História Too Close For Comfort - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Got7
Personagens Jackson, JR, Mark
Tags Jackson Wang, Jark, Mark Tuan, Markson
Exibições 117
Palavras 1.296
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Yaoi
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Capítulo Único


Jackson brincava com a gravata preta que levava ao pescoço, como se ela fosse a razão de sentir um aperto tão grande no peito, um sufoco praticamente insuportável. Olhou para o relógio no seu pulso, deixando um sorriso triste e nostálgico escapar, vendo que estava praticamente na hora.

Respirou fundo diversas vezes, tentando acalmar os seus batimentos cardíacos, que pareciam cada vez mais desenfreados. E assim que estacionou o seu carro, subiu a escadaria da igreja e olhou para os convidados produzidos a rigor, que conversavam alegremente, viu que aquilo era real.

Park Jinyoung, o seu melhor amigo, estava prestes a casar-se.

- Jackson, finalmente! – ouviu a voz aflita do amigo atrás de si, fazendo-o virar na direção do mesmo. – Estava a ver que nunca mais chegavas! – bufou. – Eu estou numa pilha de nervos.

- Pois, eu imagino. – deu um pequeno sorriso, tentando acalmar o amigo, quando ele próprio era o que precisava de se acalmar mais, entre os dois.

- Eu… Eu acho que não estou preparado. Quer dizer, eu acho que estou, mas só de imaginar o Mark a andar até mim, de fato branco… Puta que pariu! É um momento único, entendes?

Jackson riu descrente, levando as mãos aos bolsos. Os seus dentes maltratavam o seu lábio inferior, enquanto os seus olhos continuavam a perder-se por entre os convidados, como se, daquela maneira, a vontade insana que tinha de chorar simplesmente desaparecesse.

- E tu, estás bem?

- Eu? Eu estou ótimo. Melhor era impossível.

Jackson agradeceu pelo seu melhor amigo não ter percebido a pitada de ironia nas suas palavras e na sua voz. Claro que o chinês não estava bem. Na verdade, ele estava pior do que estragado.

Afinal, o seu melhor amigo ia casar com o seu ex-namorado, o qual ainda amava com todas as suas forças, Mark Tuan.

Aquilo era uma péssima ideia, ele sabia e como sabia... Jackson ainda tentou recusar o convite, mas não podia simplesmente contar ao seu melhor amigo que a pessoa que tanto amou, e continuava a amar, era nada mais nada menos do que o seu noivo, o grande amor da vida do chinês. E Mark também pareceu não ter contado absolutamente nada, sobre o passado dos dois. Tal como imaginava, o americano tinha-o esquecido facilmente. E Jackson odiava-se por ainda amá-lo tanto, mesmo sabendo que não podia continuar.

Então, em silêncio, acompanhou Jinyoung para o interior da igreja, colocando-se atrás do mesmo, já que era o padrinho. Viu os convidados ocuparem todos os bancos disponíveis, enquanto cochichavam, riam e sorriam. Afinal, era um dia feliz, certo?

E quando a música começou a tocar, Jackson sentiu o seu coração falhar diversas batidas. Os seus lábios estavam mais secos do que o normal e o seu corpo tenso. Ele não queria ver. Ah, como desejava ser cego, naquele momento, mas não cego de amores, como era; mas foi impossível desviar os olhos daquele homem, assim que ele cruzou a grande porta.

Jackson arfou.

Mark estava para lá de lindo, de maravilhoso; ele parecia um autêntico anjo. E como era costume, o americano, mais uma vez, foi capaz de tirar todo o fôlego do chinês, que tentava controlar a sua respiração pesada e as lágrimas teimosas que queriam transbordar, dos seus olhos negros e pesarosos.

O seu peito subia e descia de forma rápida, mesmo que as batidas do seu coração fossem mais lentas, espaçadas, fortes, até dolorosas. Sentiu-se zonzo, por breves segundos, assim que o seu olhar foi retribuído pelo do outro, que pareceu suspirar assim que o seu olhar se cruzou com o de Jackson.

Assim que chegou na frente do seu noivo, Mark sorriu minimamente, antes de desviar o seu olhar para o padrinho de Jinyoung, que o encarava de volta, mesmo que com uma expressão sofrida e os olhos marejados. Mark arfou novamente, antes de cortar aquele pequeno contacto dorial. Jackson riu sutilmente, pois parecia que algumas coisas não haviam mudado: Mark continuava a odiar e a ser incapaz de aguentar ver Jackson chorar, ainda mais se fosse a razão para tal.

A cerimónia logo começou, mas o chinês não conseguia realmente prestar atenção no que o padre dizia. Em vez disso, ele observava Mark minuciosamente, como se aquela fosse a última oportunidade para o fazer. Já o americano sentia o olhar de Jackson queimar em si, fazendo-o engolir em seco, mesmo que, algumas vezes, desviasse o seu olhar até o ex-namorado, sentindo o seu coração apertar, dolorosamente.

Assim que viu algumas lágrimas escorrerem pelo rosto do amado, Jackson fechou os olhos. Aquilo era mais do que conseguia suportar. E, assim que os abriu, novamente, viu os dedos de Jinyoung secarem cada lágrima que escorria pelo rosto alheio, tal como ele mesmo costumava fazer. Tentou engolir a raiva e o desconforto que aquela cena lhe proporcionava, mordendo os seus lábios, com força excessiva.

- Se alguém se opõe a este matrimónio, fale agora ou cale-se para sempre.

A sua respiração tornou-se falha e pesada. A sua boca abria-se, mas som algum saía pela mesma. Ele queria gritar a todos ali presentes e até aos sete ventos que amava Mark Tuan mais do que era permitido mas, no fim, permaneceu calado. Então, o seu rosto abaixou-se, mostrando-se estar completamente derrotado. E Mark, que o olhava até então, respirou fundo e fechou os olhos por breves segundos, ouvindo o padre prosseguir com a cerimónia.

Aquele era o fim.

Jackson tinha perdido o seu amado.

De vez.

 

 

 

 

 

↫ ••• ↬

 

 

 

 

 

 

Já na festa, Jackson afastou-se do salão, caminhando até ao belo jardim, daquela quinta. Sentou-se num dos bancos, apreciando a brisa fresca, daquele fim de tarde. Respirou fundo, voltando a encarar o relógio. E nem mesmo quando sentiu alguém sentar-se ao seu lado, ele levantou os olhos do objeto.

- Ainda o tens? – surpreendeu-se ao ouvir aquela voz grave e melodiosa, que tanto conhecia e amava. Olhou rapidamente para Mark, que o olhava com um pequeno sorriso. E, novamente, Jackson arfou, sentindo todo o ar à sua volta ser sugado. Mark era tão ridiculamente lindo, ainda mais com aquelas vestes brancas, que o deixavam ainda mais angelical e surreal.

- Claro que o tenho. Foste tu que me ofereceste. – respondeu, depois de uns segundos, voltando o seu olhar para o objeto, afinal, não tinha mais direito de contemplar Mark, não daquela forma tão intensa. – Sabes, eu – juntou as mãos e lambeu os lábios, antes de continuar. – Eu poderia dizer que estou contente por me teres ultrapassado, por teres encontrado outra pessoa que te fizesse feliz, mas eu estaria a mentir. – riu, mesmo não achando assim tanta graça. – Quando o padre deu a oportunidade de alguém ali presente se opor ao vosso casamento, eu senti vontade de gritar o quanto ainda te amo. Mas como eu podia? Tu avançaste com a tua vida. Mas eu não consigo fazer o mesmo. Eu continuo preso a ti, como sempre estive.

- Jackson…

- Não precisas de dizer nada. – levantou-se, limpando a poeira inexistente, do seu fato.

- Preciso sim. – também se ergueu, agarrando no pulso do chinês, que continuou de costas para si. – Quero que saibas que… Se te tivesses oposto… Eu nunca teria dito que “sim”… Eu teria desistido de tudo, Jackson. – deixou algumas lágrimas escaparem, enquanto encarava as costas largas do chinês. – Eu teria desistido de tudo assim que tivesse uma pequena confirmação de que ainda me amavas tanto quanto eu continuo a amar-te.

Jackson virou-se bruscamente, encarando os olhos chorosos de Mark, não muito diferente dos seus. Porém, antes que pudesse dizer alguma coisa, Jinyoung apareceu, levando o americano para longe de si, mais uma vez.

E o chinês não pôde fazer nada, a não ser chorar silenciosamente. Porque ele não tinha o direito de dizer mais nada.

Então calou-se.

E calou-se para sempre.

 

 

 

 


Notas Finais


eu prometo que um dia eles terão um final feliz, prometo! até lá... aguentem-me e continuem a dar-me muito amor, pode ser que eu fique mais doce e que tenha vontade de escrever mais fics fluffly com os meus amorzinhos (◡‿◡✿)
mas foquem-se no lado lindo e positivo da fic: eles amam-se! sempre se amaram e sempre se irão amar, mesmo não podendo ficar juntos como desejavam s2s2


p.s: se alguém me quiser chatear, está à vontade para me incomodar no twitter: @jswaang


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