História Toque - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Gay, Original, Romance, Yaoi
Visualizações 45
Palavras 3.570
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Bishounen, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Lemon, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shonen-Ai, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Voltando a postagem e... bem... sinto cheiro de fogo por aqui heheheh

Capítulo 6 - Capítulo 5


Vi uma luz me invadir através das pequenas frestas dos meus olhos. Sol? Como poderia já ser de manhã? Arrastei as mãos pelos lados do corpo, sentindo o colchão já conhecido. Sentei com a mão na cabeça. Como cheguei no meu quarto? Engoli a pouca saliva que descia em minha garganta seca. Meus olhos se abriram mais do que deviam. Lembrei. Lembrei de ter alguém comigo no sofá, do beijo e da maneira estranha como me senti. Não lembrava de nada mais depois do beijo, e não era só isso que me assustava. A única pessoa que deveria estar nesse apartamento naquela noite era o Hayden. Não pode ser! Foi pensando nisso que recuperei toda a energia debaixo do chuveiro, vesti meu terno, e saí do quarto.

Hayden estava sentado à mesa, tomando seu café da manhã.

— Bom dia – murmurei passando por ele e analisando seu rosto abaixado, sua expressão era a mesma de sempre. Seus olhos estavam presos ao celular que segurava.

— Bom dia – respondeu ao olhar rapidamente em minha direção.  

Desviei os olhos e sentei na cabeceira da mesa, juntando as mãos sobre o vidro para apoiar minha cabeça. Se a ideia de tirar essa história a limpo me incomodava, pior era não o fazer. Precisava perguntar.

— Alguém esteve aqui, ontem a noite? – ansiava pela resposta, temeroso, embora tivesse quase certeza sobre o gênero do corpo que tocara, quase imperceptível.

— Não, senhor – mantinha a cabeça baixa, tranquilamente respondendo a esta pergunta tola – Como alguém entraria aqui sem sua permissão?

Mordi a boca por dentro. Certo, vamos continuar.

— Hayden, o que aconteceu ontem, depois que eu bebi? – quase engasguei com as palavras.

Ao tomar um gole de seu suco ele colocou o copo sobre a mesa sem tirar os olhos frios dos meus.

— O senhor apagou, o levei para o quarto.

— Foi só isso que... – franzi o cenho.

— O que mais poderia ter acontecido? – ele respondeu sem ao menos escutar toda a pergunta. Eu odiava não conseguir ler nada em seu rosto.

Encarei o vidro. O que era pior? Ter estado com outro homem em um momento de embriagues ou ter fantasiado isso? O que é pior? Nesse momento me sentia mais tenso do que nunca, não queria encarar Hayden. Em que eu estou pensando?

Não sentia estar em meu juízo perfeito, quanto mais o tempo passava pior me sentia naquela situação. Tentava evitar Hayden mesmo que fosse difícil, sempre que via seu rosto ficava incomodado. E ao mesmo tempo intrigado...

— Senhor – Joan me chamou no escritório, tinha os olhos pretos sobre meu rosto distraído – O senhor tem visita.

— Quem é? – eu definitivamente não queria ver ninguém.

— A mulher se identificou como Marli Hall.

— Hall? – não podia acreditar, jamais esperaria que Marli Hall aparecesse em minha frente novamente. Seu rosto era uma memória embaçada em minha mente. Ela era muito ativa nos negócios indevidos com os quais meus pais se envolviam, lembrava bem que a família Hall não juntara-se ao trio que saíra da Associação. O que ela faz aqui? De toda forma era curioso receber uma visita tão comum de alguém que devia estar tão interessada em minha empresa quanto aqueles que andavam me perseguindo. Recostei-me na cadeira – Mande ela entrar.

Vi Joan, que era um de meus seguranças privados mas estava trabalhando como meu secretário temporário, sair pela porta. Ali mesmo meus olhos permaneceram, pensando no que poderia acontecer em seguida, eu precisava mesmo ocupar minha mente com coisas necessárias, tinha muitos problemas para ainda preocupar-me com toda aquela besteira. Com sorte conseguiria fazer tudo voltar ao normal, devia me convencer de que era tudo culpa da solidão e desilusão. Hayden me deixava curioso por ser tão estranho, era só isso, estava confundindo as coisas. Nunca havia estado com outro homem ou pensado nisso!

A porta de madeira foi aberta e uma bela e elegante mulher de uns 50 anos entrou, os cabelos pretos e médios presos e ondulados sobre um dos ombros. Mesmo com as linhas expressivas do tempo a reconheci na hora.

— Senhor Eaves – ela deu um pequeno sorriso e estendeu a mão para mim, parecia forçado. – Não nos vemos a muito tempo.

— Eu era muito novo – apertei sua mão.

— Uma criança – Marli falou. Ofereci que se sentasse mas ela negou – Serei breve.

Assenti pressionando os lábios em um quase sorriso. Que seja!

— Então, o que a senhora quer?

— Quero que aceite se unir a minha família.

Não pude evitar rir.

— Minha família saiu da Associação a anos, e a senhora sabe que tivemos motivos para isso. O que a faz pensar que agora, depois do meu pai ter sido morto devido a ganância de vocês, eu, como novo líder, vou resolver voltar para essa união ridícula? – não importava se soaria meio grosseiro.

— Minha família não saiu da Associação porque ainda acreditamos nos ideais iniciais do projeto, fugir por discordar dos caminhos que os outros escolheram não nos faria alcançar o desejado – seu tom baixo era quase rancoroso. Nós apenas não conseguiríamos continuar com aqueles trabalhos! – Seu pai pensaria bem no que tenho a dizer.

— Meu pai odiava a senhora – deixei escapar pelo impulso. Estava dito! – Desculpa, mas não o vejo repensando isso.

— Você era uma criança quando sua família saiu da Associação, nunca se perguntou primeiramente o motivo de terem estado nela? Acredite, nós tínhamos sonhos. Eu ainda acredito neles, e para alcança-los precisarei de sua ajuda – Marli era insistente, tranquila e firme em suas palavras – Você possui algo que os outros querem, a chave para os experimentos feitos nessa cidade. Quero ajudá-lo a pôr um fim nesse assunto e reerguer Hidden Shadows. Reaver nossos reais objetivos. – a mulher lançava as palavras sem deixar brechas para que eu me posicionasse. Entendi que de um jeito ou de outro ela ao menos deixaria todos os seus planos sobre a mesa – Veja, Dylan, eu não estou ameaçando você ou sua família, vim até aqui oferecer uma parceria secreta.

— Obrigado – falei de um jeito quase sarcástico – Se eu precisar de sua ajuda entrarei em contato – meu tom de voz deve ter deixado bem claro que estava apenas sugerindo que Marli fosse embora.

— Sei que vai – seus olhos ficaram frios antes de ela os abaixar – Bom, tenho apenas mais uma coisa a te dizer.

Espalmei minhas mãos em frente ao corpo, sugerindo que falasse de uma vez.

— Se eu fosse você não ficaria tão fechado como uma criança assustada, as vezes o que está lá fora pode não ser tão assustador quanto as ameaças de dentro. Você deveria prestar mais atenção, quem sabe quantos demônios podem estar te observando sem que saiba – Marli deslizou os dedos longos sobre a bolsa de mão – Bom, você ainda é relativamente novo, sempre soube que as crianças devem aprender por si mesmas. – ela me deu as costas e foi até a porta. Rangi os dentes. Quem Marli estava chamando de criança? – Você se parece com seu pai – falou baixo antes de sair – Aguardarei seu contato – seu tom confiante me irritou, mas não pude dizer nada. A mulher me deixou sozinho com minha raiva.

Ah, eu era muito novo sim, mas ainda lembrava do que acontecera naquela época. Meus pais brigando em nossa casa, não muito entre eles, mas com outros, pessoas a quem eu não via ou escutava. Minha mãe jogou o celular na parede, o vi se desmontar no chão. Eu deveria estar dormindo naquela hora, mas nenhuma criança conseguiria dormir naquele ambiente. Depois que a nossa família saiu da Associação demorou cerca de um ano até as coisas se acalmarem, e felizmente não fomos os únicos a discordar do novo projeto, mais duas famílias se juntaram a nós. A família Hall não era uma delas.

— Pode entrar – falei rápido ao perceber que alguém batia na porta.

Hayden, a quem eu menos queria ver, apareceu. Pare com isso! Já quase sentia vontade de bater em meu próprio rosto.

— Eu não demoro – pressionei minhas pálpebras fechadas com as pontas dos dedos.

— Eu sei, senhor – ele respondeu e fechou a porta em suas costas – Antes de irmos gostaria de lhe informar uma coisa.

— Diga.

— Sobre sua ex-mulher, Lila – começou devagar – Foi ela quem enviou os homens que nos perseguiram no outro dia. Ao menos é nisso que acredito. Eles estão ligados a uma família chamada Wright, cujo filho do atual chef se casou com ela a três meses. Então sim, acho que é como o senhor disse, um recado.

Suspirei o encarando. Era de se esperar. Eu já tinha certeza de que tudo isso tinha a ver com ela, mas agora as coisas começavam a passar dos limites. A família Wright era muito poderosa. Uma inimiga que unira-se aquele demônio que me atormentava.

— O senhor está bem? – vi a expressão fria de Hayden se desmanchar em um olhar de confusão. Não entendi.

— Estou – respondi.

Eu não estava bem. Queria que aquela mulher desaparecesse. Peguei minhas coisas e quase corri até meu carro, segurando firme no volante como se fosse arrancá-lo.

— Eu quero que a Lila morra – murmurei alto – Que suma da minha vida!

— Isso é sobre a AGI? – Hayden perguntou.

— Você sabe sobre a AGI? – virei o rosto para ele.

— Sei um pouco – o jovem me respondeu – Sei que é algo perigoso do qual a sua família já fez parte. Sei que o senhor ainda guarda algo importante que remota desta época, o motivo pelo qual estou aqui, trabalhando para proteger não só o senhor, mas os segredos dos quais não tenho o mínimo conhecimento.

Por tantos segundos o encarei assustado por suas palavras que tomei como susto quando Hayden se aproximou rápido e pôs as mãos sobre as minhas, desviando o carro de um caminhão que atravessava a pista quase vazia. Paramos na beira da estrada. Respirei ofegante encarando a frente por algum tempo antes de notar a ainda permanente proximidade de Hayden, que sem tirar os dedos de sobre os meus voltou o rosto para mim, prendendo meus olhos. Senti o ar faltar em meus pulmões enquanto passeava os olhos por sua face, encontrando sua boca bem delineada e levemente rosada. Se passara o dia tentando esquecer a loucura que me acometera na noite passada, naquele momento tudo veio à tona, preenchendo-me de desejo, a curiosidade de saber como seria a realidade em comparação com a fantasia. Por Deus, Dylan, ele é um homem! Um homem muito bonito... tentador... mas um homem! Eu me sentia atraído por ele? Por que? Nada me tirava da cabeça que tudo não passava de confusão minha, resultado de uma péssima noite. Não tão péssima assim...

Hayden intimidava, assustava, me deixava curioso. Era apenas isso.

— O senhor está bem? – ele repetiu, dessa vez com a mesma expressão facial de sempre.

— Não se preocupe comigo – respondi.

O senhor Manly se afastou e recostou-se no banco do passageiro. Voltei a concentrar-me na direção, desejando que nada mais acontecesse naquele dia. Eu não aguentaria mais.

Eu teria que aguentar.

Mal pus os pés no apartamento e meu celular tocou. Era o senhor Wasser, entregando-me em uma bandeja a confirmação que não desejava naquele dia. A BMW que me perseguira no outro dia viera de Output City. O que aquela mulher quer? Perguntava-me pela raiva, embora soubesse da resposta. Lila não me deixaria em paz, não se tratava apenas de nós dois. Aquilo tudo era bem maior. Fui para o meu quarto sem dizer mais nenhuma palavra. Apenas fui, eu e um copo de whisky. Só um copo dessa vez.

Arrumei a papelada daquele dia antes de ingerir o álcool, cansado do trabalho. Se nunca tivéssemos nos envolvido nisso nada disso estaria acontecendo. AGI, Associação Global Interna, uma união entre nove famílias ao redor do mundo, um governo embutido. O que eles queriam? Tomar todas as nações, recriar e reviver os baixos pontos sociais, algo assim. Bom, logo a utopia se transformou em ânsia por poder. O que aconteceu? Meus pais trabalharam em algo que poderia matar milhões de pessoas. Eles construíram a arma e a esconderam sob a terra. No fim tomaram a melhor decisão, mas o que estava feito estava feito, e agora teria que cuidar para que as coisas continuassem assim. Ninguém poderia tocar nos experimentos dessa cidade. Aos poucos perdia minha vida, a entregava para pagar pelos erros da minha família.

Retirei a camisa e respirei fundo, levando o copo de vidro a boca para tomar um gole. Olhei para a janela aberta e o vento que soprava contra as cortinas brancas quase translúcidas. Levantei e fui até a sacada, prendendo a vista nas luzes que se estendiam pela cidade ao redor. Tomei outro gole do meu whisky e percebi algo. Na sacada ao lado da minha, no quarto do meu guarda-costas, o vento também tremulava as cortinas no vidro aberto. Virei o rosto e vi Hayden parado com as mãos sobre a barra metálica que nos dava segurança. Sua cabeça parecia distante, perdida no céu escuro da noite, horário para o qual parecia ter nascido. Sob a luz da lua sua pele clara quase parecia porcelana, embora fosse claro que não seria como uma caso a tocasse. Deve ser ótimo tocar. Hayden usava seu penhoar de seda branca, que também era contrastado pelo vento, e naquela luz natural, conforme ele tremulava para trás, era possível ter breves vislumbres de seu corpo. Sua silhueta era perfeitamente tentadora, fazendo-me percorrer os olhos por todas as suas curvas como uma montanha-russa, tentando enxergar com clareza sua pele lisa até chegar aos pés descalços. Ele parecia tão frágil, não poderia me julgar por tê-lo subestimado na entrevista de emprego. Eu sequer percebi o que realmente estava fazendo até levantar a vista e dar de cara com Hayden, que me encarava como sempre, sem dizer ou fazer nada, parecia uma estátua, uma bela estátua. Tomei um longo gole da minha bebida e entrei. Deixei o copo sobre a cômoda e fui direto para o banho.   

Água fria, era do que precisava. Eu estava ficando louco, tinha certeza. Precisava me controlar, parar e tentar entender o que estava acontecendo comigo. Iria até a um psicólogo se fosse preciso, mas tinha que parar de olhar desse jeito para aquele homem. Homem, Dylan, é um homem! Não poderia ser tão estúpido nessa altura da vida. Hayden era um homem, era meu empregado, e além de tudo era muito estranho e assustador. Sim, tinha que admitir que as vezes seus olhares me davam medo. Eram os olhos de um assassino.

Enxuguei meu corpo e vesti minha cueca preta, vestindo o roupão de banho branco por cima antes de sair. A noite estava um pouco fria, e o vento pareceu fazer um calafrio me tomar quando abri a porta do banheiro e a primeira coisa que vi foi Hayden, parado próximo a minha cama, de frente para mim. Engoli em seco, precisava me controlar.

— Por que o senhor estava olhando para mim? – perguntou baixo.

Não consegui responder.

Hayden caminhou em minha direção sem tirar os olhos verdes dos meus, me deixando tenso conforme o espaço entre nós dois diminuía para centímetros. Ele aproximou o rosto do meu, me permitindo sentir o ar que escapava de seus lábios entreabertos. Observei seu rosto tão perto, quase ferindo minhas mãos conforme pressionava as unhas curtas nas palmas. Hayden fechou os olhos e beijou o canto da minha boca. Droga, sua boca era tão macia, eu queria mais, e queria entender o que estava acontecendo ali. Ele desceu os lábios para o meu pescoço e levou as mãos para o nó que prendia meu roupão, desamarrando-o devagar enquanto beijava e mordiscava minha pele.

Meu corpo estava quente e ansioso, nada como os malditos instintos humanos. O senti deslizar os dedos pelo pano grosso para retirar a peça do meu corpo. Observei tudo sem fazer nada, não disse nada, eu não conseguia. Hayden começou a traçar uma linha com seus lábios, descendo-os por meu abdômen tão devagar que chegava a ser agoniante. Seus olhos estavam como sempre, assustadores enquanto prendiam os meus. O vi chegar a minha peça íntima que infelizmente já denunciava os pensamentos que eu tentava conter, tocando-a sem desviar os olhos, mas não demorou, ele logo levantou, aproximando o rosto mais uma vez.

— O senhor precisa relaxar – sua voz baixa soou tentadora, e seus olhos, que pareciam assustadores, por fim me fizeram entender o quão sensual Hayden parecia. Ele era frio, mas naquele momento era como um choque térmico.

Hayden aproximou a boca da minha, iniciando um beijo tranquilo que fazia parecer que meus lábios estavam sendo massageados. Como aquela fantasia que tive poderia parecer tão real? Não, com certeza Hayden tinha me beijado na noite passada! Era indiscutível e eu não perguntaria a ele, eu jamais poderia imaginar por conta própria como era o toque de sua pele sem nunca tê-la experimentado.

Aquele jovem homem afastou a boca da minha com meu lábio inferior preso entre os dentes, calmamente soltando-o. Ele se distanciou mais alguns centímetros e abaixou o rosto, fazendo-me seguir a linha que seus olhos traçavam em direção as suas mãos, que iam até o laço de seu penhoar e o desfaziam, deixando a seda deslizar sobre sua pele nua até pararem em meio aos seus braços dobrados. Observei seu corpo completamente desnudo e encontrei aquele verde agora tão tentador, encarando-o por alguns poucos segundos. Dane-se o controle!

Libertei minhas mãos e segurei sua cintura, afundando o rosto em seu pescoço, tocando de lá para ombro. Passeei os dedos em suas costas e os desci um pouco antes de senti-lo puxar meus cabelos para trás a fim de fazer-me olhar em seus olhos mais uma vez. Hayden encostou a boca na minha em um beijo casual antes de dar-me as costas.

Observei enquanto aquela figura tão delicada e até mais baixa que eu, caminhava até a lateral da minha cama e ajoelhava-se sobre ela, passando por baixo do tecido que caía do teto ao redor. Ele ficou de joelhos em meio ao colchão, de frente para mim ao mesmo tempo que me encarava de forma sugestiva, como um convite. Um sensual convite ao qual eu era humano o suficiente para aceitar sem mais hesitar.

Caminhei reto até a cama, sem desprender-me de Hayden, cedendo de vez. Dobrei a perna sobre a colcha macia para subir e ele ergueu o pouco o corpo, emaranhando os dedos em meus cabelos para me puxar em sua direção, onde me deu um beijo que fez meu corpo inteiro ferver a medida que o acompanhava e me deitava sobre ele. Me desvencilhei de seus lábios. Se Hayden queria me provocar, tudo bem, mas era a minha vez de brincar. Segurei firme em suas cochas grossas e macias, puxando-o com força para baixo e de encontro ao meu corpo, logo sentindo suas pernas ao redor dos meus quadris, um encaixe mais que perfeito. Me perdi em sua boca a medida que movimentava o corpo junto ao seu, preso a última peça de roupa que ainda me sobrava. Sua voz soou diferente quando desci para o seu pescoço, finalmente livre para me enlouquecer de vez. Sua pele clara parecia feita de seda, tocá-lo era realmente maravilhoso, eu estava certo, aos poucos me perdia em seus braços, descendo por seu abdômen até tocá-lo de forma a fazer seu corpo se contrair. O observei virar o rosto para o lado e fechar os olhos, fincando os dedos nos lençóis ao redor. Não seria capaz de descrever o quão satisfeito me sentia ao vê-lo dessa forma.

Assim que acabei subi mais uma vez para a sua boca, enlouquecendo de desejo quando em um movimento rápido Hayden virou meu corpo para a cama e sentou brevemente em minha barriga, me beijando um pouco mais antes de voltar a descer a boca por meu corpo, enfim libertando-me daquele empecilho e me deixando completamente nu. Assisti atento seus lábios descerem em meu centro, causando contrações por todo o meu corpo. Sentia como se nunca tivesse estado tão excitado em toda a minha vida, Hayden definitivamente sabia o que estava fazendo. Deixou-me ansioso e subiu sobre mim, fitando meus olhos conforme me guiava devagar em direção ao seu interior, sentando em meu corpo. O vi contrair o abdômen, que era quase completamente liso, com apenas linhas raras que mostravam as divisões naturais. Hayden moveu-se sobre mim sem pudor algum, abaixando um pouco para me beijar enquanto eu tomava o controle e continuava a invadir seu corpo. Senti sua respiração ao lado do meu rosto e mordi sua orelha, escutando-o gemer baixo. Após um tempo Hayden saiu de cima de mim e foi para o lado, ficando de quatro. Mordi o lábio já em suas costas, tendo a perfeita visão de seu corpo, e sem pensar o adentrei novamente, movimentando-me enquanto levava a mão a sua frente para tocá-lo. Pressionei-me contra Hayden e beijei sua nuca, sentindo o ondular perfeito que ambos fazíamos e que permitia a nossos corpos se chocarem. Apoiei uma mão sobre a colcha e com a outra virei seu rosto para o lado, beijando-o. Sua voz misturava-se a minha e nos perdíamos no vazio do quarto. Eu me sentia completamente inerte e ao mesmo tempo chegava a ser sufocante, tinha Hayden em meus braços ao passo que me sentia preso. O que quer que estivesse acontecendo já não importava, minha mente não conseguia vagar para longe daquele momento, se pudesse ter aquele homem tudo estaria bem, ao menos em nossas horas juntos, nos momentos em que tudo o que parecia importar era o seu toque.   


Notas Finais


Hmmmmmmmm....
(Sorry, gente, mas a criatividade para essas notas é triste kkkkk)


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