História Too young to care - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Drama, Drogas, Festa, Originais, Romance, Transtorno
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Palavras 1.740
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Festa, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


É possível que as vezes a escrita fique meio confusa ao decorrer dos capítulos, é como se a fala da narradora se misturasse com os sentimentos dos personagens, isso foi feito intencionalmente para tentar de alguma forma tornar mais real, a intenção é transpassar o que pessoas com transtornos desta dimensão possivelmente sentem.

Capítulo 2 - Matthew


Fanfic / Fanfiction Too young to care - Capítulo 2 - Matthew

- Você viu a garota nova? – Foi a primeira coisa que Matthew perguntou naquele dia a Jack.

- É, eu vi. – Foi o que Jack respondeu, apenas.

Matthew foi internado com apenas 14 anos, foi diagnosticado muito cedo com ansiedade, e logo depois veio a bipolaridade. Mas Matt não entendia, ele apenas sentia tudo, as ondas de sentimentos que perpassavam o seu corpo, tomavam conta da sua mente, ele nem mesmo conseguia explicar.

- Talvez eu devesse me apresentar. – Ele sussurrou pra si mesmo.

Stella tinha feito um verdadeiro show, e chamado atenção de muitos pacientes. Matt não só ficou interessado pela forma como ela chegou, mas pela beleza daquela menina. Pelo amor de Deus, fazia tanto que não transava, talvez ele nem lembrasse mais o que era sexo.

- Eu sou Matthew. – Foi como se apresentou. As palavras saíram rápido da sua boca, ele não conseguia evitar.

Stella ainda se sentia triste por ter sido internada, tamanha era a injustiça que tinham feito a ela, não conseguia nem falar. Ela apenas olhou Matt dos pés a cabeça e voltou a mirar a TV.

- Já te mostraram o seu quarto? – Ele tentou sorrir, mas a garota não respondeu e ele tornou a perguntar. – Porque te colocaram aqui?

Ok Matthew, talvez seja hora de parar de falar, você está apenas irritando a garota.

- Oi Matt. – Ivy apareceu de repente. – Perturbando a garota nova? – Ela riu enquanto falava. – Ele está te irritando? – Ivy se dirigia a Stella.

- Eu sou Stella. – A garota respondeu a magrela a sua frente sorrindo.

E então Matt saiu batendo pé, como ela podia ignora-lo dessa forma? Encontrou Jake no caminho e trompou com ele, sem querer talvez, mas aparentemente Jake nem notou, continuou caminhando como se nada tivesse acontecido.

Com 12 anos Matt teve sua primeira manifestação de ansiedade, seus pais viviam reclamando que ele não parava de roer as unhas, e aquela bateção de pé incessante, era realmente irritante para os dois.

- O que esta acontecendo Matthew? – Sua mãe perguntava toda noite ao encontrar o filho sentado na cama, batendo os pés rapidamente, as três horas da manhã.

- Só estou pensando mãe. – Ele respondia sem nem mesmo olhar para a velha.

- Então pense em silêncio. – Era tudo o que ela sempre dizia.

Isso se tornou uma rotina contínua. Pra falar a verdade, na maioria das noites Matt nem mesmo dormia, e ele não tomava cafeína, ou qualquer outro tipo de energético, aliás, fora proibido de consumir bebidas desse tipo.

Mas enfim, o diagnóstico de ansiedade não durou muito tempo, nos seus 13 anos, um médico qualquer que se achava simplesmente o entendedor dos entendedores de psiquiatria o diagnosticou com bipolaridade. Era ridículo, completamente ridículo, como um adolescente aos 13 poderia ser bipolar? Matt na verdade só era um cara sem sorte, é claro que ele não era bipolar.

Mas também ele não soube explicar aos pais porque estava tão sorridente no velório do seu irmão mais novo. O garoto foi atropelado, e nem mesmo puderam abrir o caixão, pois a imagem era de dar ânsia. Mas Matt não se importou. “A morte faz parte da vida”, ele dizia a todos que iam lhe cumprimentar. Não, Matthew não era insano, acontece que seus sentimentos não correspondiam exatamente as situações vivenciadas, ele não podia controlar, as coisas vinham, e quando ele se dava por conta estava vomitando sentimentos por aí, sem nem mesmo conseguir entender.

- Matt, o que aconteceu lá na sala de TV? – Oh, não. Era Ivy de novo. Essa garota não podia simplesmente deixa-lo em paz. – Como você esta hoje?

- Estou ótimo Ivy, e você, comendo muito? – Ele perguntou irônico a garota, e se deliciou ao ver a suas bochechas ficarem extremamente vermelhas.

- Porque você é assim Matthew? – Foi o que ela disse antes de sair correndo.

Matt estava com a cabeça fervendo com tantos pensamentos. Ele precisava dar uma volta. É, isso, ele só precisava relaxar no pátio um pouco. Quando chegou lá fora, sem nem pensar sobre o assunto apenas correu, ele foi até o ponto mais distante do gramado, atrás de um amontoado de árvores que tinha ali, os enfermeiros estavam bem ocupados com a garota nova, não se dariam ao trabalho de procura-lo naquele momento.

Então Matt tirou um tijolo do muro que estava meio solto e pegou um maço de cigarros que estava escondido ali. Ah sim, ele também precisava do isqueiro. Quando ele acendeu, tragueou a fumaça com tanta vontade que nem percebeu que em menos de 4 minutos ele havia fumado o cigarro inteiro, mas ele precisava de mais um, ah, não faria mal acender outro, seria o último.

Ele acendeu mais um cigarro, e estava tão concentrado apreciando a fumaça que nem notou a garota que se aproximava sorrateira.

- O que você faz aqui escondido Matthew? – Ah, droga, ele havia sido pego, pela terceira vez naquela maldita mesma semana. Oh, espere só um segundo, ao se virar Matt deu de cara com Stella, e ela sorria, muito. – Não vai me oferecer um cigarro? – Ela perguntou docemente, ah sim, a garota sabia muito bem usar as palavras.

- Pensei que não quisesse falar comigo. – Ele disse enquanto tirava mais um cigarro do maço escondido.

- Eu não sabia que podíamos fumar aqui. – Ela falou ignorando completamente a pergunta do garoto.

- Não podemos, por isso não devemos ser pegos. – Ele respondeu a ela tentando lhe mostrar um pouco dos seus dentes, ele estava meio constrangido.

- Entendi. – Stella acendeu o cigarro delicadamente, talvez estivesse tentando seduzir Matt, bem, ela precisava de alguém ali dentro.

Mas Matt nem notou, estava ocupado demais pensando. Seus pensamentos estavam particularmente rápidos naquele dia.

- Porque foi internada? – Ele perguntou rápido. – Seus pais te odeiam? – Ah não Matthew, porque você falou isso? Que droga de pergunta é essa, seus pais te odeiam, vai fazer a garota chorar.

- Odeiam, e o seus? – Minha nossa, ela respondeu com tanta calma que ele não conseguia mais segurar a vontade de beija-la.

Então ele a beijou.

E é claro que Stella correspondeu, ela gostava que lhe dessem atenção, gostava de pensar que Matthew se sentia atraído por ela. Talvez ele lhe valorizasse mais do que seus ex-namorados.

- Interrompemos alguma coisa? – Era Jack e seu namorado Tyler.

- Um psicótico e um esquizofrênico, não é mesmo lindo? – Matthew se separou do beijo e respondeu visivelmente irritado. Jack tinha essa mania irritante de sempre atrapalhar Matthew, mas quando ele queria conversar, queria algum conselho, ou qualquer coisa do tipo, Jack simplesmente o ignorava.

Tyler esboçou um sorriso insatisfeito com o comentário de Matt.

- Você não deve dividir nossos cigarros, essas coisas são difíceis de conseguir, sabia disso? – Tyler falou calmo, tão calmo que chegava a ser irritante. Bem, era muito irritante para Matthew, mas Stella? Stella nem percebeu. Ela apenas deu um sorriso gentil e se apresentou aos dois como se fossem as pessoas mais interessantes daquele local.

- Oh, muito prazer, eu sou Stella. – Ela deu um abraço e um beijo na bochecha de cada um deles.

- Muito prazer, Stella. – Jack respondeu primeiro, tentando ser muito educado. Mas então sua feição mudou, e ele pareceu pensar em algo distante, na verdade ele ouvia alguma coisa. – Melhor sairmos daqui Tyler. – Ele disse simplesmente, e Tyler entendeu no mesmo momento.

- Eu estava brincando sobre os cigarros. – Tyler disse para Stella antes dos dois saírem correndo.

Ela se virou a Matt para lhe dar um sorriso encantador e quem sabe continuar o beijo, mas ele não estava mais lá, havia saído no momento em que ela cumprimentou Tyler e Jack tão docemente, e o ignorou completamente.

Sabe o que seria bom para Matt relaxar? Maconha. E era o que ele procurava quando foi ao quarto de Anne.

- De viciado para viciada, você tem maconha? – Foi a primeira pergunta que ele fez ao chegar correndo no quarto.

- O que você vai me dar em troca Matthew? – Ela perguntou tentando barganhar.

Ah sim, Anne era quem matinha o estoque deles cheio. Estoque de que? Normalmente maconha, cigarro e outras drogas como cocaína, LSD e ecstazy, eram os mais fáceis de levar para dentro da clínica, apenas em ocasiões realmente especiais ela conseguia uma garrafa de Jack Daniel’s.

- Nossa, isso realmente não parece uma clínica psiquiátrica. – Matt soltou a frase e deixou que Anne a entendesse como quisesse.

- Era de se esperar que isso aconteceria, quem foi o idiota que pensou que daria certo prender dezenas de adolescentes loucos em um prédio com muros altos?- Anne respondeu sorridente. Ah, como ela gostava de Matt, até mesmo quando ele estava triste, ele era sempre um cara divertido.

Ah sim, Matt tinha muitos momentos de tristeza, as vezes eram tão intensos que ele nem mesmo conseguia sair do seu quarto, não conseguia nem mesmo comer, ou dormir, quando se sentia um pouco mais agitado, Matt conseguia dormir algumas horas em algumas noites, mas quando estava triste, oh, não, ele não dormia nem se quer por minutos. Ele apenas queria ficar sozinho, odiando a si mesmo e o mundo ao seu redor.

Anne não fez muitos rodeios para lhe dar um pequeno baseado naquele dia, nem mesmo tentou barganhar por muito tempo, aceitou quando ele lhe ofereceu um anel de lata que usava e disse que era mais do que suficiente.

Novamente Matthew foi para o amontoado de árvores lá atrás do pátio. Estava ficando tarde, mas ele não teria problema em passar trinta minutos fumando um belíssimo baseado.

E realmente não teve, ele fumou com calma e apreciou enquanto o sol ia para seu ninho e as estrelas saiam para a noite. A lua veio e Matt adormeceu na grama, sorte ter jogado o que restou do beck fora, pois foi um enfermeiro mal encarado que o encontrou e o obrigou a entrar para dentro.

- Vamos Matthew, eu preciso lhe trancar em seu quarto. Já passou da hora de dormir. Você nem deveria estar lá fora a essa hora. – O enfermeiro dizia enquanto o arrastava para dentro.

- Calma, eu estava apenas relaxando a mente. – Ele respondeu deixando claro o duplo sentido. Talvez o enfermeiro tivesse desconfiado, mas não podia dizer com certeza, aliás, como drogas entrariam em uma clínica psiquiátrica sem serem percebidas? Mal ele sabia que o sistema de segurança deles era completamente falho, e que ali dentro tudo poderia acontecer sem que ninguém percebesse.



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