História Tornado Negro - Capítulo 18


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Amor, Beijos, Humor, Romance
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Palavras 2.330
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 18 - Troglodita virou mulher


Fanfic / Fanfiction Tornado Negro - Capítulo 18 - Troglodita virou mulher

-Cara, e eu pensando que comprar roupas com alguém que não tem nenhum senso de moda seria fácil. Errei feio, errei rude! - Kevin joga o corpo para trás colocando os braços nas costas fazendo com que as mesmas estralassem.


-Consegue calar a boca por um segundo? Você me chamou, agora aguente as consequências! - bufo de raiva arrumando as sacolas de roupas sobre meus braços - O seu cavalheirismo anda lá na casa da mãe Joana ou será que tá difícil convidar ele para dar uma rápida passadinha aqui?

-Olha, quem está mais sofrendo por aqui sou eu, pode parar já com esse machismo e volte a ser feminista. - ele dá uma sacudida no corpo olhando para mim com uma risada diabólica - Você ficou tão sexy com aquele vestido vermelho.

Ok, mantenha a calma, infelizmente você precisa desse carrapato para te ajudar.

-Você não fez nada demais, não sei porque está tão cansado. - desvio o assunto.

-Nada demais? Pode repetir por favor? - ele olha para mim incrédulo - Cara, se eu soubesse que para te tirar de um provador com uma peça de roupa fosse preciso três funcionárias mais um segurança eu nunca teria dado essa ideia. Isso sem contar que a cada peça de roupa você demorava cerca de 15 minutos colocando.

-Olha aqui, eu não tenho culpa ok? Eu não sabia como usar 75% das roupas que você jogou dentro dos provadores.

-Você não sabia usar um sutiã nadador? - ele coloca a mão em sua boca se contendo para não rir.

-Não! E me diga, qual a necessidade de usar aquilo?

Ele começa a rir desenfreadamente.

-Claramente a única utilidade que vejo para "aquilo" é usar quando está tomando banho na casa de uma amiga que você não tem tanta intimidade.

-Meu Deus, eu retiro o que disse, te chamar para comprar roupas foi a melhor ideia que eu já tive! - todos ao nosso redor começam encará-lo como se fosse um louco.

-Eu vou embora, você está me avacalhando. - apresso o passo em direção à porta de saída.

-Não corre não mocinha, meu trabalho só começou.

-O que quer dizer com isso?

-Siga o mestre!

♤◇♤


-Você perdeu o juízo? - olho horrorizada para os instrumentos postos sobre a mesa.

-Você fala como se salão de cabelereiro fosse o fim. Toda mulher já foi em um, não tem porque ter tanto medo - ele olha aflito para mim - ...certo?

-Errr... - meu semblante se curva e olho diretamente para meu jeans surrado.

-Que o santo das escovas e chapinhas tenha piedade de você. Eu não consigo acreditar nisso! Você nunca foi em um salão de cabelereiro! - ele revira os olhos levantando as mãos para cima.

Eu tinha que confessar, por mais que o Kevin fosse louco, ele estava mesmo tentando e dando tudo de si para me ajudar. Tirando a Pietra, ninguém nunca foi tão legal comigo, principalmente um homem.

Minhas mãos se contraem e gotas de suor frios rolam pelo meu rosto.

-Kevin... - seu nome treme na minha boca.

-Diga. - ele volta a se virar para mim se deparando com um semblante pálido e receioso - Tá tudo bem?

-Sim, e só que...

-Rapazinho, preciso que me deixe sozinho com sua namorada, vou dar um jeito nela agora.

-Namorada? - tiques nervosos em meu olho fazem-o piscar sem parar.

-Moça, você não deveria ter dito isso... - ele se afasta de mim saindo correndo pela porta.

Cagão.

-Eu não sou namorada desse aproveitadorzinho de meia-tigela! -  meus punhos se cerram enquanto minha testa vai se esmaecendo.

-Olha aqui garota, não me importa quem seja esse rapaz, me deram dinheiro e mandaram eu dar uma repaginada em você. Antes de querer me bater espere até eu terminar meu serviço, ok? - ela fala isso à medida que um chiclete cor de rosa era espremido entre seus dentes.

-Ok. - aceito ainda contrariada.

-Você sairá daqui uma nova mulher, não tenha dúvidas. - ela começa a mecher em meu cabelo.

-Se é o que está dizendo...

-Você é linda garota, pare com isso! Com essa auto-estima eu posso fazer de você a Gisele Bündchen que você irá se achar a Inês.

-Que Inês?

-A Inês lá do Brasil.

-Nunca vi ela.

-Vai por mim, você não quer ter pesadelos. - ela fala com ar aterrorizador.

-Sabe, gostei de você. Acho que acabei tirando conclusões precipitadas quando te vi.

-Garotinha, será que você não é assim com todo mundo?

Pensando melhor...

-Qual é o seu nome?

-Irene.

Arregalo os olhos e minha respiração começa a ficar descompassada. Se você já assistir 'Girls in the house' sabe do que estou falando.

-Estou zuando garota. - ela solta uma gargalhada alta que ecoa sobre o ambiente - Meu nome é Ayeska mas pode me chamar Aye.

-Meu nome é Katherine mas pode me chamar de Katy. - estendo minha mão a fim de cumprimentá-la - Acho que começamos com o pé errado.

-Você que começou garota, quero dizer, Katy, não me coloque nos seus rolos. - ela me cumprimenta apertando minha mão fortemente.

-Já vi que vamos nos dar muito bem.

-Já vi que você parece ser um ótima pessoa, um pouco explosiva e precipitada, mas que tem um bom coração. - ela traz para perto de mim um lavatório e o coloca perto de minha cabeça - Agora chega de enrolação e vamos logo começar com isso.

-Vamos!



-Por que eu não tirei foto do "antes"  para fazer uma montagem daquelas que tem no instagram de "antes e depois"? - Ayeska olha pasma para mim.

-Será que você pode me virar de frente para o espelho de uma vez? - começo a ficar ligeiramente irritada.

-Não, primeiro vou chamar seu...- ela faz uma pausa antes de prosseguir com a fala - ...amigo.

-Para quê?

-Garoto? Faça um favor de vir aqui! - ela grita no pé do meu ouvido escandalosamente.

-O que fo... - Kevin deposita seu olhar sobre mim de boca aberta.

Seus olhos azuis se recusavam a abaixar as pálpebras para piscar os olhos. Ele me encarava de uma maneira absolutamente misteriosa enquanto seus músculos relaxados mostravam tensão.

-Ela está linda não é? - Ayeska bate "levemente" em seu ombro.

-Ela está maravilhosa... - ele suspira ainda sem desgrudar os olhos de mim.

-Mas é claro que ela está maravilhosa, retirei uma taturana da sombrancelha dela e um gnomo de seu cabelo. - Ayeska com seu sotaque forte e suas unhas vermelhas como sangue se vangloria.

-Será que dá para me virar para o espelho ou está díficil? - ansiosa e irritada por mais uma vez eu pergunto.

-Está difícil. - ela começa a rir virando minha cadeira de frente para o espelho.

Meus olhos congelam diante a imagem exposta no espelho.

-É, eu sei, sou demais! - por mais uma vez Ayeska se vangloria.

-O-o q-quê você fez com minhas lindas sobrancelhas? - começo a tocar meu rosto compulsivamente - E meu maravilhoso cabelo? Ayeska, o que você fez comigo? Estou parecendo uma patricinha!

-E a gente achando que ela ia ficar pasma por estar tão linda. Você sempre tem que esperar o impensável quando se trata de Katherine Perkins. - como se eu já não soubesse que Kevin não conseguiria calar a boca.

-Garota, você não disse isso... - ela me olha com um olhar aterrorizante estendendo os braços me abraçando fortemente - ...e é por isso que eu já te considero para caramba!

Bem, de todas as pessoas na face da terra eu nunca imaginei ter uma cabeleleira como uma pessoa em que eu pudesse confiar e gostar. Há 13 anos atrás minha mãe resolveu me levar pela primeira vez ao salão de beleza e não deu muito certo. A cabeleleira tinha um olhar psicopata e seu cabelo parecia um ninho de passarinho. Eu que não deixaria aquela maluca encostar no meu cabelo e saí correndo de lá o mais rápido que eu podia até chegar na minha casa. A partir daquele dia cortei meu cabelo sozinha, com aquelas tesourinhas que você corta EVA no jardim de infância.

Meu celular vibra dentro do meu bolso. Dificilmente isso acontecia porque as únicas pessoas que tinham meu número de telefone eram a Pietra e minha... mãe!

-Alô? - atendo o telefone rezando para que não seja minha digníssima mamãe.

-Está tudo bem com você? - sua voz era doce e calma, se ela fosse uma mãe normal eu até engoliria, mas o problema que ela não era.

-Estou ó-ótima mamãe, e a senhora, como está? - respondo-a suando frio.

-Eu? Estou só achando engraçado você não está em casa nesse exato momento. Onde a senhorita está?

-Como você disse que estaria de plantão hoje não achei uma boa ficar sozinha e por isso vim para a casa da Pietra. - engulo em seco. Eu odiava mentir para a minha mãe e sentir que estava decepcionando ela.

-Hum, ok então. Fique bem meu anjo, até mais tarde. - sua voz soou mais com um "dessa vez você escapou".

-Quem er... - interrompi Kevin antes que o mesmo continuasse a falar algo.

Meus dedos nunca se tornaram tão rápidos em toda a minha vida. Meu celular faltava pegar fogo à medida que escrevia uma mensagem para Pietra me acobertar.

-Pronto! - grito assim que a mensagem envia.

-Você bem que poderia começar a me dizer o que está acontecendo. - será que Kevin não consegue manter a boca dele calada por um segundo?

-Ayeska muito obrigado por tudo mesmo que eu esteja indignada por você ter me transformado em uma patricinha. Porém, preciso ir embora e tem que ser agora.

-De nada, volte sempre que quiser garota, quero dizer, Katy. - ela se despede acenando com sua imensa mão de unhas vermelhas-sangue.

-Você não vai mesmo me falar o que aconteceu? - dessa vez ele parecia mesmo chateado por eu estar ignorando-o.

-Minha mãe me ligou e vai direto para a casa da Pietra ver se eu estou lá. Se eu não estiver ela vai dar um treco e me proibir de quase tudo.

-E o que tem de tão mal nisso?

Só o fato que eu preciso da minha liberdade para conseguir salvar vidas humanas todos os dias, nada demais!

-Eu não gosto que tirem minha  liberdade. - caminho rapidamente e grosseiramente até chegar ao seu carro - Será que dá para você agilizar as coisas?

Ele entra dentro do carro dando partida. Um clima se forma na atmosfera e logo percebo que meu caro namorado falso está tenso e abatido.

-Me desculpe... - murmuro.

-Está tudo bem senhorita casca grossa. - um pequeno sorriso surge no canto direito de sua boca - Só estou tentando me acostumar com tudo isso. Trabalhar com você está sendo mais díficil do que imaginei.

-Eu não sou o tipo de pessoa amável justin bixinha, você está percebendo isso por si só.

-Mas está sendo muito legal tudo isso, eu confesso. Fazia tempo que eu não me divertia dessa maneira com alguém. - ele se mantém centrado na rua com um olhar indecifrável.

-Quer dizer que eu, a senhorita casca grossa, está lhe divertindo?

Ele assente com a cabeça.

-É só lhe conhecendo de perto para ver que você não é uma pessoa tão abominável como as pessoas dizem.

-O que quer dizer com isso? - minhas mãos começam a ficar trêmulas. Será que ele já sabe algo do meu passado?

-Chegamos, é aqui que você desce. - ele estaciona o carro perto o suficiente do hall de entrada da mansão de Pietra.

Arregalo os olhos. Já chegamos tão rápido assim?

-O-Obrigado por tudo. - estendo a mão para cumprimentá-lo.

-Eu dispenso seus agradecimentos, encare isso apenas como um favor que está me fazendo. - ele sorri enigmaticamente.

-Ok. - abro a porta do carro e coloco meus pés para fora se levantando.

-Obrigado por hoje senhorita casca grossa. Acredite, fez mais bem à minha pessoa do que a sua. Até amanhã.

Encaro-o sem entender absolutamente nada enquanto ele dava partida e ia embora.

-Graças ao santo padim ciço você chegou! Sua mãe está vindo para cá. - Pietra chega louca atrás de mim - Onde você estava? Eu mereço umas bo...

-Fique tranquila por favor e em hipótese nenhuma pire na batatinha. - me viro lentamente para olhar o rosto de Pietra.

-M-Meus deuses da transformação de troglodita em mulher, vocês agiram nesse ser humanoooo! - seus pés saem do chão como se ela fosse uma canguru mãe, porém se a bolsa que carrega o filhote - Você está absurdamente linda, eu não acredito, eu não consigo...

-Respira, 1,2,3, muita calma nessa hora. - deposito minhas mãos em seus ombros - Tudo isso daqui foi você quem fez em mim, ok? Não foi aquele justin bixinha e sim você.

Ela assente com a cabeça e com a boca escancarada.

-Vamos entrar? - pergunto fechando a boca da mesma.

Ela se vira de costas pegando na minha mão me levando rapidamente para dentro de sua casa. Subimos as escadas até chegar ao seu quarto e tudo que Pietra sabia me dizer era que eu era uma estrela e precisava me sentar.

-Pi, não quero parecer desagradável, até porque você é minha melhor amiga, mas dá para calar a boca e parar de me chamar de estrela? Eu mudei? Mudei, mas ainda sou a mesma Katy e não uma estrela. - encaro-a fixamente.

-Me desculpa, é que é muita novidade para absorver com você estando tudo... isso! - suas mãos passeiam pelas gavetas de um criado mudo até encontrar um pen drive azul repleto de lantejoulas rosas.

Só tava me faltando ela mostrar todas as minhas fotos antigas onde qualquer pessoa não acreditaria que essa de agora não seria eu.

-Por que pegou esse pen drive?  - meus olhos acompanham o trajeto que ela fazia até seu notebook.

-Preciso lhe mostrar uma coisa e você não vai gostar nem um pouco.


Notas Finais


Oiiiii gente!!! Andei sumida esses tempos né? Eu sei, mas ando me recuperando das coisas ruins que passei na minha vida e por isso demorei tudo isso. Tentei focar mais nos estudos também, principalmente pelo enem que está chegando aí e estar a menos de um mês.
Enfim, muito obrigado por todo o apoio que estão sempre me dando e principalmente por ainda não desistirem de mim. Fique com Deus e até o próximo capítulo :*


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