História Tomorrow - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS), Black Pink, Girls' Generation, Seventeen
Personagens Hansol "Vernon" Chwe, Jennie, J-hope, Jimin, Jin, Jisoo, Jungkook, Lisa, Personagens Originais, Rap Monster, Rosé, Suga, Taeyeon, V
Tags Bts, Colegial, Drama, Família, Festa, Hot, Jimin, Romance, Suga, Viagens
Visualizações 258
Palavras 3.164
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Fluffy, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Como prometido, um capítulo novinho com a aparição de pessoas que eu imagino que vocês estejam anciosas(os) para ver por aqui.

Espero que gostem, boa leitura ❤

Capítulo 6 - Hot Coffee


Fanfic / Fanfiction Tomorrow - Capítulo 6 - Hot Coffee

Bruna Soares 🐞 Point Of View 

Estava escorada do lado de fora do muro da escola enquanto esperava Tae e Hobi saírem de lá. Eles tem vários amigos que eu não conheço, e como sou um pouco tímida não vou com eles quando vão se despedir dos mesmos, por isso todos os dias fico parada nesse mesmo lugar após o sinal bater, pelos mesmos 15 minutos até eles finalmente se lembrarem que eu espero eles antes de ir pra casa.
Uma música alta soava em meus ouvidos através dos fones, porém não mais alta que meus pensamentos.

Faltavam apenas duas semanas para o fim das aulas.

Apenas duas semanas para deixar tudo para trás, de novo. E começar minha vida do zero, de novo.

Eu ainda não consegui falar com Hoseok, não que não tenha tentado, por que eu, sinceramente, tentei.

Aparentemente alguém está tentando me evitar a três dias seguidos, e com sucesso.

Não atendeu minhas ligações, não respondeu as mensagens e quando fui até sua casa, a mãe dele me disse que ele fora jogar com o Tae, porém pude ver a cortina de seu quarto se fechar rapidamente quando olhei pra cima.

Senti um puxão na manga do meu casaco e levantei os olhos, me deparando com Taehyung sorrindo abertamente pra mim. Sozinho.

Suspirei dramaticamente.

-Quando você acha que ele vai voltar a falar comigo?

-Provavelmente quando você invadir a casa dele. -disse, passando o braço direito sobre meus ombros, me guiando em direção a minha casa.

-Estou considerando a possibilidade. -brinquei e sorri. -Vai almoçar lá em casa hoje?

-Por mim tudo bem. -disse apertando levemente meus ombros. -Quando sua mãe vai ir pra Daegu?

Dei risada.

-Ontem a noite. -disse e vi ele contorcer o rosto em uma careta hilária, me fazendo cair na gargalhada. -O que foi?- perguntei quando ele me soltou e colocou as mãos teatralmente no peito, nem um pouco dramático.

-Ela foi sem se despedir do filho dela?

-Ei. -eu disse dando um tapa em seu peito, o fazendo dar risada. -Ela é só minha mãe.

-Você não sabe dividir? -perguntou, "ofendido".

-Não. -admiti cruzando os braços. -Nem os amigos, nem nada que seja meu, que eu considere meu, que deveria ser meu ou que vá ser meu um dia.

-Você está dizendo que não me dividiria?

-De jeito nenhum! -gritei irritada. -Você é meu melhor amigo, e só meu.

-Não dividiria nem com a Mei? -perguntou risonho.

Ontem à noite Mei me ligou para me dizer como estava sendo morar com a vovó e depois de alguns minutos de conversa percebi ela não parava de falar de Taehyung. Ele foi realmente muito carinhoso com ela, eu nunca conheci alguém com tanto jeito pra crianças quanto ele. Se quiser ver esse homem feliz, dê uma criança a ele e se afaste. Pronto, tudo fica perfeito.

-De jeito nenhum, eu cheguei primeiro! -falei "emburrada" e fazendo biquinho. Ele apenas deu risada, me abraçou novamente e continuamos caminhando.

Estávamos a apenas algumas quadras de casa quando uma chuva terrível começou a castigar o chão. Tae colocou o casaco dele na minha cabeça e saímos correndo. Chegamos na minha casa encharcados e sem fôlego. Tae estava visivelmente mais molhado do que eu, então peguei o pijama que meu pai esqueceu aqui na última visita e dei pra ele vestir até a roupa dele secar. Depois de deixar as mesmas na secadora, coloquei o meu próprio pijama e desci as escadas secando os cabelos. Tae estava praticamente jogado no sofá da sala, totalmente enrolado em um cobertor enquanto trocava rapidamente de canal. Sorri com a cena do mesmo se encolhendo cada vez mais e depois de ligar o aquecedor pra ele fui até a cozinha fazer alguma coisa para comermos.

Ah, e sobre o pijama do meu pai, é uma longa história.

Ele não nos "abandonou" definitivamente, digamos assim. Marcos aparece as vezes pra assombrar minha mãe que continua caidinha por ele. Eu sei que pode parecer loucura, mas eu não quero que eles fiquem juntos.

Devo ser a única filha que deseja isso, mas eu realmente não apóio os dois, pelo menos não mais.

Eu acreditei que eles se acertariam até meus 14 anos, depois disso a realidade desabou sobre mim: ele passava o ano todo com várias outras mulheres, e quando não conseguia a que queria, vinha para o lugar aonde ele sabia que teria uma; minha casa. Nós nunca demos nossa localização, porém ele sempre nos encontrou. Minha avó nega, mas eu tenho quase 100% de certeza de que é ela quem passa essa informação quando ele quer. No fundo, bem no fundo, ela ainda acredita no final feliz de sua única filha mulher. Não estou dizendo que não acredito mais, porque eu acredito sim, porém ao meu ver, não envolve ele.

Coloquei a massa cozinhar e fui preparar o molho. Alguns minutos mais tarde eu e Tae estavamos sentados no chão da sala, comendo na mesa de centro e rindo muito enquando assistíamos Friends. Eu sinto falta desses momentos com ele, me lembram de que eu não preciso de muito pra ser feliz: só preciso de um bom amigo, boa comida e uma boa distração. Minha mãe sempre foi a clichê que me dizia quase todos os dias: "A amizade verdadeira multiplica nossas alegrias e divide nossas tristezas". E é por isso que eu sei que é de verdade.

E não somente com eles, ainda me lembro de todos os filmes que fui assistir na casa da Júlia, das tardes no Shopping com a Lorhana e até mesmo os dias em que sai pra fazer absolutamente nada com a Letícia. Algumas pessoas desfrutam e conhecem várias amizades e pessoas verdadeiras durante a vida, porém não sabem dar valor à isso. Esse é sem dúvida, um dos pontos altos de viajar sempre, você aprende a dar valor as coisas mais simples.

Eu já morei em tantos lugares; desde a Nova Zelândia até a Europa, da índia ao Canadá, dos Estados Unidos à Austrália. Minha vida sempre foi viajar, e é óbvio que tem os pontos baixos, mas eu tenho mais histórias pra contar em meus dezoito anos que muitas pessoas de sessenta nunca vão ter. Eu vou ter o que contar nos almoços de domingo com a minha família, no parque para os meus filhos e até mesmo no trabalho para minhas amigas. E não há nada nesse mundo que possa pagar o preço de uma vida bem vivida, por que isso simplesmente não tem valor. Eu tenho apenas 18 anos, mas já vi o por do sol nas ruas de Veneza, já andei pelas ruas de Buenos Aires, já passei tardes incríveis em lagos congelados no Canadá durante o inverno, já passei a virada do ano na Times Square, vi de pertinho as árvores de cerejeira japonesas e os lindos outonos de Barcelona.

"Tudo na vida tem um lado bom e belo, querida. -minha avó, que era fotógrafa, sempre me disse. -Você tem apenas que aprender a encontrar o ângulo certo."

-Você não vai pra cafeteria hoje? -Tae perguntou, chamando minha atenção.

-Só as duas horas, TaeTae. -falei sorrindo. -Ainda são.. -peguei o celular e quase desmaiei ao desbloquear a tela. -Uma e meia! -gritei e me levantei em um pulo, subindo as escadas na corrida.

Fechei a porta do quarto ao entrar e troquei de roupa o mais rapidamente que pude, fiz uma trança nos cabelos e escovei os dentes. Peguei a bolsa ao lado da porta do quarto e ao chegar na sala me deparei com a mesma totalmente arrumada e Tae sentado tranquilamente no sofá, mexendo no celular.

Quando percebeu minha presença sorriu e se levantou, deu uma puxadinha na minha trança e abriu a porta. Ainda chovia lá fora, e eu estava prestes a protestar quando vi um táxi estacionar. Olhei indignada pra ele.

-Você chamou o táxi pra mim e arrumou nossa bagunça sozinho? -ele assentiu tímido, olhando para o chão; sorri abertamente o abraçando com força. -Muito obrigada, você é o melhor! -beijei sua bochecha e o puxei pra sair da casa. Ele correu em direção ao táxi e eu tranquei a porta depois de apagar as luzes, indo atrás dele.

Após alguns minutos estávamos em frente à cafeteria. Eu desci e Tae foi pra casa, insistindo em pagar o táxi por si só. Entrei pelos fundos e logo aquele cheiro delicioso de café recém passado e pão quentinho invadiu minhas narinas, me fazendo suspirar de prazer. Sorri pra Jihoon, minha chefe ao entrar e guardei minha bolsa no armário. Amarrei meu avental na cintura fui para o meu lugar, ao caixa. Inicialmente eu era garçonete, mas a garota que trabalhava no caixa se demitiu, então me "promoveram" e contrataram mais uma garçonete.

"Você já conhece a clientela!-dissera Jihoon. -Vai ser bem mais fácil assim, acredite em mim."

Ela não é minha chefe, mas sim a filha dela. No momento Anne está doente, então Jihoon fica por aqui monitorando tudo.

Ela abriu a cafeteria e o dia começou bem. Não tão movimentado como normalmente é, por conta da chuva, porém foi um dia produtivo. Expulsamos um grupo de alunos idiotas que estavam dando em cima da Hyuna e vendemos vários bolinhos de mirtilo. Tudo corria calmamente até Gayoon, uma das garçonetes, cair e torcer o tornozelo na cozinha, me obrigando a trocar de lugar com ela.
Assim que terminei de explicar como abrir a registradora um grupo de garotos entrou pela porta rindo baixinho. Se sentaram a uma mesa no canto e continuaram conversando. Com toda a preguiça que meu corpo carregava peguei os cardápios e fui até eles, entreguei os mesmo aos garotos esboçando um sorriso e anotei os pedidos. Sorri novamente e recolhi os cardápios, voltando para o balcão. Falei o pedido para Emma, nossa cozinheira de ouro e me sentei para conversar com Gayoon enquanto o pedido não ficava pronto. Além dos garotos haviam algumas poucas pessoas espalhadas pelo local: uma adolescente fazendo um trabalho da escola ou faculdade enquanto bebericava uma xícara de café; um casal de senhoras comendo chá com bolinhos e uma mãe junto com sua filha comento torta de morango enquanto tiravam fotos.

Isso me lembra que quando morávamos em Florença, Itália, mamãe e eu íamos todos os dias a um café que ficava a apenas duas quadras de nosso apartamento, em frente a uma bela floricultura. O perfume das flores frescas misturando-se ao ar puro e ao doce aroma do café quente com biscoitos fazia o dia de qualquer um começar bem. Joonie, o dono da floricultura, me dava uma rosa vermelha por semana e sempre que tinha tempo tocava alguma música para mim em seu violão surrado.

Emma colocou uma bandeja com os cappuccinos e outra com fatias de bolo e biscoitos em cima do balcão e piscou pra mim, logo depois voltando pro seu cantinho. Peguei com todo o cuidado a bandeja dos doces na mão e  fui sorrindo em direção aos rapazes, após entregar cada pedido ao seu devido dono, voltei para buscar a outra bandeja. Servi o café a todos eles, porém na hora de servir aos morenos da ponta, me assustei quando um cachorro que escapou da coleira roçou na minha perna e acabei derramando café no colo de um deles, que na hora do susto acabou dando um tapa na bandeja, virando o conteúdo da outra xícara em mim. Eu até teria gritado, pois o café estava realmente muito quente, mas tudo aconteceu tão depressa que os meninos nem tiveram tempo de dar risada, apenas ficaram nos olhando em choque.

Eu devo ter alguma espécie de imã para desastres.

E o pior de tudo era que: o cara era absurdamente lindo. Ele era levemente pálido, tinha lábios rosados e cheios, rosto angelical e cabelos escuros caindo sobre os olhos. Fiquei parada o encarando sem reação alguma, apenas tentando entender como eu não havia reparado no quanto ele era bonito antes.

-Ai, meu Deus! -o garoto exclamou, me tirando do meu transe. Me encolhi levemente, pronta pra ouvir reclamações. -Sua camiseta branca, eu sinto muito, não foi minha intenção.

O olhei horrorizada. Eu virei uma xícara inteira de café fumegando em seu colo e ele é quem se desculpa?

-Quem tem que pedir desculpa sou eu. -eu disse ao me abaixar pra juntar a xícara que, graças a Deus, não havia quebrado. -Eu sou uma desastrada, sinto muito.

-Não foi culpa sua, o cachorro surgiu do nada. -ele disse sorrindo ao se inclinar e pegar a outra xícara pra mim. Ah, não, pra que sorrir? -Não tem problema, eu nem gostava tanto dessa camiseta. -ele riu tímido e percebeu que seus amigos continuaram imóveis. Ele olhou pra minha camiseta e levantou o olhar rapidamente, logo fazendo um sinal para que eu chegasse mais perto, me fazendo sentir seu perfume doce; algo entre hortelã e pêssego. -Agora se quiser saber, -ele sussurrou. -sua camiseta está ficando transparente.

Dei uma olhada pra baixo e percebi que, de fato, era verdade; enrubeci e me levantei rapidamente, tentando disfarçar.

-Eu vou trazer bebidas novas, me desculpem de novo. -e me afastei em passos largos, correndo para a cozinha, enquanto ouvia as risadas preencherem o local. Após pedir mais duas bebidas peguei minha bolsa e entrei no banheiro.

Havia penas uma regata vermelha que eu uso nos dias de limpeza. Mas ela estava toda manchada e até mesmo rasgada em alguns pontos.

Droga.

Fui até as meninas e pedi se elas tinham alguma camiseta extra, porém tudo que consegui foi um cropped da parte da Gayoon e um casaco estilo colegial da Hyuna. Coloquei o cropped e amarrei um avental limpo na cintura, uma pequena parte da minha barriga aparecia, mas não era quase nada. Depois de tudo isso, guardei as coisas no armário e finalmente servi as bebidas novas, pedi desculpas mais uma vez, por que isso é tudo que eu sei fazer quando faço besteira e sorri nervosa. Reparei que o garoto que foi praticamente lavado com café trocou de roupa.

Me afastei e voltei a me sentar no balcão enquanto conversava com Gayoon. De repente ela olhou sobre meus ombros e piscou pra mim, indo para o banheiro. Me virei e o garoto estava bem ali, sorrindo abertamente.

Eu já disse que ele tem um sorriso lindo? Por que ele tem.

-Eu manchei sua camiseta e nem me apresentei. -ele disse rindo. -Meu nome é Jimin. -ele estendeu a mão. -Park Jimin.

-Muito prazer, Jimin. -sorri ao apertar a mesma. -Meu nome é Bruna.

-Bruna? -ele perguntou, tentando pronunciar com certa dificuldade, e ficou muito fofo fazendo isso. -É diferente. -disse coçando a nuca.

-Eu sou estrangeira.

-Jura? -perguntou sorrindo. -Percebi que você tem uma beleza... incomum. -disse franzindo as sombrancelhas. Espera, ele me chamou de feia de uma forma educada, ou o que? -É de onde?

-De todos os lugares que você possa imaginar. -disse sem pensar e dei risada de minha propria resposta, balançando a cabeça em negativa. -Sou americana.

-De qual cidade?

-Seattle, EUA. -sorri e me sentei melhor, indicando o banco ao meu lado. A posição em que estávamos me deixava desconfortável. Seu rosto ficava no mesmo nível que o meu quando ele estava de pé, por conta do banco alto, e isso, por algum motivo, me deixava absurdamente desconfortável. -E você, é daqui?

-Sim, mas estou morando em Daegu a algum tempo. -ele disse e eu o olhei surpresa. -O que foi?

-Eu vou ir pra Daegu daqui a alguns dias.

-Uau. -ele exclamou, rindo. -Você se muda bastante, não é mesmo?

-Você não faz ideia. -admiti sorrindo.

-Não, mas gostaria de fazer. -ele sorriu galanteador, fazendo meu coração bater mais forte, olhei para qualquer outro lado e passei a enrolar uma mecha de cabelo entre os dedos. -Pelo menos eu sou um cara sortudo e provavelmente vou te ver de novo. -ele riu e tocou meu pulso, tentando chamar minha atenção. Senti a eletricidade percorrer o mesmo e levantei os olhos para ele. -Vem, vou te apresentar aqueles palhaços.

Dei risada do modo como ele falou e segui atrás dele.

-Meninos, essa é a… Bruna. -ele pronunciou com cuidado e me olhou sorrindo. - Esse são, Jungkook, -apontou para um menino com dentes de coelho. -Namjoon, -ele apontou para um garoto visivelmente mais alto que ele e que tinha covinhas muito fofas. -E esse é o Jin. -ele apontou para o entregador de pizza.

Espera aí... O que?

-Você? -perguntei risonha.

-Eu. -ele respondeu sorrindo abertamente. -Desde você quando trabalha aqui?

-Desde quando você come aqui?

Ele riu.

-Já faz algumas semanas, mas apenas no domingo.

-Eu trabalho aqui a dois meses, menos aos domingos. -disse dando risada e Jimin se mecheu desconfortável ao meu lado.

-V-vocês se conhecem a muito tempo?

Sorri.

-Bem, ele entrega minhas pizzas. -disse dando de ombros.

-Isso com certeza gera algum nível de afinidade. -SeokJin acrescentou rindo.

-Meninos, acho que nós já vamos. -o tal de Jungkook disse, lendo algo no celular. -Hoseok disse que já está em casa.

Olhei para Jin, surpresa.

-É o nosso Hoseok?

Ele assentiu.

-Esse mesmo.

Olhei no meu relógio de pulso e vi que faltava tempo pra minha saída, então apenas me despedi deles quando partiram e limpei a mesa.

Depois que se passaram mais de 25 minutos eu percebi que não peguei o contato de nenhum deles.

Parece que vou ter que pedir uma pizza amanhã.

🐞

Bati novamente na porta, desejando que Hoseok atendesse rápido. O vento frio soprava com força agitando meus cabelos e trazendo os respingos de chuva pro meu rosto descoberto. Eu estava sentindo a gripe chegar, mas tinha que vê-lo ainda hoje, não aguento mais ficar assim com ele.

Finalmente, depois de longos minutos, SeokJin abriu a porta.

Tive que dar risada.

-Você virou porteiro aqui? -perguntei risonha e ele deu passagem para mim, rindo comigo. Ouvi o som de uma conversa animada no andar de cima, seguida da risada dele.

Como eu senti falta de ouvir Jung Hoseok dando suas costumeiras risadas escandalosas.

-Pode chamar o Hobi pra mim? -perguntei após ele trancar a porta e vir em minha direção; assentiu e subiu as escadas.

Aparentemente ele não é de falar muito.

Após alguns minutos Hoseok surgiu ao pé da escada. Um sorriso genuíno brilhava em seus lábios, porém assim que seus olhos encontraram os meus, ele sumiu. Abri os braços e ele veio em passos largos até mim, me abraçando com força. Seu corpo se chocou contra o meu, me desequilibrando; dei alguns passos cegos pra trás até meu corpo ficar entre ele e a parede. Deixei seu calor me envolver e suas lágrimas molharem meu pescoço, ao passo que ele se permitiu ser apertado e deixou minhas lágrimas molharem seu pescoço também.

Hoseok tinha cheiro de limão, amêndoas e de lar.

Pelo menos era assim que eu me sentia nos seus braços.

Da mesma forma que me sentia nos braços de Tae, Lorhana, Letícia ou Júlia.

Eu me sentia em casa.


Notas Finais


Me avisem de qualquer erro de português, estou tentando não deixar nenhum passar, mas sempre me escapa algum. -.-'

De qualquer forma, obrigada por ler até aqui *-*

Até o próximo capítulo ❤


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