História Tons seus - Capítulo 6


Escrita por: ~ e ~Yeul

Postado
Categorias Seventeen
Personagens Boo Seungkwan, Hong Jisoo "Joshua", Jeon Wonwoo, Lee Chan "Dino", Lee Jihun "Woozi", Lee Seokmin "DK", Soonyoung "Hoshi", Xu Ming Hao "THE8"
Tags Hozi, Jihoon, Mafia!au, Seokkwan, Soonhoon, Soonyoung
Exibições 153
Palavras 5.269
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Escolar, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


GENTEEEE!
Desculpa pela demora, por favor. Eu estou muito enrolado e enrolando muito para escrever. Cheio de coisa para ler e escrever. Choremos muito.
Mas aqui estou, com mais um capítulo, um dos meus favoritos, confesso. Amo as alfinetadas do Lee Chan e Jihoon.

Enfim, estou falando demais, já.
Boa leitura!

Capítulo 6 - Ato um, Quito capítulo - Tons de Minuciosidade


Fanfic / Fanfiction Tons seus - Capítulo 6 - Ato um, Quito capítulo - Tons de Minuciosidade

Primeiro ato

Capítulo 5 – Tons de minuciosidade

 

Adentrou no carro com o coração na mão. Parou por alguns segundos no banco do motorista, olhando para o volante, perguntando-se o que faria a seguir. Vendo o tom que o Don usara na ligação, o trabalho seria longo e demorado, algo que SoonYoung talvez não aguentasse. Como poderia deixa-lo sozinho por tanto tempo? Deveria chamar alguém para vigiá-lo?

 

Seus pensamentos foram cortados quando ouviu o som de seu celular, e logo o puxou do bolso, vendo uma mensagem de SeungKwan ali. Abriu-a rapidamente, apenas vendo que o mesmo o mandava se apressar. Checou a hora, e percebeu que estava alguns minutos atrasado. Bufou, finalmente ligando o carro e jogando seu celular no outro banco.

 

O caminho até o local de despejo dos carros era longo, visto que era do outro lado da cidade, e o galpão onde se reuniam era ainda mais longe. SeungKwan chamava de despejo, já que não arranjou um nome melhor. Era apenas um estacionamento alugado, onde na maior parte do tempo era privado e poucos carros entravam – todos da máfia do Don, claro – e onde JiHoon tinha de deixar o seu, quando a missão era mais longa. Deixar simplesmente na rua não era vantajoso ou sensato.

 

Desceu sem muita cerimonia, lembrando-se de pegar seu celular e guarda-lo no bolso, já deixando-o no mudo. Seguiu para fora do estacionamento após deixar as chaves com o homem que cuidava do local, e com as mãos no bolso se aproximou da esquina, onde na rua vazia, apenas um carro estava parado.

 

Estreitou os olhos, tentando ver a placa, e assim que se aproximou o vidro se abaixou, e ele viu a tranca da porta subir.

 

Puxou a maçaneta da porta traseira, e se sentou rapidamente, fechando a porta em seguida e vendo o motorista já começar a o conduzir, sem nem ao menos questionar. Enquanto faziam o caminho conhecido, JiHoon olhava pela janela coberta por insulfilm forte, vendo a cidade ainda mais escura do que ela já era, e voltando a pensar no Kwon.

 

Droga, não devia deixar-se levar, não podia ficar pensando em seu namorado o dia todo, ou poderia arruinar a missão. Balançou a cabeça levemente, querendo limpá-la de pensamentos preocupados, e deveria manter-se neutro. Assim que o carro parou bruscamente, saltou para fora, passando os olhos pelos homens que caminhavam não muito discretos pela calçada. Eram os seguranças, mas havia mais que o normal, o que fez JiHoon questionar o que estava acontecendo.

 

Adentrou sentindo os olhares dele sobre si, e logo dois vieram abordá-lo, fazendo uma revista incomoda, onde ficaram com seu celular. Ele já esperava por isso, então não se importou tanto, e seguiu para a única porta que havia ali. O corredor era único, e cheio de salas, que o Lee nem sabia o que tinha ali, apenas via algumas pessoas entrando e saindo, mas nenhuma dirigia o olhar para ele.

 

Só tinha permissão para ir até a última, escondida entre os corredores. Talvez uma estratégia para ganhar tempo, caso um dia fossem atacados ali, mas apenas incomoda aos olhos do baixinho, que tinha de dar voltas e mais voltas. Parou a alguns centímetros desta, e bateu três vezes, logo levando suas mãos ao bolso, aguardando a permissão. A porta se abriu, e um homem o permitiu entrar.

 

Assim que pôs os pés na sala, o homem se retirou, e ele ouviu o trinco da porta. Proteção até de mais para uma missão. Seus olhos percorreram a sala, vendo que todos já estavam presentes, e ele era o único atrasado.

 

Joshua como sempre, estava sentado em sua poltrona, mantendo um sorriso forçado nos lábios e gesticulou para que JiHoon se aproximasse. Ele estava com as pernas cruzadas, totalmente confortável ali. Eles tinham um péssimo padrão. Sempre que viam o Don pela primeira vez no dia, precisavam beijar seu anel, o que era ridículo para o baixinho, porém obrigatório.

 

Era algo para mostrar submissão, embora ele não se sentisse totalmente submisso a ele ao por seus lábios sobre a pedra gélida do anel. Tinha de ficar alguns segundos assim, antes de se separar. Geralmente JiHoon contava rapidamente até dez, e se afastava devagar, ainda de cabeça baixa, mostrando respeito, e o Hong o mandava sentar.

 

Sua cadeira era ao lado de SeungKwan, e assim que passou por ele, seus olhos se encontraram, e o mais novo abriu um sorriso nervoso, antes de voltar sua atenção para JiSoo. Lee Chan também estava sentado ali, mas por algum motivo não dera atenção alguma para JiHoon, manteve-se de cabeça baixa, com as mãos entrelaçadas sobre o colo, totalmente perdido em pensamentos, o que não era de seu feitio.

 

Geralmente ele abriria a boca para acusar JiHoon de alguma coisa, querendo literalmente foder com sua missão anterior na frente de Joshua, porém nunca dava certo, o Hong simplesmente ignorava. E quando não o fazia era estranho, o que deixou o baixinho em alerta, sentando-se ansioso sobre a cadeira.

 

“Obrigado por virem.”, começou JiSoo, se levantando subitamente de sua poltrona, o que não era de seu feitio. Ele parecia nervoso, e caminhou a passos lentos em torno da mesa, como se não pudesse ficar parado. “Acho que não sabem porquê os chamei aqui, tirando claro, Lee Chan.” seus olhos pousaram sobre o mais novo, que encolheu-se mais, e JiHoon quis rir de sua expressão. “Meu querido guarda costas fez o favor de ser furtado ontem e bem, o que ele deixou ser levado era um documento muito importante.” completou, com sua voz carregada de ódio, que fez o mais novo dali se encolher como um cachorrinho assustado.

 

JiHoon teve de comprimir os lábios com força para não rir, e tentar se concentrar no Don, que agora passava as mãos pelo encosto da poltrona.

 

“Entendem a gravidade?” questionou Joshua, mas era uma pergunta retórica, com apenas o Boo balançando a cabeça, nervoso, enquanto suas mãos apertavam o tecido da calça sobre suas coxas. “Eu preciso dele de volta.” seus olhos percorreram os três rapazes, destilando irritação a cada palavra. “E não estou ligando muito para como vocês vão fazer, nem quantos irão matar, apenas tragam de volta.” completou, finalmente terminou sua volta pela poltrona e sentou-se, cruzando as pernas no mesmo instante.

 

Todos assentiram, principalmente Lee Chan, que mordeu o lábio inferior com força. JiHoon sorriu minimamente, pensando que, se fora ontem, deveria ter sido após o mercado, não? Como adoraria ter visto-o sendo roubado, iria rir tanto de sua cara.

 

“Ele foi levado pela nossa querida família rival.” disse Joshua, parecendo relaxar na poltrona, ou ao menos era isso que sua pose dizia. “E para a sorte de vocês, temos um infiltrado lá que vai ajuda-los.” completou, gesticulando com uma mão, e SeungKwan assentiu novamente, desnecessário. “Quero que seja rápido, esse documento não pode ficar com eles.” deu ênfase no não, e seus olhos pousaram sobre Lee Chan novamente.

 

Pobre garoto, JiHoon sentia até pena de sua estupidez. Iria cutucar essa ferida pelo resto de sua vida, se possível.

 

“Vão encontra-lo em uma casa abandonada a cinco quarteirões daqui e ele vai ajudar o quanto for possível, o resto é com vocês”, completou JiSoo, remexendo-se na poltrona e lançando olhares para os três, que assentiram.

 

Eles se levantaram lentamente, o Boo sentia arrepios a todo instante, e seguiu Lee Chan a passos curtos e rápidos, o que chegava a ser cômico, se não fosse a sensação de ter os olhos do Don sobre si.

 

JiHoon não tinha medo de Joshua, ele tinha algum respeito pelo império que ele comandava tão facilmente, mesmo sendo magro e frágil daquela forma, mas nunca o subestimaria, nunca. Temia pelo que ele poderia fazer no dia que ficasse irritado com consigo e sabia que ele não mandaria machuca-lo, mas sim a SoonYoung, o que o fazia ficar dez vezes mais cauteloso quando estava em uma missão assim.

 

“Não voltem aqui sem ter o documento de volta.” falou JiSoo assim que Lee Chan abriu a porta. O rapaz estremeceu, assentindo, antes de sair. “Nem precisam voltar vivos.” murmurou em seguida, desviando o olhar para algum ponto ao seu lado.

 

JiHoon olhou rapidamente para o Don, sentindo um arrepio, e seguiu o Boo para fora daquele lugar.

 

- Tons seus -

 

O trio seguiu com o mesmo carro em direção ao ponto de encontro, marcaram o encontro a noite para que o informante pudesse o encontrar com segurança. Todo cuidado era pouco quando um plano era criado contra a família rival.

 

“Eu ainda estou tentando me convencer de que vou ficar dois dias fora de casa por causa da incompetência de uma pessoa.” JiHoon comentou ainda atento a estrada em sua frente. Seungkwan, que estava sentado no banco do passageiro, lançou-lhe um olhar assustado. Nunca gostava das discussões entre os dois.

 

“Já estava demorando para você me provocar.” Lee Chan falou em um tom normal olhando pela janela. Ele tentava manter a calma para não dar uma resposta como deveria. “Tudo isso não é culpa minha e, sim, sua. Se não tivesse me desrespeitado por telefone, eu não precisaria desviar de meu destino.”

 

“Você não está falando isso, criança, espero que não esteja.” JiHoon cuspiu as palavras com raiva pela acusação inflame. Aguentar Chan era uma tarefa impossível. “Você que é um idiota que não conhece limites, um sociopata ignorante.”

 

“Mas que inferno, eu não sei porque o Don escolheu logo vocês para vir nessa missão comigo.” O mais novo revirou os olhos, cruzou os braços e bufou irritado. Estava se segurando para não enfiar a faca que guardava consigo no pescoço do motorista.

 

“Porque somos uma das duplas mais eficientes do Don. Nunca falhamos ou fomos pegos em uma missão.” JiHoon fez questão lembrar antes de ver a tela do celular acendendo ao seu lado, recebeu uma mensagem. Já até sabia quem lhe enviou e sentiu-se culpado imediatamente. “E nunca fomos visto por nenhuma testemunha, diferente de você que quase sempre é pego e realiza muito menos missões que nós.”

 

“Porque as minhas são mais importantes e são assuntos relacionados diretamente ao Don Joshua. Seus trabalhinhos meia boca nem chegam perto dos meus.” Ele respondeu visivelmente alterado.

 

“Por favor, parem de discutir. Detesto quando vocês começam a falar desse jeito.” Seungkwan reclamou um pouco assustado. Sua voz saiu um tanto baixa porque ele nunca ousaria em dar ordens àqueles dois. “Nossa missão começou a partir do momento em que a recebemos, sejam responsáveis e se controlem até a finalizarmos. Brigas podem levar a morte e ninguém aqui quer morrer.”

 

Aquilo fez efeito, ambos ficaram em silêncio até chegarem ao destino marcado. Na verdade, Seungkwan detestava silêncio, sempre fora falador, mas qualquer assunto que puxasse abriria espaço para alfinetadas e discussão.

 

“Chegamos.” JiHoon disse estacionando o carro atrás de uma casa abandonada um pouco afastada da grande cidade. O menor sempre achou que uma casa assim é mais chamativa do que um lugar movimentado. Para ele, uma casa abandonada era muito óbvia e bastante exposta para ataques. Mas algumas pessoas gostam de seguir uma tradição clichê.

 

Seungkwan e Lee Chan foram os primeiros a deixar o automóvel. JiHoon resolveu responder SoonYoung, afinal ficaria a noite inteira fora. Ele sentiu seu coração apertar no momento que começou a digitar a mensagem. Estava tão concentrado olhando para tela do celular, tentando escrever um texto convincente e confortante para o namorado, que se assustou quando Lee Chan bateu no vidro do carro. “Anda logo, princesa, não temos a noite inteira.”

 

“Eu ainda te mato, idiota.” JiHoon respondeu terminando a mensagem com um eu te amo e deixou o carro. Guardou o telefone no bolso e seguiu os parceiros mais novos até a casa abandonada. Ela era um tanto antiga, mas não era de madeira como todos imaginam. Ela era uma casa bonita, de dois andares, mas era evidente que ninguém morava lá há muito tempo.

 

O local evidentemente estava vazio, mergulhada em silêncio, Lee Chan já estava com a mão no cabo de sua faca. Seungkwan estava com os olhos arregalados, olhando para todos os cantos da casa, como sempre, um verdadeiro medroso. Lógico que JiHoon também estava atento, afinal todas as luzes estavam apagadas e o trio estava atrasado para reunião.

 

“Tem alguém ai?” Seungkwan perguntou com a voz assustada. Os dois rapazes mais experientes permaneceram quietos e atentos. “Onde é que o cara está?”

 

“Marcamos a reunião no quarto de cima, ele pode estar lá.” Nesse momento, um corpo foi lançado contra janela, quebrando o vidro facilmente. A pessoa rolou pelo chão e parou em uma pose dramática.  JiHoon puxou a pistola rapidamente, Lee Chan sacou sua lâmina, e os dois se colocaram na frente de Seungkwan.

 

“Eu adoro uma entrada triunfal!” O rapaz de olhos expressivos disse com um sorriso no rosto. “Nossa, desculpem o atraso, eu tinha que ter certeza que não estava sendo seguido ou vigiado, então dei várias voltas pela cidade.” Ele disse um tanto agitado. “Vocês são Lee Chan, Seungkwan e…” Ele fez uma careta enquanto percorria no fundo da sua memória o nome do terceiro membro. “JiHoon, certo?”

 

“Você está muito agitado e falador para alguém que deveria ser extremamente discreto.” Lee Chan falou desconfiado ainda com a adaga nas mãos.

 

“Eu não sei se você sabe, mas descrição é o que mais chama atenção. Quanto mais exuberante e espalhafatoso você for, menos eles desconfiam de você.” O rapaz explicou se aproximando dos rapazes. “É por isso que eles raramente me vigiam, eu não sou invisível como muitos deles. Aliás, prazer, eu sou Minghao.”

 

“Você é um mafioso muito diferente, Minghao, gostei do modo que você pensa. Tem certa lógica, mesmo que seja arriscado e perigoso.” JiHoon falou guardando sua arma e aproximando-se do rapaz alto.

 

“E você é o mais simpático do time dos baixinhos.” Minghao resolveu brincar, mas recebeu um olhar duro vindo do pequeno loirinho. “Desculpe, bom, vamos tratar da missão de vocês? Que não vai ser tão difícil quanto parece.”

 

“Como entrar em uma base inimiga vai ser fácil?” Seungkwan perguntou um pouco mais calmo, Minghao o achou mais humano dos três. Ele não conseguia esconder o que sentia e isso era uma coisa boa para si. As pessoas da máfia costumam ser tão frias que esquecem de sentir.

 

“A família rival é meio acomodada, se vocês me entendem. Eles subestimam demais a capacidade dos outros.” Minghao começou a explicar, ao invés de seguirem para os quartos onde a reunião fora marcada, caminharam para a cozinha. O rapaz jogou a mochila no chão e pegou uns papéis grandes que estavam guardados consigo. “Se vocês soubessem o que eu fiz para conseguir essas plantas.”

 

“Não precisamos de detalhes.” JiHoon falou achando que o rapaz estava falando demais. Ele precisava que Minghao fosse objetivo para realizarem a missão o mais rápido possível.

 

“Ah, mas eu gostaria de saber.” Lee Chan comentou apenas para provocar. O mais velho ficou com tanta vontade de socar o rostinho daquele infeliz, mas respirou fundo e focou nas plantas. “Atos heroicos devem ser compartilhados, principalmente se foi pelo bem da nossa família.”

 

“Não foi nada demais, só bastante desagradável.” Minghao falou antes que JiHoon mandasse Lee Chan tomar em algum lugar – que provavelmente ele gostaria muito de tomar. “Eu só tive que chupar um cara para saber onde estavam as plantas e matar o segurança que as vigiava. Consegui a localização de vários dos seus esconderijos hoje.”

 

“Nossa, você é valente e corajoso. Nunca que colocaria minha boca nas partes de outro homem.” Seungkwan comentou com uma expressão de nojo. JiHoon estava começando a se irritar com a falta de foco de todos eles.

 

“Ah, então você deve ser muito bom com a boca. Por que não marcamos um dia para sairmos, e você mostrar do que ela é capaz?” Lee Chan respondeu com um sorriso malicioso, Minghao apenas riu.

 

“Puta que pariu, vocês! Foca na porra do plano porque quero acabar com isso o mais rápido possível.” JiHoon se exaltou chamando a atenção de todos eles com sua voz alta e irritadiça.

 

“Ui, ele é nervosinho, mas gosto de pessoas assim. Quero trabalhar mais com vocês.” Minghao respondeu abrindo a planta em cima de uma mesa velha. “Mas você precisará de paciência. Eles acharam o corpo e agora eles estão com segurança redobrada em alguns lugares, então hoje não rola de recuperarmos os documentos. Mas amanhã será perfeito.”

 

“Amanhã? Eu não posso ficar fora de casa por tanto tempo! SoonYoung vai pirar com a minha ausência.” JiHoon avisou ao namorado que apenas dormiria fora, não que passaria dois dias fora de casa.

 

“É o jeito, será muito arriscado ir hoje.” Minghao falou olhando para a construção na folha. “Amanhã terá uma festa importante na casa da família principal, então muitos seguranças estarão lá, logo esse depósito ficará com entradas expostas, e eu conheço todas elas.” O rapaz falava todas as informações em uma velocidade que nenhum deles conseguiria se tentassem. “Veem essa porta? Ela estará exposta e sem segurança. Ela é a que fica mais perto do escritório principal que fica no segundo andar. Os arquivos estarão lá prontos para serem roubados porque, provavelmente, não terá ninguém vigiando, já que poucas pessoas podem entrar na área.”

 

“Tudo bem, eu entendi.” JiHoon falou tentando esquecer SoonYoung por uns instantes para focar no planejamento. “Arrombamos a porta e seguimos por esse corredor até as escadas.” O menor passava o dedo pelo papel como se fosse um mapa. “Boo fica aqui embaixo vigiando para ver se alguém aparece. Se algo der errado, ele sobe nos ajuda a fugir.” JiHoon ditava as instruções seriamente. “Eu e Chan subimos, procuramos os arquivos e saímos o mais rápido possível. Se algum imprevisto acontecer, eu cuido dele, seu objetivo, Chan, é recuperar os arquivos.”

 

“Está certo, melhor para mim.” Ele respondeu direito pela primeira vez na noite.

 

“Acho que está tudo certo, como não podemos passear por aí, e eu não posso ir para casa, vamos dormir aqui essa noite. Descansaremos bem, estudaremos as possibilidades de erros dos planos durante a tarde e atacaremos a noite.” JiHoon completou um pouco nervoso com o próprio plano, ele tinha que ligar para SoonYoung.

 

“Ótimo, boa sorte para todos vocês.” Minghao falou enquanto enrolava a planta, colocava na mochila que trouxera e, por fim, entregou a JiHoon. “Eu vou para minha casa porque preciso descansar.”

 

“Ah, por quê? Fica aqui conosco, será mais divertido.” Lee Chan falou em um tom tão manso que Seungkwan e muito menos JiHoon reconheceram o menor. “Eu não quero passar a noite sozinho com esses dois.” Então ele aproximou-se de Minghao. “Por favor, fica.”

 

“Isso é demais para mim.” JiHoon deixou a cozinha com a mochila e subiu as escadas para o segundo andar. Ele ainda precisava se preparar para falar com SoonYoung. Seu coração doía só de pensar.

 

Havia dois quartos e um banheiro naquele andar. JiHoon nem se importou de verificar os quartos antes de entrar no primeiro. Pegou seu aparelho telefônico nas mãos e passou a olhar para tela com uma mensagem de SoonYoung.

 

Tudo bem, não vou morrer por isso. Também te amo.

 

JiHoon sentiu uma grande vontade de chorar quando leu aquilo. Sentiu algo pesar em sua cama e um braço sobre seu ombro. Seungkwan estava ali e sorria docemente para tentar acalmar um amigo. “Ele vai entender, fica tranquilo.”

 

“O problema não é esse. SoonYoung vai se sentir sozinho e inseguro. Se você o conhecesse, me entenderia.” JiHoon explicou abrindo os contatos do telefone, haviam poucos nomes ali, mas o primeiro era aquele que mais importava.

 

Amor <3

 

Pressionou o contato e iniciou a ligação, ainda estava cedo para SoonYoung estar dormindo, provavelmente ele assistia TV. Esperou por alguns segundos e mordeu o lábio em ansiedade. Por que estava demorando tanto para atender.

 

“Alô?” Quando ouviu a voz do namorado, ele não sabia se sentia-se aliviado ou nervoso. “Hoonie?”

 

“Boa noite, Soonie. Por que demorou tanto? Fiquei preocupado.” Ele falou um tanto sem pensar. Ele fazia isso de vez em quando. Seungkwan apertou seu braço e pediu silenciosamente para que o amigo ficasse tranquilo.

 

“Desculpe, amor, eu estava no banho e meu celular estava longe.” Ele respondeu com a voz um tanto arrastada. Parecia até que estava chorando. Se ele estivesse, JiHoon nunca iria se perdoar. “Aconteceu alguma coisa?”

 

“Não está tudo bem, eu te liguei para saber como você estava e para te avisar uma coisa.” JiHoon mordeu o lábio inferior com força e sentiu seu corpo estremecer. Seungkwan acariciava seu braço tentando passar conforto, mas que parecia falhar lindamente. A dupla estava tão focada que nem ouviram os barulhos baixos e risadas abafadas ali perto. “Teve um problema com ônibus que levava as crianças para o passeio. Tivemos que parar porque o ônibus morreu, teremos que esperar outro para levar as crianças ao museu e trazê-las de volta, ou seja, vou ter que passar mais um dia fora, você vai ficar bem? Se não eu arranjo um jeito de voltar.”

 

“Tudo bem, eu vou ficar bem.” A voz de SoonYoung ficou um pouco mais baixa. Ele não estava mentindo, mas JiHoon sabia que estava inseguro. “Eu vou ficar te esperando aqui. Eu te amo.”

 

“Eu também te amo.” Nesse mesmo minuto, os sons no quarto ao lado ficaram altos, mais do que deveriam. A cama começou a ranger e gemidos altos ecoaram pela casa. “Puta que pariu, Lee Chan.”

 

“O que é isso?” SoonYoung também conseguiu ouvir do outro lado do telefone e o pequeno xingamento do baixinho não ajudou muito. “O Lee Chan está aí? Ele está no mesmo quarto que você?”

 

“Não, ele não está.” Lee Chan passou a fazer mais barulhos e ódio do menor por aquele rapaz mais que duplicou. “É que tem algum engraçadinho aqui perto vendo pornô alto demais, mas vou resolver isso para não traumatizar as crianças.”

 

“Melhor mesmo.” SoonYoung com certeza acreditou nas palavras de JiHoon, e ele suspirou de alívio. “Te ligo amanhã a tarde, juro que falaremos o quanto você quiser enquanto não estiver ocupado.”

 

“Fechado.” A voz do Kwon tornou-se mais animada, JiHoon não conseguiu segurar o sorriso. “Te amo, SoonYoung. Se cuida.”

 

“Também te amo, e cuida desse tarado pelas criancinhas.” SoonYoung disse do outro lado da linha.

 

“A pode ter certeza que vou dar umas boas porradas no tarado.” JiHoon falou com os dentes semicerrados e com o punho fechado. “Boa noite, meu amor, beijos.”

 

“Beijos.” Esperou ele dizer antes de desligar, Seungkwan estava na porta do quarto indignado com o barulho tão alto. Se alguém ouvisse, poderiam ser identificados facilmente.

 

“Lee Chan, seu viado filho de uma puta! Para de ficar gemendo como uma prostituta, cala a porra da boca!” JiHoon nem pensou em ser educado. Gritou irritadiço enquanto socava a parede com toda a sua força. “Eu juro que se não parar, eu vou esganar você e Minghao juntos!”

 

“Vai se fuder, JiHoon! Você também estaria gemendo se estivesse sentando nesse pau enorme e maravilhoso.” Lee Chan gritou de volta. O loiro sabia que ele estava falando, fazendo, gemendo; enfim todo aquele teatro era simplesmente para provoca-lo. “Me deixa em paz. Eu mereço um pouco de prazer.”

 

“Você pode dar para quem quiser, mas não quero ouvir a porra dos seus gemidos, eu quero dormir!” Assim que JiHoon terminou a frase, Lee Chan gemeu alto, mas esse último não parecia atuação. “Minghao, faz um favor para mim, fode esse garoto com muito força para ele não conseguir sentar nem andar amanhã.”

 

“Deixa comigo.” Minghao gritou do outro lado animado.

 

“Nem pense ni…” Lee Chan não conseguiu terminar, pois começou a gemer novamente, um pouco mais sôfrego que antes. “Ai porra.”

 

“Boa noite, Chanie.” Ele falou sarcástico antes de caminhar até sua cama vitorioso por ter ganhado aquela pequena batalha de alfinetadas contra o menor. JiHoon nem se importava mais com os gemidos, eles eram o troféu da sua vitória.

 

“Vocês dois são impossíveis.” Seungkwan disse com uma risadinha baixa. Por fim, jogou-se na cama de solteiro paralelo a do JiHoon. Ficaram em silêncio esperando os gemidos contínuos acabarem.

 

- Tons seus -

 

Por algum motivo, eles estavam no refeitório, sentados em uma mesa, com alguns livros espalhados pela mesma, após terminarem suas provas, e estudando para outras que nem seriam naquele dia. JiHoon odiava aquele lugar, eram muitos humanos para poucos metros quadrados, e o barulho era pior do que um show de rock. Não conseguia se concentrar direito, a todo instante se pegava ouvindo a conversa de alguém e grunhia com o ato. Só permanecia ali porque SoonYoung choramingara e o implorou para ficar, quando o mesmo quis se levantar para ir embora.

 

Tinha de fazer notas mentais de que aquele garoto era muito mimado, e conseguia convencê-lo apenas com aquele bico que fazia.

 

Seus olhos desviaram do livro de geografia que lia sem muito interesse, visto que essa era uma matéria fácil e se concentraram no moreno a sua frente, que encarava seu livro de filosofia com um bico fofo nos lábios. O Lee arqueou uma sobrancelha, adicionando aquela matéria para mais uma da lista que o Kwon não era bom. Soltou um suspiro, imaginando que deveria explicar para ele, já que ele deveria estar tímido demais para pedir ajuda.

 

Levantou-se calmamente, soltando sua lapiseira e vendo o mais velho erguer o olhar, parecendo alarmado com sua atitude. O loiro apenas balançou a cabeça em negação, gesticulando para ele se manter no lugar e deu a volta pela mesa desnecessariamente grande, para se sentar ao seu lado, sem muita cerimônia.

 

O mais velho encolheu os ombros tímido, sentindo suas bochechas esquentarem pela aproximação repentina do mais novo e assim que sentiu o ombro dele esbarrar no seu, seu coração deu um pulo, e ele teve de se controlar para não deixar o lápis cair de seus dedos.

 

“O que você não está entendendo?” questionou JiHoon levemente autoritário e nem um pouco gentil, olhando para seu livro e puxando-o para mais perto de si, sem fazer muita questão se estava sendo rude ou não. Ergueu um pouco o livro para ler o texto, e em seguida o abaixou, franzindo o cenho e tentando se lembrar daquela matéria.

 

SoonYoung o encarava admirado, achando incrível o quanto de informação o loiro conseguia reter em seu cérebro. Gostaria de poder ser como ele, daquela forma, totalmente despreocupado e ao mesmo tempo bom, ajudando-o sem precisar pedir, embora não fosse extremamente gentil. Ele sentia que, se fizesse um pouco mais de esforço, o Lee começaria a ser mais doce, como mostrara da primeira vez em que se conheceram de fato.

 

Fora quando sentira o primeiro tapa em sua nuca, que o desconcertou, e o fez retesar-se, ouvindo os risos dos seus colegas de sala, que finalmente saíram da prova e resolveram importuná-lo novamente. Eles soltaram algumas palavras de ódio, chamando-o de monstro e de burro, o que o deixou pra baixo no mesmo instante. JiHoon soltou o lápis que havia pego do Kwon no ato, já sentindo seu sangue ferver, e bateu as mãos na mesa irritadiço, se erguendo no mesmo instante, com o cenho franzido e muita raiva.

 

“Ei, seus imbecis, por que não vão tirar uma nota melhor na prova ao invés de agredir alguém que é melhor do que vocês?” questionou o baixinho com a voz elevada, chamando atenção das pessoas próximas à mesa, que pararam estáticas, encarando a cena.

 

O moreno sentiu os olhares voltados a si e apenas sentiu seu corpo tremer, antes de ver JiHoon se afastar da mesa, com as mãos na cintura. Olhou-o sem entender, e depois para o grupo de garotos do outro lado. Eram muitos e todos maiores que o loiro, bem maiores. E o Lee não parecia temer, não parecia ter medo algum, nem ao menos se importou quando um deles se aproximou mais, questionando sua autoridade.

 

Seu coração acelerou ao ver a cena, e se JiHoon já estava alto em seus conceitos, ele acabara de subir ao topo, porque nunca ninguém fizera nada assim por ele. Nunca.

 

“O que foi? Não aguentam umas verdades?” questionou novamente, pendendo a cabeça um pouco para o lado, sem perder a postura, e os garotos se entreolharam. Os três que apanharam dele há algumas semanas se encolheram de medo e puxaram os outros para longe, o que acabou com a briga, ao menos por aquele instante.

 

O baixinho bufou, ainda sentindo os nervos a flor da pele e uma vontade absurda de socar todos ali por serem tão estúpidos, mas percebeu que eles não tentariam mais nada, não por enquanto, e voltou a sentar-se ao lado do Kwon.

 

Ajeitou seu uniforme que havia desalinhado com seu movimento súbito, e enquanto arrumava sua gravata, sentiu os lábios doces e finos do moreno sobre sua bochecha, pressionando-o levemente por alguns segundos. Sentiu-se corar no mesmo instante, e seus olhos se arregalaram, antes de sentir o outro se afastar, e um sorriso nervoso escapar dos lábios do mais velho.

 

“Obrigado.” murmurou o moreno após alguns segundos, com as mãos juntas sobre o colo, visivelmente nervoso, mas com um sorriso docinho nos lábios.

 

JiHoon o olhou rapidamente e assentiu, tão nervoso quanto, antes de voltar sua atenção para o livro que estava analisando antes. Ele era tão gentil, como alguém poderia querer machucá-lo? Deveria ser um pecado deixá-lo sofrendo daquele jeito.

 

Decidiu naquele momento que ninguém mais machucaria SoonYoung, nem que tivesse que derrubar a escola para garantir isso.

 

Voltou a encarar novamente o moreno, que agora fingia ler seu livro, mas que tremia a mão, e sorriu. Ele era fofo demais.

 

- Tons seus -

 

SoonYoung desligou o celular e riu de toda aquela situação do namorado. Era impressionante como as coisas mais estranhas aconteciam com ele. Cuidar de crianças em um orfanato não era fácil. Por isso JiHoon recebia muito bem, era o suficiente para sustentar os dois e ainda gastar com alguns mimos. Porém, mais que tudo, JiHoon cuidava de crianças que não tinham pais, ele merecia muito mais do que ele tinha por ser uma pessoa tão boa.

 

SoonYoung jogou a toalha em cima da cama e pensou bem no que deveria usar, estava com tanta preguiça que não estava a fim de vestir nem uma cueca. Decidiu então colocar apenas um casaco e ficar nu do corpo para baixo. Não havia problema, já que estava sozinho em casa e ninguém o visitaria ali.

 

Voltou para a cozinha, esquentou a janta que JiHoon já tinha deixado preparado e resolveu comer vendo TV. Pensou em ver animes, mas isso o deixaria muito agitado e ele acabaria virando a madrugada assistindo algum, a bronca que levaria seria grande. Então colocou um filme qualquer para assistir.

 

Estava bastante focado na TV quando sentiu um vento gelado passar em suas pernas quentinhas. Ele se encolheu, olhou para direita e viu uma janela aberta que ele nem lembrava de estar daquela forma. Ficou com um pouco de medo, afinal era perigoso deixar uma entrada tão fácil para ladrões.

 

Quando estava fechando-as, viu um carro do outro lado da rua estacionado em frente à casa. SoonYoung ficou com medo porque ele nunca vira aquele carro e os vizinhos da frente eram velhinhos que nem sabiam dirigir. Engoliu seco e fechou as janelas o mais rápido que podia, em seguida as cobriu com cortinas.

 

Desligou a TV da sala, largou o jantar no sofá e correu até o quarto desesperado. Ele não sabia lidar com aquilo, estava com medo de aquele ser um espião ou sequestrador. Abraçou os joelhos e tentou se controlar. Ele precisava ficar bem por JiHoon, precisava ser adulto.

 

Fechou os olhos e apenas relaxou, até porque, Mr. Dumbell tomou o controle de seu corpo.


Notas Finais


Espero que tenham gostado,.
Para quem não sabe, estou organizando a Hozi Week! Se quiserem participar, há mais detalhes nesse jornal:
https://spiritfanfics.com/perfil/nahuel_mdj/jornal/projeto-hozi-week-6603635

Vou tentar demorar menos, juro para vocês.
Ah, tem uma nova fanfic minha chegando e o foco está no Seventeen inteiro. HAHAHA
Enfim, obrigado por tudo, pelos comentários e por lerem.
Beijos de um viciado em TaeKook (E escravo de SoonHoon)
Nahu


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