História Too Blind To See - Capítulo 18


Escrita por: ~

Postado
Categorias Demi Lovato, One Direction, Theo James, Troye Sivan, Zayn Malik
Personagens Demi Lovato, Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Personagens Originais, Zayn Malik
Tags Amor, Colegial, Darry, Demi Lovato, Harry Styles, Hemi, Ódio, One Direction, Romance, Stylato
Exibições 140
Palavras 3.154
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Hey, aqui estoy yo. Este capítulo estava planejado para ter um hot ou algo emocionante, mas não rolou nada disso entãoooooo quem está ansioso para algo mais caliente terá de esperar.
Como eu já disse antes, a fic está no fim; mas eu não sei exatamente quantos capítulos ainda faltam. Talvez dois, talvez três... Depende muito de como eu vou desenvolver esses últimos capítulos. Apenas peço que vocês tenham paciência com a minha indecisão rsrsrs
Se quiserem uma música para escutar Skinny Love da Birdy é uma escolha, ou se não "A Noite" da Tiê. Todas são ótimas para a bad.
Boa leitura.

Capítulo 18 - Skinny Love


Demetria's Point Of View

 

Chris me encarava com olhos de culpa e feição de quem implorava perdão. Eu apenas o olhava, sem saber como reagir àquela informação. Meses haviam passado desde a partida de Harry, e meu amigo só havia me dito que ele tinha deixado uma carta para mim quando quis me convencer a ir até a Austrália. Chris era muito persuasivo quando queria e eu sabia que no momento que lesse a tal carta não seria capaz de recusar a tal viagem. Quem eu queria enganar com a minha pose de "não me importo com nada"? Minha mãe sabia que eu estava em cacos por dentro e Chris também sabia. Talvez eu tentasse enganar a mim mesma, o que era uma grande burrice da minha parte. 

 

一 Não quero ler essa merda. Não quero nada que venha daquele... Covarde. - cuspi as palavras, mesmo sabendo que me daria por vencida em algum ponto. 

一 Bom, eu deveria ter entregue essa carta desde o dia em que ele partiu. Pensei que seria mais fácil superá-lo caso você não lesse, mas agora eu entendo que foi idiotice. - escutei Chris dizer enquanto se levantava da minha cama, de cabeça baixa. 一 Vou deixar em cima do criado-mudo caso você mude de ideia.
 

Encarei o envelope por mais alguns segundos depois que Chris saiu do quarto. Eu sabia que ele não iria embora da casa antes que eu aceitasse sua proposta, e sabia que quando lesse a tal carta não conseguiria dizer não. Me levantei da cama lentamente e toquei o papel amarelado, controlando um sorriso por Harry ser tão piegas. Na frente estrava escrito, em letras cursivas e bem desenhadas, "Para Demi, do seu babaca favorito". Dessa vez não consegui conter o sorriso. Abri o envelope com cuidado e tirei a carta de dentro, já vendo minhas mãos tremerem levemente de ansiedade enquanto começava a ler. 
 

"Nesse exato momento, você deve estar completamente confusa. Deve estar se perguntando "Onde aquele idiota se meteu?", acertei? Bom, posso te dizer que não estou em casa. E muito menos em Londres. Nesse momento devo estar dentro de um avião, dependendo da hora que você receber essa carta. Quero começar pedindo que você me perdoe, não só por ter sido um completo imbecil durante os últimos anos, mas acima de tudo por ter fugido de você. 

Quando você entrou na mesma escola que eu, pouco tempo depois do divórcio dos seus pais, eu te odiei. Te odiei justamente porquê olhar para você me fazia lembrar de uma época que eu queria esquecer. A minha infância não poderia ter sido melhor, mas eu não queria lembranças daquele tempo maravilhoso porque só me fazia sentir pior ainda. Eu tinha minha mãe comigo, e tinha os melhores amigos que poderia querer, inclusive você. Mas então tudo foi por água abaixo, e te ver novamente, depois de tudo o que havia acontecido, só abria uma ferida maior dentro de mim. Era o que eu pensava. Mas depois de tanto implicar com você e te fazer me odiar, percebi que estava agindo da forma que a minha mãe sempre me pediu para não agir. Estava sendo um babaca. Quando me toquei disso, tentei mudar a situação, mas você já estava tão acostumada a contra-atacar que mesmo quando eu estava sendo gentil, você achava que era ironia e começava a discutir. Foi impossível acabar com as nossas brigas, por mais que eu quisesse. 

O problema é que eu gostava de te ver irritada também. Eu simplesmente gostava de causar alguma reação em você, e com o tempo passei a te observar, como se fosse um ato automático. Eu seguia cada passo que você dava, sem nem pensar no que estava fazendo. Descobri tantas coisas sobre você, Demi. Por exemplo, que você sempre fugia da aula de educação física e se escondia na biblioteca para ler, pensando que ninguém sabia. Ou que você chorou lendo o final de "Orgulho e Preconceito", assim como chorou em diversos outros livros. E eu li todos eles por sua causa. Também descobri que toda vez que você pensava que ninguém estava te observando, colocava Britney Spears para tocar no seu celular e balançava a cabeça, sem nem imaginar que alguém sabia o que ecoava pelos seus fones de ouvido. Eu sabia, Demi. Eu sempre soube e sempre percebi você e suas manias. (Nesse momento, se bem te conheço, você já deve estar chorando. Mas te peço que não pare de ler. Termine a carta, por favor.)

Então, "Eu a amo ardentemente" diria o Sr. Darcy, mas eu não sou tão poético quanto ele, infelizmente. Apesar de que essas palavras se encaixem perfeitamente ao que eu sinto por você. Acredite ou não, me apaixonei pela garota que eu odiava, e que me odiava. Então me desculpe se fugi de você ao fingir que não te suportava, quando tudo o que mais queria era ficar ao seu lado. E me desculpe se fugi mais uma vez ao perceber que nós não daríamos certo. Eu percebi, diante de toda a minha infelicidade, que atraso a sua vida. Não posso deixar que isso continue acontecendo e não vou deixar. Me perdoe, novamente, mas um dia você entenderá os meus motivos. Apenas saiba que eu te amo e sempre te amarei. 

Com amor e ódio, seu Harry."

 

(...)
 

4 de fevereiro de 2017

04:30 P.M

 

Surpreendentemente - ou nem tanto assim - eu havia aceito ir à Austrália para encontrar Harry e "resolver a bagunça que ele havia feito". Chris era muito persuasivo e eu era muito curiosa. Mas nem um desses dois fatos foi o motivo de eu ter aceito a proposta. O motivo era muito mais simples e óbvio que isso. Aquela maldita carta era o motivo.

Já estava perdendo a paciência quando o vi parado na entrada do local de desembarque. De longe, eu apenas podia ver seu rosto rodeado pelos cabelos cacheados, na altura do ombro e seus braços tatuados expostos pela regata preta. Não tive tempo de analisá-lo mais, pois antes que eu percebesse ele havia me agarrado e selado nossos lábios. Eu não havia odiado tal ato pois sentia falta de Harry, por mais que tentasse negar; mas também estava furiosa por ter sido abandonada. Então minha primeira reação foi acertar um tapa estalado em sua face, sem pensar muito no que estava fazendo. Mal tive tempo de raciocinar até ouvir sua voz entrecortada.

 

一 Você ficou louca?! - o encarei atônita, tentando absorver minha própria reação. O aeroporto inteiro parecia ter parado para assistir nossa cena. 

一 O que vocês estão olhando?! Não há nada para olhar aqui, seus intrometidos! - Chris gritou gesticulando violentamente com olhos arregalados. 

一 M-Me desculpe, eu não sabia que era você. - menti de leve, sem conseguir desviar meu olhar do rosto vermelho de Harry. Pisquei repetidas vezes e tive a confirmação, ele realmente estava mais bonito que nunca. 

 

Chris havia me dito que ele estava um bagaço, e eu pude ver a marca das olheiras debaixo dos seus olhos, mas era algo quase que imperceptível. Para mim, Harry estava maravilhosamente bem e mais gostoso do que eu me lembrava. Logicamente, eu não diria isso. Talvez fosse apenas a minha abstinência do seu corpo falando mais alto. Após aquele encontro e o beijo inesperado, eu estava mais acesa que uma chama. Eu não conseguia controlar os arrepios que percorriam o meu corpo. 

Dentro de 10 minutos estávamos os três dentro de um carro relativamente pequeno; Harry como motorista e eu e Chris no banco de trás, um olhando para o outro como se perguntássemos quem deveria falar primeiro. Chris, como sempre, tomou a dianteira. 

 

一 Você tá um gato. - olhei para o meu amigo com o cenho franzido e o dei um cascudo de leve no braço como se dissesse "não era isso que você devia dizer". 

一 Você também. - Harry respondeu e me lançou um olhar pelo retrovisor, abrindo um pequeno sorriso irônico. 一 Você não está mau também, Devonne. Obrigado pelo tapa, aliás.  

一 O tapa lhe caiu bem. E ela tá uma deusa, não é? Já disse que esse cabelo deixa ela mais sexy que nunca e, meu Deus, que bunda é... - dei outro cascudo em Chris, que gemeu e parou de falar mais caraminholas. 一 Então, eu estava pensando... Eu tenho uns parentes na cidade para visitar e a Demi está louca para conhecer os pontos turísticos. Você poderia levá-la, certo? 

 

Encarei Chris com o olhar mais medonho que eu possuía, sem entender que ideia era aquela. Mas, para o meu azar, Harry amou o fato de que iríamos passar o dia inteiro andando pela cidade e concordou na hora. Tive vontade de retrucar mas não quis quebrar meu tratamento de silêncio, por isso apenas cruzei os braços e bufei alto enquanto Harry entrava em uma rua que iria dar na casa dos tais parentes de Chris. 

Enquanto meu amigo descia em seu destino, eu me recusava a passar para o banco do passageiro, ao lado do motorista. Acabei me dando por vencida após um pequeno charme, que eu não poderia deixar passar, e então me sentei no maldito banco com a mesma expressão de poucos amigos que parecia entreter Harry. 

 

一 Você não parece o tipo de pessoa que gostaria de visitar os lugares mais óbvios então eu vou te levar em uma das minhas partes preferidas da cidade. - ele disse sem me olhar e eu continuei em silêncio. No entanto, Harry parecia empenhado em tirar algumas palavras de mim. 一 O que você acha de um café à beira-mar? 

一 Legal. - murmurei. 

一 Legal então, vai ser ótimo. 

 

(...)

 

Após percorrermos uma boa distância - em completo silêncio - entramos em uma parte da cidade onde as construções pareciam ser mais antigas, e eu com meu pouco conhecimento soube que estávamos na famosa região de The Rocks. Realmente, era o tipo de lugar que eu gostaria de visitar caso estivesse ali sozinha, e Harry mais uma vez havia constatado corretamente. 

Ele estacionou o carro próximo a uma calçada e rodeou o veículo para abrir a porta para mim, mas eu fui mais rápida e saí antes. O deixei para trás enquanto descia pela rua puxando a blusa de frio para cima e amarrando a mesma ao redor do meu quadril, deixando a minha camiseta cropped de renda a mostra. Recebi o sol com um sorriso e continuei a andar, ignorando a presença de Harry atrás de mim, mesmo que soubesse que ele estava próximo. 

Nós descemos até o porto e nos aproximamos de alguns poucos comércios por ali, onde ficava o tal café citado pelo garoto mais cedo. Escolhi um dos estabelecimentos e entrei, me encostando no balcão enquanto esperava Harry. Ele me alcançou e eu percebi que o sorriso de minutos atrás já não estava em seu rosto mais. Eu havia conseguido arruinar seu humor e não me orgulhava, mesmo sabendo que aquele era o meu objetivo, de certa forma. Infelizmente, eu era uma pessoa rancorosa e vingativa. 

Compramos o bendito café e nos dirigimos em direção a uma mesa, que eu logo percebi ser mais distante das outras. Suspirei e me sentei, sabendo que não poderia evitar Harry para sempre. Pior que esse fato, era o conteúdo da carta que eu havia lido, que martelava constantemente em minha cabeça. Quem havia dito para Harry que ele "atrasava" a minha vida? 

 

一 Eu não estou suportando esse clima entre nós. - escutei sua voz rouca camuflada pelo som do mar e olhei para ele, recebendo seu olhar em retorno. 

一 Foi você quem partiu. - respondi com um pequeno sorriso, como se não o estivesse alfinetando e então olhei para o mar enquanto tomava um gole do meu café. 

一 Eu sei e peço perdão por ter sido um covarde, mas eu tinha meus motivos. - Harry disse em um tom impaciente. 

一 Não acredito nas suas desculpas. 

一 O que você está fazendo aqui então? - sua paciência parecia ter finalmente chegado ao fim e eu voltei a olhar para ele, sem saber o que dizer. 

一 Eu li a sua carta. - Harry franziu o cenho e então pareceu se lembrar. 

一Pensei que você já tivesse lido há muito tempo. - suspirou, retornando ao seu tom calmo e retraído. 

一 Chris não havia me entregado pois pensou que pioraria o meu estado. 

一 E piorou?

一 Eu estou aqui, não estou?

 

Terminei meu café e me levantei sem dizer nada, deixando que ele pagasse a conta e fosse atrás de mim no porto. Cruzei meus braços, retraindo meu estômago de nervosismo enquanto escutava seus passos atrás de mim. 

 

一 Depois te pago a minha parte. - falei baixo e o escutei rir sem humor. 

一 Eu te devo tanto... O mínimo que posso fazer e te pagar um café. 

一 Por que você foi embora? - perguntei sem avisos, parando a sua frente como se impusesse a ele a obrigação de me responder. 

一Eu tive medo. - falou em um suspiro e olhou em meus olhos, sem vergonha alguma para esconder. 一 Sabe quando as coisas começam a dar certo e você tem medo que algo as estrague? Então você destrói tudo antes que alguém destrua. 

一 Você não tinha o direito de me destruir, Harry. - falei em um tom magoado, sentindo meu coração pesar em meu peito pelo ressentimento. 一 Eu havia dito que te amava, sabe o quanto isso significava para mim? Você tem noção do quanto me desapontou? - senti meus olhos marejarem pela primeira vez em todos aqueles meses. 

一 Essa nunca foi a minha intenção... - Harry parecia tão emocionalmente ferrado quanto eu, com seus olhos vermelhos e marejados como os meus. 一 Me perdoa, por favor. - implorou em um tom choroso e eu limpei as lágrimas que escorriam pelo meu rosto. 

一 Não, não... Eu  não posso. - reafirmei para mim mesma, sentindo que se não fizesse isso acabaria caindo em seu truque. 

 

Dei as costas para o garoto e segui o caminho pelo porto, sem reparar para onde estava indo, mas sabia que ele não me deixaria sozinha. Continuei a abraçar meu próprio corpo, não por frio, mas sim por autopiedade. O mar me causava aquela sensação de melancolia e a presença de Harry ali não melhorava a situação, diferente do que acontecia antes. Eu apenas não queria estar em um país desconhecido, sem rumo para ir e sem para onde fugir.  

 

Palavras não bastam, não dá pra entender
E esse medo que cresce e não para
É uma história que se complicou
E eu sei bem o por quê

 

Se eu fosse analisar toda a situação, olhando do lado de fora, não havia motivos para que eu e Harry não estivéssemos juntos. O amor não deveria ser suficiente para fazer um relacionamento funcionar? Eu apenas queria me livrar daquela sensação esmagadora de pesar; apenas queria me livrar daquele sentimento tão forte que fazia o meu corpo doer. Eu estava cansada e frustrada, mas acima de tudo, estava esgotada. Mesmo estando em publico, cobri meu rosto com as minhas mãos e me deixei chorar, sem conseguir segurar as lágrimas para mais tarde como eu sempre fazia. Dessa vez, eu não podia correr para o meu quarto e chorar sozinha. Eu não poderia aproveitar o gosto amargo do meu sofrimento de forma egoísta. 

 

Qual é o peso da culpa que eu carrego nos braços?
Me entorta as costas e dá um cansaço
A maldade do tempo fez eu me afastar de você

 

Senti dois braços grandes rodearem meu corpo por trás gentilmente e me virarem para si, cobrindo o meu rosto molhado de lágrimas com o seu próprio corpo. Estendi meus braços e o abracei de volta, chorando com mais força ao inalar o seu perfume que eu tanto conhecia. Eu tentava não fazer barulho mas balbuciava seu nome involuntariamente enquanto ele me dizia que tudo ia ficar bem. Aos poucos meu choro cessou e Harry continuou com os braços ao meu redor enquanto me guiava de volta até o carro, olhando para mim de cinco em cinco segundos para confirmar que eu estava bem. Algumas lágrimas solitárias ainda escorriam pela minha face e eu preferi ir no banco de trás em vez de ir ao lado de Harry, o que ele entendeu sem objetar. O garoto sabia que eu estava sobrecarregada e foi um pouco óbvio quando eu peguei no sono. 

 

Te contei tantos segredos que já não eram só meus
Rimas de um velho diário que nunca me pertenceu
Entre palavras não ditas, tantas palavras de amor
Essa paixão é antiga e o tempo nunca passou

 

Acordei apenas quando Harry me pegou em seus braços e fechou a porta do carro, mas continuei de olhos fechados, apenas rodeando seu pescoço com meus braços para encontrar uma posição melhor. Inalei seu perfume outra vez, roçando meu nariz em seu pescoço enquanto sentia sua pele sensível se arrepiar ao meu toque e a sua mão firmar o aperto em minha cintura enquanto subíamos as escadas. Puxei os não tão curtos fios de cabelo da sua nuca e continuei agarrada a eles, os enrolando em meus dedos, até que fui colocada sobre uma cama macia que tinha o seu cheiro. Fechei meus olhos, aproveitando a maciez do colchão sob mim e quando abri minhas pálpebras novamente, ele estava parado ao lado da cama, me olhando com os olhos marejados. 

 

Me perdi no que era real e no que eu inventei
Reescrevi as memórias, deixei o cabelo crescer
E te dedico uma linda história confessa
Nem a maldade do tempo consegue me afastar de você

 

一 Me perdoe. Eu só preciso que você diga que me perdoa, por favor. - implorou mais uma vez e eu engoli em seco. 

一 Venha se deitar ao meu lado. - bati de leve sobre a cama no local ao meu lado, indicando que ele se deitasse ali. 

一 Eu nunca imaginei que estivesse te fazendo sofrer tanto, eu... - o interrompi, colocando meu dedo indicador sobre seus lábios assim que ele se deitou. 

一 Nós podemos nos odiar amanhã. - sussurrei enquanto segurava seu rosto entre minhas mãos e o assistia abrir um pequeno sorriso de cansaço para mim, suspirando em alívio. 

一 Eu costumo confundir ódio com amor. - Harry murmurou de volta, finalmente relaxando sobre a cama e rodeando meu corpo com seus longos braços. 

一 Eu também. 

 

Deixei toda a raiva e o ressentimento de lado e também relaxei meus músculos, cobrindo os lábios rosados de Harry com os meus, em um quase beijo sem pressa alguma, apenas sentindo seus dedos na pele exposta das minhas costas enquanto voltava a enrolar os cabelos da sua nuca. Eu não podia dizer que nós não estaríamos brigando uma hora depois, mas eu podia afirmar com toda a certeza que não o odiaria amanhã. 


Notas Finais


Recadinho rápido: Eu estou escrevendo uma nova fic (em conjunto com a dona @vegasgirl) e gostaria muito que vocês dessem uma lida. Se trata de uma comédia e também é darry, o link é esse: https://spiritfanfics.com/historia/calcanhar-de-aquiles-6663283

Não se esqueçam de deixar seus comentários sobre o capítulo pois me incentivam muito e eu preciso saber se vocês estão gostando :) Até mais x


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