História Tomorrow - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS), Black Pink, Seventeen
Personagens Hansol "Vernon" Chwe, Jennie, J-hope, Jimin, Jin, Jisoo, Jungkook, Lisa, Personagens Originais, Rap Monster, Rosé, Suga, V
Tags Bts, Colegial, Drama, Família, Festa, Hot, J-hope, Jimin, Romance, Suga, Viagens
Exibições 68
Palavras 1.855
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Fluffy, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Boa leitura 📖❤

Capítulo 7 - Dad


Bruna Soares 🐞 Point Of View 

Ele me soltou lentamente, olhando-me com os olhos inchados e brilhantes por conta das lágrimas. Não sei quanto tempo ficamos assim, abraçados; mas sei que pareceram apenas segundos. Ele acariciou minha bochecha e sorriu docemente; abriu a boca pra falar, mas quando foi dizer alguma coisa, ouvimos passos na escada e ele se virou pra ver quem era, me soltando.

-Ei, Hope! -Jimin, garoto que derramou café em mim na cafeteria, chamou ao pé da escada. -Vai subir ou... -ele finalmente levantou os olhos do celular e se deteve em sua fala. -Olha só quem está aqui.

Hobi apontou de mim para ele, aparentemente confuso.

-Vocês dois se conhecem?

-Ah, sim. -falei risonha, apontando pra ele com ar acusatório. -Ele manchou minha blusa de café.

-Você manchou a minha primeiro! -se defendeu divertido, apontando pra mim de volta.

-De fato. -falei sorrindo. -Mas a garota nunca está errada, então a culpa é sua.

-Quer dizer que você é uma garota? -perguntou, parecendo surpreso. -Quem diria...

Peguei uma almofada do sofá e joguei em seu rosto; ele já estava se abaixando pra juntar a mesma e revidar quando Hoseok tossiu de leve, chamando nossa atenção. Jimin sorriu envergonhado e colocou a almofada no sofá enquanto Hoseok passava um braço por cima de meus ombros, me puxando pra perto e sorrindo.

-Vai ficar aqui com a gente ou quer que eu te leve em casa, Bruna? -pelo tom da sua voz, percebi que ele esperava que eu optasse pela segunda opção, porém eu não estava muito afim de ficar sozinha em casa depois. 

-Acho que posso ficar mais alguns minutos. -falei e Jimin abriu um sorriso de orelha a orelha, praticamente fechando os olhos.  - Mas depois eu aceito a carona. -olhei pra Hoseok, mostrando que a conversa ainda iria acontecer. Jimin segurou meu pulso e me puxou escada acima, parecendo animado.

-Vejam só quem eu achei com a camiseta limpa! -que comediante.

-Bruna! -Tae gritou e veio correndo em minha direção de braços abertos, me puxando de perto do Jimin. -Chegou bem na hora de derrotar esses otários. -Olhei para a TV e eles estavam jogando algum jogo de luta; eu estralei os dedos.

-Me ensina a jogar que eu acabo com eles, Taetae. -disse enquanto levantava as mangas.

-Esse é o espirito! -ele bagunçou meu cabelo e me puxou para o sofá.

🐞

Eu e Hoseok estávamos sentados no sofá, Jimin estava sentado em um braço do mesmo e Taehyung no outro; o resto estava no chão. A atenção de todos eles estava na televisão, assistindo a luta de Namjoon contra Jungkook. Eu havia perdido todos os jogos, ganhei apenas do Namjoon, mas Hoseok disse que isso não é grande coisa, o que eu acho mentira, já que Jungkook etá parecendo se esforçar bastante. Desbloqueio a tela do celular, tentando encontrar alguma distração, quando escuto um ronco ressoante vindo da barriga de Tae. Dei risada.

-Beleza pessoal, ou o Taehyung aqui está com muita fome ou então com muita dor de barriga. -falei rindo e ele revirou os olhos.

-Eu só comi aquela hora na sua casa, 'tá bom? -os meninos riram e ele ficou na defensiva. -A culpa não é minha!

Nesse momento Jin entrou no quarto e sorriu.

-Sorte a sua, por que a pizza acaba de chegar. -olhei-o com as sombrancelhas arqueadas e ele sorriu me mostrando o dedo do meio. -Engraçadinha.

-Incrível como as pessoas pegam intimidade rápido, não é mesmo? -disse Hoseok quando todos os outros saíram do quarto. Sorri de lado.

-O que quer dizer com isso, Jung Hoseok? -perguntei me virando e entrando novamente no quarto. -Está com ciúmes?

-Obviamente! -ele admitiu indignado, me fazendo dar risada. -Você é minha melhor amiga, e não deles. Aonde já se viu. -ele cruzou os braços e olhou irritado em direção a porta. -O entregador de pizza e aquele baixinho abusado estão na minha lista negra.

-Ai, meu Deus! -fui até ele sorrindo abertamente. -Você vai continuar sendo meu melhor amigo, não importa quantas pessoas eu conheça quando for... -me detive antes de falar sobre Daegu, mas mesmo assim seu semblante caiu e ele me olhou entristecido.

-Quando for embora? -perguntou com a dor estampada nos olhos. -Quando for pra longe de mim? De nós? Quando formos parar de nos ver? -começou a citar enquanto dava uma despenteada nos próprios cabelos. -Tem muitas formas de terminar essa frase, Bruna.

-Quando for morar em Daegu. -falei suspirando e entrelaçando meus dedos nos seus, olhando fundo em seus olhos. -Hobi, nunca vamos parar de conversar ou de nos vermos. Nunca! -puxei ele pra mais perto. -Você é meu melhor amigo hoje e vai ser pra sempre, pode ter certeza disso.

-Eu sei, mas, mesmo assim... -ele suspirou e colocou uma mecha rebelde do meu cabelo atrás da orelha, sorrindo triste. -Eu preferia que você não tivesse que ir.

-Tive uma idéia! -gritei dando un pulinho, de repente animada. -Quando eu for, vamos estar de férias não é mesmo?

-Na verdade vamos estar formados, mas eu entendi o raciocínio. -dei um tapa em seu ombro e revirei os olhos. -Continua.

-Por que você e Tae não vão passar um tempo por lá comigo? -ele me olhou durante alguns segundos, pensativo.

-Pode dar certo! -gritou por fim, se animando comigo. -Podemos ir em alguns finais de semana e feriados, também.

-Isso! -sorri animada e abracei ele, o apertando com força. -Vai ser incrível!

Soltei-o e desci saltitante as escadas, ouvindo sua risada divertida ecoar pelo corredor.

🐞

Estávamos sentados ao redor da mesa,  conversando e rindo enquanto comíamos a pizza.

-Então, Bruna... -Namjoon chamou minha atenção. -Você viaja muito, então deve falar várias línguas, certo? -assenti, cuidadosa. Aonde ele queria chegar com isso?  -Quais?

-Inglês, espanhol, francês, italiano, hindi, um pouco de japonês e obviamente coreano. -disse e eles ficaram boquiabertos. -Por que?

-Curiosidade. -ele tomou um gole de refrigerante. -Você já esteve em Florença, certo? -assenti, sorrindo. -Minha mãe viajou pra lá a alguns anos, disse que é uma cidade linda.

-É maravilhosa! -suspirei ao me lembrar. -É uma cidade multicolorida, divertida e cheia de luz. Se tiver oportunidade de visita-la um dia, não perca.

-Do que foi que você chamou o Hobi mais cedo? -me dirigi a Jimin.

-De... -ele pensou por alguns segundos. -Hope?

-Isso! -sorri. -Por que?

-Por que ele está sempre animado, sempre sorrindo, nunca diz que não vai conseguir ou aceita que digam isso a ele. -os amigos apenas olhavam para ele admirado, me levando a fazer o mesmo. -Ele é um poço sem fundo de esperança.

A campainha tocou e Hoseok se levantou, ainda ruborizado, indo em direção a porta. Puxei a manga da sua camiseta, fazendo-o se sentar.

-Aonde você vai?

-Atender a porta, talvez?

-Mas e o Jin? -perguntei apontando para o garoto ao meu lado que estava com um preço de pizza conectado a sua boca por um fio de queijo; Jin me cutucou com o cotovelo e revirou os olhos. Hoseok apenas deu risada e saiu da cozinha.

Ouviu-se o som da porta sendo aberta e a voz de Hoseok soando pelo corredor:

-Posso ajuda-lo?

-Na verdade, pode sim. -não acredito. -Passei na casa da Bruna e ela não estava, uma vizinha disse que ela poderia estar aqui.  -eu ainda não acredito. -Ela está?

Me levantei em um salto e coloquei a cabeça pela porta da cozinha, que dava para o corredor. Sorrindo abertamente ao ver aquele par de olhos azuis brilhantes me encarando por sobre o ombro de Hoseok.

-Papai! -gritei ao correr para os braços do mesmo, deixando Hoseok confuso quando envolvi meus braços com força no pescoço dele enquanto um sorriso estampava minha face.

🐞

Meu pai pode ter sido um completo idiota com a minha mãe, mas ele é meu pai. Ele se esforça, cada vez mais, pra estar perto de mim. Eu não sei por que, mas toda vez que ele vai embora, sinto que deixa mais um pedacinho do seu coração. Talvez para que um dia ele o deixe por inteiro aqui conosco, nunca se sabe.

Papai me trouxe para casa e agora estávamos assistindo The Big Bang Theory enquanto dávamos risada no sofá da sala. Ele me contou que estava em Moscou nos últimos meses, gerenciando mais uma das empresas que seu pai lhe deixou de herança. Amanhã ele teria uma reunião em Seul, então ligou para o passarinho azul e ele disse que estávamos aqui agora. O passarinho azul pode ser interpretado como a avó fofoqueira. Certamente o pássaro disse a ele que mamãe estava lá, porém mesmo assim ele está aqui.

Ele veio me ver dessa vez, somente a mim.

-Como está, sabe, a sua mãe... Com essa história do seu tio, enfim... -ele suspirou e passou as mãos pelo cabelo. -Como ela está?

-Ela está tentando, mas não é algo que ela vá realmente superar um dia. -desliguei a televisão e coloquei o controle sobre a mesa de centro. -É apenas um fardo que ela vai ter que aprender a carregar.

-Ela vai conseguir, joaninha. -ele tocou meu ombro e sorriu. -Nós sabemos que não existe nada nesse mundo que possa apagar a luz nos olhos dela.

Olhei pra ele e o que vi me deixou absurdamente confusa. Ele é, obviamente, apaixonado por ela. Eu gostaria de saber o que o motiva a se afastar.

-Quer ouvir a história do seu apelido antes de eu ir de novo? -assenti e me virei de costas pra ele, deitando-me em suas pernas e abraçando sua cintura, como sempre fazemos quando ele me conta essa história. Ele passou a acariciar meus cabelos e a olhar em um ponto fixo na parede, distraído. -Quando você tinha três anos, fui buscar você e sua mãe para um passeio no parque. -ele sorriu ao se lembrar. -Estávamos sentados na grama fazendo um piquenique quando a primeira joaninha apareceu. -tocou a ponta do meu nariz, me fazendo sorrir. -Bem aqui e logo depois sumiu. -ele voltou a acariciar meus cabelos distraidamente. -Logo após isso, apareceu mais uma bem aqui. -ele tocou minha mão esquerda. -Depois disso, aqui, aqui e aqui. -ele tocou meu joelho, barriga, testa e ombro direito. -E eu não estou exagerando, pergunte a sua mãe. Você passou o dia todo envolvida por joaninhas. -ele sorria abobado, olhando novamente para um ponto na parede. -No Halloween daquele ano você foi com uma fantasia de joaninha pra escolinha. -ele se inclinou e beijou a ponta do meu nariz. -Aí, para variar, sua mãe teve que inventar aquela canção super elaborada de ninar pra estragar tudo. -revirou os olhos, me fazendo rir -Desde então todo mundo chama você de ladybug. -ele acariciou meu rosto. -Minha pequena joaninha.

A última coisa que percebi antes de cair no sono foi que o "ponto" que ele encarava na parede, era na verdade uma das poucas fotos em que estávamos nós três; pela primeira vez também reparei que havia um pequenino ponto vermelho em meu ombro naquela foto.

Uma joaninha.

Depois disso vi uma expressão encantada estampada em seu rosto e fechei os olhos, finalmente me entregando ao cansaço.


Notas Finais


Para conhecer um pouco mais a personagem.

Não venham me agredir por causa do capítulo pequeno.

Me falem sobre suas expectativas para os próximos capítulos ❤

Beijinhos 🐞💙


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