História Tower Black - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Baekyeol, Chanbaek, Chansoo, Hunhan, Kaisoo, Sebaek, Sekai, Sulay, Taohan, Taoris, Xiuchen, Xiuhan
Visualizações 14
Palavras 2.000
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Yah. Olá olá Little babys, eu tenho ideias bem complexas para essa história, porque quero criar um universo a partir dela, então bom, peço perdão por ter um ritmo de atualização lento.

Capítulo 2 - Maldito Bug.


O barulho de estática ficou mais alto, indicando que a transmissão havia terminado. Com um muxoxo inconformado, o jovem de cabelos negros mudou a frequência de seu comunicador sem fio. A pele brilhava sob a luz forte do sol, com algumas gotas de suor começando a brotar dos poros e a grudar a camisa preta de mangas compridas ao corpo esguio.

— Quanta bobagem — Ele disse através do microfone preso na gola, um mínimo ponto preto que mal podia ser percebido.

— Então, por que você continua ouvindo — Foi a resposta que veio do outro lado da linha — A voz do Kyungsoo nem é tão bonita assim...

— Cala a boca, Chen — Houve uma pausa na transmissão e o som forte do vento tomou seus ouvidos — Estou chegando perto, chame o SeHun.

Ele ajeitou os óculos escuros e extremamente leves no rosto magro, fitando o céu azul.

— SeHun na escuta, prossiga.

Ao ouvir aquela voz rígida, ele sorriu de maneira divertida. Quando estavam em uma missão, Oh SeHun era só negócios.

— Cheguei ao local das coordenadas. Alguns metros acima, claro. Posso perguntar de novo por que acreditamos nesse informação do Byun?

Do outro lado da linha, SeHun suspirou irritado. Aquela conversa já se repetira pelo menos umas quatro vezes.

— Dessa vez parece que a coisa é quente, Park. Deixe de implicância.

“Implicância?”. Ele se empertigou e quase perdeu o equilíbrio com uma lufada de ar mais forte. Sentiu vontade de gritar que ninguém em sã consciência confiaria em Baekhyun, mas resolveu não reviver a mesma discussão de horas atrás. Já que perdera tempo para chegar ali, por que não confirmar se o que o informante dizia era verdade?

— Está bem, está bem. Você venceu, Oh — assumiu um tom sério, agora a missão era pra valer — Peço permissão para agir.

O som do vento tomou seus ouvidos novamente, enquanto seu melhor amigo ponderava sobre o que deveria responder.

— Permissão concedida. Tenha cuidado, Yeol.

Sem pensar duas vezes, saltou da amurada do prédio com seus 50 andares. Fechou os olhos por uma fração de segundo apenas para que pudesse sentir o vento bater contra o rosto. Amava aquela adrenalina. Girou o corpo, de forma que ficasse em pé em pleno ar e retirou a _grappling gun_ do cinto. Uma pistola escura e leve, acoplado na boca do cano havia um gancho metálico.

Sem muitas dificuldades, fez mira e atirou o gancho de aço em direção a uma grossa viga de ferro. Não temia errar o tiro e espatifar-se no chão, pois sabia que era bom demais para cometer um erro tão bobo.

O gancho se prendeu na viga como as garras de um predador que fecham sobre sua presa. A corda de escalada deixou a arma com um chiado baixo e Chanyeol permitiu que ganhasse uns bons metros antes de travá-la. Quando sentiu o empuxo, aproveitou sua velocidade para fazer uma curva angulada e entrar de forma certeira na janela marcada. Aterrissou e seus sapatos esmagaram diversos cacos de vidro espalhados pelo chão. Diante da escuridão do lugar, as lentes dos óculos mudaram de cor, tornando-se esverdeadas. Ele sorriu satisfeito, aquele equipamento tinha lhe custado todas as suas economias e alguns favores, mas valera o esforço. A torre controlava com mão de ferro quase todos os recursos de alto nível. Por isso, conseguir no mercado negro lentes que forneciam visão de infravermelho, visão noturna e _zoom_ era um grande feito.

— Estou dentro — sussurrou pelo comunicador. Não sabia qual a distância até a sua mercadoria, mas preferia evitar encontros desnecessários. Vândalos rondavam aquelas regiões longe dos domínios da torre e eles não eram nada amigáveis.

— A escada de incêndio fica no corredor à direita — disse SeHun — Vá até lá e desça mais cinco andares.

Olhou ao redor, analisando a sala. Não sobrou muita cosia além de vidro e móveis quebrados, mas dava para perceber que um dia aquele lugar fora um escritório. Divisórias estraçalhadas se espalhavam pelo chão ao lado de folhas rachadas de papel eletrônico. Tudo o que era de valor ou que ainda poderia ser reutilizado já tinha sido roubado e agora a sala não passava de um depósito de entulhos. Se dentro da zona da torre era difícil encontrar locais bem organizados – com exceção do setor em que a torre ficava – ali fora, no território de ninguém, a destruição e o abandono pareciam ainda piores.

— Este lugar precisa de uma faxina urgente. Onde está o projeto perfeito?

Ao passar por uma abertura na parede, avistou um longo e escuro corredor. Agradeceu mais uma vez pelos preciosos óculos e tomou a direita. Se aproximava da saída de incêndio enquanto observava as salas daquele prédio.

— Sem querer parecer chato, este lugar não tem mesas sobrando. Como vamos encontrar um HD intacto por aqui?

— Parecer chato, você não parece, Chanyeol. Você é chato! — Ouviu Chen dizer do outro lado da linha.

— Você disse isso porque não está aqui, Chen, respirando esse agradável cheiro de morfo. Cadê o SeHun?

— Estou aqui. Chen vai preparar as coisas para te tirar daí. Agora estamos os três na linha.

— Que ótimo... — O sarcasmo tomou sua voz — Adoro quando Jongdae participa pelo comunicador, é tão agradá...

Não conseguiu terminar o que iria dizer. Assim que abriu a porta para a escadaria de incêndio, o cheiro forte de decomposição tomou suas narinas. Sentindo o estomago embrulhar, levou as mãos à boca e prendeu a respiração. É, dessa vez talvez Baekhyun tivesse razão quanto àquele lugar ser quente.

— Chanyeol? O que houve? Chanyeol?

Fechou os olhos e concentrou-se em recuperar a postura. Os gritos preocupados de SeHun chegavam a causar pontadas nos ouvidos. Contou até dez e voltou a fitar a escadaria de corpos dilacerados.

— Eu acho que estou chegando perto — disse baixinho — Está cheio de gente morta aqui.

As paredes assim como o chão estavam sujas com o sangue seco. O cheiro parecia piorar a cada andar que descia e mais corpos apareciam em sua frente, tomava cuidado para não pisar em nada. Perguntava-se quem eram aquelas pessoas, se eram moradores que se recusaram a seguir as ordens da torre e então fugiram das zonas ou então eram as pessoas que a torre eliminava e jogava em qualquer canto. Ou então eram sequestrados? Ouviu dizer que na última semana 15 pessoas sumiram do setor 4 sem deixar rastros.

— Isso é mau — SeHun tinha a voz carregada de tensão — fique atento.

— Eu deveria ter trazido uma máscara — Fez uma careta por causa do fedor.

Desceu mais um lance de escadas, com cuidado saiu da escadaria e entrou em um corredor mais iluminado. Agora que se encontrava em um terreno claramente hostil, deveria ser o mais silencioso possível. Sabendo muito bem daquele fato, SeHun tratou de passar mais coordenadas.

— De acordo com Baekhyun, o HD está nesse andar. Não sabemos onde exatamente, então comece a procurar.

“Como sempre”, pensou inconformado. No corredor havia uma fileira de corpos, tantos como na escadaria. Decidiu seguir a trilha. Reconheceu os uniformes de alguns corpos, eram soldados da torre, provavelmente estavam preparando algo para aquele prédio. Os atiradores tinham uma profissão arriscada, as missões geralmente eram em locais sem segurança alguma. Era por isso que poucos homens tinham coragem de se alistar. SeHun havia sido um deles por meses, mas não aguentou a pressão.

Passou por diversos escritórios antigos, adentrando num labirinto de escombros marcados por um rastro interminável de sangue e dejetos. Teve que conter a vontade de vasculhar os escombros em busca de equipamentos, o HD era sua prioridade. De repente, viu-se em uma sala que, em sua outra extremidade, dava para um novo cômodo. Com cautela, caminhou naquela direção e finalmente avistou o objeto desejado.

Agachando-se, pôde visualizar melhor o que teria de enfrentar. Era por volta de 30 cães adormecidos, deitados justamente ao redor do HD, como se tivesse sido colocado ali propositalmente.

O ambiente fechado, sem circulação de ar tornava o mau cheiro intolerável, queria agilizar logo aquela missão. Não via outra alternativa a não ser andar entre os cães esperando que tudo terminasse bem.

Devagar em sem fazer ruído, iniciou seu perigoso percurso. Os espaços entre os cães eram bem estreitos e ele precisava de todo o cuidado para não pisar numa cauda. A cada passo dado com sucesso, comemorava em silêncio. Contudo, a parte mais perigosa daquela missão ainda viria. Sabia que as feras acordariam eventualmente, talvez assim que pegasse o HD. Naquele momento, precisaria contar com toda a sua sorte para sair ileso.

Com mais alguns passos cautelosos já estava quase chegando ao seu objetivo. Os cães continuavam dormindo. Tudo parecia ir muito bem até que em uma fraca ventania tomou conta da sala. Os cachorros se mexeram irrequietos e alguns abriram as longas mandíbulas, bocejando. Chenyeol arregalou os olhos assim que avistou um jovem sorridente se materializar bem ao lado o HD. Era um _Bug_.

Sem demonstrar preocupação com os diversos cães que acordavam, o jovem apanhou o pequeno objeto metálico e o colocou no bolso. O sorriso em seus lábios se alargou mais ainda quando se deu conta de que o garoto o observava. Ele lhe endereçou um acedo de mão malicioso.

Com um forte impulso, Chanyeol correu em sua direção na tentativa de impedir que ele saísse daquela sala com o objeto. Pisando na cabeça de um cão recém-desperto, segurou no casaco do jovem intruso. Ele assustou-se quando um soco foi acertado em seu rosto.

— Chanyeol, o que está acontecendo ai? — Chen gritou do outro lado da linha.

— Temos um concorrente — Respondeu enquanto desviava-se dos dentes de um dos cães e ainda tentava manter o jovem no chão. — Ah. Droga! Qual a saída mais próxima?

— Sacadas, Yeol. Corra até elas. — SeHun disse, parecia inquieto.

Retirou o HD do bolso do garoto e se levantou depressa, puxando o rapaz consigo, não deixaria que ele morresse ali. No entanto, sentiu um impacto em sua costela e gemeu de dor. O jovem pegou o HD e correu para longe de Chanyeol, o deixando com um caco de vidro enfiado nas costelas.

— Precisam me tirar daqui — Disse enquanto tentava correr atrás do ladrão mesmo que suas costelas latejassem.

— Não perca o HD, Yeol! — SeHun gritou.

— É fácil falar.

Levou a mão até o coldre preso em sua cintura e puxou a 9mm, destravou a arma e começou a disparar em direção aos animais que corriam ferozmente em sua direção. Tinha 15 balas e 30 cães atrás de si, com certeza estava em desvantagem. Olhou para frente e bufou de raiva quando não viu mais o garoto a sua frente, continuou correndo até a sacada para que então pudesse fugir das feras. Quando chegou na sacada, já estavam sem balas e sem outra opção de saída, então se jogou.

— É bom que você seja bom de mira, Jongdae — Fechou os olhos.

— Eu nunca erro.

Ouviu o som do disparo e foi aparado por uma rede, como em uma armadilha. Olhou para cima e observou Jongdae acenar para si de dentro do helicóptero e então o cabo de aço preso na rede começou a puxa-lo para cima.

— Você pegou o HD? — Chen perguntou assim que estava dentro do automóvel.

— Eu estou bem, obrigado. — Disse sarcástico.

— Você pegou? — SeHun repetiu a pergunta e obteve o silêncio como resposta.

Levou a mão até as costas e quando sentiu que o caco de vidro ainda estava ali, suspirou.

— Estamos ferrados. — SeHun passou a mão nos cabelos

— Nós não. Baekhyun está. — Chanyeol disse irritado — Agora vocês podem tirar isso?

Virou-se de costas e mostrou o caco de vidro preso em sua costela. Sem pensar duas vezes, SeHun levou a mão até o pedaço de vidro e o puxou de uma só vez. Chanyeol engoliu em seco por conta da dor e fechou os olhos com força. Jongdae soltou uma risadinha e olhou para o piloto do helicóptero, este que parecia desconfortável com a situação.

— Não se preocupe, ele está acostumado com a dor. — Chen levou a mão até o ombro do piloto e apertou fracamente aquela região, tentando passar conforto — Leve a gente para casa, Kim Minseok. 


Notas Finais


Espero que tenham gostado e eu volto assim que puder. Ainda tem algumas coisas sem explicação como "Por que eles estão presos ai?" "Por que a torre controla tudo"... Tudo será bem explicado no decorrer da história, tento escrever com calma para que nada fique sem sentido.

Beijos e até o próximo capitulo.


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