História Too Weird To Live, Too Rare To Die - Especial Halloween - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS), Tokyo Ghoul
Personagens Personagens Originais, V
Tags Drama, Taehyung, Tokyo Ghoul, Você
Exibições 129
Palavras 1.641
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção, Hentai, Magia, Mistério, Romance e Novela, Seinen, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Canibalismo, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - Fase Um - Ghouls


O cheiro era incrível. Doce. Quando entrava pelas minhas narinas algo dentro de mim se remexia. Abrir os olhos para ver um corredor escuro. Como se alguém mandasse em meu corpo segui em frente me aproximando do cheiro adocicado. Mordi o meu lábio assim que avistei um mesa de madeira escura. Me aproximei e observei a minha volta. Assustei-me ao perceber que havia alguém na ponta da mesa. A pessoa encarava o nada como se fosse a coisa mais interessante do mundo. Cheguei perto da entidade e ela pareceu notar a minha presença virando-se para mim. Um grito ficou preso em minha garganta e os meus olhos se arregalaram. Céus, era eu ali, completamente melada se sangue mais era eu. Olhamos uma para a outra e lentamente os seus olhos começaram a ficar negros. A sua pupila ficou menor e vermelha e então ela sorriu para mim. Seus dentes estavam manchados de sangue mais não foi isso que me horrorizou. Eu fiquei em estado de choque percebi finalmente o que tinha atrás dela. Corpos, corpos e corpos. De monstros e pessoas. Olhei ao meu redor sentindo um tremor dentro de mim e quando olhei novamente para ela a mesma não estava mais lá. No lugar dela havia um espelho que pegava todo o meu corpo. Ela era eu, e eu era ela.  Com os olhos negros e a boca encharcada de sangue, nós éramos a mesma pessoa. 

Acordei assustada encarando o meu quarto. Um suspiro de alivio saiu dos meus lábios. Céus, o que está acontecendo comigo. Eu quero esquecer, eu preciso esquecer. Mais nunca vai embora, nunca me deixa em paz. Minha barriga roncou me alertando novamente da fome interminável que eu tinha. Depois de tudo que aconteceu hoje a tarde eu tentei fingir que nem mesmo tinha saído de casa, a minha fome pareceu cessar por alguns minutos e depois voltou pior do que antes. Levei minhas mãos até o meu rosto sem saber o que fazer. Eu não poderia cair na tentação, aquilo não poderia acontecer novamente. 

Ouvi um barulho na janela e olhei assustada para mesma. A janela começou abrir e eu arregalei os olhos quando vi a silhueta de um homem entrar em meu quarto. Levantei rapidamente da cama pegando a tesoura que estava em cima da penteadeira. Enquanto ele ainda estava de costas ergui a tesoura para ir diretamente em seu pescoço e antes mesmo que pudesse encosta em sua pele ele já estava virado para mim segurando o meu pulso. Tentei puxar o meu pulso e felizmente consegui corri em direção ao meu bastão de baseball o agarrado e girando diretamente para atingir o rosto do homem. Não sei como eu tinha arranjado tanta força mais eu havia conseguido derrubar o homem no chão e provavelmente ele estava desmaiado... ou morto. Olhei ao redor  procurando o meu celular assim que o avistei fui em sua direção. Eu mal consegui dar dois passos pois, uma mão pôs em minha panturrilha me fazendo dar de cara com o chão. Eu cair bem em cima do invasor, bom eu não fiquei lá por muito tempo já que quando eu menos esperei ele já estava em cima de mim. 

- Você é mais forte do que eu esperava - disse a voz rouca próxima ao meu rosto. Pela luz do luar que entrava pela janela recentemente aberta pude ver o rosto do meu invasor. Os cabelos loiros curtos, a pele branca e os olhos castanhos. Impossível não reconhecer aqueles olhos, impossível não temer quando eles se transformavam. 

- Não precisa ficar assustada - disse calmo. 

- Mais o que diabos você está fazendo aqui? - minha voz saiu beirando a raiva - O que você quer comigo? - ele me olhou e suspirou. 

- Sei que você tem muitas perguntas, mais eu tenho mais - avisou enquanto saia de cima mim. 

- Eu não vou te responder nada - disse simples. Não importava o que houvesse de tão curioso em mim, ele não tinha nada haver comigo. 

-Vai sim - fez uma expressão convencida e eu me afastei mais dele - Sabia que nunca vi um ghoul como você, não sabia até hoje que poderia existir um ghoul de um olho só - pós a mão sobre o seu queixo. 

- O que? O que diabos é ghoul? e porque ele não pode ter um olho só? -  ele levantou uma sobrancelha rindo. 

- Você está brincando? - continuei com a minha confusa e ele me olhou surpreso. - De onde é que você saiu? - se aproximou mais de mim e eu me afastei. 

- O que você está tentando dizer? - um pensamento nebuloso passou em minha mente e eu tentei resistir a ele. - O que é um ghoul, e porque você está insinuando que eu sou um - ele mordeu o lábio me olhando de cima a baixo. Ele sorriu e seus olhos escureceram suas pupilas ficaram vermelhas, e as veias pulsaram ao redor do seus olhos. Me levantei assustada praticamente correndo para o outro lado do cômodo. 

- Isso é um ghoul - ele disse cruzando os braços e deixando os seus olhos voltarem ao normal e bem graças a deus que ele fez isso já que eu não conseguiria dizer uma palavra para ele se tivesse com os olhos assim. 

- Está dizendo que eu sou um monstro como você - cuspi as palavras - Você  só pode ser idiota - andei de um lado para o outro tentando controlar certos pensamentos. 

- Bom... - escutei a sua voz atrás de mim, o olhei esperando continuar - Eu estava guardando isso para comer mais tarde mais você pode se servi - disse tirando um saco plástico de dentro da jaqueta. O saco estava manchando de sangue e era impossível ver o que havia dentro dele mais assim que ele abriu eu senti o doce aroma que perturbava os meus sonhos. Uma dor aguda surgiu em meu olho direito novamente relembrando aquela tarde. Gemi de dor e olhei para cima avistando o rosto do homem que tinha um sorriso presunçoso. Ele pegou os meus ombros me virando de frente para o espelho, ficando atrás de mim. 

- Ainda vai dizer que não é um ghoul... ou um monstro, fale como preferir - tirou a minha mão de frente do olho. 

O mundo pareceu ficar em câmera lenta enquanto eu via as veias ao redor do meu olho direito, pulsando e brilhando em uma cor verde musgo, o verde do meu olho havia sumido e no lugar havia a pequena bola vermelha, ao redor dela vinha a imensidão negra. - E mais uma vez você me deixa confuso - deu um suspiro frustrado. Me aproximei do espelho e levei a minha mão tremendo até o meu olho direito. Dava pra sentir as veias saltarem. Oh céus, o que havia acontecido comigo? no que eu havia me transformado? Aquela não poderia ser eu, não poderia. 

As lágrimas se formaram em meus olhos e eu deixei-as fazerem seu caminho pelo meu rosto. O homem atrás de mim ficou sem saber o que fazer, ele me olhava como se fosse a coisa mais absurda que ele já tinha visto, eu me olhava como se fosse a coisa mais absurda que eu já tinha visto. Sem saber o que fazer ou pra onde ir andei vacilante até o banheiro deixando o intruso dentro do meu quarto. 

Assim que eu fechei a porta do banheiro eu me deixei escorregar até o chão. Chorando por tudo o que havia acontecido, deixando finalmente a dor me dominar, deixando finalmente de tentar me enganar, porque por mais que eu tentasse encobrir isso não tinha como, eu iria me olhar todo o dia no espelho e iria ver, iria ver o monstro que eu sou. O monstro que eu tanto tinha repulsa, que eu tanto tinha medo. Eu não poderia mais fingir que não via, eu não podia mais fugir da dor, da fome interminável que eu tinha. Estava na hora de eu encarar tudo, não tinha escolha eu não poderia dar as costas a tudo e se eu tentasse fazer isso seria doloroso demais. 

Me levantei decidida abrindo a porta do banheiro e felizmente encontrando o invasor ainda ali sentado em minha cama olhando a foto que eu tinha na minha escrivaninha. Ele me encarou parecendo um pouco preocupado enquanto eu ia em sua direção. Parei em sua frente empurrando um pouco o seu corpo pra trás para poder enfiar minha mão dentro da sua jaqueta e pegar o saco plástico. Ele me olhou desconfiado mais eu o ignorei. Abri o saco e suspirei deixando aquele cheiro doce me inebriar. Enfiei a mão dentro do saco agarrando o pedaço de carne com força e fechei os olhos pegando toda a coragem do mundo para fazer o que tinha que fazer. Levei a carne até a boca mordendo um pedaço e... era incrível como o sangue não tinha gosto de ferro, como ela era macia e como eu me senti quando engoli o primeiro pedaço. Eu nunca tinha provado algo igual, era delicioso, incrivelmente delicioso. Eu me senti como tivessem tirado um peso das minhas costas, como se nada no mundo importasse, como se eu não tivesse comendo carne humana. Recobrei a consciência assim pensei nisso. Como eu poderia? Como eu pude? Larguei a carne dentro do saco novamente e jogando-o em cima do homem. 

- Céus... - encarei a minha mão. 

- Você está bem? - ouvi sua voz atrás de mim. 

- Não... - disse fraca - Mais eu vou ficar - eu estava determinada a superar tudo isso,  a achar um meio de poder me sentir normal novamente, de poder dormir em paz. Eu queria voltar ao normal mais para isso eu tinha que saber como isso tudo havia acontecido.



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