História Toxic - Capítulo 26


Escrita por: ~

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Categorias Teen Wolf
Tags Stydia
Exibições 104
Palavras 2.382
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 26 - Desespero


Malia estava dentro de seu carro a alguns bons minutos, parada do lado de trás da escola de Lydia, onde havia combinado de encontrá-la 10:30, jogando em seu celular para passar o tempo. Curiosa como era, não aguentou esperar em sua casa, ate havia acordado cedo, o que era um milagre! Passava das 10:15 quando a morena bloqueou o celular, cansada da fase do seu jogo preferido que não conseguia passar. Estava cansada, havia trabalhado ate as 3 da manha na lanchonete que agora era garçonete, deveria estar dormindo ainda, ate meio-dia, pelo menos. Apenas Lydia para fazê-la acordar ainda de madrugada!

Malia encostou a cabeça no banco e fechou os olhos, a ruiva poderia acordá-la quando chegasse. Contudo, não conseguiu adormecer, logo voltou a ficar ereta e a olhar para frente, dessa vez, na rua deserta, havia um carro preto estacionado, e a seu lado tinha um homem alto, a mulher não conseguia ver seu rosto, mas ele lhe parecia estranhamente familiar. Menos de 2 minutos depois, a porta que Lydia sairia foi aberta, e dela passou duas pessoas. Imediatamente a morena reconheceu a figura ruiva, acompanhada de um jovem alto e corpulento, moreno.

A morena franziu a sobrancelha, já se livrando só cinto para ir de encontro a amiga, quando viu os olhos verdes de Lydia em seu carro, eles estavam um pouco arregalados e ela estava visivelmente assustada. A ruiva maneou a cabeça discretamente, antes de olhar para frente, para o homem, que agora já não estava perto do carro e sim andando na direção da moça. Poucas palavras foram trocadas antes que Lydia seguisse, com o homem lhe guiando e o jovem em sua retaguarda. Malia, dentro de seu carro, não estava entendendo nada.

Seria aquele homem o namorado de Lydia? Malia não entendeu o porque da amiga parar no meio do caminho, nem o porque dela ter recuado para perto do moço que saíra da escola com ela, com uma expressão assustada no rosto. Os momentos seguintes passaram como um borrão; num segundo Lydia andava ate o carro preto e no outro, estava se debatendo nos braços do jovem moreno, enquanto este segurava um pano contra o rosto dela. Foram necessário poucos segundos ate que ela ficasse inconsciente, e menos segundos ainda para que ambos os homens levassem uma Lydia toda mole para o carro preto.

Malia levou algum tempo para processar a cena. Sua amiga havia acabado de ser raptada na sua frente? Mas por que ela parecia conhecer seus raptores? A morena pensou em seguir o carro preto, contudo poderia ser descoberta e isso não seria nada bom. Em seguida, cogitou a ideia de ligar para a polícia, após decorar a placa do carro, que já arrancava para fora da rua, entretanto, enquanto digitava os números necessários para ligar para as autoridades, lembrou-se da conversa que teve com a amiga, sobre o tal cliente, que agora era namorado de Lydia, que provavelmente era uma especie de mafioso.

Provavelmente, quem quer que tenha levado Lydia, queria algo do mafioso, já que a ruiva não tinha inimigos, e muito menos dinheiro para atrair a atenção de bandidos para si. Por isso, Malia decidiu não envolver a policia, e sim ir atrás do tal namorado, no endereço que Lydia havia lhe passado. Ela dirigiu feito louca, sem se importar com os sinais vermelhos que ultrapassou, não parou ate estar na frente da fortaleza que era a casa do mafioso. Mal havia desligado o motor do carro, e já estava fora dele, indo em direção ao portão, onde havia uma espécie de portaria, como as de condomínio, com a diferença que havia apenas uma casa ali.

- Preciso falar com o dono dessa casa. - A morena disse para o primeiro homem que apareceu, quando ela tocou o interfone por longos segundos. Buscou em sua mente o nome do mafioso, sabia que começava com S e lhe lembrava da palavra estilo. - Preciso falar com o Stiles. - Falou mais firme, ao lembrar do nome dele.

- E você é quem? - Perguntou o homem corpulento, com sarcasmo, encarando ela através do portão, com os braços cruzados.

- Sou amiga de Lydia. - Malia bateu o pé impaciente, e agarrou as grades, grudando o rosto ali. - É bom você me deixar falar logo com esse Stiles. A namorada dele foi levada da escola e tenho certeza que ele não vai ficar feliz em saber que você me impediu de comunicar isso a ele.

O homem não disse nada, mas sua expressão mudou, e logo ele sumiu para dentro da cabine. Malia ficou sozinha, agarrada ao portão, totalmente impaciente, pronta para fazer um escândalo se necessário, mas não sairia dali sem falar com o mafioso. Minutos depois, uma nova pessoa apareceu, ele era mais jovem, beirava seus 20 e poucos anos, era moreno, alto e incrivelmente bonito. Se não fosse Lydia que houvesse sido raptada, Malia ate jogaria charme para cima dele.

- Espero que não seja nenhuma brincadeirinha. - Ele chegou dizendo, enquanto o portão elétrico abria. - Você é Malia, certo? Pode entrar e ir me explicando o que aconteceu. - Sem esperar muito, o moreno lhe deu as costas e andou, seguindo pelo caminho de pedras que levava ate a entrada da enorme mansão. - Alias, sou Isaac.

Malia explicou que havia combinado de se encontrar com Lydia naquela manha, e que havia chegado mais cedo, pouco antes do carro preto estacionar ali naquela rua. Contou do moreno que saiu da escola com a ruiva, e do homem que a esperava, falou dos eventos que se sucederam a aquilo, citou ate mesmo a placa do carro que havia decorado. Apenas quando terminou de falar como chegara a conclusão de que seria melhor ir atrás de Stiles do que chamar a polícia, que Malia percebeu já estar dentro da mansão, mas nada ali prendeu sua atenção.

- Alli? - Isaac, que após ouvir tudo apenas pegou o celular no bolso e ligou para alguém. - Tenho motivos para acreditar que algo aconteceu com Lydia. Você sabe se ela está na sala de aula agora? - Allison demorou algum tempo para responder, fora procurar pela amiga na sala que ela deveria estar, mas descobriu, pela professora, que Aiden havia a retirado dali para ir ate a sala do diretor. A garota reportou isso a Isaac, que, resumidamente, passou a diante o que Malia havia contado, com certa urgência. A morena pode ouvir Allison praticamente gritar do outro lado da linha que chegaria ali logo, antes de desligar.

- Eu não menti. - Malia disse, quase ofendida pelo tal Isaac ter tido que ligar para Allison para confirmar sua história. - Nunca mentiria sobre algo assim! - Ela suspirou, nervosa, desviando os olhos do bonito rosto do moreno, percebendo, pela primeira vez, o quão luxuosa era a sala que se encontrava. - O que vai acontecer agora? Lydia vai ficar bem, não é? - Perguntou preocupada, sentindo seus olhos se encherem de lágrimas.

- Eu espero que sim. - Foi o que Isaac respondeu, antes de voltar a digitar um número no celular e colocar o aparelho no ouvido. - Stiles, não tenho boas notícias.

Depois de muita gritaria por parte de Stiles, que não ficou nada feliz em saber que sua amada havia sido pega por Deucalion, a mansão virou uma confusão. Pessoas invadiram o local, Isaac, após pedir que a morena sentasse e aguardasse, começou a ditar ordens para aqueles que chegaram, Malia estava um pouco alheia, pensando na amiga, mas conseguiu entender que aquelas pessoas seriam as responsáveis por procurar o carro preto nas câmeras de toda a cidade. Em poucos minutos, a refinada sala se transformou em uma central digna do FBI, com vários computadores com acesso as câmeras de seguranças, procurando qualquer por qualquer sinal do carro.

Stiles chegou em pouco tempo, sairá de sua empresa feito um foguete, a cabeça a mil. Pensou seriamente em passar na empresa de Deucalion para lhe dar um tiro no meio da testa, mas sabia que as coisas não se resolveriam assim. Só começaria uma guerra entre as duas máfias. Deucalion havia sido esperto em raptar Lydia, ela não tinha valor algum para a máfia russa, não iriam aceitar entrar numa briga por conta de uma mulher. Se fosse Stiles, ou Valdir, a história seria diferente. Como um furação, ele entrou pela porta já aberta da mansão, exigindo explicações. Seu rosto estava vermelho, ele bufava e parecia prestes a matar um.

Malia se assustou quando teve a atenção dele sobre si, ainda mais quando ele avançou sobre ela. Não para lhe bater ou algo assim, Stiles apenas lhe pegou pelo ombro, a puxando do sofá para que ficassem cara a cara. A morena não pode negar que ele era bonito, entendia o porquê da amiga o namorar, mas Isaac, que estava ali na sala pedindo calma para o mafioso, era muito mais bonito, em sua concepção. Stiles fizera a morena repetir tudo que já havia contado, nos mínimos detalhes, para, só então, soltar a garota.

- Eu vou matar ele! - Allison entrou gritando, o rosto estava vermelho, assim como seus olhos. Sua raiva parecia igualhar com a de Stiles. - Os dois. - Continuou, indo em direção a sala, onde todos tinham sua atenção nela. - Ou melhor, os três. Deucalion, Peter e Aiden. - Malia não conhecia nenhum daqueles nomes, apesar de tê-los ouvido sendo citados diversas vezes. Isaac ate mostrada duas fotos para ela, dos tais Peter e Aiden, os que levaram Lydia, apenas para confirmar as suspeitas que eles já tinham. - Stiles, precisamos achar ela logo. - A raiva da morena pareceu ter sido dissipada, sendo substituída por uma tristeza profunda, que contorcia seu bonito rosto em uma aflição sem tamanho. - Deucalion é louco, Stiles. Deve ter ficado pior após a morte da filha. Ele vai acabar com a Lydia.

- Allison. - Stiles pressionou suas têmporas, sentando no sofá. Nos últimos minutos ele parecia ter envelhecido 10 anos. - Você sabe que não é assim. Não posso simplesmente ordenar que meus homens invadam a casa de Deucalion, exigindo que ele me de Lydia.

- Por quê não? - A pergunta veio das duas melhores amigas da ruiva.

- Você acha que o concelho me daria permissão para arriscar a vida de homens para resgatar alguém que não tem valor algum para a máfia Russa? - Stiles respondeu olhando para a prima, a derrota estava estampada no seu rosto. - Meu pai poderia ficar ao meu lado, mas ainda teria 9 concelheiros para convencer. - Ele suspirou profundamente. - Seria tirar ela de la para morrer, caso eu passasse por cima das ordens do concelho, Alli.

Um profundo silencio recaiu sobre a sala. Nem mesmo as respirações eram ouvidas, todos pensam a mesma coisa. Caso nada fizessem, seria o fim da ruiva.

- Vamos esperar ele cansar de brincar com ela? - Allison, com sua raiva renovada, gritou, quebrando o silencio. - Ligue para Deucalion e exija que devolva minha amiga! - Ela ordenou, ainda gritando, mas agora lagrimas escorriam por seu rosto.

Malia se compadeceu, apesar de também estar revoltada com a situação, e assustada com a perspectiva de que poderia ser o fim de sua amiga. A morena saiu de sua inercia e abraçou Allison, deixando que ela chorasse em seu ombro, e usando o dela como apoio para suas próprias lágrimas. Sempre ouve uma certa rivalidade entre as duas, pela atenção de Lydia e Lucy, mas aquilo não fazia sentido no momento. Tudo que importava era que ambas sofriam pela situação da ruiva.

Enquanto ambas se consolavam, Stiles virou sua atenção para Isaac, perguntou se alguém achara algo nas câmeras de segurança. Apesar de nada poder fazer no momento, sentiria mais segurança caso soubesse onde ela estava. Sua Sweet. Mas obteve uma resposta negativa, Peter, para a infelicidade dele, sabia o que estava fazendo, tomara cuidado com as câmeras, de segurança e, provavelmente, trocara de carro em algum momento.

Apesar de ter falado para Allison que invadir a casa de Deucalion não era uma boa ideia, Stiles já estava cogitando esta opção. Tentava não transparecer para os outros, afinal, deveria ser o mafioso inatingível que fora criado para ser, mas estava destruído por dentro. Não demorou para que Valdir chegasse a casa do filho, alguém havia lhe informado da situação e ele fora ate a mansão o mais rápido que pode. Ele não fizera perguntas desnecessárias, sabia que Stiles não estava bem, apenas abraçou o filho. Contudo, o contato não durou muito, logo uma empregada apareceu carregando um telefone móvel.

- É para o senhor. - Ela estendeu em direção ao Stiles, que havia se separado do pai. - É o senhor Deucalion.

- Desgraçado. - O moreno praticamente correu para atender a ligação, proferindo tal palavra em um tom de desprezo, o que arrancou uma risada do homem do outro lado da linha.

- Então você já sabe. - Ele riu novamente. - Pensei em te ligar para dar a notícia, mas alguém se adiantou. - Deucalion fez uma pausa, soltando um “tsc”. - Mas não tem problema, eu posso te descrever com exatidão o que farei com sua garota.

- Encoste um dedo nela e eu te mato. - Stiles rosnou, atraindo a atenção de Malia e Allison, que estavam sentadas, lado a lado no sofá, e de mãos dadas.

- Promessas vazias. Se não me engano, você já me prometeu isso. Mas cá estou eu, com sua garota sob meus cuidados. - O homem debochou. - Ela é linda. Não mais que minha Heather, mas, ainda assim, linda. Vamos ver se ela vai continuar linda depois que eu acabar com ela.

- Não ouse.

- Stiles, Siltes. Você não está em posição de exigir nada. Eu te devolverei ela, caso cumpra com algo que eu irei lhe pedir. - Deucalion disse, parecia se divertir com a situação. - Mas só depois que eu brincar muito com sua garota. Você vai sofrer o dobro do que eu sofri com a morte da minha Heather. - A diversão fora embora de sua voz, deixando claro que ele estava falando sério.

A ligação foi encerrada e o pobre telefone voou para a parede, se desfazendo em mil pedaços. 


Notas Finais


Olá! Olha quem voltou. Eu sei que estou demorando, mas chegou numa parte delicada da historia, e eu não quero escrever qualquer coisa. Bem, enfim, espero que tenham gostado. Não esqueçam de comentar em! Beijoooos <3


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