História Touching Heaven and Feeling Hell - Capítulo 16


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Personagens Justin Bieber
Tags Ação, Bridget Satterlee, Criminal, Justin Bieber, Romance
Visualizações 98
Palavras 3.446
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


pov só da Bea hoje lalalaaaaaaaaaaaa

Capítulo 16 - New owner of this whole shit


Fanfic / Fanfiction Touching Heaven and Feeling Hell - Capítulo 16 - New owner of this whole shit

Beatrice Rowdin Williams Point of View

Meu coração batia forte, a qualquer momento ele saltaria para fora de meu peito, estava sentindo isso. O ar chegava com dificuldade aos meus pulmões, minha respiração descontrolada mostrava isso. Não dava para acreditar, simplesmente não dava. Cada lufada de ar parecia rasgar meus órgãos como uma lâmina afiada. Eu esperava tudo, qualquer coisa no universo, menos meu pai estar envolvido nessas merdas. Ele está envolvido com Bieber e Ryan, ele e meu tio, como pode isso? Meu Deus do céu! Não faço ideia de como irei conseguir lidar com toda essa merda, espero sair viva. Se tem uma coisa que eu odeio em mim, com todas as forças, é ser impulsiva, me deixo agir pela raiva e pela emoção do momento. Não posso ser assim dessa vez, preciso controlar meus nervos.

Apoiei minhas mãos nas pernas cobertas pela calça legging e apertei com força, até ver meus dedos ficarem brancos, respirei fundo três vezes e ergui a cabeça, olhando pela janela, tentando me distrair. Observei a rua que o veículo de Bieber acabará de entrar e respirei fundo, há muito tempo que não cruzava essa avenida. Minha mente, logo, se encheu de memórias boas e ruins, a maioria ruim, é claro.

— O que vai fazer? — ouvi a voz de Justin longe.

— Não vou chamar muita atenção, é rápido. — fui breve, abri a porta do carro e sai em passos pesados até a casa em tom vinho com janelas e porta brancas, balancei a cabeça para não focar no detalhes que não são nada importantes no momento. Segui para a porta de entrada, após respirar fundo e tomar um porre de coragem, toquei a campainha.

— Já vai! — reconheci a voz de Josie, o ser humano que se diz minha mãe, suspirei. Seria mais difícil do que pensei. — Beatrice? — sua voz soou baixa, meu olhar foi em sua direção rapidamente.

Josie continuava sendo o projeto de mãe perfeita; o cabelo loiro sempre tentando parecer natural e levemente ondulado em algumas partes; o típico vestido rosado bem apertado nas coxas e em todo o corpo, juntamente a uma leve maquiagem. A feição confusa era a única coisa diferente na mulher que aparentava nunca envelhecer.

— O papai? — ignorei qualquer outra coisa e fixei meu olhar ao seu. Era terrível ter a sensação de ser menor que alguém, dessa pessoa ser mais "poderosa", mesmo que seja só por causa de um passado ruim; é exatamente assim que me sinto perto dela. 

Lembro que, até meus doze anos, eu e minha mãe éramos inseparáveis, porém, quanto mais eu crescia; mais ela mudava. Estava sempre querendo o impossível de mim, colocando expectativas onde não era necessário. Eu nunca me acostumei com a ideia de alguém tendo posse de mim, me tratando como um objeto, exatamente como Josie fazia. E em uma das nossas tantas brigas — mesmo essa sendo importante, nem lembro o motivo —, quando eu tinha dezesseis, eu não aguentava mais ouvir os gritos e os sermões sem motivos reais — além da raiva repentina da mulher, é claro —, peguei uma mochila, joguei roupas e outras coisas dentro, pulei a janela do quarto e fui encontrar Kelsey, desde aquele dia que, moramos juntas. Passamos umas três semanas na casa dos pais dela, a ideia era arrumar um apartamento para nós duas, afinal, Kelsey já pretendia sair de casa, graças a tudo o que é bom; sempre nos damos bem e conseguimos chegar em um acordo com conversa, espero que isso nunca mude. Foi fácil encontrar um apartamento que agrade as duas dessa forma.

— Filha? — suspirei aliviada ao ouvir a voz de meu pai, logo, o homem alto e de cabelo grisalho apareceu, quase sorri, mas, o motivo pelo qual vim aqui me recordou a frustração que é minha vida.

— Podemos conversar? — ao questionar, ele logo afirmou a minha pergunta.

— Claro, entre... — neguei com a cabeça rapidamente.

— Vai ser rápido, aqui fora, por favor. — dei dois passos para trás enquanto observava a mulher voltar para dentro, sabendo que não era bem-vinda a conversa.

— O que houve? — papai perguntou fechando a porta e se aproximando mais. — Cadê Kelsey? Ela veio junto? 

— Não... Vim com um amigo. — cruzei os braços respirando fundo, não quero enrolar. — Pai, eu falei com o tio Paul, e... ele me disse umas coisas, preciso saber se é verdade, preciso ouvir da sua boca. — olhei em seus olhos, nervosa. — Por favor, me diga que não estão envolvido com essa porra de máfia.

— Bea... — ele negou com a cabeça e tentou buscar as palavras em algum lugar, sua boca se abria o tempo todo mas, nada saia. Por fim, ele abaixou a cabeça e negou lentamente com a mesma. — Você precisa entender que foi necessário na época, não podíamos fazer nada além disso, todo o negócio de família estava em jogo.

— Ai meu Deus! Vocês homens não pensam?! — me esforcei ao máximo para controlar o tom de voz. — Poderiam arrumar outro emprego, durante esse tempo a mamãe e eu poderíamos trabalhar, assim como a mãe da Kelsey e a própria Kelsey! Caramba, iríamos dar um jeito. — mordi a língua reprimindo a vontade de gritar um palavrão.

— Beatrice, estávamos no desespero, não era uma simples crise, e não poderíamos dar fim a empresa desse jeito, é uma herança de família! — ele ergueu a cabeça e me olhou com aflição.

— Herança de família? Céus! Você praticamente entregou tudo para a máfia! — respirei fundo sentindo meus olhos começarem a lacrimejar, tudo pela raiva do momento. Era exatamente isso que estava sentindo; raiva.

Raiva por eles terem mentido durante todo esse tempo, por terem fodido o nome da nossa família, acabarem com a empresa, e todo o resto que fazem para Bieber, sei que não estão salvando gatinhos, por Deus! Será que pensaram nas consequências? Digo, e aquele negócio de "compaixão nesse mundo" que conversei com Justin, e se alguém já estava de olho em nós, em mim e Kelsey, para afetar eles de alguma forma? Fodeu de vez.

— Seu tio, simplesmente, falou tudo? — perguntou em um tom de voz baixo, o olhei incrédula por estar preocupado com o que tio Paul tinha me falado e não com todo o resto.

— Está brincando, não é? — ri pelo nariz debochadamente enquanto limpava um lágrima rebelde que acabará de rolar por minha bochecha. — Puta merda. — murmurei.

— Com quem você veio? — revirei os olhos.

— Sei que vocês têm um novo chefe agora, qual o nome do antigo? — vi ele hesitar, ergui uma sobrancelha e observei o homem suspirar derrotado.

— Jeremy Bieber. — afirmei lentamente com a cabeça. Fechei os olhos respirando fundo e cortando o choro que estava preso em mim, limpei as lágrimas que haviam escapado, não foram poucas mas okay. Ao me recompor e ter certeza que não iria mais chorar na frente de meu pai, o olhei dentro dos olhos.

— Eu vim com Justin, Justin Bieber; o filho do seu ex-chefe, e o novo dono dessa merda toda. — falei fria, seca, sem emoções boas, apenas raiva e sentimentos ruins. Não esperei uma resposta, dei as costas e caminhei em direção ao carro de Justin que me esperava do outro lado da rua.

— Beatrice! — meu pai chamou alto, o ignorei com sucesso. Ele me conhece, sabe que não vai dar certo vir atrás agora.

— Pode ir. — falei para Bieber depois de adentrar seu carro e bater a porta, ele ligou ligou o motor e deu partida.

Encostei no banco de couro marfim e respirei fundo diversas vezes, não sou de chorar em momentos assim, só choro por coisas bestas, como filmes e séries. Em situações reais, não tenho paciência para choro ou tantas conversas, e infelizmente, é o caso agora. Apoiei meu cotovelo direito na janela e fiquei observando todos os borrões que passavam por nós, afinal, Bieber voava pelas ruas, ele deveria comprar asas para o carro no lugar da buzina. Deitei a cabeça no próprio braço sentindo a brisa fria bater em meu rosto, fechei os olhos. Queria que o tempo parasse agora.

Odeio situações difíceis como essa, não consigo saber se estou acordada ou tendo um pesadelo, não posso acreditar que meu pai, a pessoa que sempre foi exemplo para mim, está envolvido com mafiosos, que agora são meus "amigos" também, ótimo, muito bom mesmo. É terrível ser impulsiva e confusa em relações aos sentimentos, porque quando você decide o que sente; nada muda aquela decisão, sentimento ou seja o que for. Eu estou com raiva, muita raiva, por tudo em minha volta ser uma mentira. Em toda a minha vida, meu pai foi minha válvula de escape, sempre era minha saída das brigas com minha mãe, e agora? Quando o problema é exatamente ele.

Não gosto de agir como louca e ir contra o que digo, mas agora, já que não preciso dar orgulho para alguém ou, para agradar qualquer merda; irei começar a fazer as coisas por mim, só por mim, e que se foda todas as vezes que serei egoísta. Irei fazer minhas coisas, agir por mim e que se exploda o resto. Toda vez que tento agradar alguém, essa pessoa me decepciona antes, e esperei isso de todos, menos de meu pai, então, por mim que se foda tudo dessa vez.

— Chegamos. — a voz de Justin me puxou de meus devaneios, levantei a cabeça e esfreguei os olhos enquanto saia do carro. 

Estávamos em sua casa, talvez ele tenha tido dó de perguntar para onde a garota sofrida queria ir e, teve um bom coração quando me trouxe para sua humilde mansão, ou, para ser mais realista; ele teve preguiça de dirigir até meu apartamento e decidiu que me trazer aqui era mais simples, tenho certeza que foi a segunda opção.

— E ai? — Ryan chamou nossa atenção assim que entramos, os meninos estavam ali também, como sempre; todos jogados pelo enorme sofá assistindo um jogo de hóquei.

— Só falta checar o dinheiro. — Bieber jogou o envelope em direção a Ryan, o loiro pegou e, como se tivesse uma bola de cristal, seguiu para o escritório, logo, Justin me olhou brevemente e deu um sorriso amarelo antes de acompanhar Ryan até o local, pelo visto, eles que cuidavam da parte de organizar os cachês e tudo mais. Os meninos voltaram a assistir o jogo, suspirei frustrada abraçando meus próprios braços direcionando os passos até a escada, precisava dormir e só acordar quando a vida fizer sentido.

[...]

— Beatrice? — senti as mãos de alguém me sacudindo levemente pelos ombros, bufei abrindo os olhos e me virando, enxerguei Kelsey e me sentei, meu corpo parecia pesado.

— Uhm? — murmurei ainda "bêbada" pelo sono.

— O que rolou ontem à noite? — fechei os olhos.

— Hoje já é amanhã? — ouvi a risada confusa da ruiva e ela afirmou com um tom de voz baixo, só essa doida para entender minhas doideiras. — Me deixa tomar um banho e escovar os dentes, já volto. — concordou. 

Preciso tomar coragem para falar tudo em sua frente sem chorar, também preciso ser mais adulta que nunca agora; mesmo tendo certeza que não irá funcionar por muito tempo — digamos que eu sou péssima lidando com minha raiva —, sinto que mais brigas como a de ontem estão por vir, céus.

[...]

— Isso não pode ficar assim! Você tem ideia de tudo que essa droga envolve? — a ruiva gritava comigo enquanto andava pelo quarto, para lá e para cá.

Como está claro no tom de voz e nas atitudes da garota; a notícia não foi recebida de braços abertos, principalmente quando descobriu que a empresa não existia mais e que a herança garantida sumiu junto. Após fazer minha higiene e ficar devidamente arrumada para uma casa cheia de garotos traficantes; me sentia mais recuperada dos recentes acontecidos mas, ao receber essa reações de Kelsey; sei que nem mil banhos adiantariam.

— Kelsey, você precisa se controlar, acredite em mim quando digo que surtar não vai dar em nada, só precisamos... — fui interrompida pela risada irônica da garota.

— Vou fugir. — falou séria, como se realmente cogitasse a ideia. — Não vou ficar em um mar de mentiras. — iria reclamar de seu drama mas, lembrei que fiz quase pior ontem.

— Por favor, seja sensata, só dessa vez. — reclamei, exausta daquilo. Respirei fundo colocando uma mecha de cabelo atrás da orelha, já controlando a raiva que nem havia chegado direito.

— Como? — cruzou os braços parando em minha frente, ao lado da cama.

— Toda vez que precisamos lidar com algo sério, você age como criança e eu lido com tudo, todas as situações complicadas você fica zoando ou dando show, caramba! Agora é diferente, envolve seu e meu pai, nossa família, nosso futuro, pode agir de forma matura, por favor?! — meu tom de voz se exaltou na última parte e eu até me arrependi. 

Não deveria estar descontando minha raiva nela; foi Kelsey quem me ajudou a sair de casa, a me livrar do inferno e todo o resto, estou sendo egoísta com meus atos, mas, caralho, não preciso ser eternamente grata. Sei que já deveria ter conversado sobre isso antes, mas, não dá quando tenho medo que sua reação seja como essa. Nunca quis pagar de adulta ou de mandona, longe de mim ser um robô 2.0 da minha mãe.

— Está falando sério? — olhou em meus olhos.

O fato é que, não posso ser adulta toda hora, não posso estar sempre resolvendo tudo, não dá para carregar meu mundo e seu mundo apenas em minhas costas; ela precisa entender isso. Assim como eu não deveria estar descontando raiva nela; a ruiva deveria estar evitando fazer tal coisa. Tenho muitas emoções acumuladas dentro de mim, depois de descobrir essas merdas; estou uma bagunça por dentro, não dá para ser a "mãezona" sempre.

— Não quero brigar, estamos de cabeça quente e é um péssimo momento. — suspirei me levantando.

— Não, agora vamos terminar essa conversa. — a ruiva se sentou em minha cama, como se aquilo fosse me impedir.

— Pode agir como a criança que é, fique sentada ai. — bufei alto. 

O short jeans escuro que eu estava usando era confortável e, por mais que seja curto, era "tranquilo" para usar perto dos caras. A regata era um pouco folgada e cavada aos lados, a cor caramelo prevalecia dando destaque as listras pretas, o tecido valorizava meu corpo. Ao ter certeza que minha roupa estava "apresentável", abri a porta do quarto e sai brava, desci as escadas rapidamente encontrando os caras na sala, como sempre. Suspirei indo até o sofá em que todos estavam acomodados e me sentei no último lugar, deixando o cotovelo apoiado no "braço" do sofá, cruzei as pernas e fingi prestar atenção no filme de ação que passava, ignorando os olhares curiosos dos caras em mim, certeza que ouviram a briga. Bufei derrotada pelos olhares e levei a atenção para Ryan.

— Ela está lá no quarto, dando chilique. — fui breve cruzando os braços balançando a perna que estava por cima e voltei a encarar a tevê.

— Vou lá, tentar acalmar a... — os passos pesados na escada interromperam a fala de Ryan, revirei os olhos já sabendo de quem se tratava.

— Não precisa, vou para casa. — a garota veio até a poltrona próxima de mim e pegou sua bolsa de lado, sem nem olhar em minha direção.

— Vou te levar. — Ryan se levantou.

— Não precisa, não vou para o apartamento. — todos a olharam confusos, continuei parada olhando a porra da tevê.

— A criança vai fugir dos problemas, outra vez. — ironizei rindo pelo nariz. Estava sendo mais criança que ela, meu Deus.

— Cala a boca, droga! — fechei os olhos respirando fundo diversas vezes.

— Certo, deu. — Ryan foi até a garota e ouvi os passos deles se afastando até a porta de entrada. — Vamos resolver isso no carro, e você vai voltar para o apartamento sim, ou para minha casa, decida-se. — Ryan está bem possessivo por saber que Kelsey nunca esteve mais desprotegida que agora, afinal, o namorado e a família dela estão envolvidos com essas porras. — Falo com vocês depois. — Butler falou para os caras e sorriu fraco para mim antes de sair acompanhado da ruiva que, só deu tchau aos garotos.

— É a primeira vez que vejo vocês duas brigando. — Justin comentou quando o casal saiu e todos voltaram a assistir o jogo.

— Briga séria é a primeira vez. — respondi, e então, o silêncio pairou e voltamos a ficar atentos ao filme que passava. Com pouco tempo assistindo, lembrei de já ter assistido, o nome é "John Wick", ótimo filme, um de meus preferidos.

[...]

Levei o olhar até o relógio perto da tevê e suspirei ao ver que já era quase meia noite, os caras já haviam ido embora e Justin passava de canais em canais aleatoriamente enquanto meu corpo estava relaxado no sofá, até meus nervos estavam mais relaxados. 

— Vou arrumar minhas coisas para ir. — murmurei.

— Eu te sequestrei, né? — jogou a cabeça para trás e riu pelo nariz.

— Sim, mas posso ir andando, gosto de caminhar, principalmente à noite. — me levantei.

— Você mora quase em outra cidade. — meio exagero e meio verdade okay. Só lembro que demorou bastante vindo para cá, talvez seja a tortura de aguentar Bieber de TPM.

— Está aprendendo a ser dramático assim com quem? — ri colocando uma mecha do cabelo atrás da orelha e cruzei os braços, divertida.

— Convivência contigo é um problema. — revirei os olhos rindo.

— Okay, okay. — dei de ombros. — Você me leva para o apartamento então?

— Você, orgulhosa que é, vai continuar no apartamento? Certo, estou surpreso. — lhe mandei o dedo do meio, acompanhando sua risada.

— Não tenho para onde ir, Bieber. — suspirei passando a mão livre pelo cabelo colocando todos os fios para trás. — Outra vez, preciso me mudar para Nárnia. — ri sem humor. — Sei que uma hora irei me resolver com Kelsey, o problema é ter que ficar nas custas de meu tio e meu pai, com o dinheiro deles, as coisas deles, não vai rolar para mim. E, sejamos sinceros, dou dois meses para Ryan e Kelsey decidirem morarem juntos, não vou ficar com um apartamento grande daqueles sozinha, também não quero mais ficar lá, é terrível quando sua "casa" não parece mais ser sua "casa", mil vezes merda. Preciso começar a trabalhar com algo simples, que não atrapalhe a escola, só para arranjar um lugar, enfim... Só dramas da vida. — cortei minha própria fala ao perceber que estava desabafando com Bieber, logo ele. — Vou pegar minha mochila. — avisei. 

— Relaxa que, por incrível que pareça, você não está incomodando... Não muito. — torceu o nariz fazendo uma careta e rindo baixo. Já citei que ele de bom humor até parece gente? — Pode ir dormir, amanhã te levo. — eu já havia faltado quase toda a semana na escola, quando decidi ir, fui sequestrada. Amanhã é sexta-feira e não tenho ânimo algum para ir, então, não é uma ideia ruim.

— Okay. — sorri fraco. — Valeu. — murmurei, e outra vez, o filho da puta deu um sorriso de lado sexy pra cacete, me deixando até distraída. — Seu nariz tá sangrando. — avisei ao notar o nariz do loiro escorrendo o líquido vermelho.

— Não tô frescando para ficar fazendo curativos todo dia, daí mandei a puta embora. — esclareceu, tentando limpar com a mão. — Porra. — xingou, talvez estivesse doendo novamente pela falta dos remédios, afinal, sua cara ainda não estava boa; arranhões, o olho roxo e outros machucados permaneciam, porém, não tão ruins como antes.

— Mas você é uma porta mesmo. — voltei a me sentar no sofá, peguei um guardanapo de papel limpo da mesa de centro que, estava por cima da caixa vazia de pizza, provavelmente, deixada pelos caras.

— Uma porta? É o que? — ri baixo segurando seu queixo e erguendo com delicadeza seu rosto, dobrei brevemente o guardanapo e segurei na sua narina com cuidado para que minha unha grande não piore tudo.

— Portas não possuem cérebros. — expliquei, pude perceber um revirar de olhos rápido do garoto. — Maleta de primeiros socorros? — questionei.

— Têm umas pela casa mas, são para quando chegamos de missões, para coisas sérias. — afirmei pegando em sua mão e a levando até o guardanapo, para que o segure enquanto eu pegava outro, no mesmo lugar, e checava se era só um lado que estava sangrando. — Ah, tem aquela que a loira vadia estava usando, lá tinha remédios e coisas essências para essas frescuras.

— Isso ajuda. — falei tranquila. Ao ter certeza que só sangrava de um lado, joguei o guardanapo que estava em minhas mãos, no lixeiro mais próximo.

— Vem, me ajude a pegá-la. — estranhei a frase mas, não falei nada, não senti maldade nas palavras, talvez só queira ajuda por ser preguiçoso e não querer descer com tudo. Mandei que continuasse segurando o guardanapo enquanto estávamos nos levantando.

— Onde está? — perguntei o seguindo, logo, subindo as escadas ao seu lado.

— Meu quarto. — respondeu calmo.


Notas Finais


o plano é postar domingo mas nunca dá certo. COMENTEMMMMMM <3


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