, fala rápido. -agora ela se irritou.

-E se eu for na frente e quando o ano letivo terminar, você vier também?

Ela pensou por alguns segundos, girando uma mecha de cabelo entre os dedos e mordendo os lábios. Ela sempre faz isso, pra qualquer coisa.

-Tudo bem. -disse por fim. -Pode ser assim mesmo. -suspirou e se levantou.

Eu devo estar surda.

-O-o que você disse?

-Eu disse: "tudo bem". -repetiu entediada, se espreguiçando lentamente.

-Ah bom, então eu não estou surda. -respondi aliviada. -Você que está ficando louca.

-Por que?

Revirei os olhos.

-Nada de choro? Lamentações? Tristeza? Drama? -ela negava com a cabeça a cada item que eu citava. -Nada mesmo?

-Não. -ela riu-se, divertida. -Nada mesmo. Agora se me dá licença, eu vou dormir. -dito isso, simplesmente se virou e saiu, cheia de graça.

Existem três explicações possíveis para o que acaba de acontecer:

Talvez ela esteja acostumada.

Talvez tenha amadurecido.

Ou talvez ela pense que pode me enganar com essa história de "eu vou dormir".

Chorar tem um novo nome agora?

Por que eu sei que foi exatamente isso o que ela foi fazer. Por mais que ela seja uma garota forte e que evita chorar, assim como eu, ela não resiste. E quando tem que abandonar a vida antiga, ela sempre, sempre acaba chorando.

Daegu é uma cidade linda, a casa vai ficar linda quando eu terminar e uma empresa muito grande está me requisitando à meses. Eu ganharia o dobro, talvez até mesmo o triplo do que ganho aqui; eu poderia pagar a faculdade de psiquiatria com a qual ela tanto sonha e qualquer custo extra que a mesma gerasse. Tudo com a maior tranquilidade.

Isso, fora ao fato de que a duas semanas eu soube, em uma visita a casa de meus pais, que uma de suas melhores amigas está vivendo lá a algum tempo. Ela pode até ir de mau humor, mas vai ficar muito feliz assim que chegarmos.

Não sei por que, mas por algum motivo eu sinto que Daegu nos reserva muitas surpresas.

Só não sei se são boas ou ruins.


 Bruna Soares 🐞 Point Of View 


Fechei a porta com força atrás de mim e me joguei na cama, colocando um travesseiro no rosto e gritando com toda a força que tinha.

Por que tudo sempre tem que ter um fim?

Minha vida aqui estava ótima. Eu tinha amigos incríveis, meu trabalho na cafeteria está indo bem, há uma clínica psiquiátrica a apenas algumas quadras de casa, onde eu futuramente poderia exercer minha profissão, tem faculdades ótimas, praias incríveis...

Céus, como eu queria continuar aqui.

Mas Daegu tem pontos altos também. Meus avós moram lá, a Kyungpook University fica lá também e é uma cidade muito bonita.

Mas mesmo assim, Tae e Hoseok não estão lá. Eles estão aqui, em Busan. E é aqui que eu quero estar também.

Mas pelo menos, vai demorar até que minha mãe faça uma reforma completa na casa pra que eu possa ir embora. Então, por hora, vou apenas aproveitar o tempo que vou ter com eles.

Fora que nas férias, provavelmente minha mãe vai me permitir vir a Busan visitar meus amigos e passar um tempo na praia.

Não é um adeus, é apenas um até logo.

Tirei o travesseiro do rosto e respirei fundo.

Eu tenho que ser forte, não posso chorar ou demonstrar tristeza. Minha mãe me deu a notícia com tanto medo de me ver sofrer que chegou a doer. Ela não suportaria saber que eu fiquei tão triste com a notícia.

E ela não está fazendo isso apenas por que quer fugir dessa casa, onde recebeu uma notícia tão ruim. Ela está fazendo isso pra passar mais tempo com os pais.

Arthur nunca gostou de conviver com a família, apenas com os irmãos e olhe lá. Minha mãe deve estar com medo de que os pais morram e ela não tenha aproveitado a vida com eles. Pelo menos se a situação fosse comigo, me sentiria exatamente assim.

🐞

Estava parada na porta do shopping a quase meia hora e até agora nenhum sinal daqueles dois. Hoseok e Tae me convidaram para assistir um filme, e como já não saímos juntos á um tempo, concordei.

Ajeitei a blusa e olhei a mais uma vez. Estava prestes a ir pra casa quando senti algo se chocar com força contra meu corpo.

-Ai, meu Deus! -exclamei quando Taehyung me apertou em um abraço forte. -Eu não estou conseguindo respirar!

-Não me odeie, não me odeie, não me odeie, não me odeie... -ele repetia várias vezes enquando me balançava de um lado pro outro. -Eu sei que estou atrasado mas a culpa é da sua mãe.

-Espera aí. -o empurrei, olhando em seus olhos. -Como assim "minha mãe"? -ele pareceu surpreso e deu um passo para trás. -O que ela tem a ver com isso?

-Ela nos chamou pra ir a sua casa. -ele disse, após pensar alguns segundos. -Queria falar sobre Daegu. -ele olhou triste para o chão e meus ombros caíram. Eu não acredito que ela deu a notícia no meu lugar. -Hoseok saiu na frente e disse que viria pra cá, mas aparentemente ele mentiu. -continuou. -Talvez tenha ido para casa, ou algo do gênero.

Taehyung estava com a voz embargada, se balançava nos calcanhares e ficava puxando as mangas para baixo, visivelmente triste. Ele ainda não havia olhado nos meus olhos e eu pude perceber que segurava o choro.

Me aproximei alguns passos e puxei a manga de seu casaco, tentando chamar sua atenção.

-Tae, eu...-ele deu um tapa na minha mão e olhou fundo nos meus olhos, que, como eu suspeitava, estavam brilhando com as lágrimas que ameaçavam descer.

-Por favor, só me abrace um pouco, okay? -assenti e ele passou os braços pela minha cintura, me puxando pra perto.

Taehyung me abraçou com força, como se nada mais importasse, e deixou que a primeira lágrima caísse, puxando várias outras atrás de si. Não pude evitar e passei a chorar baixinho também.

Mesmo sabendo que não iríamos parar de nos ver, eu sinto esse aperto no peito. Era o monstro da saudade cravando suas unhas ali, fazendo meu coração chorar lágrimas de sangue enquanto batia descompassado; eu já deixei várias cidades durante meus 18 anos de vida, mas nunca nada doeu tanto como deixar Busan.

Por que dessa vez não estou abandonando apenas uma escola, uma casa ou alguns colegas.

Estou deixando pra trás algo que nem todo o dinheiro do mundo poderia comprar, e que eu mesma conheci muito pouco: amizades reais, puras e sinceras.

E eu realmente não estou pronta para abrir mão disso.

Abracei-o com mais força e me deixei sentir e perceber todos os detalhes que deixara passar despercebidos anteriormente; seu perfume doce, porém marcante, os batimentos ritmados e contagiantes de seu coração, seus braços fortes me apertando delicadamente, porém com firmeza; suas mãos grandes acariciando meu cabelo e sua respiração lenta.

Eu quero me lembrar de tudo.

Me odiaria se acabasse por esquecer.


Notas Finais


EU SEI QUE FOI UM CAPÍTULO PEQUENO
MAS ESTAVA FICANDO MUITO GRANDE
ENTÃO TIVE QUE POSTAR ESSA PARTE ANTES
AMANHÃ MESMO SAÍ OUTRO CAP

PF

NINGUÉM ME MATA


E sobre os meninos: eles não vão demorar nadinha pra aparecer agora, calma o coração.


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