História Toque - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Gay, Original, Romance, Yaoi
Visualizações 27
Palavras 1.740
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Bishounen, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Lemon, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shonen-Ai, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Demorei uns dias, mas aqui está o 4º capítulo :3

Capítulo 5 - Capítulo 4


Claustrofóbico. Era como me sentia. Eu não tinha claustrofobia, mas em alguns momentos, instantes como aquele, faziam com que algo dentro de mim despertasse, embora não soubesse exatamente o que. Acho que era um somatório de tudo o que tinha vivido, então sim, certas situações me faziam sentir pressionado e sem ar. Abri os olhos em busca de alguma luz, algo que me guiasse, mas não vi nada. Me debatia desesperadamente, sentindo as mãos que abarcavam meu pescoço, pressionando minha pele com uma delicadeza assassina. Senti medo, não sabia onde estava, o que estava acontecendo ou quem estava sobre mim, apenas senti que era meu fim, pois não encontrava meios de fugir. Fechei meus olhos com força e quando enfim os abri mais uma vez encarei o teto do meu quarto. Fiquei parado encarando o vazio, sentindo o suor escorrer pela minha pele.

A luz do sol atravessava as cortinas azuladas e recaía sobre o meu corpo, incomodando minha vista. Sentei na cama e peguei meu celular, faltava uma hora até precisar levantar. Suspirei frustrado e decidi me adiantar, já que dormir novamente estava fora de questão. Assim que saí do banho e me vesti resolvi tomar um café-da-manhã calmo, sem pressa, como a tempos não tomava, mas ao abrir a porta do quarto vi uma silhueta passar em minha frente. Em um impulso instintivo agarrei seu pulso.

— Algum problema? – Hayden encarou-me com aqueles olhos gélidos, parado na mesma posição na qual o agarrara.

Como pude ser tão estúpido? Claro, era estranho morar com alguém depois de tanto tempo remoendo o passado, mas não podia esquecer que havia alguém ali. Principalmente alguém cujo os olhares pareciam congelar os confins da minha alma.

— Não – o soltei – Desculpa – foi o que disse, sem explicações.

Naquele dia me sentia estranhamente incomodado, não conseguia entender o que acontecia comigo. Queria arrancar a gravata, retirar o terno e os sapatos. Por fim correr livre. Pelo canto do olho observava Hayden, que sentava ao meu lado no carro. Ele era estranho, algo a mais em que não conseguia parar de pensar. Sua presença realmente chegava a me incomodar, havia algo, no fundo da minha alma mas havia, uma coisa que não conseguia descobrir o que era, um sentimento suspeito que de algum jeito me fazia sentir preso. O que era?

— O senhor está bem? – sua voz soou estranhamente calma, fazendo-me encará-lo quase boquiaberto, de guarda baixa como se meus pensamentos pudessem ter sido lidos por Hayden.

Voltei os olhos para a frente, vendo o sinal abrir. Apertei o volante com firmeza.

— Não se preocupe – respondi.

O sol já se recolhia na linha até onde meus olhos conseguiam alcançar, dando espaço para que a noite pudesse se expandir e tomar o céu. Mais um dia estava acabando, eu teria mais uma noite de inquietações. Minha mente vagava enquanto encarava a paisagem alaranjada. Hayden estava igualmente calado. Gostaria muito de saber em que estava pensando. Hayden, Hayden. Hayden. Quero entender esse garoto.

— Nós estamos sendo seguidos.

Tem muita coisa que quero entender. Quem é ele? O que pensa? Por que estou pensando nisso? Dentro da minha cabeça as perguntas murmuravam ao mesmo tempo e acabavam soando alto demais, por muito abafaram a voz de Hayden, que tinha soado baixo e casual. Finalmente absorvi suas palavras.

— O quê? – exclamei virando o rosto para o lado. Arregalei os olhos. Hayden estava tranquilamente contando as balas que colocava em seu revólver.

— Nós estamos sendo seguidos – ele repetiu sem tirar os olhos da arma, terminando o serviço e pregando a vista na estrada.

Qual o problema dele?

Virei a cabeça para trás por um segundo. Realmente havia um carro preto muito próximo do nosso.

— Melhor confirmar se está mesmo atrás de mim – disse.

— Não – Hayden me cortou – Está mesmo nos seguindo. Com certeza – repetiu para confirmar o que dizia.

Olhei para o carro mais uma vez. Hayden estaria certo? Como podia ter tanta certeza? Não sabia bem o que fazer, precisava despistá-lo, assim como fiz da última vez. Comecei a pensar em que rota faria, mas Hayden interrompeu meu raciocínio.

— Vamos para a estrada que corta a High Empty.

— Está louco? – falei alto – Aquela estrada é muito deserta. Acho melhor fazer o que fiz antes.

— Antes?

— Fui seguido uns dias atrás – expliquei rápido.

— Mas o senhor estava sozinho, não estava?

Pus os olhos sobre ele. Podia entender o que dizia.

— Seja lá quem estiver nos seguindo – Hayden me encarou – Quem garante ao senhor que não sabe onde mora?

Ele estava certo. Desviei, virando a esquina para ir ao local pedido. Era melhor tirar essa história a limpo. Parei no meio da estrada, no encostamento. Devia admitir que meu guarda-costas estava certo novamente, o carro parou logo atrás. Peguei meu revólver.

— Espera – Hayden segurou minha mão.

Me senti menos tenso, acho que esse era o recado.

Em poucos segundos a porta do carro foi aberta e alguém saiu, um homem cuja face e silhueta desconhecia. Hayden soltou minha mão e segurou firme em seu revólver, pronto para sair.

— Fique aqui – falou confiante.

Vi Hayden sair e ficar de frente com o tal homem, aparentemente trocando palavras inaudíveis para mim. Me agoniei, não deveria estar dentro do carro esperando que o problema se resolvesse. Isso feria meu orgulho. Não se trata só de você – repeti em minha cabeça. Era para isso que estava pagando um guarda-costas. Escutei um tiro ressoar do lado de fora. O homem que desconhecia segurava o próprio ombro, com certeza onde o tiro havia acertado. Hayden se aproximava quando um segundo perseguidor saiu do carro preto. Este foi mais insistente, o vi agarrar o pulso do meu empregado – onde segurava a arma – e envolve-lo em uma luta feroz e rápida. Hayden segurou seus braços nas costas no exato momento em que uma terceira pessoa aparecia, utilizando o próprio revólver de seu oponente – ainda firme em sua mão – para atirar em seu peito. Por fim o vi virar a cabeça do homem que segurava e deixar seu corpo cair sobre o asfalto. O carro preto deu ré e foi embora. Saí do automóvel.

— Quem eram? – perguntei me aproximando de Hayden e dos três corpos caídos.

— Não sei – ele guardou seu revólver. – C759024.

Ao observar os corpos mortos quase abstraí o que Hayden falava.

— O que é isso? – virei o rosto em sua direção.

— A placa do carro.

No momento me perguntei como ele teria visto isso tão rápido, mas estava aliviado. Certamente seria mais fácil descobrir sobre o proprietário. Liguei para o chefe dos seguranças que agora trabalhavam para mim e pedi que fossem “limpar a bagunça”. Graças a Deus que se aquela estrada já era normalmente pouco percorrida durante a noite seu número de passageiros despencava e desaparecia. Entrei no carro com um suspiro pesado.

— Obrigado – murmurei sem pensar.

— Fiz apenas o meu trabalho – Hayden respondeu friamente, como sempre.

Chegava a quase doer depender tanto de outras pessoas. Em um momento eu era livre, em outro estava preso a obrigações que gritavam mais alto que as minhas vontades. Não consegui evitar pensar nisso por todo o trajeto até o apartamento. Desta vez foi eu quem ficou calado, fazendo companhia ao rapaz que me acompanhava nesse silêncio pesado. Pedi comida e deixei que Hayden jantasse, pois eu não queria nada além do meu sofá e um copo de whisky.

Ele não demorou em comer, em poucos segundos apagou a luz conforme havia pedido, sentou-se no outro sofá que ficava de frente para mim e abriu seu notebook. Observei seu rosto iluminado pela luz do computador e bebi um gole da minha bebida. Fechei os olhos com força por longos minutos.

— Output City – Hayden falou e fiz força para abrir as pálpebras – O carro que nos seguiu veio de lá.

Bebi o resto do whisky que estava em meu copo. Então teria menos um problema, ou este era só o início de muitos outros. Encarei o homem a minha frente.

— De onde você saiu? – murmurei.

— Vim da Inglaterra – seus olhos frios encontraram os meus.

Não foi o que quis dizer. Sorri de canto.

— Bom – levantei com o copo firme na mão e fui enchê-lo mais uma vez – Não se ocupe mais com isso, irei passar as informações conseguidas para Willam – não queria ter nada a ver com isso.

— O que tem em Output City? – Hayden perguntou, fazendo-me engolir em seco.

Suspirei e voltei para o sofá, respondendo-lhe antes de tomar um longo gole do whisky:

— Deve ter sido um recado da minha querida ex-mulher.

A família Albers dominava Output City. Queria que Lila não estivesse envolvida nisso, entretanto não consegui dar outra resposta a ele. Sentia seus olhos verdes me analisando, como se me despissem em busca de informações. Eu não queria falar disso naquele momento. Hayden fechou o computador e foi para o quarto, o escutei fechar a porta. Perdi-me em mais alguns copos de álcool, parei de contar depois do terceiro. Minha visão já estava turva e confusa, sentia um enjoo apontar enquanto minhas entranhas se reviravam. Eu sempre fui fraco para bebidas, mas não conseguia fugir delas quando algo me incomodava.

Escutei algo, passos lentos e contidos. Forcei meus olhos mas não distinguia bem o que via, era como se estivesse alucinando e não entendia o que estava acontecendo. Abri um pouco minha boca mas a voz parecia presa em minha garganta. Alguém pegou o copo da minha mão e o levou para longe. Senti mãos passearem por meu pescoço, retirando a gravata que ainda levava em meu corpo. Fechei os olhos enquanto sentia ser cuidado. Era bom, era agoniante, sufocante. Abri um pouco as pálpebras, achava que sabia quem era, só podia ser Hayden, porque só ele poderia estar ali. Minha cabeça rodava. Não, não era apenas efeito do whisky. Estendi minha mão para tentar tocar a pessoa, mas ele a segurou, aproximando o rosto do meu. Senti seu hálito doce e inebriante misturar-se ao cheiro do álcool, cada vez mais perto até minha boca sentir a pressão leve da sua. Uma parte de mim acordava com lentidão, aproveitando aquele beijo guiado que fez meu corpo ficar mais quente. Queria ter forças naquele momento, puxá-lo para mim. Eu não estava pensando. Não sabia se era real, mas era ótimo. Cedia o controle a quem quer que fosse, pois por aqueles poucos minutos antes do breu invadir minha memória sentia prazer. Estava inerte e ao mesmo tempo sufocado. Havia algo que me incomodava e prendia, não sabia o que.


Notas Finais


Eitaaaaaaaa, ideias sobre o que está rolando? :v


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