História Tormento - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Camren, Drama, Fifth Harmony, Mistério, Romance, Suspense
Exibições 51
Palavras 1.978
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Homossexualidade, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 4 - Onde estão elas?


A noite não demorou a chegar e logo todas estavam no camarim aguardando o início do show. Por alguma razão, naquela noite havia um nervosismo diferente em Lauren. Seu coração estava acelerado e um frio na barriga lhe causava imenso desconforto. Não era o frio na barriga comum, ao qual sentia normalmente, mas uma intensidade de nervoso que ainda não estava acostumada.

- O que houve? - Camila perguntou notando o incômodo da colega.

- Eu não sei, estou com um mal estar - disse confusa.

- Vai dar tudo certo, você vai ver.

Segurou a mão de Lauren e quando notou o quanto estava gelada, voltou a olhar para ela preocupada. Era normal o nervosismo antes de entrar no palco. Ainda sentiam muito isso e claro que chegava a incomodar. É natural que sinta uma leve vertigem antes de entrar no palco, mas Lauren não era de se incomodar tanto, parecia ter nascido pro palco. Apesar da delicada timidez que ela sentia em diversos momentos, jamais fora algo que transparecesse em seu corpo, como estava acontecendo ali.

- O que está acontecendo?

- É como se alguma coisa ruim fosse acontecer, Cam.

- Como o que?

- Se eu soubesse teria dito o que iria acontecer, não é? - disse impaciente.

- Calma, Lolo, não vai acontecer nada.

- Eu sei… mas…

- Tenta se acalmar e pensar positivamente. Sabe o quanto o medo chama coisas ruins.

- Certo.

Os seguranças se distanciaram, ficariam em pontos estratégicos pelo caminho. Larry e Jessyca foram até o corredor, ficaram no alto da escada, esperando a chegada delas. Um primeiro alarme soou e elas se prepararam. O corredor estava vazio, era um único caminho até o palco. Normani foi a frente, Allysson e Dinah atrás, seguidas por Camila e Lauren, que permaneciam de mãos dadas.

Conforme foi ensaiado, cada uma surgiria de um ponto. Dinah correu para a parte inferior do palco, se posicionando no elevador instalado para sua entrada. Allysson e Normani seguiram mais a frente, enquanto Camila e Lauren foram para o outro lado. Cumprimentaram o segurança enquanto passavam por baixo do palco, até o outro ponto. A área mais vazia e escura assustou um pouco, mas a luz mais a frente causava um conforto maior.

Nesse instante, a alguns passos da escada, Lauren ouviu um ruído ao lado. Estancou o passou e olhou ao redor. Estava escuro, era um corredor longo. Camila parou e olhou para trás, nesse instante Lauren viu a sua frente, a amiga ser puxada com força pra parte mais escura. Soltou um grito agudo perante o susto e correu na direção dela. Ouvia-a se debater, mas não conseguia enxergar nada.

- CAMILA - gritou desesperadamente.

Foi nesse momento que sentiu algo forte agarrar seu braço, algo coberto por tecido, talvez uma luva de pano ou veludo. Enganchou no seu antebraço e com força puxou para a mesma área onde Camila havia sido levada. Antes que pudesse esboçar outro grito, sua boca foi coberta e suas costas sentiram o corpo rígido de um homem. Seu coração acelerou violentamente, as lágrimas lhe contornaram os olhos. Sua respiração era bastante escassa devido o que lhe cobria o rosto. Lauren foi arrastada por cerca de 10 minutos, até ser jogada com certa violência dentro de um veículo mais a frente. Olhou ao redor e o segurança que cuidava da entrada estava de costas. Era uma espécie de pequeno caminhão, seu interior estava escuro. Acertou o joelho no assoalho, causando uma dor aguda.

- Lauren… Lauren…

Camila estava no fundo, engatinhou em sua direção até tocar suas mãos. Olhou para trás e a porta fora fechada com violência. O som do trinco se fechando denunciava que naquele momento estariam trancadas. Camila chorava compulsivamente, completamente assustada com o que estava acontecendo. Estavam aguardando a entrada ao show, portanto descobririam logo que algo havia acontecido e enfim tentariam encontrá-las.

O motor do veículo foi ligado e perceberam estar em movimento. Camila agarrava o corpo de Lauren com força, esta por sua vez, continuava procurando por algum sinal de que pudessem sair ou rezando ainda para que aquilo fosse uma espécie de pegadinha. Mas não parecia ser. Ninguém as machucariam por conta de uma pegadinha. Seu joelho latejava e ainda estava com falta de ar.

- O que vamos fazer? - Camila perguntava soluçando.

- Eu não sei… - disse com a voz baixa - Eu ainda não sei… mas descobrirei, Cam. Não se preocupe, nós vamos ficar bem.

Uma pequena janela sobre elas se abriu e uma risada disparou contra elas.

- E aí, gatinhas. Gostaram do atendimento VIP?

- Pelo amor de Deus, o que está acontecendo?

- Não é óbvio? Vamos dar uma voltinha.

- Do que está falando? Por favor, nos leve de volta - Lauren insistia.

- Eu não sei se vocês entenderam… Nós não queremos vocês pisando na nossa terra não, gatinhas.

- Nós vamos embora então…

- Porra de show nenhuma nessa merda. Esses gringos vêm pra cá achando que são os fodões, desmerecendo até a cultura da gente. Quem merda são vocês pra fecharem restaurante, fecharem hotel e aeroporto? Ficasse na terrinha de vocês…

- Senhor, os ingressos foram esgotados, temos certeza que somos desejadas aqui. Nada faríamos além do show… iríamos embora logo em seguida.

- Vocês vão embora mesmo… HOJE.

Um aparelho celular estava tocando e o homem com a voz grave que parecia estar dirigindo atendeu. Foram alguns poucos segundos em silêncio, até que voltou a soar a voz.

- Não deu pra pegar as outras não, pegamos duas delas só. Irmão tá lá vendo se consegue pegar as outras, mas a essa altura do campeonato deve ser impossível - ele disse calmamente - Ah só, esquente não, já resolvi a parada. Vamos deixar lá e a gente se manda. Sem problemas. Valeu cara.

- Qual foi? - o outro perguntou.

- Nada não… só digo uma coisa, meu irmão… depois que sair essa notícia, nenhum gringo vem pra essa merda mais.

- Pode crer.

Os dois gargalharam e a portinha fechou-se sem mais nada a ser dito. Lauren sentou ao lado de Camila, abriu o braço e deixou-a abraçar-se a si. Ela tremia bastante, sua pele estava gelada e o ódio que Lauren sentia naquele instante, era maior que qualquer sentimento ruim que já tivera dentro de si. Era absurda a ideia de que pessoas incomodassem com a vinda de outros turistas ou até mesmo elas, que vinham a trabalho.

Não sabiam por quanto tempo o veículo estivera andando, mas passou de quase duas horas. Pela movimentação e o balanço, agora estava em um território desnivelado, beirando a serra. Camila estava quieta, sequer falava ou se movia. Lauren já estava mais fria, a raiva que sentia ultrapassava o medo. Pouco mais de dez minutos sentiram o caminhão parar. Pelo som de portas batendo, todos desceram, se prepararam até mesmo para que o caminhão se abrisse. Mas isso não aconteceu.

- O que eles estão fazendo?

Os passos passavam de um lado ao outros do lado de fora. Lauren levantou-se e seguiu até a pequena janela que as separava da cabine. Forçou a abertura, após muito insistir o gancho que fechava se soltou e conseguiu destravar, empurrando para o lado e tentando ver o que estava acontecendo. A imagem que tinha era que estavam no meio do nada. Dois homens estavam mais à frente, onde as luzes do farol iluminavam. Aparentemente estavam urinando, talvez para isso foi a parada.

- Eles estão fazendo xixi, eu acho - Lauren olhou para Camila, atravessando o galpão - Deve ter um jeito de abrir isso aqui.

- E o que vamos fazer se conseguir abrir? Onde estamos?

- Eu não sei, mas é mais seguro lá fora que aqui. Sabe-se lá o que vão fazer com a gente.

Lauren forçou a porta, tentando ver onde estaria mais frágil. Foi então que percebeu que havia uma trava do lado de fora, aparentemente manual. Começou a empurrar tentando movê-la, mas não teve sucesso. Em seguida ouviu os passos se aproximarem e uma pancada forte na porta.

- Pode parar de gracinha, filha da puta.

Lauren jogou-se para trás, não esperava que fossem tão rápidos, os passos voltaram a soar e as portas foram abertas e o veículo voltou a ligar e andar por aquelas estradas de barro, enquanto a pequena janela voltava a se fechar. Lauren não se conformou nas portas não abrirem e tentou novamente, dessa vez com mais força. A medida que empurrava a porta, percebeu que o gancho ia afrouxando. Forçou por seguidos minutos e empurrões até que escutou o trinco se abrir. Camila olhou-a surpresa e levantou-se seguindo até ela com dificuldade devido os balanços do veículo.

- Você conseguiu?

- Acho que sim.

Foi como em um filme, a porta soltou-se e Lauren segurou rapidamente, para que através dos retrovisores eles não percebessem. Apesar de ser uma porta pequena, que quando aberta não fossem percebidas pelos espelhos do veículo. Quando abriu a porta, a luz de fora, provavelmente da lua pois sequer estavam em uma estrada comum, iluminou a parte interna e percebeu uma corda no canto, junto a uma lona negra.

- Pega aquela corda ali e essa lona, Cam - pediu em um sussurro.

A garota não hesitou e foi de encontro ao que Lauren pediu. Com os dentes a amiga rasgou o material. Teve um pouco de dificuldade, mas logo conseguiu partir ao meio. Com a corda, a garota amarrou a porta para que não batesse no fundo e chamasse a atenção dos sequestradores.

- Nós vamos pular - ela disse seriamente.

- Nós o que?

- Pular, Cam.

- Meu Deus, Lauren, não - Camila deu um passo para trás assustada.

- Essa lona não vai deixar que se corte ou qualquer coisa do chão te machuque. Não se preocupe, Cam.

- Mas…

- É a única chance que temos. No mínimo vão matar a gente depois que verem que consegui abrir a porta. Anda, Cam, você consegue, só tem grama aqui.

Realmente só havia grama pelo caminho. Pelo que perceberam eles estavam saindo da cidade. Poderiam se cortar em galhos ou plantas pelo caminho, mas os ferimentos seriam menores que o que aqueles homens pensavam em causar. Camila aproximou-se com o pedaço de lona e segurou com força.

- O que tenho que fazer, Lolo?

- Segure firme e procure cair em cima dela. Se achar melhor enrole no seu corpo e pule.

- Certo.

Lauren pegou o seu pedaço de lona e ficou perto de Camila, assim que ela pulasse, pularia também. A garota ainda estava assustada, respirou fundo e jogou-se. Não demorou muito, segundos depois, Lauren fez o mesmo e saltou. Junto a lona rolou no chão  até parar. Eles estavam muito rápidos.

- FIQUE DEITADA - Lauren pediu para Camila.

A garota obedeceu e permaneceu deitada até que o veículo fosse embora. Cerca de cinco minutos depois, não podiam mais ver nada do automóvel, foi quando Lauren levantou-se apressadamente e seguiu em direção a Camila, que ainda estava deitada.

- Você está bem?

- Meu braço está doendo - disse mostrando o braço.

Lauren checou rapidamente se não havia quebrado e pelo que pôde notar, Camila estava bem. O que viu foi por conta da queda. Olhou em volta e estavam literalmente no meio do nada.

- Que droga, onde diabos estamos? - Lauren levou as mãos ao rosto visivelmente nervosa.

- O que faremos?

Ao longe, pareciam cerca de dois quilômetros dali, Lauren percebeu a presença de luzes, logo seria uma estrada e toda estrada leva a algum lugar. Olhou mais uma vez em direção ao caminhão, ele não estava voltando e demorariam a perceber que as garotas não estariam mais no veículo.

- Vamos para lá, Cam - apontou para onde havia iluminação e aparentava se tratar de uma estrada.


Notas Finais


Deu merda e começa agora povão!


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