História Tormento - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Camren, Drama, Fifth Harmony, Mistério, Romance, Suspense
Exibições 51
Palavras 1.954
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Homossexualidade, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Hoje é sexta-feeeeeeeira
Traga mais capítulo
La la la la

Lembrando só dos dias: toda terça e sexta!!!

Um beijo beijo beijo

Capítulo 3 - A Loucura


O sol invadiu através da janela, brilhando e explodindo de luz dentro do quarto 1047. Camila moveu-se incomodada e abriu os olhos com certo esforço, olhou para o lado, em direção a cama de Lauren, e a mesma dormia calmamente de costas para a janela e de frente para ela. O rosto sereno, suave, como se repousasse com toda tranquilidade. Camila se reposicionou em direção a amiga, um sorriso suave nasceu em seus lábios enquanto seu coração acelerava suavemente. Em seu estômago, uma espécie de ninho de gatos se movia, causando um leve arrepio em seu corpo.

Sentia seus olhos brilharem, a cor clara de Lauren combinava tão bem com seus cabelos escuros. Não demorou muito para que os olhos da amiga surpreendessem abrindo-se de repente. Camila sequer teve tempo de fechar os seus e fingir que dormia. O impacto dos olhos claros, abrindo devagar, preguiçosos, a hipnotizaram de tal maneira, que esquecera que não deveria estar ali fazendo isso.

- Aconteceu alguma coisa? - Lauren perguntou com a voz enrouquecida.

- Não…

Camila se reposicionou em sua cama, olhando rapidamente para o teto, enquanto Lauren apoiou-se com o cotovelo no colchão, olhando atentamente para a amiga.

- O que foi?

- Nada, ué - Camila insistiu.

- Anda, Cam. Você não estaria olhando para minha cara desse jeito, se não fosse nada.

- Ai, Lolo - Camila olhou-a incomodada - Esquece isso, por favor.

Lauren recebeu o incômodo de Camila com surpresa. Olhava-a sem acreditar, já que a amiga nunca fora grossa ou desagradou ninguém. Muito pelo contrário. Preferiu ficar calada e não insistir, ainda que observasse através da visão periférica que havia algo errado ou que algo havia acontecido. A expressão de Camila era de envergonhada e isso acabava confundindo-a ainda mais.

O telefone ao lado de Lauren tocou e logo ela atendeu. Era Jessyca do outro lado da linha.

- Bom dia, minha linda. O café da manhã vai ser no quarto mesmo. Na varanda dá pra ver um monte de fãs lá embaixo, então cuidado quando forem pra lá, vão bater um monte de fotos.

- Nossa. Vou dar uma olhada depois, para não ficarem esperando por muito tempo.

- É até legal, lembrem que vocês foram fãs um dia também.

- É o que sempre lembro. E o café?

- Se quiserem podem ir pro quarto das outras, mas se preferirem mando no quarto de vocês mesmo.

- Manda pra cá, por favor. Acordei um pouco indisposta. Mas espera… - Lauren tapou o microfone do aparelho e olhou para Camila - Cam, vai querer tomar café aqui ou no quarto da meninas?

- Você vai ficar aqui? - perguntou curiosa.

- Prefiro - disse convicta.

- Eu te acompanho.

- Aqui mesmo, Jessyca - disse rapidamente.

- Certo, vou avisar lá embaixo. O almoço é normal, vai ser meio dia em ponto em um restaurante que Larry separou e depois seguimos pro campo do show pra vocês ensaiarem, certo?

- Sem problemas.

- Então até mais tarde. Manda um beijo para a Camila.

- Mando sim.

Lauren desligou e levantou-se seguindo até a portinha da varanda, tentando olhar lá embaixo. Camila mais uma vez não conteve o instinto, imediatamente seu coração disparou ao ver a amiga na ponta do pé, esticando-se delicadamente enquanto sua blusa folgada, puxava de leve seu short de pano. Suas pernas, grossas e bastante torneadas ficaram a mostra, a cor tão clara, puro leite, de uma suavidade tão intensa, que seu peito acelerou.

- Mas que droga - Camila disse pra si própria olhando rapidamente para o chão e levando as mãos ao rosto, como se repreendesse a si própria.

- O que foi? - Lauren olhou para trás assustada e viu a amiga quase em prantos - O que aconteceu, Camila?

Apressou-se em sua direção, ajoelhando-se ao chão e tocando suavemente seus joelhos enquanto Camila permanecia cobrindo o rosto com as mãos.

- Nada…

- Como nada? Você está tão estranha hoje, Cam - Lauren insistiu.

Camila afastou as mãos do rosto e olhou para a amiga sem ação. Os olhos claros a encaravam profundamente, de uma forma tão intensa que suas pernas perderam o sentido. Camila pousou as mãos nas próprias pernas e continuou encarando Lauren com atenção.

- O que está havendo?

- Não é nada, Lolo - tocou o rosto da amiga com carinho - É só que…

Seus lábios imediatamente umedeceram e sua garganta secou. Seu corpo foi impulsionado para frente, enquanto seu rosto aproximava-se lentamente do rosto da amiga. Lauren surpresa ficou completamente imóvel, enquanto seu coração desatou a acelerar sem controle. Sentia a respiração de Camila bater suavemente em seu rosto, fazendo todo seu corpo arrepiar-se imediatamente. Ela iria beijá-la, sentia isso, via isso.

Cruelmente foram interrompidas por suaves batidas na porta, que fizeram com que Camila fosse puxada de volta a realidade, com o rosto avermelhado, envergonhado do que estava prestes a fazer. Os olhos arregalados, a boca entreaberta. Lauren a encarava ainda chocada e surpresa, mas reagiu rapidamente se levantando e seguindo até a porta. Um rapaz do hotel entrou empurrando um carrinho da cor prata com o café da manhã exposto. Camila apressou-se em seguir até o banheiro, sequer cumprimentou o homem, que deixou o quarto apressadamente.

- Camila… - Lauren chamou baixinho, mas não obteve resposta.

Seu coração ainda acelerado, sua respiração ainda falhava. Olhou em direção à varanda e seguiu lentamente, esquecendo-se completamente das pessoas que estavam lá embaixo esperando qualquer cena dos ídolos. Ouviu os gritos logo que deixou o quarto e atravessou a porta direto para a varanda. Não conteve o sorriso e acenou para as garotas. Camila ouviu os gritos e logo saiu do banheiro e olhou através do vidro em direção a amiga.

- O que está fazendo?

- Eu esqueci que eles estavam lá embaixo - disse com um sorriso largo no rosto - Venha aqui, dá um alô pra eles também.

Camila hesitou por um instante, mas logo acompanhou a amiga. Atravessou a passagem e ficou ao lado de Lauren. Foi o suficiente para dobrarem os gritos.

- Agora que vão dizer que somos um casal - disse disfarçadamente enquanto ainda acenava.

- Eu já não ligo mais - Lauren comentou alegre.

- Até ontem estava furiosa.

- Até ontem… - sorriu para ela.

Camila ficou completamente sem ação e baixou o braço encarando Lauren com surpresa. Já a morena disfarçadamente deixou a varanda e alcançou a bandeja com a comida, abocanhando primeiro os morangos que estavam separados em um pequeno pote.

A latina entrou de volta para o quarto, fechando a porta da varanda com cuidado e encarando-a com curiosidade. Lauren a encarou animada, sabia que o que se passava em sua mente era tão maior quanto o que já chegou a passar na sua própria. Camila ficou estática, olhando-a sem saber o que dizer, esperando qualquer ação, qualquer resposta, que não vinha tão simples assim. Respirou fundo e baixou os olhos, tentando espantar as imagens que vinham a sua mente.

Lauren já havia passado por tudo aquilo que agora passava na cabeça da amiga. Sabia que era normal e quando sentiu aquele tipo de coisa pela primeira vez havia se assustado e se sentindo diferente de todas as amigas. O que a estava deixando surpresa e obviamente assustada era estar sentindo aquele tipo de coisa por Camila, que acima de qualquer coisa era a sua colega de trabalho e não podia deixar isso prejudicar a profissão de ambas. Sabia que isso poderia acabar acontecendo.

Respirou fundo, queria puxá-la para si e dar um beijo de tirar seu fôlego, dizer que estava tudo bem e que ela não precisava se incomodar com aquilo, que tudo daria certo. Mas não podia fazer isso. A relação das duas seria completamente antiético.

- O que foi?

Camila perguntou notando que o olhar anteriormente tão meigo de Lauren, agora afundava o olhar diretamente ao chão, claramente vazio. A garota ergueu os olhos encarando-a momentaneamente e sorriu, o sorriso calmo e doce.

- Nada, Cam. Vamos nos arrumar logo? Precisamos ficar prontas antes de Larry chegar aqui e dizer que somos completamente irresponsáveis - riu.

Camila hesitou um pouco antes que suspirasse e voltasse a se aprontar. Lauren evitou encarar a amiga se trocar, talvez por já perceber que suas intenções aumentavam com o decorrer dos dias e não conseguia entender a razão daquilo estar acontecendo naquele instante, já que sempre tiveram uma relação próxima e nunca teve nenhum problema.

Após cerca de quinze minutos as batidas na porta soaram e a voz de Normani disparou em uma gargalhada. Desde que o grupo se formara, havia obviamente a seriedade em manter um trabalho bem feito, mas a amizade e entrosamento que se criou a partir dali foi maior que o normal. Camila correu até a entrada e abriu a porta dando passagem para a colega, que avançou olhando para trás. Esperava que mais alguma delas entrasse, mas estava sozinha.

- Ué, estava rindo do que, sua louca?

- Ally maluca, fazendo idiotice. Cadê? Já estão prontas?

- Quase - Lauren gritou do banheiro.

- Eu já estou.

- Que cara é essa? - a garota perguntou curiosa.

- Nada.

- Nem venha você também, já basta aquela louca ali, ficar chata de uma hora pra outra. Eu não vou sobreviver com vocês duas sendo insuportáveis não.

Camila e Lauren se entreolharam e caíram na gargalhada. O climão foi quebrado com o celular de Lauren tocando insistentemente. A latina que estava mais próxima do celular, pegou o aparelho e rapidamente, sem que pudesse controlar, olhou o nome que piscava na tela. Lucy. Sem saber a razão, o coração apertou quando visualizou o nome e entregou o celular a colega com certa expressão fechada. Lauren que estava rindo com Normani, não deixou de notar a mudança sugestiva no rosto de Camila e quando pegou o aparelho entendeu a razão. Sorriu para dentro, sem deixar transparecer, para não parecer deboche e se levantou discretamente. Não discretamente o suficiente para que Camila não percebesse.

- Oi - Lauren atendeu passando pela porta de vidro da varanda.

Daí em diante, nem Camila, nem Normani conseguiam mais ouvir a conversa. Claro que a mais interessada era Camila, Normani continuava rindo e falando sobre as piadas de Ally no outro quarto, enquanto a latina tentava inutilmente ouvir alguma coisa. Mas a ligação não demorou muito e logo Lauren voltava para o quarto alegre, com um sorriso estampado no rosto e aquilo por incrível que pudesse parecer, irritou Camila.

- DE NOVO?

Normani berrou se jogando para trás irritada. Camila com o susto olhou para a amiga surpresa.

- Sério, vocês duas precisam se tratar - ela apontou para Lauren - Essa aí agora tá cheia dos sorrisinhos, sendo que ontem era uma patada atrás da outra, enquanto você tava de boas e agora tá puta da vida. Olhe, ainda bem que estão juntas no mesmo quarto, porque vocês duas se merecem mesmo. Jessyca já ligou dizendo que está esperando a gente, viu? Só pra avisar.

Ela levantou-se e deixou o quarto. Lauren começou a rir ignorando completamente a atitude irritada de Normani e foi até o espelho terminar de se arrumar, enquanto Camila fazia o mesmo. Havia um clima um tanto quanto pesado entre as duas, mas acabaram ignorando com medo de complicar ainda mais a situação. Já tinham percebido uma coisa em comum, não provocar mais ainda o desconforto entre elas. O dia passaria rápido, passariam o som, organizariam o espaço, fariam o que tivessem que fazer e tudo voltaria ao normal logo depois. Era normal esse estresse em viagens e turnês. Não descansavam, não viam seus familiares, seus amigos e namorados. Era uma vida bem complicada.



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