História Toxic - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber, Selena Gomez
Tags Jelena, Justin Bieber, Purple_ninjas2, Selena Gomez, Sexo
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Palavras 9.828
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Fluffy, Poesias, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


MAIS UMA OSSSS, DESSA VEZ COM MEU OTP SUPREMO QUE EU AMO PRA CARALHO, JELENA É VIDA! *-*
Espero que vocês gostem <3

Capítulo 1 - Toxic


Fanfic / Fanfiction Toxic - Capítulo 1 - Toxic

...Justin Drew Bieber Point Of View...

— Eu não vou ajudar em droga de coral algum — Pattie me repreendeu com o olhar assim que a contrariei.

— Mas você adorava música quando era mais novo.

— Exatamente, antes de você me fazer desistir de tudo e me afastar disso porque "Ser músico não vai leva-lo a lugar algum senão a bares de esquina com gente bêbada e má influência".

— Justin, me desculpe!

— Não! Foda-se as suas desculpas e foda-se essa droga de coral da igreja. Eu não vou, agora me deixa passar que eu preciso foder com alguma amiga do Chaz!

Eu havia bebido mais do que o meu corpo suportava, também havia comido tantas garotas que não sabia como ainda conseguia ter um orgasmo.

Tudo não passava de um borrão para mim, assim que acordei pela manhã, deitado em minha cama sem saber ao menos como eu havia voltado para casa.

— Porra mãe! — resmunguei, descendo as escadas e ouvindo uma zoada desconhecida atingir os meus ouvidos como flechas. — Que porra de barulheira é essa? 

Assim que abri os olhos, pude perceber que não estava somente na presença de Pattie, mas havia uma porção de garotas junto dela me encarnando como se eu fosse um alienígena.

— Justin Drew Bieber! — Pattie ficou de pé e me recebeu com uma porção de tapas repreendedores. — Suba já e vista uma roupa! — olhei para o meu corpo vendo-me somente com uma cueca branca.

Olhei as garotas a minha frente vendo todas elas em uma situação constrangedora, cobrindo os olhos para não me ver daquele modo, e não tive outra opção se não subir para o meu quarto o mais depressa que meu corpo conseguia.

Minha cabeça latejava tanto que me sentia até mesmo tonto. Tomei um banho demorado e ao sair do banheiro me surpreendi com a porta do quarto sendo aberta de maneira inesperada.

— O-Oh meu Deus! M-Me desculpe! — era uma das garotas, como se já não bastasse a vergonha que havia passado lá em baixo, agora tinha mais essa. — Eu só estava procurando o banheiro.

— Tudo bem, é ao lado — tentei soar educado tento em vista que aparentemente ver homens quase nus não era uma experiência que a igreja idolatrava.

A morena deixou o meu quarto com pressa, me fazendo soltar uma risada fraca com tamanho desespero.

Terminei de me vestir e sequei o cabelo, colocando um boné preto escondendo os fios louros.

Ao sair do quarto trombei com algo e reconheci a morena de minutos atrás.

— Droga! — ela ajeitou as suas roupas me fazendo reparar mais nela, usava saia ate o joelho, uma blusa branca e sapatilhas. Que merda era aquela? — M-Me desculpe, de novo.

— Qual seu nome? — ela me olhou confusa, seus olhos eram escuros, mas atraentes, ela era ate que bonitinha para uma garota da igreja, considerando a forma como se vestia.

— S-Selena — murmurou abaixando a cabeça.

— Certo, Selena. Eu preciso vazar daqui sem que a Pattie saiba e você vai distrai-la para que isso aconteça ouviu bem?

— Porque eu deveria fazer isso? — sua voz soou inocente apesar de firme. 

Soltei uma risada e me aproximei dela, fazendo meu sorriso morrer enquanto a encurralava na parede.

— Porque...

— Eu não vou fazer isso!

— O que te faz acreditar que não vai fazer o que eu estou mandando?

— A sua mãe, que esta logo atrás de você.

Pattie me encarava com os braços cruzados sobre o peito, os olhos azuis como uma mistura de desgosto e raiva, o que me fez recuar e me afastar de Selena que logo correu até Pattie.

— Sem desculpas, Justin. Você começa no coral amanhã, e não ouse se aproximar de Selena novamente.

A morena foi acompanhada por Pattie até as escadas, virou um pouco do rosto e engoliu a seco quando notou a minha feição.

— Merda!

. . .

— Se comporte e nada de falar palavrões ouviu bem? Não me envergonhe! — eu revirava os olhos a cada palavra dita pela minha mãe, mas concordei, apenas para que ela calasse a boca de uma vez por todas.

O pessoal da igreja me olhava a cada segundo, principalmente as senhoras que sabiam claramente que eu não era um ser humano descente e digno de estar naquele lugar.

As mesmas garotas que estavam em minha casa há um dia atrás, também estavam sentadas em uma das salas privadas da igreja onde aconteciam as aulas de piano e violão.

— Como todas já devem saber, eu sou Justin e antes que perguntem o porquê de eu estar aqui, vou deixar claro que estou sendo obrigado e preferia estar em casa, mas aconteceram umas coisas e terei de ser obrigado a atura-las. Eu não sou bonzinho e não espero o mesmo, portanto não encham a porra do meu saco.

Todas me olhavam assustadas, mas não liguei.

Era a hora de começar a tortura.

Passei mais de uma hora tentando ensinar algumas notas no violão para aquelas garotas e estava a ponto de desistir.

— Já são seis horas, nos vemos na quarta okay — todas concordaram e se dissiparam aos poucos. — Selena, quero falar com você — a morena me olhou com medo e sentou-se de volta ao seu lugar, abaixando a cabeça e arrumando a saia que vestia para não mostrar as suas pernas.

Assim que a última "madre Tereza" deixou a sala, fechei a porta e me aproximei de Selena, sentando-me ao seu lado de forma largada.

— Você deve estar bem feliz de ver que conseguiu foder a minha vida — revirei os olhos e ela me fitou apavorada.

— Mesmo que o senhor merecesse — engoliu a seco. — Não foi o meu desejo, só não queria compactuar com algo no qual era errado, porque estava fugindo da sua mãe?

— Acho que eu estar aqui responde a sua pergunta — bufei.

— Você devia se sentir orgulhoso, Deus gosta quando se faz algo bom e você nos ensinado sobre música é algo maravilhoso.

Analisei seu rosto, os lábios eram um pouco carnudos e o nariz pequeno, Selena tinha o corpo pequeno, observei o volume dos seus seios marcados pela blusa branca e suspirei, desencadear uma putinha santa me parecia um ótimo ofício ao invés de estar ensinando sobre música.

— Você aprende rápido? — pousei a minha mão sobre o seu joelho de maneira lenta para que ela não percebesse.

— Meu pai diz que eu sou bem curiosa na verdade — soltou uma risada constrangida. — Quero muito aprender a tocar piano!

— Posso te ensinar bem mais que isso — subi um pouco a minha mão, arrastando o tecido da sua saia junto.

— Você sabe tocar algo mais que piano e violão? — questionou afobada.

— Claro! — meus dedos se infiltraram na parte interna da sua coxa e eu podia sentir dali o quão quente ela era. — Sei tocar em bocetas, serve?

A respiração de Selena ficou descompensada de uma hora para outra, e então ela percebeu onde minha mão estava e a tirou de lá.

— Tenho que ir, preciso chegar cedo em casa — sorri vendo-a se atrapalhar com o objetivo de abrir a porta e me coloquei atrás dela.

— Posso deixa-la em casa se preferir — ela virou-se assustada em minha direção e tentou se afastar vendo que a distância era mínima.

— Obrigada, mas recuso.

— Não se faça de santa, Selena... — molhei os lábios com a língua e os toquei na região do pescoço, sugando sua pele e marcando a mesma com uma pequena manchinha vermelha. — Nos vemos daqui dois dias, docinho.

. . .

— Eu te liguei a porra da tarde toda ontem, Drew! Estava fodendo quem pra não atender aquela merda? — revirei os olhos e me joguei em um dos sofás do lugar, apreciando a vista, algumas vadias rebelavam ao som de uma música sexy que soava pelo ambiente.

— Eu estava na igreja, porra! — tantos olhares se voltaram para mim que me arrependi de ter dito tão alto.

Gemi de frustração e tomei a bebida em meu copo em um gole só, jogando o copo no chão em seguida e me colocando de pé.

— Eu ouvi isso mesmo? — Ryan se aproximou me olhando intrigado.

— Sim, porra! — puxei os fios de cabelo com raiva. — Pattie me obrigou a ajudar as garotas do coro a aprender a tocar violão e piano. Meu filme está tão queimado com a minha mãe que não tenho escolha se não aturar essa palhaçada. — preferi não falar sobre a ninfeta gostosa que frequentava as minhas aulas.

— Você é tão azarado que basta olhar para a sua vida e me sentir melhor com a minha — fuzilei Ryan com o olhar.

— Chega, é melhor eu ir! — puxei o meu casaco e lhes dei as costas, ouvindo-os gritarem o meu nome.

Para o meu maior azar, Candice acabou me vendo, ela era um caso antigo de uma cura ainda não existente quanto ao sexo comigo, era uma cadelinha obediente que te deixava fodê-la ate não aguentar mais.

— Bieber! — ela se enroscou no meu pescoço quando cheguei perto da moto e eu a tirei de perto. — O que foi? — subi em minha moto tentando ignora-la. — Eu estou falando com você!

— E eu não quero você por perto, merda! Sai daqui! — quanto mais eu gritava mais ela chegava perto se novo, 

— Não se faça de difícil, Justin — Candice mordeu o lábio e tocou o meu pênis sobre a calça, suspirei. — Meus pais foram pra casa da minha tia, a casa esta tão vazia...

Ela sabia bem como jogar, e era terrivelmente irresistível negar a ela quando seus dedos estavam quase abrindo a minha calça.

— Sobe na moto e me diz onde fica a sua casa — ela soltou um gritinho animado e logo fez o que eu mandei, me explicando brevemente onde ela morava.

A rua não era estranha, na verdade era um dos bairros mais conceituados das redondezas.

Candice me esperou descer da moto para chegar perto e me beijar, ficando nas pontas dos pés e cravando as unhas na minha nuca.

— Não esqueça de que quando terminar, eu vou ir embora.

. . .

— Fica mais um pouco — não lhe respondi, apenas terminei de calçar o meu tênis e vesti o casaco.

— Não precisa me mostrar à saída, eu sei onde fica.

Odiava o tipo de vadia pegajosa que Candice era, me dava tanta raiva que mal podia olhar para a sua cara sem me sentir arrependido de ter transado com ela.

Ao chegar na sala, reparei que a luz em um dos cômodos conectado ao local estava acesso, e quando chegamos a casa inteira estava em completo breu e silêncio.

Me aproximei da divisória e arregalei os olhos vendo uma silhueta feminina e pequena sentada em um dos bancos altos da cozinha.

— Selena? O que faz aqui?! — a garota se engasgou com o que bebia e me encarou assustada.

— Justin? — engoli a seco vendo-a descer do banco e parar a minha frente, usava somente uma camiseta cumprida e calcinha. Eu havia acabado de comer Candice, mas já sentia uma ereção se criando entre as minhas pernas novamente.

— Você ainda não respondeu a minha pergunta.

— Tecnicamente metade da casa é do meu pai então eu moro aqui, quem me deve satisfações é você — sua voz soou divertida, o que me fez sorrir. — Espera, você estava com a Candice. Não precisa se explicar — sua expressão mudou de divertida para enjoada, talvez aquela não fosse à primeira vez que Candice trouxe alguém para casa. — Ela é minha meia irmã — esclareceu minhas dúvidas e deu de ombros.

— Você continua sendo mais bonita que ela — deixei claro, fazendo-a dar de ombros.

— Não importa muito.

— O que?

— Minha avó paterna é bem religiosa e não deixa que nenhum garoto se aproxime de mim, pelo menos ate a hora certa.

— Que ridículo!

— Não, Justin. Isso se chama respeito a si mesmo, eu não sou como a Candice que dorme com o primeiro cara disponível, e pior, ainda o trás para dentro de casa — Selena revirou os olhos e passou por mim. — Eu levo você até a porta.

— Não, espera — segurei no seu braço. — Eu fui um babaca com você desde que nos conhecemos, você deve me achar um idiota, mas na verdade, você me deixa com tanta raiva, e desejo. Você é mais nova que eu e ainda assim consegue causar coisas que eu jamais senti.

— Me poupe de palavras bonitinhas, Justin. Eu não vou ir pra cama com você — seu olhar era duro e frio.

— Okay, me lembre de refrescar a sua memória quando estivermos fodendo.

Deixei com que um sorrisinho debochado escapasse dos meus lábios e ri quando Selena desviou do meu beijo e acertou em sua bochecha.

— Até a nossa aula, Selena.

. . .

— Vovó, desculpe o atraso, Candice me obrigou a...

— Fique quieta Selena! O Padre está faltando!

Olhei para a morena a uma fileira atrás de mim e ela se manteve de cabeça baixa. Tentei prestar atenção nos avisos que o senhor a minha frente falava, mas era impossível,

Selena atraía a minha atenção de forma assustadora.

No final, as senhoras se reuniriam para uma celebração no final da noite, um jantar que havia durante todas as quartas-feiras, e era a minha hora de tentar chegar perto de Selena antes de começar a aula.

— Eu gostaria que você não chegasse perto de mim — resmungou quando me sentei ao seu lado, fazendo-a se encolher para manter o máximo de distancia possível.

— Wow — exclamei fingindo surpresa, deixando-a mais irritada ainda.

— É sério!

— Está brava só pelo que sua avó disse?

— Não, estou brava porque meu pai vai ficar mais alguns dias em Minnesota e vou ter que bancar a empregada de Candice para que ela não arruíne a minha vida mais do que já faz — senti que Selena estava mal de verdade, e toquei seu braço, deixando-a tensa e nervosa, desci minha mão até a sua e entrelacei os dedos aos meus. 

— Não gosto de vê-la assim, mesmo que tenha descoberto só agora o quanto fica uma gracinha com esse biquinho nos lábios — a morena sorriu quando usei meu tom de voz meloso e fiz graça, acariciando seus dedos a todo momento.

— Talvez possamos ser amigos — murmurou, me olhando pela primeira vez.

— Você sabe muito bem que eu quero foder você então nem rola essa de...

— Qual é o seu problema? Não consegue passar dois minutos sem ser um completo idiota?!

Selena ficou de pé e bufou, indo para longe.

— Só quero que encare os fatos de uma vez por todas — sorri debochado quando ela me olhou, bufando mais alto e seguindo em frente.

Selena não compareceu a aula naquele dia, e eu mantinha a minha curiosidade mantida para não transparecer o quanto estava preocupado com ela.

Fiquei alguns minutos amais na sala depois que todas as garotas saíram e me acomodei em frente ao piano no canto da sala.

Apenas dedilhei uma melodia desconhecida e cantarolei uma das minhas antigas composições.

— Sua voz é bonita — pulei com o susto e fiquei de pé. Selena me encarava risonha, escorada no batente da porta.

— Obrigado, eu acho — cocei a nuca e peguei o meu celular e as chaves do carro.

— Pattie me pediu para chama-lo para a celebração.

— Não, eu tenho que encontrar uns amigos agora — tentei apagar a luz, porém Selena me impediu e fechou a porta atrás de si.

A olhei confuso, vendo-a morder o maldito lábio rosado e mexer os dedos um tanto nervosa.

— Minha avó esta arrumando um pretendente para mim — eu queria gritar um "O que?" e mostrar o quanto aquilo era ridículo. — Eu conheço o garoto, ele vem de uma família bastante religiosa e respeitosa, porém, não me sinto bem perto dele, Julian sempre arranja uma maneira de me diminuir e isso é tão constrangedor.

Abri a boca, esperando que algo soasse, mas nada saiu.

— Eu só queria um conselho do que fazer — seus olhos castanhos voltaram-se para os meus, e eu acordei para a maldita realidade.

— Você tem que decidir sobre sua vida, sua avó pode querer o certo, mas o certo vai te fazer feliz?

— Eu não sei, na verdade, é tudo tão confuso e eu nem se quer beijei alguma vez, as vezes eu...

Não escutei mais nada, talvez Selena estivesse tão nervosa que não se deu conta do que havia dito.

Enquanto a morena falava uma porção de coisas, me aproximei mais dela e engoli a seco quando toquei a sua bochecha.

— Eu posso ser a parte mais errada disso tudo, só tenho a certeza de que o que farei a seguir é o certo porque nunca senti a necessidade de tocar em alguém, como sinto com você.

Selena me olhou confusa ate que meus lábios estivessem sobre os dela, ela demorou a entender o que estava acontecendo e quando se tocou, tentou relutar. Segurei firme as suas mãos contra o meu peito e lhe mordi o lábio, fazendo-a abrir a boca e aceitar o beijo de qualquer forma. Diferente de mim, Selena era delicada ate mesmo naquele momento, e tive vontade de sorrir, mas me controlei, apenas aproveitei o que estava acontecendo, afrouxando aos poucos o aperto em seus pulsos para que pudesse lhe tomar a cintura.

Deixei um último selinho sobre seus lábios rosados e me afastei um pouco, abri os olhos e ela permaneceu da forma como estava.

— Se você não me bater ou me xingar eu vou ficar preocupado — sorri quando ela abriu os olhos mas permaneceu calada. — Eu não vou contar nada a ninguém okay — isso pareceu deixa-la tranquila já que concordou com a cabeça.

— Foi bom — sussurrou corada, encarando minha boca e fazendo eu me sentir constrangido também.

— Você me convenceu de ficar nesse jantar — Selena me olhou surpresa, e corou ainda mais quando me aproximei. — Eu sou um idiota, Selena. Mas sei reconhecer quando uma garota vale apena — beijei o canto da sua boca e abri a porta. — Vamos, estou com fome.

As pessoas ali eram bem animadas, apesar das piadas não terem duplo sentido nem palavrão, preferi não contar nenhuma das minhas, caso contrário sei que seria inapropriado e o clima agradável não existiria mais.

Eu ainda estava meio aéreo, tal como a morena a algumas cadeiras de distância. Selena mal havia tocado na comida, apenas sorria e voltava a ficar pensativa, eu estaria mais preocupado caso ela tenha dito que não gostou do beijo.

Eu conheci o tal Julian, um garoto engomadinho, de dezoito anos, um ano mais velho que Selena, seu jeito de falar me dava raiva, e a forma como sempre tinha razão em tudo me deixava furioso.

— Casamento arranjado é tão antiquado — murmurei quando o assunto chegou à mesa, todos me olharam, principalmente Selena, que estava apavorada. — As vezes as pessoas não são como parecem ser, pode parecer o melhor para alguém quando na verdade... — olhei para a morena de lábios rosados e engoli a seco. — Aquela pessoa esta infeliz, vivendo com alguém porque parecia o melhor. A vida é tão curta para se prender a algo tão depressa, a tanto o que descobrir e conhecer, pessoas novas, lugares diferentes, culturas exóticas, gostos múltiplos, e vocês querem mesmo que isso acabe justamente no momento em que a pessoa deveria estar fazendo tudo isso? 

Ninguém me respondeu, todos pareciam pensar a respeito, o que fez eu me sentir extremamente envergonhado.

— Justin esta certo — o padre me olhou um pouco orgulhoso e sorriu. — As pessoas pareciam ter certeza do que querem antes de simplesmente aceita-las.

Olhei para Selena, e ela mantinha a cabeça baixa, pensativa.

— Bem, eu tenho que ir agora — me despedi de todos e Pattie me olhou surpresa quando selei o topo da sua cabeça.

Estava quase ligando a minha moto quando Selena apareceu em frente à mesma.

— Eu queria lhe dar algo — franzi a testa, a morena mordeu o lábio e se aproximou, ficou nas pontas dos pés e selou nossos lábios, uma rajada de vento a fez estremecer, então a puxei mais para mim, colocando-a sentada no tanque da moto.

Abracei seu corpo pequeno enquanto Selena acariciava a minha nuca com as pontas dos dedos gelados.

— Obrigada pelo que disse no jantar — sussurrou, intercalando o olhar entre meus olhos e a corrente em meu pescoço.

— Não há de que, docinho — ela revirou os olhos e desceu, cruzando os braços logo depois. — Quer uma carona para casa? — negou. — Então entre, esta frio aqui fora e eu não quero deixa-la sozinha.

— Se preocupa comigo? — Selena brincou, mas eu permaneci sério, com passos rápidos, ela logo voltou para a igreja e eu suspirei, agora que sabia que ela estava segura, poderia ir embora.

— Acho que isso responde a sua pergunta, baby...

. . .

Uma semana depois:

— Eu vou ficar só hoje à noite fora okay, me prometa não fazer nada de errado?

— Tudo bem, mãe — revirei os olhos.

— Estou tão orgulhosa de você ultimamente.

— Não se acostume.

Pattie entrou no táxi e acenou quando partiu. Todos da igreja iriam ajudar algumas pessoas da cidade vizinha que estavam precisando de roupas e mantimentos, eu não estava afim de ir e não escondi isso, assim como disse não desde o primeiro momento.

Já era tarde quando o filme que eu estava assistindo terminou, então decidi dormir, mas não demorou muito ate que batessem na porta.

Desci as escadas mesmo de cueca e a abri, deparando-me com a morena de olhar inocente e roupas infantis, Selena era uma completa ninfeta de dezessete anos.

— M-Me desculpe vir tão tarde — ela desviou o olhar para os sapatos e apertou ainda mais o casaco contra o corpo.

— Desde que o que você venha fazer aqui seja importante — dei paisagem para que ela entrasse e assim o fez, meio amedrontada.

Suspirei vendo-a com aquela saia rodada e um casaco fino que pouco tapava o decote da sua regata branca.

— Bem, ontem eu cheguei em casa um pouco antes do esperado e Candice estava no sofá da sala com um cara, aquilo parecia tão nojento, mesmo que ela pedisse a todo momento para que ele não parasse.

Fechei as mãos em punho, Candice colocar Selena em uma situação tão complicada quanto aquela era o cúmulo.

— Eu me senti tão constrangida — sua inocência me encantava.

— Isso é normal, na verdade.

— O que? Eu me sentir constrangida ou o que Candice estava fazendo? — me olhou curiosa.

— Os dois — me joguei no sofá e respirei fundo. — É estranho ter essa conversa com você okay, você me dá tesão então eu não consigo pensar em você sem estarmos fazendo o que você viu Candice fazer.

A sala ficou em silêncio por um tempo.

Selena sentou ao meu lado e puxou a minha mão, pousando-a na sua coxa. 

— Quando você me tocou aqui naquele dia, eu gostei, mas estava confusa e nervosa, só pensei em fugir.

— E porque seria diferente agora?

— Porque eu quero que você faça, eu não consigo respirar, minha boca fica seca e a minha... — Selena mordeu o lábio, constrangida. — A minha vagina fica molhada todas as vezes que você fala coisas inapropriadas para mim — engoli a seco diante daquela confissão.

Selena com certeza não sabia o que estava falando, e as consequências que aquilo me traria.

— Selena, eu acho melhor você ir — fiquei de pé e me afastei, tentando não olhar para ela e acabar me rendendo.

— T-Tudo bem.

Selena saiu sem dizer mais nada, e quando me toquei do que estava fazendo, puxei os cabelos com força.

— Merda! — corri para a fora, vendo-a andar pela calçada com pressa. Alcancei Selena e a puxei pelo pulso, fazendo-a virar com tudo na minha direção e antes que pudesse dizer algo, a beijei, levei uma das mãos por baixo da sua saia e apertei a sua bunda com força, ouvindo-a gemer contra a minha boca.

— Eu vou foder você Selena, até não aguentar mais — sussurrei com a voz fraca, e ela engoliu a seco.

Segurei em sua mão e a puxei junto comigo, fechei a porta e subi as escadas ate o meu quarto.

— Bem, eu nunca tirei a virgindade de alguém, ou se tirei, eu não sabia — Selena me olhou assustada. — Mas você eu sei e vou tentar não machuca-la okay — a morena assentiu e abaixou a cabeça.

Molhei os lábios com a língua e me aproximei dela, abracei Selena por trás e arrastei o seu cabelo para o lado, beijei a sua nuca e ela se arrepiou.

Desabotoei a sua saia e puxei a regata para fora, Selena tirou o casaco e respirou fundo.

— Apenas relaxe okay — segurei firme a sua cintura contra o meu quadril e suspirei, sentia a minha cueca branca começar a molhar pelo pré gozo.

Toquei a calcinha de Selena e a dedilhei sobre o tecido, fazendo-a se sobressaltar e apertar o meu pulso.

Sua calcinha estava molhada, e eu sorri com isso, arrastei o tecido para o lado e pressionei o seu clitóris com o indicador e o dedo do meio, movia devagar, porem com força, tinha certeza de que ela gostava pela forma como abria a boca e jogava a cabeça contra o meu ombro.

— Respire fundo e aperte seus seios — sussurrei, esfregando meus dedos com mais força.

Selena apertou seus seios timidamente e suspirou, empinando ainda mais a bunda na minha direção.

— Quero que goze na minha boca, docinho — ela abriu os olhos de imediato e me encarou.

Empurrei Selena até a parede e me agachei a sua frente, puxei a sua saia e fiz o mesmo com a calcinha, sentindo minha respiração pesar a cada segundo.

Coloquei uma das suas pernas sobre o meu ombro e suspirei vendo a sua entrada rosada e molhada, sem pelos e pulsante aos meus olhos.

Me aproximei mais e soprei o seu clitóris de leve, deixando-a arrepiada e fazendo-a se contorcer contra a parede.

Ela era tão doce! Se arrepiava tão fácil e gemia feito uma gatinha. Chupei seus lábios e penetrei a minha língua na sua entrada, deixando-a mais lubrificada.

Selena soltava lufadas fortes enquanto apertava meus cabelos entre os dedos.

— J-Justin... — sussurrou, se contorcendo sobre a minha língua. 

— Goze docinho...

Mordisquei seu clitóris e Selena prendeu um gemido mais alto, logo seu gozo escorreu pelas coxas e eu bebi o máximo que pude, deixando-a limpa e com as pernas bambas.

Sorri travesso quando fiquei de pé e Selena me puxou contra a sua boca, apertei firme a sua bunda e subi a blusa que ela vestia ate a altura do sutiã.

Retirei a regata e desabotoei o sutiã, fazendo-a desviar o olhar tamanho constrangimento.

— Tire a minha cueca Selena — ordenei, encarando-a com o maxilar rígido.

Minha cueca branca estava totalmente molhada na parte onde minha glande estava, a cueca parecia apertada pelo tamanho da minha ereção, e quando Selena se livrou do tecido, me senti aliviado quando meu pau bateu em minha barriga.

Ela me olhava nos olhos e parecia ter uma briga interna quanto a olha-lo ou não.

— Pode olhar, e tocar se quiser — a morena engoliu a seco mas permaneceu imóvel.

Segurei em sua mão direita e a fiz tocar a cabeça inchada e molhada do meu pau, Selena apertou suas pernas me fazendo sorrir malicioso.

— Quer isso dentro de você? — ela engoliu a seco. — Você deve ser tão quente e apertada — sussurrei, colando nossos corpos e fazendo meu pau roçar entre nós dois. — Diz que quer e eu fodo você agora mesmo, docinho.

— E-Eu quero — Selena olhou meu pênis pela primeira vez e apertou seus dedos ao redor do mesmo, respirei fundo.

Peguei Selena pela cintura e a deitei na minha cama, engoli a seco quando meu pênis escorregou na sua entrada e ela gemeu.

Como eu deveria fazer? Entrar de uma vez e terminar com a dor logo ou devagar?

— Eu não sei como fazer sem machucar você — confessei, e Selena suspirou.

— Apenas faça.

Concordei com a cabeça e procurei a camisinha no criado mudo, rasguei o pacote e deslizei a camisinha pelo meu pênis.

Selena engoliu a seco quando me posicionei em sua entrada e enfiei a minha glande, ela tentava não demonstrar o quão doloroso estava sendo e eu tentava não me sentir mal.

Me enterrei com tudo e ela gritou, jogando a cabeça contra o travesseiro e segurando meu maxilar com as unhas, com certeza deixaria marcas.

— E-Eu mal consigo me mexer, Selena você é muito apertada! 

— Cala a boca! — gritou, me olhando com raiva. — Apenas continue — voltei meu quadril para trás e a penetrei de novo, repeti o processo mais algumas vezes ate Selena se acostumar com a dor e não senti-la mais.

Ela respirava pesado e gemia baixo, olhei para a sua cintura e as marcas das minhas mãos estavam ali.

Mesmo desconfortável, Selena aguentou até que eu gozasse, então respirou aliviada e fechou os olhos quando sai de dentro dela.

— Vem, precisamos de um banho — a peguei no colo e entrei no banheiro do meu quarto.

Selena mal conseguia se manter em pé, deitou na minha cama depois de vestida com uma blusa minha e uma cueca.

Me deitei ao seu lado e abracei a sua cintura com força.

— Me desculpe não ter sido tão prazeroso pra você — sussurrei constrangido e ela rio.

— Podemos tentar de novo outra hora?

— Quando você quiser — beijei a sua boca e ela fechou os olhos, fiquei mais alguns minutos apenas olhando para ela, era a primeira vez que uma garota dormia na minha cama comigo.

. . .

Acordei com a respiração de alguém colidindo com o meu pescoço e abri os olhos de imediato, suspirei lembrando dos últimos acontecimentos e sorri ofegando os cabelos de Selena com as pontas dos dedos.

— Ai — ouvi seu resmungo e Selena abriu os olhos quando se moveu, me encarou e sua feição dolorida deu lugar a uma constrangida.

— Tudo bem? — tentei não deixa-la nervosa.

— S-Sim, eu acho...

— Esta sentido muita dor?

— É suportável, não se preocupe — ela sorriu fraco e logo fechou os olhos. — Não acredito que isso aconteceu...

— Se arrepende? — não consegui esconder meu medo e curiosidade.

— Eu deveria, mas não — deu de ombros.

Sorri para a morena e beijei seus lábios de leve.

— Sua mãe deve chegar daqui a pouco, é melhor eu ir.

— Porque não participou do projeto da igreja?

— Eu ia, mas minha avó deu um jeito de me cortar fora devido aos meus atrasos.

— Eu não sei quem é pior, sua avó ou Candice — revirei os olhos e ela gargalhou terminando de se vestir.

— Até mais, Bieber.

. . .

— Justin esta estranho ultimamente, a última que ele comeu foi a Candice, mas ela é tão arrombada que não muda em nada. Qual é JB, fala o que está rolando.

— Tem uma garota lá da igreja que...

— Você anda comendo uma beata?! — estapeei Chaz até ele pedir desculpas.

— Cala a porra da boca antes que eu quebre ela! — fechei as mãos com força e respirei fundo.

— Okay dude, calma ae.

Respirei fundo mais algumas vezes até me sentir calmo o suficiente e bebi mais um gole de vodka.

— Acho melhor não falar sobre Selena, ela é meia-irmã da Candice.

— Wow!

— Mas é melhor que ela, em tudo — tentei encobrir um sorriso colocando o copo em frente os lábios, mas todos perceberam. — Vou ao banheiro.

Deixei a minha rodinha de amigos e fui ao banheiro, assim que sai, me deparei com uma morena de roupas bregas tentando passar por mim.

— Selena?! — não pude esconder a minha surpresa, tendo em vista que aquele não era o lugar mais adequado para que ela estivesse ali.

— J-Justin? — sussurrou, me encarou dos pés a cabeça procurando certeza de que era realmente eu.

— O que faz aqui?! — a puxei pelo braço, entrando no banheiro novamente.

— Estou procurando Candice, meu pai e a mãe dela voltam amanhã pela manhã e eu preciso que ela esteja em casa antes deles, caso contrário, ela ficará de castigo.

— Como você consegue se preocupar com uma garota como ela? Ela trata você como uma empregada, Selena! Te trata mal e faz de tudo para ferrar a sua vida! — a morena engoliu a seco, e abaixou a cabeça.

— Não seja tão ruim, Justin. Deus odeia isso e...

— Eu sei, porra! Mas eu não suporto ver a forma como você se sente humilhada perto dela e não posso fazer nada! — respirei, e me aproximei dela, toquei a sua bochecha e rocei a ponta do nariz em sua pele, fazendo-a fechar os olhos.

— O que devo fazer? — sussurrou com a voz fraca.

— Passar a noite comigo, seria uma ótima escolha — ela rio, e abriu os olhos encarando os meus.

— Não posso... — sussurrou, Selena tentou sair de perto mas a prendi na parede. Chupei seu lábio inferior e o mordi, fazendo-a arfar e segurar firme na minha camiseta.

— Eu posso cuidar de você essa noite... — beijei seu pescoço e pressionei meu quadril contra a sua barriga, fazendo-a engolir a seco.

— Eu ainda me pergunto como consigo dar ouvidos ao que você fala — sussurrou, abaixando a cabeça e fazendo a franja lhe cobrir os olhos.

— O que?

Selena suspirou e me olhou de volta, tentando sustentar aquele olhar sem deixar a timidez surgir novamente.

— Você tirou a minha virgindade e deve ter feito isso com dezenas de garotas nessa festa — ela devia estar certa, mas não estava. O máximo que eu havia feito era beber, nada mais que isso.

— Mas não fiz — Selena me olhou em silêncio por um longo tempo.

— Você exala perigo, sabe disso? — soltei uma risada.

— Talvez eu deva contagia-la com isso.

— Talvez...

. . .

— Você é o primeiro garoto que vem em minha casa sendo um convidado meu — a morena abriu a porta do seu quarto e me deixou entrar. — Na verdade, você deve ser o primeiro garoto em tudo na minha vida.

— Tem certeza de que se sente confortável com isso? — Selena me olhou confusa. — De me ter por perto, quer dizer, seus pais me matariam se soubessem o quanto sou uma pessoa ruim e estou perto de você.

— Não me importo com isso quando você esta perto — Selena me deixou constrangido e percebeu isso. 

Um barulho no andar de baixo fez com que ambos nos olhássemos em alerta, segurei em sua mão a trouxe para perto, até a porta ser aberta com força a figura loura de Candice nos encarar confusa.

— Mas o que diabos esta acontecendo aqui? — ela cruzou os braços e escorou o corpo na porta. Eu gostaria que Candice estivesse bêbada o bastante para não recordar de nada, mas ela não estava. — Pensei que não viveria para ver a beata da família fazendo algo de errado.

— Ela não fez nada de errado.

— Não? — Candice de aproximou, com um sorriso debochado nos lábios. — Então me explique o que ela faz com alguém como você? 

— Sou seu professor de música da igreja!

— Qual é Bieber? Há poucos dias nós dois tivemos uma foda maravilhosa e agora você tenta me convencer de que virou santo?! 

Selena se afastou, me fazendo olhar para ela com receio.

— Eu não sou santo, nem digno de chegar perto de Selena, mas ela, diferente de você, Candice, merece acordar com um cara legal ao lado todas as manhãs, pode não ser eu, mas tenho certeza de que o homem que tê-la será eternamente grato, porque existem garotas como Selena, e existem vadias como você — a loura me olhou a ponto de me matar.

Selena olhava tudo cabisbaixa, ser alvo das críticas de Candice era algo que estava me deixando farto, por ela.

Segurei o braço de Selena e ela me olhou, os lábios trêmulos e os olhos molhados.

— Você é maravilhosa da forma como é, e me sinto estúpido de não ser merecedor de você, Selena — beijei a sua bochecha e travei o maxilar quando ela me olhou nos olhos e tocou a minha nuca.

— Eu quero que você vá embora... — sussurrou, franzi as sobrancelhas e ela se afastou de repente. — Não quero que chegue perto de mim nunca mais.

Que merda estava acontecendo com ela?!

— Selena...

— Candice, tire-o daqui.

Tentei ser rápido para impedi-la de se trancar no banheiro, mas não consegui.

— Você ouviu, não é mesmo? — Candice soava tão debochada que a única coisa que eu conseguia sentir por ela, era nojo.

— Você me da nojo.

— Não foi o que parecia em todas as vezes que transamos.

— Isso foi bem antes de descobrir que sua meia irmã era melhor que você sem esforço algum.

. . .

Meses depois:

— Repitam desde o começo — as garotas fizeram o que eu mandei e repetiram todas as notas da melodia, dessa vez soando mais delicado e uniforme, sorri no final. — Está ótimo! — exclamei, fazendo-as suspirarem tamanho cansaço.

— Avisem a Pattie que não vou ficar para a celebração okay — todas assentiram e se despediram com um aceno.

Tranquei a sala e sai da igreja com passos rápidos, com a moto, o percurso não fora duradouro.

Estranhei o fato da luz da varanda estar acesa, tinha deixado tudo apagado antes de ir à igreja.

Dei de ombros e abri a porta da frente, deixei as chaves na mesa de centro e subi as escadas indo diretamente para o meu quarto.

A porta estava entre aberta e engoli a seco quando a vi, sentada na ponta da cama, usando um robe de renda vermelho e saltos pretos.

Desde o dia em que Selena me expulsou de sua casa, não havíamos nos  encontrado mais, Candice contou a todos o que sabia e Selena passou alguns incontáveis meses fora da cidade, morando em casa de parentes, esperando que a história não existisse mais na boca das pessoas.

A vi engolir a seco ao perceber que eu havia chegado.

— Oi — sussurrou, ficando de pé.

— O que faz aqui?

— Precisamos conversar.

— Lembra-se do que me disse na última vez em que nos vimos? — Selena suspirou. — Você me mandou embora, quando eu tentei defendê-la e fazê-la não se sentir oprimida por Candice. Depois de meses você volta e acha que apesar de estar linda vestindo isso, pode tentar me fazer esquecer o que fez comigo?

— Não era para ter acontecido, eu não pensei que meu pai me mandaria viajar por um tempo, a discussão toda foi para que Candice pensasse ser verdade. Eu nunca... — Selena se aproximou e tocou meu rosto. — Eu nunca quis que tudo desse errado. Me desculpe...

— Eu ia a sua casa todos os dias, todos os dias seu pai me mandava embora, eu só queria notícias suas, sua avó parou de frequentar a igreja e consequentemente, boa parte das pessoas lá mal olham para mim, eu teria deixado o cargo de ajudante do coral caso não fosse atrapalhar ainda mais a continuidade de aprendizagem daquelas garotas. Você me fez pensar nas pessoas, Selena. Com todo o seu jeito de me fazer enxergar o próximo eu tentei me focar em algo melhor mas olhar pra você me dá tanta raiva que estou com vontade de socar a casa inteira para não machuca-la!

Seus olhos meigos faziam-me sentir mais fraco perto dela, o nariz pequeno e os lábios com uma fina camada de batom nude me fez querer beija-la naquele mesmo segundo, mas me contive, sabia que se colocasse as mãos em Selena naquele momento de fúria eu me descontrolaria.

— Eu queria que você me desculpasse e...

— Pensou que tudo voltaria a ser como antes? Você só precisa fazer tudo o que a sua família manda e será feliz, Selena.

Ela me olhou com raiva, tanto quanto eu, Selena estava farta. Sua mão atingiu a minha bochecha esquerda com força, quando encarei os seus olhos, os lábios dela colaram aos meus, com pressa e raiva.

— Eu odeio a forma como você faz com que eu me sinta, odeio que me subestime por ser tão criança, e odeio a forma como me trata toda vez que dúvida da minha capacidade. Você é tão estúpido que chega a ser cômico porque eu não consigo enxergar o seu lado ruim.

— Não me provoque...

— O que quer que eu faça? Que bata mais vezes em você e o xingue para perceber que não sou tão sonsa quanto acha que sou?!

Segurei-a pela nuca e deixei Selena a poucos centímetros de mim.

— Sabe que é exatamente isso que me atrai em você? Não quero que mude, Selena. Quero que tenha confiança e que não desista do que quer pelos outros.

— Acha que estou aqui agora, porque? — sua voz vacilou, e eu suspirei.

— Porque quer ser fodida duramente até não aguentar mais — sussurrei, esfregando os lábios pela sua bochecha ate alcançar a sua boca.

Selena piscou, engoliu a seco e apertou meus braços quando mordi seu lábio interior.

Ela era minha, mesmo sem saber disso eu podia sentir a forma como ela ficava toda vez que tocava em seu corpo.

Segurei firme em sua cintura, fazendo Selena apertar os olhos e resmungar quando deitou a cabeça em meu peito.

— Você pode ser a garota mais inocente que eu conheço, Selena. Mas é minha, mesmo que odeie essa verdade você sabe que estou certo e esta aqui justamente por isso. Não importa o quanto me odeie e o quando sinta raiva de mim, você vai voltar, porque sabe que ninguém é capaz de dar aquilo que eu sei dar a você.

— E o que é?

— Amor e... Pecado.

Selena respirou fundo e tentou se afastar.

— O que há de errado?

— Você acabou de me lembrar do real motivo que eu definitivamente não deveria estar aqui.

— O que há com você?! Que merda você faz com a minha cabeça? Quer saber? — Selena se assustou quando a coloquei contra a parede. — Quero que desista de ir embora quando estiver fodendo você, Selena. E duvido que tenha sanidade o suficiente para parar quando tiver um orgasmo.

Sentei em minha cama e puxei Selena para o meu colo, sua respiração ficou mais forte quando deslizei minha mão dos seus seios a sua vagina, nunca pensei que viveria para ver Selena usar uma calcinha tão pequena quanto aquela.

Seus dedos finos apertaram firme o meu pulso, demonstrando nervosismo e ansiedade.

Meu dedo indicador ficou molhado logo no momento em que toquei a sua vagina, ela estava tão encharcada, podia sentir o quão febril aquela região estava ficando a medida que penetrava a ponta do meu dedo bem devagar entre seus lábios vaginais.

— J-Justin... — mordi o lábio, escutando seus suspiros de suplica conforme aumentava a velocidade das estocadas.

— Vai ser melhor do que provavelmente foi na primeira okay, eu prometo...

Selena concordou, deleitando-se com os carinhos que eu fazia no seu íntimo. 

— Vou ensinar coisas incríveis a você hoje — pressionei seu clitóris e o movimentei com rapidez, fazendo a morena abrir a boca e soltar uma dúzia de gemidos fracos enquanto gozava nos meus dedos.

Levei meus dedos sujos com o seu gozo ate os lábios, deixando-os limpos enquanto Selena me olhava fazer aquilo, uma expressão curiosa dominado a sua face.

— Minha garotinha é tão doce quanto mel — sussurrei, posteriormente Selena fechou as pernas e tentou conter um pouco da sua excitação com o ato. — Adoro sua timidez — contornei seu ombro com os dedos e abaixei a alça do baby-doll que ela vestia. — Sei que pode parecer nojento para você, mas eu adoraria que me chupasse — Selena me olhou confusa, virou o corpo na minha direção o máximo que pode e franziu as sobrancelhas.

— Como eu faço isso?

Levei meu dedo ate os seus lábios e os contornei.

— Abra a boquinha, bebê — Selena o fez, me encarando confusa. Meu dedo entrou em sua boca calmamente. O puxei de volta e fiz o mesmo processo. — Você só precisa fazer isso com o meu pênis — sussurrei, fazendo-a arregalar os olhos. — Eu vou entender se você não...

— Eu quero, só tenho medo de fazer algo errado.

— Você não vai.

Empurrei o meu corpo para o meio da cama e puxei a minha camiseta, retirando-a e jogando-a longe.

— O resto fica por sua conta, okay? — a morena assentiu e se aproximou, ficando entre as minhas pernas. 

Selena desabotoou meu Jeans e puxou a minha calça logo tirando os meus tênis juntos.

O que restava era a minha cueca branca, seus dedos se aproximaram trêmulos, o elástico da cueca foi puxado e meu pênis duro saltou para fora, trazendo uma sensação de alívio.

A morena engoliu a seco enquanto intercalava sua atenção do meu pênis até os meus olhos.

Levei minha mão até a sua nuca e a trouxe para mais perto, deixando-a a centímetros de distância do meu pau.

Suspirei quando Selena envolveu a minha glande entre seus lábios, era pouco mais intenso. No seu tempo ela o envolveu mais, até onde conseguia e me fazendo fechar os olhos quando o tirou da boca e retornou a enfia-lo.

Engoli a seco sentindo o suor escorrer na lateral do meu pescoço.

— Oh céus! — murmurei, apertando o lençol.

Me vi diante de uma ninfeta aprendiz quando abri os olhos e encarei a morena, seus olhos transbordavam inocência.

Selena soltou o meu pau e ele bateu em minha barriga, gemi sôfrego quando ela o lambeu de baixo até a cabeça e voltou a soca-lo em sua boca.

As veias dos meus braços tomaram volume conforme meu orgasmo se aproximava, segurei firme na cama e gemi alto, alcançando meu ápice e fazendo Selena me olhar com meu gozo escorrendo pelos lábios.

Sorri, e me joguei contra a cama respirando ofegante.

— Tem gosto salgado — ela sussurrou, me fazendo abrir os olhos e encara-la. — Eu gostei disso, você ficou submisso a mim — puxei seu quadril e fiz a morena montar no meu colo, sentando-se sobre meu pênis e recebendo uma massagem lenta no clitóris conforme eu movia seu quadril.

Selena se apoiou nos meus ombros e ergueu a cabeça, jogando-a para trás. Aquilo era tão bom, mas eu sabia que poderia ficar melhor.

Rasguei as laterais da sua calcinha e Selena me olhou feio, mas nada disse quando voltou a se mover sobre o meu pau.

Suas pernas fraquejaram e ela abriu a boca.

— Não goze ainda... — ordenei, apertando sua cintura e a erguendo, encaixei minha glande em sua entrada e Selena deslizou, faminta e desesperada.

Sua boceta se contraia a cada estocada, me fazendo gemer mais alto, com a boca quase colada ao seu seio.

Seus movimentos eram firmes, Selena tentava se manter forte para não deixar claro o quanto estava sendo prazeroso para ambos.

Engoli a seco, meu peito começava a brilhar devido ao suor e eu precisei respirar fundo quando Selena soltou um último gemido rouco e jogou os cabelos para frente, tapando-me a visão e me fazendo levar as mãos até a sua nuca enquanto ela encaixava nossos lábios desesperadamente.

Selena se ergueu enquanto eu gozava, gotas do meu liquido atingiram meu abdômen e a sua barriga, e eu suspirei, tocando sua cintura e massageando o local com a ponta dos dedos.

— Nunca vou cansar de foder com você — murmurei e ela sorriu. — Isso não foi nada romântico, certo?

— Esse era o seu objetivo?

— Acho que não saiu como o esperado — a morena sorriu ainda mais e se inclinou sobre o meu corpo. Suspirei sentindo sua boca doce e macia aprofundar um beijo jocoso que eu retribuía enquanto abraçava o seu corpo.

— Fica comigo? — sussurrei, selando sua bochecha uma porção de vezes, Selena gargalhou, sentindo cócegas.

— Eu já estou aqui.

— Não, Selena. Fica comigo, de verdade. Do tipo, você é minha e eu sou seu — ela engoliu a seco e se afastou um pouco.

— Não fale besteiras, Justin — Selena se levantou e começou a se vestir, um certo desespero me fez vestir a cueca depressa e a impedir de deixar o quatro.

— Eu nunca falei tão serio em toda a minha vida — Selena me olhou em silêncio, então se sentou na cama. — Eu nunca tive uma namorada e creio que você também não. Eu quero que você seja a primeira, e a única. Eu sou tão idiota, mas eu juro que vou tentar ser melhor, por você — eu não acreditava mesmo que estava dizendo aqui, mas mais estranho que Isso era o fato de ser totalmente verdade, toda e qualquer palavra.

— Okay — a olhei confuso, Selena revirou os olhos. — Eu acho que isso foi como um pedido de namoro, e respondendo a sua pergunta, sim, eu aceito.

Ainda estava atônito com sua resposta, mas não pude conter minha surpresa e felicidade. 

Segurei suas bochechas e selei nossos lábios, um tanto desesperado, fazendo-a rir quando tomei uma distancia pequena para que respirasse.

— Você pode ficar? — sussurrei, abraçando sua cintura.

— Eu não sei, eu voltei hoje e meu pai...

— Por favor! — segurei em suas mãos e beijei seus dedos, fazendo-a sorrir e negar com a cabeça.

— Preciso tomar banho.

— Nós dois precisamos...

. . .

— Justin... — eu ouvia sua voz baixa e doce soar próximo ao meu ouvido, sentia sua mão apertar a minha e a outra fazer carinho no meu cabelo. Selena estava tentando me acordar a alguns minutos, mas eu estava tão contente com seus carinhos que preferi abusar um pouco mais. — Bieber, eu vou jogar água em você, seu folgado — soltei uma risada, e ela me acompanhou. Abri os olhos devagar e tive a certeza de que queria aquele momento para sempre no segundo em que meus olhos bateram em Selena.

— Bom dia — sussurrei, levando uma das mãos até seu queixo e a puxando para mim, deixei um selinho longo em seus lábios e nos virei na cama, ficando sobre Selena. — Bom dia, bom dia, bom dia! — selei nossos lábios repetidas vezes e ela gargalhou enquanto tentava me empurrar. 

— Bom dia, seu folgado — ela beliscou meu braço.

— Não me culpe, estava bom receber carinhos de você.

— Não seja meloso, Bieber.

— Por quê? Você é minha namorada, tenho todo o direito, bebê — Selena revirou os olhos me fazendo rir. 

— Eu preciso ir pra casa, Justin. E seria melhor que sua mãe não soubesse que eu estive aqui, pelo menos por enquanto.

— Ainda é cedo.

— São nove da manhã, Justin!

— Tudo bem, tudo bem.

Tomei um banho depressa e me vesti, vendo a morena me olhar enquanto brincava com seus dedos.

Olhei para ambos os lados do corredor e tive certeza de que minha mãe estava acordada no segundo em que o aroma de bacon invadiu minhas narinas.

— Você vai ter que sair pela janela — Selena engoliu a seco, olhando a altura. — Eu vou sair correndo e pego você lá em baixo okay — segurei a lateral do seu rosto e selei nossos lábios. — Não vou deixar que nada machuque você.

Pattie preparava o café da manhã enquanto intercalava sua atenção com a televisão ligada a alguns metros. Sorriu quando me viu e eu retribui de uma forma que demonstrava o quanto tinha algo de errado.

— O café esta quase pronto — apontou para as panquecas e eu neguei.

— Tenho que resolver umas coisas, vejo você mais tarde — beijei depressa a sua bochecha e sai porta a fora, dando a volta e vendo Selena pendurada na arvore ao lado da janela.

— Deus do céu! — resmungou, me fazendo segurar o riso. — Eu mato você quando chegar ai em baixo!

— A culpa é sua, eu não vejo problema algum da minha mãe saber que estamos juntos.

— Cale a boca, Bieber! Ou eu brigo com você no nosso primeiro dia de namoro, seu idiota! Parecia tão mais fácil quando eu subi ontem a noite!

Selena conseguiu chegar mais perto do chão e eu a segurei quando pulou. 

Ela tinha um bico nos lábios que me fez sorrir e prontamente o morder, recebi um tapa em troca, mas não liguei porque logo depois sua feição voltou a sorridente e ela selou meus lábios de volta.

Assim que estacionei a moto em frente à casa de Selena, a vi engolir a seco, me entregou o capacete e parou a minha frente enquanto o vento soprava para o lado a sua franja curta.

— Podemos sair mais tarde? — sussurrei, segurando em uma de suas mãos e puxando seu corpo para mais perto do meu.

Ela assentiu, sorrindo fraco enquanto escorava a testa na minha e abraçava meu pescoço de forma carinhosa.

— Você não é o mesmo cara que tentava me levar para a cama de todas as formas — aquilo soou como uma afirmação, e eu suspirei.

— E você não é a mesma garota chata e sem graça.

— Hei!

— Okay, você nunca foi sem graça, até porque, foi à única que conseguiu me prender — soprei a mecha do seu cabelo, e contornei a maça do seu rosto. Selena sorriu tímida, e mordeu o lábio antes que eu o selasse.

Eu me sentia bem com ela, sem a necessidade de fazer algo errado borbulhando o meu ego, sem me sentir pressionado em sempre ser uma má pessoa, eu sabia que por ela, haviam amplas condições de mudar.

Quando encerramos o beijo e eu abri os olhos, pude perceber Candice na varanda, nos olhando a ponto de cuspir fogo antes de retornar para dentro batendo a porta com força.

Selena sorriu para mim como uma forma de despedida e se afastou, apressando-se em subir no telhado da garagem até a varanda do seu quarto.

Mordi o lábio enquanto prendia um sorriso e voltei para casa. Pattie cuidava do jardim assim que me viu, franziu as sobrancelhas ao perceber o quão idiota o meu sorriso nos lábios estava soando. Parei a sua frente e olhei para ambos os lados como se fosse lhe contar um segredo.

— O que aprontou, Justin? Você faz isso sempre que precisa contar algo e não sabe como.

— Estou namorando! — os olhos azuis de Pattie demonstraram total surpresa enquanto ela deixava o regador de lado para me dar total atenção definitivamente.

— O que?!

— Qual é, mãe? Você ouviu! — revirei os olhos, e ela gargalhou, me deixando ainda mais constrangido e arrependido de ter dito algo.

— Justin, considerar as garotas com quem você sai por uma noite não é estar namorando, querido — ela me deu as costas, deixando-me terrivelmente irritado a ponto de quase puxar os cabelos.

— Mãe, estou falando sério!

— Okay querido, okay.

Revirei os olhos, minha única alternativa era aguardar até a noite.

. . .

— Pode me dizer o que estamos fazendo aqui? Não sei se estou pronta para voltar a frequentar a igreja — Selena segurou no meu braço.

— Selena...

— E se minha avó estiver ali? — ela tentou olhar sobre os meus ombros, amedrontada, deu dois passos para trás e se encolheu.

— Ela vai saber em primeira mão quem é o seu primeiro namorado — a morena suspirou, tendo uma briga interna consigo mesma. — Nada de ruim vai acontecer, Selena — segurei firme na sua mão, trazendo-a até os meus lábios.

— Tudo bem.

Comemorei com um sorriso maior do que de costume e entrelacei nossos dedos. De onde estávamos era possível ouvir o coral ensaiando para a apresentação no final de semana, boa parte das senhoras os contemplavam enquanto o padre batia palmas no ritmo da musica.

Pattie não escondeu sua surpresa ao nos ver, fazendo sua feição aterrorizada ser alvo das demais mulheres, que prontamente desviaram a atenção até nós dois.

Apertei os dedos de Selena e a puxei para mais perto.

— Selena! O que esta fazendo?! — sua avó a repreendeu, o coral parou com tudo, tornando-se um absoluto silêncio.

— Vovó...

— Saia já de perto desse garoto!

— Mas...

— Selena! Você passou semanas longe, não me obrigue a convencer o seu pai de fazer o mesmo novamente.

A morena tentou se afastar, mas eu relutei, e puxei seu corpo pequeno e frágil gentilmente contra o meu.

— Me desculpe, mas ela não vai — a senhora ficou de pé, a alguns metros longe, demonstrando toda sua raiva e arrogância na forma como nos olhava. — Eu sei que minha reputação não é uma das melhores por aqui e que com certeza Selena merece alguém melhor que eu...

— Justin...

— Mas eu a amo, e ela é a primeira pessoa capaz de fazer isso comigo, de me deixar vulnerável e confuso, que me faz querer passar a noite acordado esperando que ela acorde e me de bom dia com aquele sorrisinho tímido que só ela tem. Eu não sou bom, mas eu quero ser por ela, Selena merece alguém que a ame e respeite e eu quero ser esse alguém.

Todos ficaram em silêncio, Selena apertava minha mão e fungava baixo com o rosto escondido em meu peito.

— Muito bem, filho. Fico feliz em saber que esta disposto a tudo isso pela mulher da sua vida — o padre se aproximou e sorriu enquanto me abraçava. — Querem ficar e celebrar conosco?

Olhei para Selena vendo-a um tanto amuada, mas sorriu quando encarou os meus olhos, e foi o bastante para me fazer sorrir junto.

— Tudo bem, nós ficamos.

O coral continuou o ensaio e com a minha ajuda, íamos seguindo, Selena me olhava um tanto admirada enquanto os olhos negros brilhavam de felicidade durante a noite toda.

— Me desculpe não acreditar em você, querido — Pattie me encarou constrangida e eu dei de ombros.

— Tudo bem, mãe. Agora preciso deixar minha garota em casa — selei o topo da cabeça de Selena enquanto tinha um dos braços ao redor dos seus ombros.

— Não dirija rápido.

— Okay.

Nos despedimos e Selena deixou um beijo em sua bochecha, um tanto envergonhada.

O caminho até sua casa não fora duradouro, e quando chegamos, Selena me parecia pensativa e calada.

— O que foi? — toquei seu queixo e a fiz me encarar nos olhos. Franzi a testa e segurei em sua cintura com uma das mãos, pondo seu cabelo atrás da orelha com a outra.

— Não é nada, só que, essa noite foi legal. Foi bom ver sua dedicação com aquelas crianças e o quanto foi educado a maior parte do tempo.

— Eu continuo sendo a parte desastrosa da sua vida — ela gargalhou, abraçando meus ombros.

— A melhor parte também — sussurrou brincando com próprios dedos. — Eu preciso entrar — fechei os olhos sentindo a doçura dos seus lábios se esvair aos poucos com um selinho rápido.

Selena se afastou e acenou quando estava subindo os degraus da varanda, respirei fundo quando a porta se fechou e sorri dedilhando os lábios recém beijados.

Encarei a casa de Selena e achei que não seria justo ir embora com apenas um selinho de despedida.

Corri pelo gramado e avistei a janela pela qual ela tinha entrado anteriormente, subi no telhado da garagem e pude ver a minha garota. Selena prendeu o cabelo no topo da cabeça e tirou a blusa, seguido da calça e tomou um susto quando me viu na varanda, sinalizei para que ficasse quieta então rapidamente ela abriu a porta da varanda, enchendo-me de tapas enquanto eu só sabia rir da sua feição brava.

— Seu retardado! Eu podia ter morrido de susto! — sussurrou brava.

Envolvi sua cintura com os braços e beijei rapidamente seus lábios.

— Não fale uma coisa dessas — revirei os olhos e ela relaxou nos meus braços. — Só achei injusto eu ter de ir embora com apenas um selinho de despedida — fiz bico.

— Se eu soubesse que você seria tão insuportável assim, teria recusado o seu pedido de namoro — comentou, esquivando-se das mordidas que eu tentava dar em seu pescoço.

— Não seja má...

Selena parou por um momento e sorriu vendo a minha feição sofrida, a morena acariciou o meu rosto pouco antes de me beijar, chupando meu lábio inferior e me fazendo suspirar a cada mínimo movimento.

— Tudo bem agora?

— Posso invadir seu quarto todos os dias?

— Quando você quiser, amor.


Notas Finais




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