História Touchdown - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias TWICE
Personagens Dahyun, Momo, Sana, Tzuyu
Tags Dahmo
Visualizações 192
Palavras 1.478
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Escolar, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Yuri
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi minhas cremosas, como vocês estão?
Demorei um tiquinho por pura preguiça de revisar o capitulo, e ainda não tá bem revisado então perdoa as minhas burrices desde já ♥
Espero que gostem do capitulo, ele tá revelador SKDOSA
Enjoy

Capítulo 9 - True


Dahyun estava em pé nos apoios da pequena bicicleta de Sana e segurava nos ombros da mesma, que pedalava sem esforço nenhum, Dahyun era leve, ela ainda tinha equilíbrio pra segurar o celular que tocava Girls Like Girls.

— Sana, pode desligar isso? – pediu estremecendo com o vento frio.

— Não, a dor precisa se sentida Dahyun. – ela disse com uma entonação um pouco intensa e dramática, isso fez a coreana rir, era um exagero dizer aquilo. Não tinha nada doendo, só o ciúmes que era incomodo demais. Mas a Kim sabia que aquilo uma hora ou outra iria acontecer.

           Estava se preparando pro momento em que Momo começasse a ficar, namorar ou qualquer uma dessas coisas desde que se apaixonou por ela. Mas claro, a gente nunca está totalmente preparado, Dahyun tinha uma sensação ruim no peito. Então por isso estava sendo um tanto deprimente estar sendo carregada pela melhor amiga em uma bicicleta pequena, à noite, com um vento frio fazendo-a se arrepiar a todo instante, e escutar aquela música depois de ver a garota por quem era apaixonada aos beijos com outro. Infelizmente pra Dahyun não teve o final feliz do clipe daquela música, que parecia estar virando o seu theme song, mesmo que a força.

— Isso tá me lembrando daquele filme, Hoje Eu Quero Voltar Sozinho. – a japonesa comentou tirando Dahyun dos pensamentos e a fazendo sorrir ao perceber a semelhança com uma cena do filme onde um dos garotos era carregado na bicicleta daquele mesmo jeito. — Vamos fazer de um jeito melhor, abre os braços Kim.

Dahyun riu e mesmo com medo de desequilibrar obedeceu ao pedido de sua amiga e abriu os braços, foi agraciada com uma sensação incrível de liberdade acompanhada de muito frio.

— Tá, chega, assim a gente vai cair. Não era pra se escorar em mim. – Sana resmungou.

Dahyun riu novamente enquanto voltou a segurar nos ombros da japonesa, a imitou e resmungando também.

— Você que pediu, se eu não me escorasse em você eu ia cair.

— Não sabe se equilibrar não? – questionou um pouco impaciente.

— Como eu vou me equilibrar só nisso, Sana? – devolveu a pergunta incrédula.

Dahyun discutia com Sana e ria o tempo todo com aquilo. Até chegou a esquecer do motivo que a deixou chateada durante os vinte e tantos minutos que levou até Sana parar a bicicleta em frente a sua casa, abriu o portão de madeira e elas se sentaram nos degraus da varanda depois que Sana largou a bicicleta no gramado, como sempre, o objeto se misturava com os brinquedos do irmão da Kim, parecia pertencer aquele lugar.

— Então, vai me contar o que exatamente aconteceu pra te deixar com aquela carinha de cachorro sem dono e me fazer largar meu hambúrguer pela metade? – Minatozaki perguntou sem rodeios, Dahyun gostava disso na amiga.

Deu de ombros de um jeito tristonho e estalou os lábios. A imagem de Momo segurando a nuca do indivíduo que tocava a cintura nua dela ainda lhe dava repulsa e raiva.

— Momo estava beijando um carinha. – suspirou pesadamente.

— Sério? Quem? – o queixo de Sana caiu e Dahyun a olhou com reprovação.

— Como eu vou saber quem? Eu não conheço aquelas pessoas. – respondeu quase brava, Sana às vezes era sem noção, ela não queria saber quem era o menino, ela estava triste.

— Segunda–feira a gente descobre. – comentou ganhando novamente um olhar raivoso da Kim.

— Eu não quero saber quem é aquela pessoa. Não quero saber de nada. – esbravejou e resmungou fazendo um beicinho — Que carma é esse? Me livrei de uma coisa chata pra viver isso.

Um breve momento de silêncio se instalou entre elas, Sana observava Dahyun que olhava a rua vazia com uma expressão emburrada, que lembrava muito as expressões de Sana, se não fosse o clima e os pensamentos que estava tendo, com certeza a japonesa iria caçoar a amiga por estar imitando suas caretas.

— Dahyun..  – chamou com receio — O que aconteceu na sua outra escola? – perguntou séria fazendo a Kim a fitar — Quer dizer.. Não precisava falar se não quiser. Esquece isso, na verdade.

— Não, tudo bem. – a menor disse depois de se acalmar do leve susto que a curiosidade repentina de Sana lhe deu, na verdade sabia que a amiga tinha vontade de saber o que de fato tinha acontecido, mas estava esperando o momento certo ou que tomasse a frente e contasse. — Acho que tá na hora de superar isso. – ela sorriu e se encostou  no corrimão de madeira branca e esticou uma das pernas pra ficar mais confortável, Sana se mexeu também e ficou um pouco mais virada pra ela. — Eu tinha uma amiga, uma melhor amiga, e estudávamos juntas. Ela era alguém que eu gostava já havia três anos, foi através desse sentimento que eu tive a certeza que eu gostava de garotas. E bom, depois de muito relutar, pensar e sofrer sozinha, eu tomei minha decisão, eu confiei o meu segredo á ela, e mais do que isso, eu me declarei pra ela. Eu confiava nela. Ela era tão carinhosa, nós por vezes parecíamos um casal de tão unidas que nós éramos e isso me confundia tanto, e sem querer ou perceber eu me iludi com isso. Eu tinha esperança que ela pudesse, sabe? Me dá uma chance mesmo eu sendo uma garota. – os olhos de Dahyun lacrimejaram e ela os desviou pra outra direção — Ela me olhou tão assustada depois que eu terminei minha confissão e de contar meu segredo, eu nunca tinha falado aquilo pra ninguém. Tinha tanta repulsa nos olhos dela, algo que eu nem sabia que ela era capaz de sentir. Ela disse que com certeza durante todos aqueles anos de amizade eu tinha me aproveitado dela. Como se eu fosse uma pervertida ou algo do tipo, que assedia alguém. E ainda contou pra toda a escola, as garotas não ficavam mais perto de mim, não se trocavam na minha frente, só depois que eu saia do vestiário elas entravam, e os garotos faziam piadinhas nojentas. E apesar de ter tentado ignorar, é difícil quando você está só, quando todos te odeiam e tem nojo de você. E então eu conversei com meus pais. Eu não fui corajosa ao fazer isso, eu nem se quer tive medo, na minha cabeça não podia ser pior do que estava sendo todos os dias, que se eles não gostassem, eu já ia saber lidar, que se eles me expulsem de casa talvez fosse até melhor, assim eu não ia precisar voltar pra escola. Então eu falei pra eles, porque eu não aguentava mais, eu queria parar aquilo de algum jeito, queria parar com aquela rotina de ódio, de ver a pessoa que eu gostava e confiava me chamando de pervertida todos os dias. Mas quando eu contei a pior coisa pra eles não foi ter uma filha que gosta de garotas, mas essa filha sofrer tanto por ser quem era.. E isso me salvou. – ela sorriu meigo e respirou fundo, nem sequer tinha entrado nos pequenos detalhes, mas só as lembranças era o suficiente pra lhe deixar mal. — E cá eu estou.

Sana se jogou nos braços de Dahyun e chorou, a Kim se esforçou pra não chorar também, não aguentava mais chorar por aquele assunto.

— Você não está mais sozinha, okay? – Sana soluçou.

— Eu sei. – Dahyun sorriu e se encolheu apertando mais a amiga contra si.

— Okay? – reforçou a pergunta.

— Okay. – ela riu. Tinha se esquecido de A Culpa É das Estrelas.

Depois de chorarem e serem descobertas pela Sra. Kim as duas entraram e Sana fez questão de dormir com a Kim aquela noite, ficou realmente comovida e triste por sua única amiga ter passado algo tão doloroso. Ela parecia ter desenvolvido muito mais o senso protetor pela baixinha, ficou um bom tempo agarrada a ela durante o filme que a família toda se juntou pra ver, e dormiu com o braço em volta da cintura de Dahyun, que estava sem sono aquela noite, talvez agitada ainda pelo dia confuso que tivera.

Falar sobre o passado com Sana a fez ver semelhanças nos casos, no que tinha com Momo e não queria viver tudo o que passou de novo.

Seu celular vibrou  cima do criado mudo a tirando daqueles pensamentos profundos e dolorosos.

                                                                          
                                                                                                                               [mensagens com Momo:]

Momo:
Porque foi embora sem se despedir?
 

                                                                                                                                             Dahyun:
                                                                                                                              
estava tarde e você sumiu
                                                                                             

Momo:
Fiquei preocupada

                                                                                                                                                        Dahyun:
                                                                                                                                   Desculpa te preocupar

Momo:
Desculpa sumir e te deixar sozinha.


                                                                                                                                                       Dahyun:
                                                                                                           Tudo bem, não precisa se desculpar.

Momo:
Não está tudo bem, eu agi errado, muito errado e peço perdão. 
Eu te levei pra festa, eu devia ter te feito companhia, mas te abandonei.


                                                                                                                                                        Dahyun:
                                                                         Momo, para, por favor, não quero que pense nisso, okay?
                                                  Foi divertido e você não me abandonou, ficou comigo o tempo que pode.


Momo:
Ainda me sinto péssima. Posso te recompensar?

                                                                                                                                                        Dahyun:
                                                                                                                     Me recompensar? Como assim?

Momo:
Um cinema, topa? 


Notas Finais


Agora temos a verdade sobre o passado da nossa Tofu, sofreu tanto a bichinha e foi gostar justo da Momo vaciola :(
Acham que a Dahyun vai aceitar o convite? Vai né, gente apaixonada é bem trouxa SADKSA spoiler alert

Obs: Hoje a formatação me fodeu mais ainda, esse negócio de texting não rola por aqui


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