História Toxic - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Karol Sevilla, Ruggero Pasquarelli, Sou Luna
Personagens Ámbar Benson, Gaston, Luna Valente, Matteo, Nina, Simón
Exibições 49
Palavras 1.655
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Luta, Policial, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, olha eu aqui de novo, como vocês estão? ;)
A primeira interação do Matteo e da Luna, eu gostei muito de escrever este capítulo e espero que vocês gostem.

Capítulo 2 - A proposta


 Luna agonizava tentando gritar, mas aquela mordaça em sua boca não a deixava, mal podia se mexer, afinal seus braços e pernas estavam amarrados á cadeira em que sentava em meio á um quarto. Ela não sabia aonde estava, foi trazida para cá desacordada por todo o caminho, e quando despertou já estava amarrada na cadeira, nesse quarto grande e muito belo, tinha uma enorme cama e com uma decoração de cores claras.

 Apesar de não transparecer, estava com medo, muito medo. Aonde ela estava e porquê? Já que foi pega por roubar um carro, por que já não estava atrás das grades de uma delegacia? Não que ela queira estar presa, mas estar amarrada em um quarto desconhecido, impedida de falar e com movimentos limitados, e um homem gigante atrás dela a vigiando em silêncio era no mínimo assustador. O que eles querem fazer comigo?

 Passos. Ela volta sua visão para a porta. Alguém estava vindo em direção ao quarto. A maçaneta se mexe e então a porta é aberta. Um homem alto de cabelos castanhos, olhos negros, um lindo nariz empinado, uma boca fina, de pele clara e também o cara que foi atingido com uma garrafa na cabeça anteriormente. Agora ele não estava tão arrumado como antes, vestia uma calça jeans, camiseta, tênis e seu cabelo estava levemente bagunçado.  

 — Ora, ora... então, é você a mocinha rebelde. Doeu a garrafada na minha cabeça. — Ele se senta na cama e fica frente a frente dela. Ele sorri. A morena franze o cenho bravamente o encarando. — Pode me deixar sozinho com a moreninha — diz olhando para o homem que vigiava a mulher, ainda sem dizer nada o homem sai do quarto deixando os dois sozinhos. O italiano levanta e se coloca atrás de Luna, tirando a mordaça dela, que no mesmo instante começa a gritar.

 — SOCORRO! SOCORRO! — gritava o mais alto que conseguia. Mas isto não pareceu preocupar o moreno de cabelos castanhos, ele calmamente se senta novamente na cama ficando em frente dela.

 — Quando cansar dessa gritaria conversamos. — Ele deita seu corpo na cama e apoia cabeça nas mãos olhando para o teto. Ela desiste de gritar, afinal aparentemente não funcionaria. — Já acabou? Tem certeza? Que rápido, pensei que aguentava gritar mais. — Diz em tom de deboche que irrita a mexicana . O moreno levanta seu tronco e volta a ficar sentando.

 — O que você quer comigo, hein? — Pergunta com grosseria.

 — Bom... com você eu quero muitas coisas na verdade. — Ele sorri de lado.

 — Que pena para você, eu não sou uma prostituta e — dá ênfase no “e” — eu tenho namorado.

 — Relaxa, eu não sou ciumento. — Ela revira os olhos e o moreno ri. — Não tenho interesses sexuais em você... quer dizer, a menos que você queira que eu tenha. Mas na verdade tenho outros planos para você. — Ele se levanta e anda em volta dela. — Eu estive pensando estes últimos dias e conclui que preciso de uma parceira, uma parceira que tenha um belo rostinho doce e inocente, como o seu — passa a mão no rosto dela, mas ela vira para tentar se afastar —, mas que de inocente só tenha o rosto mesmo, que esconda a quão destemida e maldosa ela é. Mas aonde iria encontrar? Até que de repente você me aparece. Eu acho que é o destino jogando ao nosso favor. — Ele para na frente dela e sorri.

 — Parceira para que?

 — Digamos que eu não consegui aquela Ferrari que você tentou roubar e tudo que eu tenho trabalhando duro e muito menos da forma politicamente correta, ou honestamente.

 — Você é um bandido.

 — Bandido é uma palavra muito desagradável, você não acha?

 — Enfim, — ela dá os ombros — eu não quero ser sua “parceira”.

 — Você quer sim. Ou você vai ser sempre essa ladrazinha barata, com furtos fajutos, sendo que você pode ter muito mais comigo.

 — Eu estou muito bem assim, obrigada. — responde secamente.

 — Você ainda está na parte da negação. Tudo bem. — Ele volta a se sentar. — Você não estava sozinha ontem, afinal o meu carro não foi o único roubado, quem era a outra pessoa? Seu namorado também é um ladrão?

 — Não te interessa!

 — Não me interessa mesmo, você está certa. Mas depois que soube o que aconteceu com ele, achei que se o conhecesse gostaria de ser informada.

 — O que aconteceu com ele?! — Ela volta a se rebater na cadeira tentando se soltar.

 — Por enquanto nada, estamos pensando no que fazer ainda.

 — Deixem ele em paz! — grita. O moreno ri do desespero da moça.

 — Então, é mesmo o seu namoradinho? — Ela fica em silêncio. — Não se preocupe, ele não é assunto nosso, não faremos nada com ele... ainda. Mas, aconselho que pense com carinho na minha proposta, está bom moreninha?  

 — Como você quer que eu pense trancafiada aqui?

 — Oh... Desculpa. — Ele se levanta e vai para trás dela. Com calma, derramara as cordas dos pulsos dela a libertando. Luna se sente mais aliviada, finalmente podia ver as próprias mãos, mexer os braços e sem esperar se abaixa para libertar as suas pernas. Então se coloca em pé e o encara. — E então?

 — Eu quero ir embora. — Cruza os braços. Mas ainda sentia medo dele, seus olhos misteriosos e sombrios que a encarava a fazia estremecer por dentro. Não sabia quem ele era e o quão perigoso ele poderia ser, então não quis arriscar ainda mais, não saberia o que ele faria quando ela dissesse não, era melhor adiar isto, ir para casa e recusar pelo telefone parecia a melhor ideia.

 Ele se aproxima dela, deixando pouco espaço de distância entre eles, o estomago de Luna embrulhou, sua respiração ficou pesada, ela podia jurar que a morte estava chegando para levá-la, mas ainda assim tentava ao máximo não transparecer o temor que sentia. 

 — Não quero que tenha medo de mim, — ele coloca uma mecha de cabelo atrás da orelha dela — aliás, eu realmente não quero que você precise ter medo de mim, então eu vou te levar para sua casa, você vai pensar com carinho e eu te ligo ou te vejo no próximo final de semana. Mas eu não quero que você fale nada sobre mim e o que aconteceu aqui para ninguém, se falar eu saberei e... com você não farei nada, mas não terei dó do seu namoradinho. 

 Luna vira o rosto e fita a parede, depois volta a encará-lo.

 — Podemos ir? — a morena murmura.

 Ele sorri novamente. Luna já estava se irritando com esses sorrisinhos, se ele sorrir desse jeito mais uma vez juraria que iria soca-lo sem pudor.

Eles saem, logo em frente a porta estava o homem gigante parado lá com a cara fechada, e além dele havia mais um no final do corredor tão grande quanto o primeiro. Assustador. Luna seguia o moreno, ao mesmo tempo que olhava cada pedaço em que passava daquela casa, ou melhor dizendo, daquela mansão. Era tudo muito bonito, e com certeza cada coisa ali custava uma fortuna. Eles descem a escada e dão de cara com uma gigantesca sala. Wow. O moreno olha para trás enquanto andava e pega a morena olhando para a sala.

 — Bonito, né? — ele sorri de lado. Ela não diz nada, apenas dá os ombros como se não ligasse. Então, ele dá uma risada baixa, Luna revira os olhos.

 Eles vão para fora e veem um jardim, logo depois se dirigem para o estacionamento, a Ferrari branca estava lá, acompanhado de mais três carros, uma lamborghini e dois porsches.

 — Se você quiser você pode ter tudo isso.

 Luna continua em silêncio. Ele vai até o porsche preto e abre a porta do passageiro para ela entrar, a moça entra. Ele adentra o veículo e ocupa o lugar do motorista. Liga o carro e dirige até onde Luna morava, após a mesma ser obrigada a dizer o endereço.       

 

 Haviam chegado no local, ela morava em um prédio.

 Desta vez era ele que a seguia. Eles subiram duas escadas e estavam no andar em que Luna morava. Ela pega a chave, abre a porta e entra. O moreno entra logo em seguida, analisando a moradia dela.

 — Minha nossa — ele olha para cada pedaço dali, — é nisso que você mora? — O apartamento era realmente pequeno, ele todo certamente não dava o tamanho da sala da mansão que eles estavam anteriormente. Os moveis pareciam velhos, o sofá cabia no máximo três pessoas sentadas, tinha uma coberta velha e almofadas velhas em cima, a única poltrona continha pequenos rasgos, tudo ali parecia velho.

 Ele caminha até a cozinha pequena.

 — Ei, o que está fazendo?!

 Abre a geladeira.

 — Lastimável. — Ele balança a cabeça em negação ao ver que tinha apenas alguns ovos, uma garrafa d’agua e uma de refrigerante, uma caixa de pizza e alguns chocolates. 

 O moreno fecha a geladeira e volta a olhar para ela, que o encarando com os braços cruzados.

 — Você rouba Ferrari e mora nesse buraco? O que faz com o dinheiro que consegue, gasta tudo em drogas?

 — Não é dá sua conta! — Ela parecia mais irritada a cada instante, enquanto ele permanecia o mais calmo, se divertindo com a irritação da ruiva.

 — Estou vendo que precisa mais de mim do que eu imaginava. — Pensa alto. — Enfim, se quiser ser minha parceira, você pode se livrar daqui e morar comigo.

 — Você já pode ir embora — diz ignorando o que ele acabara de falar.

 — Ok. — Ele caminha até ela. — Mas, antes preciso saber o seu nome — sorri. Ela hesita por um instante, mas responde.

 — Luna.

 Ele coloca a mão no bolso e devolve o celular dela. Sem dizer mais nada se vira e vai em direção a porta para ir embora.

 — Você não vai me dizer o seu nome? — Luna pergunta em tom alto de voz para que ele pudesse escutar.

 — Não — diz simplesmente sem olhar para ela.

 — Vá para o inferno! — Grita irritada.

 — Eu já estou no inferno. — Ele olha para ela pela última vez e sorri. Logo em seguida fechando a porta.     


Notas Finais


Comentem, digam o que acharam e até o proximo!!!


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