História Torture [Markson] - Capítulo 24


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Categorias Got7
Personagens BamBam, Jackson, JB, JR, Mark, Youngjae, Yugyeom
Tags 2jae, Bambam, Exo, Got7, Jackson, Jaebum, Júnior, Mark, Markson, Sehun, Tuan, Wang, Youngjae
Exibições 666
Palavras 1.397
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Escolar, Ficção, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 24 - Quero que siga em frente


Jackson On

O nervosismo me consumia a cada quilômetro que o carro andava, havíamos rastreado o endereço onde possivelmente Mark estaria. Era um local no meio de uma mata desabitada como o mesmo havia falado. Ele não parecia bem quando nos falamos pela mensagem, disso eu tinha certeza e era isso que me dava mais motivação para tirar ele o mais rápido dos braços daquele monstro. Convencer Jaebum e meu pai de que o melhor a fazer seria ir apenas eu e a polícia foi o trabalho mais difícil, já que o primeiro alegava que Mark era seu melhor amigo e era seu dever salvá-lo, mesmo que eu dissesse que para Patrick eu era o melhor amigo de Mark e o segundo dizia que não queria seu único filho e família correndo risco de vida.

"Jackson. Eu preciso que você preste atenção no que eu vou falar, ok?" O chefe da polícia que se encontrava ao meu lado do carro me lança um olhar com seriedade. "Você só vai fazer o que eu te mandar fazer e não importa o que o Patrick falar ou fizer, me obedeça." ele diz com autoridade e eu limito em afirmar com a cabeça. "Você irá entrar na casa com essa arma" ele me entrega o armamento depois que eu aleguei e provei ao homem que sabia atirar. "Mas só irá atirar em um caso extremo. Estaremos do lado de fora da casa. Então nos passe tudo que houver pela escuta." volto a assentir com a cabeça segurando a arma em minhas mãos com mais firmeza. É agora ou nunca, eu preciso tirar o Mark dessa, eu preciso realizar a minha promessa.

Parados em frente a casa abandonada, o homem ao meu lado me lança um sinal com a cabeça e rapidamente eu entendo que está na hora daquilo acabar. Esta na hora de tirar o Mark daqui.

Caminho em passos silenciosos até a porta de madeira forço a maçaneta percebendo que a mesma estava fechada, observo a marca de sua fechadura. Pego o molho de chaves fornecido pela polícia e coloco a chave universal daquela marca na fechadura destrancando em seguida a primeira porta. Entro na casa observando a aparência velha da mesma, com poeira e teias de aranha por todos os lados, realmente um ótimo esconderijo.

"Jackson, dessa a primeira escada que ver. O sinal do celular do Mark está vindo de algum lugar abaixo de você" escuto a voz grossa soar em meu ouvido me fazendo apressar os passos na sensação de proximidade do garoto, eu queria acabar logo com aquilo, era necessário. Ando mais um pouco vendo uma escada no final do corredor, desço a mesma chegando ao andar de baixo que diferente do de cima era bem moderno e arrumado, com cerâmica e pintura clara nas paredes, não me prendo a detalhes quando ouço novamente a voz soar por meu ouvido "Vire a direita ao final do corredor, o sinal vem de lá." Faço o que o mais velho manda e observo uma nova porta, mas diferente da primeira, está estava destrancada e um silêncio absurdo toma conta do corredor. Abro a porta lentamente ao ponto de ver Mark sentado em uma cadeira com Patrick logo atrás dele com uma arma apontada para a frente, uma arma na minha direção. Mark tinha o corpo cheio de marcas roxas e ferimentos, mas um sorriso fraco nasce em seu rosto ao me ver, porém, seus olhos transmitiam medo e preocupação.

"Ora, ora. Quem temos aqui? Jackson Wang. Não seria tão difícil descobrir a verdadeira identidade do misterioso amante do Mark, diferente do que vocês acham, eu sempre estive um passo a frente de vocês. Eu havia procurado por todas as redes sociais quem era Im Jaebum, quando me disseste que eras tu, eu apenas contive a vontade de gargalhar. Não brinquem comigo assim. Vocês não sabem com o que estão se metendo. Eu vou dar a vocês dois três escolhas. Morrem os dois; morre você, Jackson, e o Mark vem comigo; Ou você a gente passar e pegar o primeiro avião. Não nego que a segunda opção soa bem tentadora.

"N-não. Não mata ele. Me mata, mas não mata ele." Mark fala e eu nego com a cabeça esperando algum comando do rádio, mas nada vem.

"Você quer dinheiro? Eu te dou dinheiro. Mas deixa o Mark e eu sairmos dessa." Falo com a voz grave dando dois passos para frente em direção ao loiro. 

"Vocês querem ficar juntos?" Mark assente com a cabeça e um sorriso carregado de ironia nasce em seu rosto "Então vai. Eu vou ser bonzinho dessa vez." Mark suspira se levanta e corre até mim, mas meus olhos não desviam de Patrick que ergue a arma em direção ao garoto mais baixo e destrava a mesma, empurro Mark para o lado no momento que o tiro é disparado. Vejo o olhar assustado de Mark ao me encarar caído no chão, tento focalizar minha visão em algum ponto fixo, mas a mesma fica turva misturada a dor que se espalha em meu abdômen. Ouço outro tiro ser disparado seguido de mais três. O pânico e a necessidade de saber se Mark estaria bem faz com que  eu force meu corpo para frente, mas logo duas mãos são postas em meu corpo me obrigando a ficar como estava.

"Eu estou aqui. Respira. Jackson, respira." ouço a voz de Mark, me obrigando a respirar coisa que apenas agora eu notei que não conseguia fazer, pois toda vez que tentava puxar o ar, meu corpo todo doía e a cabeça parecia querer explodir a qualquer momento. "Foca em mim. Não fecha os olhos, por favor. Fica aqui comigo." Sua voz era chorosa e nervosa, tento novamente focar minha visão no garoto obtendo um leve sucesso, mesmo que o outro ficasse borrado em minha frente.

"O-o Patrick?" murmuro baixo sentindo uma dor sufocante em minha barriga.

"Ele não é mais um problema, não força. Por favor. Só fica aqui comigo. Vou chamar uma ambulância. Só não fecha os olhos, por favor." Mark não conseguia mais disfarçar seu pânico, nem seu choro, mas eu precisava falar, eu precisava falar com o garoto já que essa poderia ser a última coisa que eu poderia fazer.

"Mark, me escuta." Ouço minha voz sair forçada, enquanto tento ignorar a dor sem sucesso, o outro parece perceber, pois retira a camisa que estava vestido e coloca a mesma sobre minha barriga pressionando-a contra o ferimento com ambas as mãos. "Você me mudou, Tuan. Me mudou completamente. Me fez enxergar as coisas de outra forma" Paro de falar para encontrar algum tipo de ar nos pulmões "Se eu morrer aqui, eu não quero que você se culpe, eu não quero que conviva com a dor. Quero que siga em frente, porque se eu morrer vai ser por uma boa causa, eu vou saber que você está bem e isso já basta. E eu preciso ser sincero com você... Quando me perguntou porque eu estava fazendo tudo isso... Eu tinha a resposta, mas eu inventei qualquer outra coisa na hora, mas a verdade é que eu fiz aquilo porque você me faz sentir coisas que eu nunca sentir por outra pessoa, Mark. Eu já me apaixonei, é ótimo, é revigorante, mas o que eu sinto por você é maior que paixão, meu corpo necessita de estar ao lado do seu, seu sorriso faz meu dia ter algum sentido, as vezes eu não estou com motivação nenhuma, mas eu te olho  de longe e te vejo sorrindo e eu já tenho algum motivo pra não desistir de tudo. Eu sinto a necessidade de te proteger de qualquer pessoa que te ameasse ou que te olhe de forma torta. Eu não consigo te tirar da cabeça em nenhum momento. Eu te amo, Mark. E eu quero  que se essa for a última vez que a gente se fale... pelo menos você vai saber a verdade, vai saber quais foram os meus reais sentimentos por você." Murmuro baixo cada palavra, sentindo a dor aumentar a cada instante.

"Eu também te amo, Jackson." Sorrio fraco sentindo meus olhos pesarem toneladas, sendo capaz apenas de ouvir o outro garoto gritar meu nome cada vez mais longe, mas eu estava em paz, eu não sentia mais dores, eu não sentia mais nada. Só a paz, só o descanso, só o silêncio.



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