História Aventura - Torrey - O Continente dos Eternos - Capítulo 5


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Personagens Personagens Originais
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Luta, Magia, Romance e Novela, Sobrenatural, Survival, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 5 - Pequenos erros, Grandes arrependimentos.


Fanfic / Fanfiction Aventura - Torrey - O Continente dos Eternos - Capítulo 5 - Pequenos erros, Grandes arrependimentos.

Passaram-se três anos. Sainz decidiu cuidar de Samuel e Harold viajou para o Leste. Suas últimas palavras antes de partir, foram:"Eu vou fazer uma entrega, você se cuide. Eu voltarei a tempo da cerimônia de transição". Mas ele prometeu algo que não pode cumprir.

Mais alguns anos depois Samantha sentava a beira da praia em que Samuel passou a noite quando sua vila foi queimada. Ela observava o por do sol, que naquele dia tinha vários tons de laranja e amarelo. Estava imaginando onde Harold estava e por quanto tempo ele ainda continuaria lá.

E ao oeste da praia alguém cavalgava e quando viu Samantha sentada na areia parou ao seu lado e desceu do cavalo. Samantha o ignorava e apreciava um vento calmo vindo do oceano, seus cabelos branco e longos até os joelhos, amarrados em um longo rabo de cavalo que navegava pelos ventos.

O homem alto que descia do cavalo a observou atentamente e perguntou:

– Samantha? É você? – Ele abaixou para vê-la melhor. – Samantha, sou eu! Samuel.

– Não o conheço. – Samantha não ousou levantar a cabeça para olha-lo. Estava irritada naquele dia.

– Sou eu Samuel. Nos conhecemos quando tínhamos dez anos, se lembra? Quando você saiu para caçar e matou um dos porcos de Sainz.

– Não me lembro de você. – Samantha nem fez esforço para se lembrar.

Samuel se irritou. – Talvez se olhasse para meu rosto se lembraria.

Samantha levantou a cabeça e ao primeiro olhar o reconheceu. Aqueles olhos negros eram inconfundíveis. – O que você quer?

– Estava só passando por aqui e acabei te achando. O que faz sozinha aqui?

– Ia fazer a mesma pergunta... – Samantha se recusou a responder.

Samuel revirou os olhos. – Eu sempre gostei dessa praia, era um lugar de conforto. Eu estava aqui quando minha vila foi atacada e meus pais mortos.

Samantha hesitou um pouco mas foi comovida pelo pequeno trecho da história de Samuel. Seria rude não respondê-lo – ... Gosto de ver o pôr do sol daqui. – Disse ela voltando a olhar pro horizonte

– Sim. Eu também costumava vir aqui só pra ver o pôr do sol. – Samantha ainda sentada na areia e Samuel em pé, os dois observavam o sol se pôr. – Está um pouco longe de casa, não?

– Faz três anos. – Samntha ignorou a pergunta.

Samuel não compreendeu. "O que faz três anos?" Se perguntou e isso ficou exposto em seu rosto fazendo Samantha repetir. – Faz três anos desde que Harold partiu.

Samuel sentiu, agora. por que Samantha estava sentada sozinha na praia. Ele gostava de ir lá e lembrar dos pais e Samantha gostava de ir lá para tentar lembra de algo ou alguém.

– Sente falta dele. Eu sei como é.

– Foi naquele dia que você soube... No dia em que nos conhecemos.

– Foi. Eles me entregaram a carta e eu soube. Ao menos eles ganharam a baralha. A vitória seguirá Latran até o dia de sua volta. – Samuel disse batendo com o punho no peito. Era um costume no Norte, popular entre os soldados e cavaleiros. Quando um cavaleiro ou soldado morre em uma batalha vitoriosa, os seus companheiros repetem a mesma frase e batem com o punho fechado no peito, ao se referirem a ele.

Eles ficaram em silêncio por alguns segundos.

– Lembro que naquele dia nós brigamos e eu te derrubei sem esforço. Aprendeu a lutar desde então? – Lembrou Samantha, sorrindo.

– Claro que sim! Se lutassemos hoje eu com certeza venceria. E eu também estou mais alto, agora. – Fez cara de vitorioso.

Samantha então se levantou até que seu rosto ficasse frente a frente com o Samuel. – Eu também cresci.

Samuel logo desfez aquele olhar vitorioso – Está longe de casa, não vi seu cavalo. Como chegou aqui? – Samuel mudou de assunto. Não queria admitir sua "derrota".

– Eu vim a pé. – Samuel fez cara de surpreso e analisou o horizonte na direção da cidade tentando vê-la, viu as casas minúsculas, quase cobertas pela névoa que vinha das planícies do Norte e invadia as florestas escuras. – Nossa!... Se quiser eu te levo de volta.

– Vai deixar eu cavalgar com você? – De repente Samuel arregalou os olhos e corou.

– Do jeito que você diz fica estranho. – Disse ele pondo a mão na cara.

Samantha entendo o constrangimento da situação, se irritou e suas bochechas sardentas coraram levemente. Ela que já estava ao lado do cavalo, sutilmente se aproximou de Sam e lhe chutou a canela.

– AI!! – Gritou Samuel com dor.

– Não fique imaginando essas coisas seu imbecil! – Disse Samantha subindo o cavalo irritada.

– O cavalo é meu! – Samuel correu até o cavalo com medo que Samantha partisse sem ele.

– Eu sei. Suba! – Ordenou Samantha.

Primeiro Samuel hesitou irritado, mas sabia que não adiantaria discutir, então ele apenas seguiu a ordem e montou na garupa do cavalo.

– Sabe cavalgar? – Duvidou Sam. Samantha sacudiu a rege do cavalo e o mesmo arrancou. Samuel no susto agarrou a cintura de Samantha, que olhou para ele rindo.

Alguns quilômetros a frente Samantha parou o cavalo e começou a cavalgar calmamente.

– Te assustei pequeno príncipe?

Samuel se recompôs. – Como?

– Como assim, "como"? Você é filho do bastardo do lorde de Andria. Se seu pai não tivesse morrido em batalha você seria o príncipe do Norte. – Samuel a olhou desentendido. Não fazia ideia do que ela falava. – Por acaso você leu o resto daquela carta?

– acho que não. Naquele dias nós estávamos conversando. Então o dois soldados chegaram, me entregaram a carta e estava escrito: "Querido Samuel, seu pai morreu bravamente no campo de batalha..." Depois tinha algo mais, mas não me lembro de ter lido. Eu só larguei-a no chão e comecei a chorar.

– Você era um bebezão mesmo! – Samantha disse boquiaberta sem acreditar. – o resto da carta dizia: "sendo assim, você sendo filho do bastardo do lorde do Norte, você tem o direito ao trono e se for de sua vontade, será bem vindo a ser criado na realeza como príncipe do Norte".

Samuel quase chorou novamente. – Não é verdade! O que você fez com a carta?! – Disse indignado.

– As crianças e adultos passaram correndo na frente e eu a derrubei na lama. Já não valia mais nada a tal ponto. Eu achei que você tivesse decidido viver com os amigos de seu pai depois daquilo.

Samuel apoio a cabeça nas costas de Smantha com as mãos cobrindo seu rosto de desapontamento. – Sainz disse que cuidaria de mim, e os soldados amigos de meu pai viajaram de volta para a cidade do leste.

Segundos de silêncio e decepção tomaram a situação, até Samantha soltar uma gargalhada, nervosa e alta. – Você é o maior otário! – Ela passou, praticamente, todo o resto daquela viagem rindo da falta de atenção de Samuel.


Notas Finais


Sinceramente achei que não fosse postar ainda essa semana. O próximo capítulo está pronto, porém tanto esse quanto o próximo estão mais curtos, o que não fazia parte dos meus planos, mas espero que só tenha diminuído o tamanho e não a qualidade.
Obrigada, espero que aguardem ansiosos pelo próximo capítulo.


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