História Toxic - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jungkook, V
Tags Taekook, Vkook
Exibições 39
Palavras 1.585
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Violência
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Sinceramente nem sei pq estou postando isso, eu sequer gostei da one shot.
Mas promessa é dívida.

Capítulo 1 - I'm in love with a criminal


Olá, mamãe. Aqui é o Jungkook, seu filho, lembra?

Estou escrevendo essa carta por quê acho que já está na hora da senhora saber um pouco sobre meu desaparecimento há alguns meses.

Tudo começou quando Jimin, aquele menino maravilhoso, lindo, educado e cavalheiro que a senhora me apresentou, me levou pra festa da empresa do papai. Ele realmente era tudo isso, até achar que eu nada mais era que um súdito para ele aquela noite e, então, se revelar.

Meu terno de marca estava alinhado, a taça de champagne na mão sendo sustentada delicadamente. As pessoas ao redor elogiavam Park Jimin pela companhia e diziam que ele era um jovem de sorte por ter a mim, o filho de seu chefe, de acompanhante, mas nenhuma delas ouvia tudo que o Park me dizia aos sussurros.

- Arruma essa postura – sibilou no meu ouvido, a mão na minha cintura fazendo aquele ato parecer um sussurro íntimo. – Eu sou Park Jimin, não posso ser visto com um menininho qualquer que não se portar diante empresários.

Respirei fundo e sorri, levantando a cabeça um pouco mais.

-Preciso ir ao toalete, com licença – Pedi educadamente aos homens que estavam na roda de conversa e me desvencilhei dos braços do moreno. Quando me vi de frente para o espelho do banheiro, liberei a única lágrima que estava presa e logo a limpei. – Seja forte, Jeon Jeongguk. Só mais algumas horas e essa noite acaba.

Não queria ter que pensar nas milhões de noites iguais a essa que teria que vivenciar na vida, uma vez que meu pai cogitava seriamente a ideia de me casar com o Park, por ele ser um prodígio dos negócios.

Limpei o rosto com cuidado para não borrar nenhum arranjo que minha mãe fez e fui em direção ao salão, dando de frente com uma cena absolutamente nada agradável.

Park Jimin estava abraçando uma mulher loira pela cintura, enquanto falava no seu ouvido e sorria malicioso.

Cheguei por trás dele e cutuquei seu ombro.

-Com licença. – Virou seu olhar para mim – Oi. Tudo bem? Seu acompanhante, lembra? – Falei sarcasticamente, sem medo do perigo explícito em seus olhos.

Ele largou a cintura dela em um átimo e pegou fortemente no meu braço com a mesma velocidade, me carregando para o lado de fora do salão. Quando chegamos na rua lateral escura, ele me empurrou rudemente.

-O que pensa que está fazendo? – Bradou.

-Você veio comigo, pensei que ao menos teria a decência de não flertar com outras na minha presença, mas já vi que me enganei. – Respondi no mesmo tom.

-Você não sabe com quem está brincando, Jeon.- Se aproximou, ameaçando erguer a mão para me agredir.

-Adoraria tentar descobrir, Park! – E então senti a ardência no lado esquerdo do meu rosto.

Ele me bateu. Como quem toma um gole de champagne ou anda alguns passos, Park Jimin me bateu com espantosa naturalidade.

E então, quando a primeira lágrima de espanto já ameaçava descer pelo meu rosto, eu me vi sendo vingado.

O primeiro soco surgiu do nada, seguido de muitos outros. A primeira coisa que eu vi foi a moto estacionada praticamente ao meu lado, e então foquei na jaqueta preta de couro que se movia agressivamente a minha frente, seguida por uma calça jeans e então um coturno. Quando o sujeito ergueu o rosto e tomou fôlego, depois de ter deixado o Park gemendo de dor no chão, eu pude então notar seu cabelo claro, seus piercings e até mesmo a tatuagem na lateral de seu pescoço que se escondia por baixo da gola da jaqueta.

Meu anjo parecia ser um demônio.

Quando o homem desconhecido subiu na moto, pôs o capacete e virou a cabeça na minha direção novamente.

-Vai ficar aí parado esperando ele levantar para continuar te batendo ou vai subir logo?

Santo Deus, que voz rouca era aquela?

Olhei para o Park gemendo de dor no chão e então para o desconhecido, tentando decidir o que fazer.

Olhando pra trás hoje, penso que não deveria ter demorado tanto pra decidir o que fazer, pelo menos, não se eu soubesse tudo que estaria por vir.

Subi na moto pondo o capacete que me foi oferecido e passei as mãos na cintura do meu estranho salvador. Foi quando já estávamos em alta velocidade que eu notei o estranho volume em sua calça.

Naquele momento eu rezei para todos os deuses que aquele fosse o pênis dele, mas era algo muito mais excitante.

Era um revolver.

Algumas horas depois ele se apresentou e então eu olhei em seus olhos. Por baixo de todas aquelas tatuagens e todo aquele couro, havia alguém que eu me apaixonei no primeiro instante. Piegas, eu sei, mas ainda assim é verdade.

Taehyung é o nome do meu desaparecimento. Foi por estar com ele que eu nunca mais quis voltar para sua casa, e eu não digo apenas “casa” ou “lar”, porque ele se tornou minha casa. Onde ele estiver, estará, então, meu lar.

Você não me reconheceria hoje, mamãe, e digo isso, pois sei que já não me reconheceria há tempos.

Uma semana depois de estar vivendo sob o mesmo teto que Taehyung, ele me apresentou seu mundo. Uma noite decidiu que eu precisava conhecer o mundo como ele é, e então me apresentou seu trabalho.

Entenda que Taehyung nunca teve, nem procurou ter, amigo algum. Sempre foi ele, e apenas ele mesmo, por ele. Seu único amigo era preto, de ferro, tinha calibre e se encaixava perfeitamente na sua cintura.

Afinal, amigo é aquele que ajuda nas horas ruins não é mesmo?

Ah, mamãe... Como aquele amigo nos ajudou.

Naquela primeira noite ele foi apenas uma ameaça para um adolescente desavisado em um ponto de ônibus que perdeu o celular e a carteira, mas depois de um tempo Taehyung me ensinou que ele poderia trazer muito mais lucro sendo usado de verdade.

É nessa altura da carta que eu sorrio ao dizer que aprendi a matar.

Com o peito nas minhas costas e as mãos nas minhas, meu anjo me ensinou a aguentar o solavanco que o gatilho provoca ao ser puxado, mas logo suas mãos já não estavam mais nas minhas. Passaram por meus braços, ombros, deslizaram mais e agarraram minha cintura.

Até hoje não sei dizer se a próxima ação de Taehyung foi movida por sua própria vontade, ou se foi motivada pelo meu gemido de deleite.

Ele me virou para si e sua boca estava na minha antes mesmo das minhas costas baterem na parede.

Quente, necessitado, afoito e sexy. Esse foi nosso primeiro beijo.

Uma descrição não muito diferente da nossa primeira transa, naquela mesma noite.

Depois de me ensinar a atirar, Taehyung achou que eu já estava pronto para treinar com um alvo de verdade.

-Você tem talento pra coisa – Foi o que sua voz rouca disse ao meu ouvido.

Então, alguns dias depois de fugir de vocês, eu me encontrava de coturno, calça e moletom, em cima de uma moto, com uma arma na cintura.

Ainda não sei dizer se a maior adrenalina daquela noite foi ter matado um homem que devia ao homem que me ensinou a atirar ou se foi o que aconteceu depois.

Assim que chegamos ao pequeno esconderijo que chamamos de casa, fui jogada novamente contra a parede, tendo meus lábios, e sanidade, tomados.

- Sabe Jungkook – Disse descendo seus beijos de minha boca para meu pescoço – Você está incrivelmente sexy – Sua mão se infiltrou por baixo do tecido do meu moletom, apertando minha cintura. Gemi quando sua boca marcou meu pescoço. – Se soubesse a vontade que eu estou de arrancar essa roupa e te comer assim mesmo...

Me arrepiei da cabeça aos pés quando puxou o moletom do meu corpo.

-E está esperando o quê? – Desafiei.

Alguns instantes depois eu já estava de joelhos, encurralado na parede, com a cabeça indo contra seu membro, que passava livremente pela minha garganta. Suas mãos em meus cabelos controlavam os movimentos.

Mas a melhor parte da noite foi, indiscutivelmente, a primeira vez que eu descobri o quanto Kim Taehyung fode bem.

Seu membro violava minha entrada com a mesma força que sua mão apertava meu pescoço, seu corpo me prensando na parede. Cada estocada era uma cabeçada que eu dava no cimento. Ele me fodia sem dó, piedade, pena ou escrúpulos. A mão que não me apertava, batia em minha bunda.

Quando gozei, me pôs de quatro no chão e voltou a me foder até ele mesmo gozar.

Aprendi, então, a viver assim.

Matando, fodendo e seduzindo.

Diferente de Taehyung, meu forte não era a arma, mas sim as facas. Aprendi a sentir prazer ao ver o sangue escorrer pela garganta das minhas vítimas enquanto suas vidas se esvaíam entre meus dedos.

Matar sem um ideal além do dinheiro era bom, mas não tão quanto planejar uma vingança.

Sabe, querida mãe, certo dia eu parei pra pensar que vocês nunca me trataram como pais deveriam tratar um filho. Nunca me amaram. Até mesmo me empurraram para o Park, não é mesmo?

Então eu planejei, pensei e arquitetei o melhor, maior e mais doloroso assassinato da minha vida.

Por isso estou aqui, mentalmente escrevendo essa carta pra você enquanto é o seu sangue que mancha minhas mãos, enquanto é a sua vida que escorre por entre meus dedos.

Desculpa, mamãe, talvez tenha sido culpa minha ter me deixado intoxicar por um amor tão violento.

Desculpa, mamãe, mas eu não me arrependo nem em pouco que seja de estar amando um criminoso.

 


Notas Finais


SIm, eu sei que tá uma bostinha.
Sim, eu achei curto pra caralho.
Não, eu realmente não gostei nem mesmo da capa.
mas ai esta <3


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