História Torture [Markson] - Capítulo 23


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Categorias Got7
Personagens BamBam, Jackson, JB, JR, Mark, Youngjae, Yugyeom
Tags 2jae, Bambam, Exo, Got7, Jackson, Jaebum, Júnior, Mark, Markson, Sehun, Tuan, Wang, Youngjae
Exibições 541
Palavras 867
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Escolar, Ficção, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 23 - Meu inferno particular


Mark On

Fazia uma semana que eu estava naquele inferno. Eu não conseguia mais. Eu estava pensando realmente em desistir completamente de tudo, mas alguma coisa na mensagem do Jackson me deu esperanças, esperança de esperar mais um pouco, esperança de sair daqui e ter um futuro feliz, esperança de ver Jackson mais uma vez. Essa última esperança era o que eu mais queria, algo havia mudado em mim desde que conheci o garoto, sentimentos e reações inesperadas afloraram em mim e eu não sabia como explicar o que eu sentia, mas mesmo que isso não fosse bilateral eu precisava ver o garoto mais uma vez, apenas pra checar se estava tudo bem com ele.

"Amor" a voz de Patrick se faz ouvir e logo depois a porta do porão que o mesmo havia me posto foi aberta, me encolho contra a parede ao ver o americano caminhar até mim com um sorriso no rosto. Eu não aguentava mais, não aguentava mais ser usado por ele, ser espancado e deixado de lado, todos os dias. Ele entrava nesse maldito porão com um sorriso nos lábios, me obrigava a levantar e tudo se repetia. Havia um espelho no local, ele me colocava de frente ao objeto e me fazia olhar, meu corpo estava repleto de hematomas, marcas roxas por todos os locais. Eu me negava a olhar, mas sempre que fechava os olhos outra tapa ou murro era depositado em meu corpo o que me fez chorar ainda mais nos primeiros dias, mas depois eu percebi que não havia mais jeito, então, optei apenas por ignorar. Ignorar tudo, a dor, o medo, o nojo, a raiva, todos os sentimentos que eu pudesse ter eram ignorados, mas o ódio era alimentado cada dia mais. "Vem aqui. Você sabe o que eu quero e eu sei que você quer." ele diz já me puxando do chão.
 

Patrick havia saído do quarto e eu estava apenas deitado encarando o teto branco enquanto sentia todo o meu corpo latejar, todos os meus membros clamarem de dor, mas eu não conseguia reagir, eu não conseguia me mover ou me ajeitar na cama. Tudo dói, mas nada se comparava a dor que o meu coração estava sentindo a ponto de se apertar e me sufocar. Eu procurava respirar, mas o ar não saia, eu tentava me mexer, mas não conseguia, eu estava preso naquele lugar, aquilo não era o meu lugar, não era a minha casa, não era o meu sono. Aquilo era sim o meu inferno, meu castigo, minha condenação. Viver no inferno ao lado do demônio era o meu destino. Era assim que eu via aquele local e o Patrick, era assim que ele era e sempre seria para mim.

Crio forças e me sento na cama sentindo todo o meu corpo reclamar, solto um leve gemido de dor e pego o caderno e a caneta que o Patrick não havia negado em me dar alegando que seria uma boa distração para os momentos de saudades que eu não estaria ao lado dele. Arranco uma folha limpa e escrevo.

Querido, Jackson.

Eu não sei nem o porque de está escrevendo isso para falar a verdade. Quando vem a minha cabeça a sua imagem um sorriso espontâneo nasce em meus lábios, eu não sei te dizer o que é, eu não sei te explicar o motivo. Mas eu preciso que você saiba caso eu não consiga te ver novamente que cada segundo que eu passei aqui foi pensando em uma liberdade, que cada momento ao lado desse monstro foi pensando que eu iria sair daqui e eu acredito que você irá conseguir me tirar. Mas se essa minha crença vir em mau hora eu quero que você saiba, Jackson, que todos os momentos ao seu lado, que todas as brigas e até mesmo todos os sorrisos foram especias.

Algo diferente nasceu da nossa relação conturbada de ódio e amizade, um sentimento que eu não sei como explicar. Eu tenho a necessidade de te ver a cada instante e te beijar a cada olhar, eu quero te abraçar e me sentir protegido, mas ao mesmo tempo quero te proteger. Eu sinto raiva de você quando está com outra pessoa e te odeio plenamente quando é um idiota comigo. Mas eu não consigo de odiar de verdade, não consigo fazer esse ódio perdurar por muito tempo.

Eu quero que você saiba que aconteça o que acontecer todos os momentos que a gente viveu foi bom, desde a primeira briga até o último dia que nos vimos, você é bom , Jackson. E você merece alguém que te faça feliz, você deveria se entregar a um sentimento bom, se entregar e ser feliz. Deveria parar de bancar o cara sério e ignorante que todos enxergam e mostrar o coração enorme e bondoso que tem por trás dessa sua capa de proteção.

Eu talvez não saiba nem o que eu estou dizendo ou não saiba realmente o significado dessas palavras, mas irei falá-las a você mesmo assim, porque é a única coisa que justifica o que eu estou sentindo. Eu te amo, Jackson.

Termino de escrever, dobro a folha de caderno colocando-a no bolso da minha calça.



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