História Toward Happiness - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter, The Prince of Tennis
Tags Crossover, Fem Harry, Prince. of. Tennis
Exibições 11
Palavras 2.103
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Artes Marciais, Colegial, Comédia, Crossover, Escolar, Esporte, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Cross-dresser, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Capítulo 1


O suave e macio tom de branco se estendia até onde o olhar alcançava. Um imenso cobertor de nuvens, tingido pelas cores do sol de verão. Era quase como um mar de algodão macio.

Uma menina pequena, com o queixo apoiando em sua mão e cabelos negros curtos, observava tudo isso através da janela do avião. Ela parecia ter por volta da idade de onze anos, com o corpo magro, olhos de um verde intenso e brilhante. Mesmo sendo uma menina, ela vestia uma rouba obviamente masculina: uma calça jeans lavado azul claro, um blusão cinza da Nike, e um tênis preto com detalhes em prata. Agora, ela era Kobayashi Yuri, mas no passado, ela havia sido conhecida como Heather Potter, a Menina-Que-Sobreviveu.

Durante a batalha final, ela havia sido atingida por uma maldição de regressão, que forçava o corpo a regredir a idade de seis anos. Com Voldemort morto, Yuri havia visto aquela ‘maldição’, como uma nova oportunidade. Uma chance abençoada. Uma recompensa, para toda a merda que ela havia sido forçada durante dezessete anos. Sem que ninguém soubesse o que havia acontecido, ela havia aparatado no Gringotes na madrugada após matar Voldemort, solicitando uma audiência com o chefe dos duendes: Ragnok.

Após doze horas, três centenas de galeões, um ritual para desaparecer com toda e qualquer cicatriz de seu corpo (que poderia ser usada para lhe identificar), outro ritual para acabar com os efeitos colaterais das maldições e de ter passado por uma guerra, uma identidade completamente nova e metade de seu ouro convertido em dólares; Kobayashi Yuri embarcou em um avião em direção aos Estados Unidos, e Heather Potter desapareceu.

Yuri estava decidida a ter uma simples vida trouxa. Ter a infância que ela nunca foi capaz de ter. A vida que ela sempre desejou.

Até o momento, ela estava sendo incrivelmente bem sucedida.

Ela havia cursado a escola trouxa, dedicando-se completamente a sua educação (Hermione teria ficado orgulhosa dela se soubesse), e havia descoberto mais sobre si mesma no primeiro ano, do que em toda a sua vida. Yuri havia descoberto que adorava bandas de rock e música clássica. Ela descobriu um incrível talento para guitarra e piano, ao qual ela havia escolhido para aprender pelo simples prazer de fazê-lo. Ela descobriu que preferia roupas masculinas, porque elas eram muito mais confortáveis e o cabelo curto era muito mais pratico e ela gostava disso (principalmente agora, que ela não tinha que esconder uma cicatriz). Ela havia descoberto que adorava psicologia e química (o que havia sido uma surpresa, dado o seu passado com poções). Ela também havia descoberto um gosto em patinar no gelo. Era algo realmente relaxante, principalmente quando ela estava estressada.

Sua nova vida era ótima, mas ela havia sentido falta de praticar algum esporte. Ela havia amado quadribol. E ela sentia falta da rotina de treino e formação física. Foi assim que, um ano depois, ela conheceu sua mais nova paixão esportiva: tênis. Ela havia visto alguns garotos jogando em uma quadra de rua, ela tinha sido amor à primeira vista.

A velocidade, o foco, a energia… Yuri sabia que ela amaria tênis muito mais do que havia amado quadribol.

No final daquela dia, ela havia chegado em casa com todo um kit de tênis básico: três raquetes, bolas, bolsa de tênis, roupas, calçados apropriados, pesos, munhequeiras, livros sobre regras e o básico sobre o esporte, assim como alguns vídeos que ensinavam a jogar.

Em um ano, Yuri podia se considerar uma jogadora regular. Em dois anos, ela havia se tornado uma boa jogadora. Em três anos, ela havia ficado ainda melhor. Agora, cinco anos depois de ter começado a jogar, ela se considerava uma excelente tenista.

Ela havia participado de um pequeno punhado de torneios amadores, nada grande o suficiente para ser coberto pela imprensa. Ela havia superado seu desgosto por repórteres, já que os repórteres trouxas (com exceção dos paparazzis) tinham escrúpulos e um grande medo de advogados. Mas isso não significava que ela estava jogando para se exibir. Ela só amava tênis.

E foi por seu amor ao tênis, que ela havia decidido de mudar de sua confortável casa em Phoenix no Arizona, para Tókio no Japão.

Ela havia escutado sobre nível excepcional dos jogadores japoneses e ela queria comprovar isso com seus próprios olhos. Além do mais, ela sempre havia gostado do Japão, motivo pelo qual seu novo nome era de origem japonesa.

[Senhores passageiros, iremos desembarcar no aeroporto internacional em poucos minutos. Pedimos que todos retornem a seus lugares, coloquem o cinto de segurança e desliguem seus aparelhos eletrônicos. Obrigado.] A voz da comissária de bordo fez com que Yuri saísse de seus pensamentos.

Yuri se ajeitou em seu acento, desligando seu blackbarry, para então puxar o cinto de segurança.

Dez minutos depois, ela sentiu o avião inclinar e aterrissar em segurança. Saindo de seu acento, ela seguiu para a porta do avião, onde uma comissária de borda japonesa a aguardava com um folheto.

Seja bem-vinda a Tókio. Espero que sua estadia seja agradável. — Desejou a comissária, em inglês, lhe entregando o folheto.

— Arigato gozaimasu. — Respondeu em um japonês perfeito, sem nem mesmo um toque de sotaque estrangeiro, o que lhe valeu um olhar surpreso da mulher.

Yuri sorriu de lado, antes de sair do avião.

Chegando no interior do aeroporto, ela começou a ler as placas para se orientar, indo até a área para recuperar sua bagagem. Porém, no momento em que ela chegou na área de bagagens, ela se deparou com uma cena cômica. Um funcionário da segurança do aeroporto correndo atrás de um gato do Himalaia. O gato parecia ser muito inteligente, pois ele conseguiu driblar o segurança, fazendo-o colidir com algumas malas empilhadas no chão.

Yuri tentou, mas ela não pode deixar de rir da cena.

Então o gato de virou em sua direção e, antes mesmo que ela pudesse ter algum tipo de reação, o gato pulou sobre ela e, por reflexo, Yuri o pegou. Ele olhou para ela, como se estivesse julgando-a, antes de começar a ronronar manhosamente. O segurança a encarou com descrença, balbuciando alguma coisa sobre ‘gato endiabrado’, quando Yuri viu um garoto se aproximando de onde estava.

Ele deveria ter por volta dos doze anos, com cabelos negros esverdeados e olhos cor-de-mel afiados. Ele usava um boné branco e carregava um saco de tênis preto em suas costas. Provavelmente, ele era o dono do gato. Porém, ele parou, quando uma voz masculina o chamou:

Ei! Ryoma! Você pegou Karupin?! Nós temos que pegar o resto de nossas malas!

Yuri olhou para o homem que havia falado, arqueando uma sobrancelha diante da aparência dele. Ele deveria ter por volta dos trinta e poucos anos, barba por fazer e usando um uniforme de monge surrado. Ele também estava falando em inglês, apesar do fato de estarem no Japão e aparentar ser japonês. E, estranhamente, ele lhe parecia familiar.

Estou indo, oyaji. — Respondeu Ryoma em inglês, exceto pela última palavra. — Karupin queria esticar as pernas um pouco.

O homem, que Yuri poderia supor ser o pai do menino, piscou um pouco surpreso, antes de notar que ela estava segurando gato, Karupin.

Ahm?! Quem é você?! E por que está segurando o gato do meu filho?! — Exclamou incrivelmente alto, ainda em inglês, embora ele não soubesse que ela poderia entendê-lo.

Yuri lançou um olhar para o homem, antes de entregar Karupin para o menino.

É rude pedir o nome de alguém, sem antes dizer o seu. — Respondeu em inglês, de forma calma.

O homem finalmente parecia ter notado que estava falando em inglês, quando escutou ela falar outra língua de forma perfeita.

— Você fala inglês… — murmurou ele de uma forma um pouco estúpida, agora passando a falar japonês.

— Sim, seria difícil não falar, sendo que morei na América desde os seis anos. — Respondeu tranquilamente, andando em direção à esteira onde poderia recuperar suas coisas.

— Realmente? Eu e minha família somos da América! Nós acabamos de nos mudar para o Japão, para que o pequeno Ryoma aqui, pudesse ir na minha antiga escola e se juntar ao clube de tênis. Ah, a propósito, sou Echizen Nanjiroh.

Yuri congelou ao escutar o nome.

Oh.

Agora ela sabia por que o homem parecia tão familiar.

Ele era Echizen Nanjiroh. O Samurai Nanjiroh. O famoso jogador de tênis. Um famoso jogador de tênis que, se a revista de mulheres de rouba de banho saindo de dentro de sua bolsa queria dizer alguma coisa, era um pervertido.

— Meu nome é Kobayashi Yuri. E eu só estava segurando o gato, porque ele pulou em cima de mim. — Respondeu, voltando a sua atenção para a esteira de bagagens, vendo suas coisas se aproximando.

Ela puxou uma mala pequena preta e uma mochila de tênis azul escuro, com ‘K. Yuri’ bordado em letras brancas.

— Oh! Kobayashi-kun, você joga tênis? — Perguntou Nanjiroh curioso, vendo-a colocar a mochila de tênis sobre os ombros.

— Um pouco. — Ela não ia falar que era boa, ou experiente. Não para um ex-jogador profissional que, se ela podia confiar em sua avaliação física que nunca havia sido errada, ainda estava em forma.

— Oyaji, temos de ir. — Falou Ryoma, claramente irritado com a demora de seu pai.

— Você é bom? Talvez você e Ryoma possam jogar alguns jogos. — Convidou sorrindo amplamente, ignorando Ryoma completamente.

Yuri pensou por um momento.

Se Ryoma havia sido treinado pelo pai, era muito provável que ele era um ótimo jogador e, certamente, seria muito divertido jogar com ele. Mas vendo a expressão de irritação do menino, ela sabia que ele não estava interessado.

— Você quer jogar? — Perguntou, virando-se para encarar o menino que mantinha uma expressão de frustração.

Sua única resposta foi um encolher de ombros, que soou muito como um ‘não faço questão’.

— Nesse caso, tenho mais o que fazer. Talvez nos encontremos em outro momento. Adeus. — Falou, pegando suas coisas e saindo do aeroporto e indo em direção ao ponto de taxi.

Encontrando um taxi desocupado, ela esperou o taxista colocar sua mala no porta-malas, para que ela sentasse no banco de trás do taxi. Depois de dar o endereço da casa que os duendes haviam comprado a seu pedido, ela abriu sua mochila de tênis e procurou os folhetos das três escolas que ela estava interessada. Ela havia pesquisado várias escolas no Japão, com clubes de tênis e, no final, ela havia pré-selecionado três escolas: Hyotei, Rikkaidai e Seigaku.

Hyotei, ao que tudo indicava, era uma escola para crianças ricas. O clube de tênis era bom e tinha uma política de ‘rebaixar os perdedores e promover os vencedores’. Era um boa escola, mas Yuri não sabia se poderia lidar com a política de um clube assim, sem mencionar que, mais do que provavelmente, ela teria de lidar com um bando de riquinhos mimados. Uma terrível imagem de uma escola cheia de Dracos Malfoys a fez se arrepiar.

Rikkaidai era surpreendente também. Tinha um bom currículo escolar e seu clube de tênis havia vencido o campeonato nacional nos últimos 15 anos. Era algo realmente surpreendente.

Seigaku parecia ótimo também. O currículo era bom, seu clube de tênis também tinha uma boa reputação, com alguns jogadores ótimos. Além do mais, Seigaku era…

Oh.

Yuri arregalou os olhos, enquanto olhava para o folheto da Seigaku.

Seigaku era a antiga escola de Echizen Nanjiroh. Então, isso significava que aquela seria a escola que Ryoma estaria participando.

Um pequeno sorriso matreiro surgiu em seus lábios.

Ela tinha uma pequena intuição de que as coisas seriam interessantes perto de Ryoma.

Yuri tirou o seu blackbarry de dentro do bolso, escrevendo uma mensagem para o seu advogado, Will Parker, um aborto que os duendes havia lhe indicado. Ela já sabia qual escola ela estaria participando e só precisava que Will marcasse a reunião para fosse encontrar o diretor e providenciar a papelada de sua matricula.

Vinte minutos depois, o taxi parou em frente a sua nova casa. Pegando sua mala, ela pagou pela corrida, antes de olhar para a casa que os duendes haviam lhe comprado, antes de sorrir de lado. Parecia que eles haviam seguido perfeitamente suas especificações.

A casa era bonita de madeira, com três andares, em um tom amarelo claro, com telhado azul escuro. Havia muitas janelas grandes, o que deixaria muita iluminação entrar na casa (algo que havia sido uma de suas exigências). Ela tinha várias árvores na parte da frente, trazendo um ar agradável, com um delicado muro branco. Preso ao muro, uma plaquinha de bronze com o nome ‘Kobayashi’ escrito em kanji.

Yuri caminhou para dentro de sua casa, sua alma leve e ansiosa, pronta para continuar sua tranquila e agradável vida no mundo trouxa.


Notas Finais


Primeiro capítulo feito.
Eu tive essa ideia, depois de ler uma fic que o autor havia abandonado.
Eu escolhi o nome Yuri em homenagem a mãe da Heather (fem Harry), porque Yuri significa flor de lírio. Sem mencionar que Yuri também é um nome unissex, e eu pretendo fazer algumas cenas engraçadas com o fato de que a Yuri usa roupas de meninos, e todos acreditam que ela é um menino. Ah, se alguém está tentando imaginar como a Yuri é, basta pegar uma imagem da Fujioka Haruhi de Ouran High School Host Clube, e imaginar ela de olhos verdes e com o cabelo um pouco mais bagunçado. E a casa da Yuri é essa (http://vignette1.wikia.nocookie.net/ccs/images/e/ec/Sakura's_House.jpg/revision/latest?cb=20150618141127).
Espero que todos tenham gostado da fic.
Beijinhos e até mais =3


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