História Touch Me, Sir! - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Aluna, Professor
Exibições 139
Palavras 4.730
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Fantasia, Hentai
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Imagine as cenas, leia sozinho e desfrute de minha imaginação fértil.

Boa leitura :)

Capítulo 1 - Touch Me, Sir!


Fanfic / Fanfiction Touch Me, Sir! - Capítulo 1 - Touch Me, Sir!

 

 

Classificação: não recomendado em horário nobre.

Contém muita vontade que isso aconteça de verdade.  Imaginação fértil. Sexo explícito, que uma hora vai acontecer de verdade. Eu espero. Oremos. 

 

 

                       Camila *

 

 

Acabo de chegar na escola e reparo em uma moto preta, diferente das normalmente vistas aqui. Será professor novo ?
Vejo meus amigos e engatamos em uma conversa animada. Estamos todos excitados com a ideia de ir no cinema assistir ao lançamento de Animais Fantásticos e Onde Habitam, de J.K.Rowling.

 

O sinal toca e nós subimos a rampa do planalto. 

— Camila! Espera! – Escuto alguém me chamar, e quando vejo, é Amanda. 

Sorri de lado, e esperei ela.

— Oi, tudo bom contigo ? – Ela me cumprimenta, simpática. 

Ri nasalado. 

— Estou sobrevivendo. E você ? Achei que não viria, estava esperando você chegar pra soltar os cabelos. – Falei calmamente, a observando.

Amanda era parda, com cabelos cacheados batendo no ombro, na cor castanho escuro. Era linda e muito simpática, minha amiga mesmo. Não sei como ela me aguenta, sou mais rabugenta que um octogenário.

— Estou bem também, tchê. – Ela diz e rimos. — Então vai, solta logo esses cachos, dê vida a eles. 

Eu gargalhei com seu comentário. 

— Atoa! – fiz uma cara falsa de repreensão. Mas falhei miseravelmente. — Se eu der vida a eles, serei morta. 

Rimos mais uma vez. 

Soltei meus cachos e os baguncei. Leoa ? Talvez. 

— Opa linda, me passa o seu celular ? – Amanda tira uma e acabamos rindo. 

Mas esqueço dela momentaneamente, eu acho, porque acabei de ver um alguém

Alto, cabelos cacheados que eu venderia um pulmão no mercado negro para que eu pudesse encostar. Ele aparenta ser um homem que tem voz grossa. Voz máscula. Será que é mau-humorado ? Ele é de tirar o ar, e olha que tenho asma hein. Tem barba, e ele tá quase perto da grade onde estou. Meu santo Poseidon! Que esquisito e belo homem. Ele me olhou! Senhor!

Ele passou e foi para o 7º ano. 

— Camila ? – Amanda estava a me chamar. 

Parei de olhar a porta fechada e voltei minha atenção para ela. 

— Tudo bem ? – Perguntei de sopetão. 

Ela estranhou.

— Comigo ? Sim. E tu ? – Ela devolveu a pergunta. 

Ergui uma sobrancelha. 

— Tá de kaô ? Eu estou perfeitamente bem. – Respondi com o peito estufado. — Você viu esse homem que passou por aqui ?

Ela ficou me olhando e concordou com a cabeça. 

— O de barba ? – Ela pergunta e eu concordo com a cabeça. — Sim, o que é que tem ? 

Sorri pra ela como ninguém nunca viu. 

— Ele é tão lindo! – Eu disse, relaxando.

O professor de História chegou, abrindo a porta e todos entramos. Amanda sentou-se em seu lugar na segunda fileira da porta e eu na primeira carteira, na segunda fileira de frente ao professor. 

O professor começou a explicar e eu fiquei desenhando na mesa, lembrando do homem. E que homem...

Já gostei de um professor, mas as ações dele quebraram meu encanto no ano passado. Agora olho para ele e vejo apenas um professor. Meu coração bate normalmente, sem acelerar. Sem aquele típico nervosismo.

Mas esse professor de barba com certeza vai causar; apenas veja o quão belo é. E ele não me dará aula. Sou muito azarada. 

Se ele não vai me dar aula, logo ele não é meu professor. O relacionamento entre uma aluna e professor é proibido, embora aqui não seja algo tão impróprio, já que alguns professores namoram com algumas garotas do ensino médio. Então já que ele não me dá aula, eu posso namorar com ele, porquê mesmo sendo professor, não tenho aulas com o mesmo. Caminho mais fácil.

Só de imaginar que muitas mais bonitas do que eu vão estar dando bola pra ele e o mesmo, sem sombra de dúvida, notará o interesse, me deixa de mãos atadas. Aposto que serão aquelas preguiçosas que só querem uma nota melhor no boletim. É sempre assim. Realmente, acho melhor parar de cogitar de que algum dia vou conseguir, pelo menos, tocar nele, ou ganhar um abraço. Sem chance isso.

Percebo então que me resta apenas observá-lo. Preciso treinar mais o ato de não sorrir quando eu olhar para ele ou ele me olhar. Ficará muito na cara. Concentração, Camila, concentração! 

O sinal bate e eu vou para fora da sala. A porta do 7º ano está aberta e minha amiga Bruna está na porta. 

— Amiga, vem cá. – chamo ela e a mesma vem. 

— Oi, amore. – Ela me abraça e eu retribuo. 

— Oi, tudo bem ? Que bom. Preciso de uma informação. – Digo já de cara e ela ri. 

— Sempre tão direta, Bertotti. – Ela diz e ri. Sorrio com a menção do meu sobrenome. — O que posso fazer por você ? 

Sorrio e vejo o professor novo saindo e descendo a rampa do planalto. 

— Qual o nome desse novo professor ? Esse que acabou de sair da sua sala. – Pergunto, calma.

Ela sorri com um olhar malicioso. Mereço...

— Safada! – Ela diz e eu fico com vergonha. Ela ri alto. Mereço.. — Ele se chama Israel. 

Israel ? O nome do moço bonito é...Israel ? Que fofo. 

Israel... – falo baixinho, pronunciando o nome. 

A Bruna ficou me olhando e eu saí dos meus devaneios com o que ela disse.

— A tua professora já está na sala. 

Praticamente corri pra sala.

— Perdão, professora... – Falei, mas não havia professora. Só a minha turma fazendo bagunça. 

Bruna, sua cara de pau, te mato depois. 

Converso com a Amanda e conto que o nome do cara é Israel. Conto para a Ana e para a Camila Maciel também. Minhas amigas, minhas fontes. Ficamos rindo e a diretora entrou. Iríamos ter essa aula vaga, pois a professora só chegaria no terceiro tempo. 

Fui direto para a biblioteca e aspirei fortemente o cheiro de livro e poeira da última estante. 

Comecei procurando um livro, algo que a capa não fosse tão significante. Achei um do Jorge Amado e quase — quase, tive um orgasmo literário com o que achei. 

Farda Fardão Camisola de Dormir, Jorge Amado.. – pronunciei baixinho. 

Abri no meio do livro e cheirei. Isso é gostoso. Fui até a mesa do, provavelmente, funcionário que fica na biblioteca anotando as entradas e saídas de livros. Procurei a minha ficha e achei. Marquei meu nome, o nome do livro, do autor, a data de hoje e fim. 

Guardei tudo e sentei na cadeira do fundão, e iniciei a leitura. Gostei do caráter do livro, vai falar da época do Führer, pelo que vejo.

Leio devagar, absorvendo cada palavra. Peguei uma caneta que havia na gaveta da mesa e fiz algumas anotações. Páginas e mais páginas, já estava na 27ª quando o sinal bate. Guardo a caneta no mesmo lugar e forma que peguei, fecho o livro gravando a página e volto para a sala. 

As aulas passam e o intervalo chega. Pego o livro e desço a rampa, e vejo o Israel. Passei ao seu lado e olhei para ele, e o mesmo me olhou. Ele tem as bochechas rosadas... meu bumbum ficaria assim também, se ele me desse palmadas com a mão bonita que ele tem. Meu Zeus, que isso Camila ? Foco! Aperto o passo e vou para a biblioteca. Fico lá pensando no que pensei anteriormente, e solto uma gargalhada audivelmente nervosa. 

Acabo me relembrando de um poema que li no começo do ano. 

Poema *

Quero teu beijo molhado, gostoso, intenso, profundo.

Teu corpo cheiroso, quente, ardente, provocante que

me enlouquece e enaltece meu desejo.

 

Desejo de ter Você do meu lado e que em mim você

aqueça seu corpo gelado.

Quero teu olhar no meu, meu cheiro com o seu

e nosso ato de amor fazendo meu corpo suar sobre 

teu corpo que sua no meu, sentindo o prazer e o açúcar

deste doce pecado.

 

Mas na verdade pecado de fato não existe, basta que olhe

com olhos, olhos que olham além das vitrines.

No fundo mesmo, pecado é não ter teus lábios, com meus lábios

Sentir a sensação de deixar seu corpo arrepiado.

E na solidão de nós dois, na escuridão desta noite, imaginar

aquele teu sorriso mais escancarado a me encantar.

 

Na minha cama acende a chama para me queimar.

Faz nas tuas garras eu ficar, cair e não ter do que lamentar,

Afinal, com você o pecado é doce é o pecado de Amar. Por: Roger Stankewski 

Fim do Poema *

Fico recriando a cena em que ele me olha, na mente, várias vezes e o pensamento dele me deitando sobre suas pernas para me bater, me fez hiperventilar. 

No fim acabo não lendo o livro, fico apenas com o pensamento nele. Fico acreditando na utopia de que um dia eu vou conseguir falar com ele. Gestos simples me conquistam. 

O sinal bate e volto para a sala. Passo o restante das aulas imersa em pensamentos até que escuto o 'padrinho' falando. 

— Mais uns minutos, e logo conseguiremos sentir o cheiro de neurônios queimados da Camila. – Pedro, o professor de Sociologia falou e o restante acompanhou ele na risada. Até eu ri. Autodepreciativo até morrer! 

Olhei pra ele e lhe lancei uma piscadela. Conferi as horas e já ia bater. Guardei meu material, coloquei a mochila às costas e fiquei na porta, olhando para os morros. 

Imaginei como seria caminhar lá descalça, sentindo a terra sob os pés, o cheiro das árvores, cheiro da natureza. Olhei mais para cima e vi um pássaro preto, voando livre. 

Blackbird singing in the dead of night. Take these sunken eyes and learn to see. – Cantarolei baixinho, olhando o pássaro. — All your life. You were only waiting for this moment to be free. 

Imaginei como deve ser voar perto das nuvens, cortando o céu azul. Sentir o vento arrepiar todos os seus poros. Aquela liberdade que sentiria desde o dedo mindinho até a ponta dos cachos. 

Imaginei como seria poder respirar debaixo d'Água, quando lembrei do lago que havia no bairro vizinho. Poder sentir-se livre como o peixe que escapa da isca. 

Imaginei como seria não imaginar, quando vi um cachorro abandonado. Não ter a dádiva de olhar o mundo com outra perspectiva, com outros olhos.

O sinal bate e eu vou pelo corredor, descendo a rampa. Observo o tempo. Esqueço as crianças gritando, rindo, tudo. Presto atenção nas nuvens, na coloração do céu, a posição do sol. Quem me visse agora, acharia estranho ver eu andando olhando para cima. Mas é uma coisa comum pra mim, que até os alunos já devem ter sacado que observo o tempo constantemente por sua beleza. 

Coloco meus fones de ouvido e escuto 'Born To Die - Lana Del Rey'. Depressivo ? Talvez. Mas que ela canta bem, isso não tem como negar. 

O sol está fraco, mas ainda assim o odeio. Sou uma pessoa noturna. Amo a lua. Se eu não acreditasse em Deus, Jesus Cristo, eu acreditaria que a Lua é o Deus o qual tenho que acreditar e ser devota. A lua me seduz. 

O foco do tempo caiu e entrou outro tema muito presente em minha mente nas últimas horas: Israel

O homem simplesmente chegou e eu já fiquei bem desconcertada. Eu sou tão fraca. E pra melhorar, meu amigo gay, disse e me deixou na dúvida "O homem só é hétero enquanto não experimenta. Vai que ele curte pegar. A esperança é a última que morre, flor." 

Israel gay ? Ou bi ? Não. Bom, pelo menos ele não transpareceu isso. Seria uma pena pra mim, mas uma vitória para o Weligton, talvez. 

Esse pensamento me desagrada tanto que resolvo deixá-lo pra lá. Mas será que ele é gay ? Não, não. Ele não é. Ele não pode ser. Se bem que ...né.

Estou andando há 10 minutos, já vejo minha casa daqui. Brinco com meus cachorros e entro em casa. Deixo a mochila na cama, tiro o tênis, pego duas toalhas e vou para o banho. Preciso relaxar. 

 

                                                                                 o0o o0o o0o o0o o0o o0o

                 Semanas depois...

Quando observo o Israel, eu esqueço de muitas coisas, por exemplo meus pés. É inevitável. É tanto charme que não consigo dar passos corretamente. Estou na aula de Matemática, relembrando da semana passada. 

 

Lembrança  *

 

As meninas e eu estávamos passando nas salas, avisando que iríamos vender lanche pra arrecadar dinheiro para o passeio. Avisamos em todas as turmas que seria refrigerante, mas deveria ser suco pelo motivo que desconheço até agora. Precisávamos avisar novamente, então eu fiquei encarregada de avisar na sala do Israel. 

 

Chamei ele, já me amaldiçoado internamente pela vergonha repentina. Me sinto um papel amassado perto dele, que droga. Ele se curvou, provavelmente, para escutar o que eu estava dizendo. Caralho! Ele chegou tão perto que achei que fosse me beijar. Tanto é que eu fiquei nervosa e me distanciei dele. Ele tem um cheiro tão bom, tão... dele. Meu senhor, eu estou tremendo

Olha a voz dele, as bochechas dele, o nariz dele é bonitinho. E os cachos, Odin poderoso! Eu venderia meus órgãos pra ficar acariciando por breves minutos. 

Ele não tem lábios, os lábios é que tem o Israel, porque né.. 

 

Fim da lembrança

 

Desperto e guardo meu material. A professora nos liberou. Vou rápido para casa, preciso de um banho. Meu Deus, desde quando comecei a ficar com tesão só com uma lembrança ?

Ando a passos rápidos, com uma expressão fechada, algumas pessoas passam por mim e me cumprimentam e eu apenas levanto  um paz e amor em resposta. 

Chego em casa, minha mãe e meu pai não chegaram do serviço ainda, só mais tarde. Tranco a porta, jogo a mochila no chão, tiro o tênis, e enquanto me encaminho para o banho, retiro a camisa. Antes pego duas toalhas. Tiro o resto da roupa e entro no chuveiro frio. 

Fico parada, aguentando sem me mexer ou ofegar, sentindo meu coração acelerar por causa da temperatura da água. 

Minutos depois finalizo o banho decentemente. Me enxugo, visto só uma calcinha tipo, sei lá, boxer ? Não sei mesmo, mas é algo assim, e uma camisa larga. Abro a janela da sala, da cozinha, recolho as toalhas da rua. Ligo a televisão na sala, pra não ficar 'sozinha' e me deito no meu quarto, onde acabo lendo meu livro. 

                                                                         o0o o0o o0o o0o o0o o0o

Hoje foi aquele dia que você acorda desanimada, mas depois que toma chá, volta a animação lá do fundo da alma. Hoje as aulas passaram rápidas e o Israel, no primeiro tempo enquanto subíamos a rampa do planalto, foi na minha frente. Jeová! 

Se ele tivesse virado para trás, teria visto o que eu fazia as suas costas. Por exemplo, estiquei a mão e fingi apertar o bumbum dele. Quase que encostei de verdade e nessa hora minhas amigas e eu rimos. E fiquei babando no andar dele, porque né... estamos falando do Israel, caralho.

 Ahhh, não poderia me esquecer da hora em que a Amanda me empurrou em sua direção. Ele olhou para mim e fiquei com vontade de beijar ele. Mas foi legal, porque acabei indo na frente dele e não tinha mais como eu ficar o tarando. Preciso manter o foco. 

Agora estou aqui, fazendo um desenho de artes que a professora pediu pra fazer. Ela deu o molde do rosto e nele recriaríamos quem quiséssemos. Eu desenhei o Israel. Já tá pronto, será que mostro pra ele ? Será que ele vai achar ruim ? 

Termino de pintar a borda e escrevo "Profº Israel" no azul da folha. Atrás escrevo uma frase qualquer atrás.

Deito na minha cama e fico ouvindo  Legião Urbana. Legionária aqui! 

Me disseram que você estava chorando, e foi então que eu percebi... como te quero tanto. – Cantarolei baixinho, seguindo o ritmo. 

Sinto minhas pálpebras pesarem e fecho os olhos, aguardando o sono, que não tarda. 

Sonho

Estava eu em uma noite de sábado em casa, lendo 'O Holocausto', quando escuto alguém batendo na porta. Marco a página e vou de pijama mesmo atender à porta. Quando abro, mordo a língua pra não gritar. 

O que o Israel tá fazendo aqui ? Como ele descobriu onde eu moro ? Misericórdia. 

— An... oi ? – Falo, sem saber o que dizer. 

Ele sorri. Meu Deus, que amorzinho. 

— Oi, posso entrar ? – Ele pede, e eu fico lhe encarando. 

Sério isso produção ? 

— Deve. – falo e lhe dou as costas, indo para o sofá, onde me jogo no mesmo. 

Israel fecha a porta e se senta no outro sofá. Fico olhando ele esperando-o falar. 

— E então ? O que lhe trás a minha caverna ? – Pergunto, sem animo. 

Meu Deus! Ele tá aqui. Ele tá lindo. Camisa amarela, jeans escuro, tênis, jaqueta por cima, e é simplesmente ele. 

Vontade de rasgar essas roupas dele e beijar cada centímetro do corpo gostoso que ele possui. Mapear o corpo com meus lábios sedentos do calor dele. 

— Vim aqui, porque recentemente fiquei te observando quando você não fazia isso comigo. – Ele disse calmo, com sua voz aveludada. Fico vermelha, tenho certeza. — E, garota, você tá acabando comigo. 

Ao ouvir isso, eu sorri sarcástica. Ele se levanta, tira a jaqueta e se inclina em minha direção, entre minhas pernas desnudas. 

— Vejo você abraçando os seus amigos e fico imaginando quando será minha vez. Vejo você dar um selinho no seu amigo gay, quando ele tenta te animar, e fico imaginando quando será minha vez. – Ele diz, me olhando nos olhos. 

Bato os cílios devagar, deixando meu olhar mais intenso. A pupila dele dilata. Ponho minha mão em sua nuca e aproximo nossos lábios,  e ele os junta. 

O tempo simplesmente se extingue. Tudo para, tudo fica tão correto... 

De início, um toque. Sentindo um ao outro, mas logo essa calmaria vai para tão tão distante, e nosso beijo fica necessitado, voluptuoso. 

Ele morde meu lábio inferior e solto um gemido baixinho, gostando disso. Nos separamos e ele se levanta, e eu imito suas ações e o levo ao meu quarto. 

— Meus pais estão viajando, voltam segunda de manhã. Aproveite comigo. – Falo e ele sorri. 

— Era o que eu precisava ouvir agora. – Ele diz e começa a tirar a blusa, mas o impeço. 

Faço-o se sentar na cama, e então me ajoelho e retiro seus sapatos. Desafivelo seu cinto, abro seu botão da calça, observando suas expressões físicas. Desço o zíper da braguilha e ele se deita, levantando o quadril, facilitando a retirada da calça. Ele veste uma cueca azul escuro e eu quase babo. 

Eu tiro a camisa velha de meu pai que uso como pijama que fica até a metade das minhas coxas, ficando apenas de sutiã. Os olhos dele brilham e isso me incentiva a continuar. Sento em seu colo, roçando nossas intimidades e retiro sua camisa, olhando em seus olhos. Vejo uma trilha de pêlos que vai do umbigo pelo caminho da felicidade que se some dentro da cueca. Ele tem pêlos no peito e quase gemi com isso. 

Sim, gosto de homem com pêlo no tórax, pela barriga, até o parque de diversões. Mesmo que não tenha na parte da frente, mas tenha nos países baixos, já tá valendo. 

Beijo seu tórax, sua barriga, e seu membro. Agora entre suas pernas, desço a cueca e pego em seu membro duro. 

É tão macio...

Afundo meu rosto entre seu membro e suas bolas e aspiro o cheiro. Másculo, forte, almiscarado. 

Passo minha língua desde a base até a glande, repetindo o ato várias vezes, até pôr todo ele em minha boca pequena. 

Chupo ele devagar, sentindo seu cheiro e seu sabor, que é mil vezes melhor do que imaginei. 

Chupava ele devagar até quase retirá-lo completamente da boca, e desço rápido, voltando devagar... 

Deixo uma mão em sua coxa, acariciando-o ali. Apertando. 

Massageio suas bolas e quando ele coloca suas grandes mãos em meus cabelos, acelero o movimento e sinto o aperto ficar mais intenso, então driblo suas mãos e deixo-o ofegante. 

— Ainda não. – digo, normalizando minha respiração. 

Ele sorri e em um movimento estou deitada na cama e ele está entre minhas pernas. 

— Minha vez, Camila. – Ele diz e sinto-o em minha intimidade. 

Sinto que meu rosto vai sangrar, pela quantidade de sangue acumulado nas bochechas. 

Ele tem uma língua que... ah, hécate! 

— Ahh.. – Gemi um pouco mais alto, fazendo carinho na nuca dele. 

Massageio meus seios por debaixo do sutiã. Meus gemidos saem cada vez mais alto, eu tô quase lá.. Acho que ele percebeu e parou. 

— Uau... são grandes. – Ele diz, apertando meus seios. 

Sonhei tanto com isso... 

Me sento na cama e retiro o sutiã, ficando totalmente nua. 

Tão branca... – Ele diz baixinho.

Corei violentamente. Mas me lembrei de uma coisa. Só transei uma vez e faz meses atrás. Não transei mais porquê peguei meu ex na cama com outra. Então eu estou... meio 'virgem' ainda.

— Vai... com calma. – Peço pra ele, e ele concorda. 

Ele me beija, e segura minhas coxas, as apertando e sinto seu membro na minha entrada. Ele força e tenciono de imediato. Ele intensifica o beijo e vai me penetrando, e quando entra totalmente, ambos gememos. 

Ele se movimenta devagar, me sentindo por inteiro. Isso está muito bom. É doloroso, mas se mescla com o prazer, dando um resultado totalmente diferente. Muito melhor do que em pensamentos. 

— Israel... m-mais rápido. – Peço e ele assim o faz. 

Ele segura nos meus seios e começa a me foder. Consigo ouvir o som do seu corpo contra o meu, nossos gemidos se mesclando, fazendo uma sinfonia prazeirosa. 

Me contraio e ele geme alto, aumentando as estocadas. Sinto todo seu membro me rasgando, saindo e voltando com força. 

Nessa posição posso ver seu rosto e ele observa seu membro entrando e saindo de dentro de mim. Há algo em sua expressão que me chama a atenção, e quando ele me olha nos olhos, descubro o que é; desejo e outro sentimento que não vejo, pois ele respira fortemente e revira os olhos, de prazer.  

Passo minhas mãos em seu peito, sentindo-o estremecer diante meu carinho. Ele se curva e passo minhas pernas por sua cintura, e envolvi carinhosamente seu pescoço, beijando-o com todo o sentimento que conseguiria pôr. 

Ele entrava agora devagar, com carinho. Sinto sua mão em minha bochecha, alisando a mesma. Ele deixa seus lábios percorrerem meu pescoço, beijando a clavícula e deixando um chupão na garganta. Meus gemidos são quase escassos, mas foi inevitável não gemer alto com a mordida que ele deu no ombro. 

Beijo seu pescoço, mordiscando seu lóbulo esquerdo da orelha. Mordo seu ombro e seu pescoço, com força. Ele urra quando chupo a mordida do pescoço. 

— Fica de quatro, lindinha. – Ele fala calmo em meu ouvido e assim eu faço. 

Fico de quatro e ele me preenche novamente, sentindo-o mais fundo, sua carne em constante atrito com a minha. Ele me bate uma, duas, três, seis vezes. E gemi aprovando a cada tapa. 

Me contraio e ele aumenta a velocidade, ficando em um ritmo frenético, louco, avassalador, mil graus. Ele pega meus cabelos e os segura fortemente. 

Essa ação dele me pega de surpresa, mas meu interior ronrona graciosamente com isso. Começo a me tocar, aumentando ainda mais o prazer. Ele ainda segurando meus cabelos, põe a mão em meu ombro, apertando. 

As mãos dele parecem de pedreiro.... isso está muito bom. Isso é uma delícia.

Ele solta meus cabelos e me debruço, empinando meu bumbum, sentindo-o me foder com força. Ele segura perto do meu quadril, apertando com força em demasia, provavelmente deixando marcas. Portanto defini isso como marcação de território. 

Professor... – Gemo, sem conseguir formular uma frase. — Israel... eu v-vou.. 

Israel me aperta mais, estocando com movimentos circulares e isso foi a gota d'água. 

Sinto meu orgasmo me rasgar de dentro pra fora, minhas veias fervem dentro do meu corpo. Ele continua a me rasgar, arrancando a pouca inocência que havia em mim ainda psicologicamente. Roubando-me para sí. Sinto ele gemendo e chegando ao ápice, gozando gostosa e longamente. 

Caímos na cama, ofegantes. Caralho, meu sonho se concretizou finalmente...

Ele colocou um braço possessivo ao meu redor e enfiou seu rosto em meus cabelos. Escuto ele aspirar fortemente. Me aconchego nele e acabo dormindo. Caindo nos braços de morfeu. 

 

 

                      o0o o0o o0o  o0o o0o o0o

 

 

Acordo no dia seguinte, e tenho uma ideia. Retiro o braço do Israel devagar de mim, e ele se mexe, ficando de barriga para cima. Ótimo! 

Pego seu membro nas mãos e começo a chupar, chupar devagar. Passo minha língua em toda sua extensão, rodeando a glande e chupando apenas ali. 

Paro, faço um coque no cabelo e volto a chupar com mais intensidade. Agora o bicho vai pegar. 

Escuto um gemido e quando olho para ele, vejo seus olhos queimando em mim, e isso faz eu acelerar os movimentos. 

Ele segura minha cabeça e começa a foder minha boca, encostando sua glande em minha garganta. 

Ahh... como o Israel é bom. 

Pressiono minha língua em seu membro, e em seguida sinto seu sêmen em demasia. Continuo lambendo tudo, limpando. 

Sento na cama, pego sua mão e fecho os dedos dele na minha garganta e engulo toda sua semente. 

Olhei para ele, com orgulho. Imagino que meus olhos até brilharam, como sempre brilham quando eu o olho, e demonstrei tranquilidade. 

Vamos para o round 2. 

Fim do Sonho

Acordo ofegante e me amaldiçôo por acordar na melhor parte. Sento na cama, tentando processar tudo isso. 

Sou uma pessoa que não sonha. Sou aquela pessoa que só tem pesadelos. Tenho sonhos assim uma vez por ano no máximo, e se sonho com alguma outra coisa, eu não lembro. 

Fico em silêncio no escuro, ouvindo a movimentação da casa. Meu pai está no banho e minha mãe na cozinha.

Suspiro decepcionada. Se eu pudesse, chegaria no Israel e contaria todos os meus pensamentos nada convencionais que tenho dele, para ele. 

Contaria nos mínimos detalhes, como meu coração capota só com a presença dele, poder ver ele, olhar nos olhos dele. Contaria em como fico nervosa só de estar perto o suficiente para tocá-lo na barriga. Queria poder ganhar um abraço dele, de saudação. Fazê-lo sentir meu cheiro enquanto embriago-me com a sua essência. Um abraço dele. Apenas um abraço.

Fazer todas minhas perguntas. Perguntas que nunca receberei respostas, embora queira muito. Por exemplo, será que ele gosta da intimidade da parceira depilada ? O que ele gosta em mim ? Ele gosta de qual gênero de música ? Ele escuta Lana Del Rey ? O que ele pensa quando me vê, quando olha nos meus olhos por breves segundos ? Ele escuta músicas italiana ? Escuta concertos de Amadeus M. e Johann Bach ? Ele gosta de obras de arte ? Gosta do Renascimento ? Enfim, a lista é grande. Isso são apenas algumas perguntas que nunca vou saber a resposta. Nem dessas e nem das outras. 

Poderia ficar conversando com ele por horas, só para ouvir sua bela voz. Ouvi-lo dizer que está cansado e que não vê a hora de chegar em casa e descansar do dia de trabalho. 

Passar a noite conversando – o que acho muito difícil ele querer também. – por mensagem, sanando curiosidades, dúvidas. Fazê-lo ouvir "Daddy IssuesThe Neighbourhood." enquanto fazíamos sexo na mesa da biblioteca. Tá foda, ficar me masturbando toda noite, querendo que fosse ele ali. 

Acho que, se o Israel viesse se aproximando, como se fosse me beijar de verdade, na biblioteca, possivelmente eu ficaria estalando os dedos e me afastaria. Por mais que eu queira com todas as minhas forças um beijo dele, creio que não conseguiria ficar impassível diante desse possível 'teste' dele. Talvez eu acabe gaguejando ao tentar inventar uma desculpa, ou sairia correndo de lá.

Passo o recreio sempre na biblioteca quando ela não está trancada. Imagino o Israel entrando e se posicionando atrás de mim. Desatenta como sou quando estou procurando livro, nem ouviria a porta se abrindo. Aí quando eu fosse me virar, ele estaria ali e eu ia, sei lá, não sei. Já pensou se ele pega minha mão e põe por dentro da calça, pra eu sentir ele todo excitado ? Seria incrível. 

Em breve não irei mais vê-lo, mas o rosto dele jamais esquecerei. Balneário Camboriú não me faria esquecer ele jamais. Nem pessoas novas. Ele é tão ... único. 

Mas não fico triste. Isso não vai acontecer nem se eu me pintar de ouro. Então sempre terei esse sonho pra lembrar dele. Do Israel, o meu bärchen

 

Fim



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