História Toy - Capítulo 19


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, D.O, Kai, Personagens Originais, Sehun, Xiumin
Tags Chanbaek, Chansoo, Exo, Exo Fanfics, Kaisoo, Romance, Xiusoo
Exibições 185
Palavras 3.663
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Sabadoooo ~
Dia de que?
<333 e aqui estou eu o/
Sem mais delongas, uma boa leitura e ate as notas finais ★

Capítulo 19 - Passado


Um suspiro longo e a alguns goles no chocolate quente marcaram a pausa aparentemente interminável de Sori, antes que prosseguisse com o que dizia, tendo seus olhos fixos na fumaça que saia da caneca.

 

- Eu ouvi coisas naquela noite da boca do Jongin que eu não imaginava ouvir de ninguém, principalmente por ser tão nova e frágil. Quando me aproximei, ele tentou me afastar de todas as formas. Eu chorava sem parar a cada frase ofensiva que soltava e cada empurrão que recebia pra que fosse embora, mas persistia. Eu o amava. Sim, desde muito antes daquilo eu lhe dediquei todo meu amor e criei na minha cabeça um conto de fadas onde existíamos só nós dois. Antecipei e desejei vários paraísos, imaginando um futuro repleto de felicidade ao lado do meu "príncipe encantado", mas a única coisa que trouxe pra mim foi um grande inferno. Naquela noite eu o irritei ao máximo com a minha insistência, e ele só queria ficar sozinho. Droga, droga Sori! - Corrigiu-se, pensando na bestialidade de seu erro - Depois de muito tempo, ele simplesmente se calou. Ficou olhando pro céu enquanto suas lágrimas escorriam, e eu apenas esperava que dissesse algo, qualquer coisa que fosse. Mas a única coisa que ouvi foi sua gargalhada, um riso medonho e exagerado, no qual só hoje eu percebo que era a mais pura demonstração de uma tristeza absoluta que estava sentindo e só não sabia expressá-la. Como qualquer idiota, eu sorri com ele e me aproximei, achando que estava tudo bem. Virei seu rosto pra mim e vi no lugar de seu antigo olhar infantil e iluminado, um par de órbitas sem brilho e repletas de raiva. Já era o mesmo olhar que ele carrega até hoje. O que ele me disse... Bem - Balança a cabeça, respirando fundo - Também foi algo que me marcou profundamente. "Então você quer me ajudar? Quer ser útil nesse momento? Então me faça esquecer essa vontade de morrer que eu sinto toda vez que estiver comigo, Park Sori. Deixa eu me divertir com você, já que não vou conseguir sorrir de verdade nunca mais". Independente do que ele quisesse dizer com aquilo eu simplesmente concordei, querendo fazê-lo feliz como ele me fazia. Eu não tinha ideia, Soonnie... E-eu... Eu não sabia... Que seria assim... - Abaixa a cabeça e cobre o rosto com as mãos, abafando seus soluços enquanto o coração de Kyungsoo se contorcia dentro do peito.

 

- Você não precisa continuar, Sori.

 

- Sim, eu preciso. - Fala de maneira firme, estabilizando sua respiração e esperando alguns segundos antes de prosseguir - E tudo continuou daquele jeito. Continuei sendo um objeto. Uma diversão. Continuei sendo uma válvula de escape proibida pro Jongin. Mesmo depois da mãe dele voltar e eles terem resolvido sabe-se lá o que entre si. E a idiota aqui, mesmo tendo plena consciência do que significava pra ele, continuou projetando vários futuros felizes ao lado dele. Achei que poderia mudá-lo, que ele um dia ia acabar voltando ao normal e perceber que ainda gostava de mim. Mas só nessa viagem eu percebi que... - Olha nos olhos de Kyungsoo ao secar as lágrimas que escorriam pelas suas próprias bochechas - Tudo que eu planejava pro futuro fazia sombra no meu presente. Eu escurecia minha visão, pra não enxergar quão idiota eu estava sendo ao me deixar ser usada. Eu sofria pelo futuro que eu mesmo podia construir de  formas felizes, e acabei vendo que a única utilidade disso era me fazer sofrer á toa e por antecipação. Soo, eu gastava um tempo precioso e irrecuperável da minha vida com isso ao invés de aproveitar momentos preciosos ao lado da minha família e dos meus melhores amigos. Eu planejava coisas que jamais aconteceriam, ao invés de enxergar o que estava justamente na minha frente. Eu sabia que Jongin tinha muitas outras pessoas além de mim, e se não fosse você poderia ser qualquer outra pessoa naquela mesma situação. Foi só um deslize do destino ter sido justamente você a passar no caminho dele aquela manhã.

 

- Mas meu erro foi já ter estado com ele e não acabar com essa história ao me tornar seu amigo. Eu pensei apenas em mim, Sori. Não tive nenhuma consideração por você. Pela minha própria amiga.

 

- Deixe disso. Eu me senti mais culpada do que qualquer outra coisa depois de sair correndo daquela biblioteca e só ter pensado no Jongin. Eu poderia estar prestes a perder uma das pessoas mais preciosas pra mim, mas no que eu pensava? Na "traição" do Jongin. Olha só Soo, o tamanho desse egoísmo. Eu me senti um lixo naquele dia, e por diversos motivos, principalmente esse. Foi aí que percebi que sua amizade realmente valia muito mais do que Kim Jongin pra mim. - Agarra a mão trêmula á sua frente, sorrindo ternamente - Sim, eu já havia te perdoado por aquele fatídico episódio naquela mesma tarde, Soonnie. O motivo do meu sumiço foi simplesmente pessoal, jamais foi culpa sua, tudo o que disse foi puro nervosismo. Mas sabe - Ri de maneira divertida, respeitando o tempo que Kyungsoo tomava pra processar o que tinha dito - Eu percebi, quando fiquei calma, que eu estava extremamente grata pelo Jongin não ter pisado na bola ao menos uma vez na vida ao ter escolhido uma pessoa tão incrível como você pra se relacionar.

 

- Nossa, cala boca. - Revira os olhos discretamente úmidos, rindo minimamente - Não existe ninguém nesse mundo mais capaz de mudar alguém pra melhor do que você, Senhorita. - Sorri com ternura, pousando o dedo por alguns segundos na ponta do nariz de Sori antes de afagar-lhe a bochecha.

 

- Senti saudade do seu carinho, Soo. Você é um segundo irmão mais velho pra mim, saiba disso. - Acaricia a mão que a afagava, sorrindo carinhosamente.

 

- Mas e o Baekhyun, menina? Se ele ouvir você falando isso, ele vai te emparedar, tá ouvindo? - Brinca, arregalando os olhos na direção da amiga.

 

- Ah o Baekkie tá mais pra minha cunhada. - Gargalha, sendo acompanhada por Kyungsoo, que jogava a cabeça pra trás enquanto ria, completamente leve.

 

- Pelo visto perdi algumas movimentações entre os dois, hein. - Sorri de maneira cúmplice, lançando um olhar indagador á amiga.

 

- Menino, mas as coisas entre os dois estão boas mesmo, viu. O Baekkie, piranha que só ele, me contou que sempre que saía com meu irmão, vestia calças por volta de dois números menores do que ele usa normalmente. Imagina um garoto que deve ter babado essas noites inteiras? Então, Chanyeol, certeza absoluta.

 

- E eles estão saindo essas duas semanas?

 

- Sim, quase sempre. Ás vezes eles saem, ás vezes ficam na nossa casa, conversando ou vendo filmes. Você nem imagina o amor que tá entre a Omma e o Baekkie, chega a dar ciúmes quando ele conta. Já que sempre me liga, fica me contando alguns detalhes e diz como foi tudo especial, diferente, divertido, leve. Meu irmão é incrível mesmo, não tem jeito. - Ri, dando um longo gole da bebida que esfriara numa quantidade boa pra ser ingerida.

 

- Venenosa do jeito que é, aposto que fofoca tudo pro seu irmão. - Provoca, rindo da expressão de falsa ofensa da amiga, que logo suspirou e apoiou o queixo nas mãos unidas.

 

- Conto algumas coisas que ele pergunta, mas sempre percebo que está incomodado com o fato de já estarem tão próximos. - Suspira, tristonha - Conheço meu irmão e sei que o Channie tem o grande problema de nunca admitir seus sentimentos. Sabe, eu entendo ele, afinal nós fomos deixados e isso é imensuravelmente doloroso, é algo que temos muito medo de se repetir. Um abandono dói demais, mas poxa... - Faz um biquinho fofo e inconformado - É o Baekkie, não tem como dar errado, definitivamente, não dá.

 

- Ele vai acordar, Sori. Sabe por quê?

 

- Por quê? - Indaga, curiosa.

 

- O Chanyeol não é bobão igual a gente, e logo logo vai perceber que tá perdendo o presente dele se preocupando com traumas passados que simplesmente tiveram de acontecer.

 

- Machucar e ser machucado faz parte da vida né, Soonnie? - Olha pela janela, sorrindo - É um ciclo interminável de aprendizado, onde a gente cai e alguém nos levanta, simplesmente pra cairmos mais vezes pelo caminho até aprendermos que a vida é isso mesmo.

 

- Ou seja, a gente nunca deixa de ser uma criancinha aprendendo a andar.

 

- Sim, Soo. Nós nunca vamos deixar de ser meras crianças... - Olha nos olhos do amigo, dando de ombros - Ao menos enquanto estivermos vivendo o aqui e agora, aprendendo com tudo que acontece a cada segundo, exatamente como fazíamos nos anos mais distantes.

 

Os minutos jogando conversa fora e comentando sobre tudo que viveram fora de Seul passaram rapidamente, até o momento em que enfim viram a chuva cessar. Fechando a conta com euforia e ansiosos por andarem juntos por Nova York, ambos saíram do estabelecimento falando de maneira empolgada e risonha, fazendo qualquer americano estranhar tudo que saía de suas bocas. Rindo incontrolavelmente de qualquer besteira dita, caminharam por diversos lugares admiráveis e fizeram turismo pelo resto da tarde sem prestar atenção nos minutos correndo, tornando aquele passeio simples de um fim de tarde qualquer em algo extremamente especial por estarem na companhia um do outro mesmo depois de tudo que ocorrera. O tempo passava rapidamente enquanto estavam gargalhando e comendo juntos e Kyungsoo mal podia acreditar que tudo se resolveu de maneira tão simples, amigável, verdadeira e principalmente com ambos apoiados em tudo que aprenderam graças ao outro.

 

- Soo? - Sori chama, sem tirar os olhos do grande saco de pipocas que segurava enquanto andavam por uma rua qualquer apenas apreciando a movimentação da cidade enquanto o sol se punha.

 

- Sim? - Responde depois de alguns segundos, por estar completamente imerso em seus pensamentos até então.

 

- Se eu te pedisse pra voltar pra Coréia agora comigo... - Olha pro amigo, que a encarava de volta - Você voltaria?

 

- Eu estava pensando justamente nisso. - Ri soprado, colocando as mãos nos bolsos e encarando seus passos enquanto refletia sobre a pergunta - Será que é a hora certa? Você sente que já resolveu todas suas pendências consigo mesma?

 

- Só existe uma coisa que falta pra eu me sentir 100% realizada... - Busca os olhos de Kyungsoo, que não tardaram a encontrar os seus - Mas infelizmente esse assunto eu só posso resolver lá em Seul, quando estiver cara a cara com a segunda pessoa que mais contribuiu com a alegria que eu encontrei fazendo essa viagem.

 

- Baekhyun? Mas por quê? - Indaga, sem entender o que Sori queria dizer.

 

- Não, Soonnie. Essa pessoa é o Jongin. - Responde como se fosse algo óbvio, sorrindo minimamente ao ver a expressão de Kyungsoo - Eu sei que vai ser difícil... - Sente os olhos do amigo pesarem sobre si - Tá, tá, sei que vai ser praticamente impossível, mas eu preciso tentar. Eu preciso mostrar toda a gratidão que sinto pelo que ele já fez por mim. O fato de eu ter sofrido por ele durante esses anos nem deve ser levado em conta, já que a culpa foi exclusivamente minha, ele não fez nada além de permitir que eu... Alimentasse minha fantasia. O Jongin me proporcionou coisas impagáveis sabe, e eu gostaria muito de ao menos poder agradecê-lo mostrando que ele também pode encontrar as respostas pra suas perguntas. Se nós merecemos, ele também merece e do mesmo jeito que nós conseguimos ele também consegue. Só precisa de força vontade e... Um empurrãozinho. - Ri divertidamente, logo sendo acompanhada por Kyungsoo quando também recordou do baita empurrão que os dois precisaram pra chegar até ali.

 

- Então empurre ele de um penhasco. Com menos que isso, duvido que ele te ouça. - Diz balançando a cabeça negativamente, recordando do difícil temperamento do mais alto.

 

- E é por isso que eu conto com você pra me ajudar.

 

- É O QUÊ?! - Indaga, encarando a amiga com seus olhos incrédulos e arregalados - Você tá doida?

 

- De forma alguma. - Ri jogando a cabeça pra trás, fazendo Kyungsoo cruzar os braços e soltar muxoxos revoltados - Soo, só você pode me ajudar. Eu tenho certeza que é o único capaz de fazer o Jonginnie escutar o que ele precisa escutar.

 

- Claro que não, aquele garoto nunca me ouviu e nunca vai me ouvir. Ele só sabe provocar e debochar, provocar e debochar, já percebeu? Sinceramente, não consigo manter uma conversa com alguém assim, isso me tira do sério.

 

- Talvez não tenha prestado atenção mas... - Meneia a cabeça, ponderando sobre o que diria - Você foi a única pessoa que teve coragem de bater de frente com ele até hoje. Qualquer um que conheça o Jongin sabe que ele é uma pessoa rude e sem medo de ferir alguém. E você foi a única pessoa que eu já vi tendo coragem da dar lição de moral nele.

 

- Mas você viu que ele não estava nem aí. Simplesmente deu as costas pra nós dois naquela biblioteca depois de ter dito coisas horríveis pra você como se eu não tivesse falado nada a respeito disso com ele.

 

- Aí que você se engana. Eu conheço o Jongin á anos e sei que o olhar que ele sustentava quando passou por mim era de alguém que foi deixado completamente instável com o que você disse. E Soo, eu aposto que isso não aconteceu com ele enquanto acreditou que as verdades dele eram superiores á de qualquer outro. Se naquele mesmo dia o Kai duvidou de si mesmo, significa que falta muito pouco pra ele cair na real... Mas a única pessoa capaz de terminar isso foi quem começou. Tudo depende de você. - Diz por fim, segurando a mão de Kyungsoo com força quando este parou no meio do caminho e olhou em volta, completamente confuso.

 

- E-eu não sei se sou capaz de... - Passa a mão livre nervosamente pelo cabelo, olhando pra tudo que não fosse o olhar suplicante de Sori - Me desculpa, mas eu não sei se sou capaz de enfrentá-lo de novo, da forma que fiz aquele dia. Eu mudei, Sori. - Vira-se pra amiga, pegando seu rosto com as duas mãos e olhando-a profundamente - Eu não sou capaz de falar com tamanha raiva com ele a ponto de fazer o Kai se abalar com minhas palavras. Como você, a única coisa que sinto pelo Jongin é uma profunda gratidão. Foi graças á vocês dois que cheguei até aqui, e só tenho a agradecer por isso.

 

- A única forma de agradecer o Jongin é ajudando ele a acabar com a dor que tá corroendo seu coração. A dor que machuca sem parar o menino incrível que ele foi um dia. Ele também merece, Soo... - Balbucia, com os olhos transbordando as lágrimas que já não conseguia mais segurar - Ele também merece enxergar o que tá perdendo... Do mesmo jeito que nós enxergamos quando viemos pra cá. Eu não quero ver ele se ferir de novo... Nunca mais, Soo. Quando ele machuca alguém, a pessoa que ele mais tá machucando é o Jongin que esconde dentro dele. O garoto bom e sensível que eu conheci... E que eu quero de volta.

 

- Não se preocupe, Sori. - Puxa a garota pra perto, envolvendo seu corpo trêmulo num abraço protetor e abafando o choro da mesma em seu peito - Se o Jongin que você conheceu ainda existir lá dentro, na hora certa ele vai perceber que precisa acabar com aquele garoto rude que criou pra se proteger.

 

- Eu só tô te pedindo pra me ajudar a fazer isso acontecer o mais rápido possível. Não dá tempo de esperar a hora certa! Ele não merece sofrer mais, Soonnie! Vai chegar um dia que não terá mais volta... E quando o Jongin sufocar de vez o que já foi um dia... Ele vai se destruir, mas não antes de levar todos em volta dele consigo. - Esbravejou, sem se importar com a altura de sua voz, que atraía olhares em sua direção e fazia sua garganta doer enquanto se engasgava com suas lágrimas, querendo apenas que o Kyungsoo imóvel á sua frente entendesse o que queria dizer antes que fosse tarde demais.

 

 

 

 

 

 

 

 

Eram cinco da manhã, a temperatura era amena e Sori mantinha sua cabeça deitada no ombro de Kyungsoo enquanto tentavam não dormir no banco desconfortável do aeroporto. Já faziam vinte minutos que o Sr. Do havia saído de casa pra buscá-los, mas nenhum sinal dele entre as pessoas que circulavam pra todos os lados no extenso saguão. A viagem fora cansativa e era difícil pra ambos se manterem acordados enquanto aguardavam, mantendo uma conversa baixinha e arrastada no intuito de não terem a deixa pra caírem no sono. Os minutos longe de uma cama e cobertores pareciam mais extensos do que realmente eram, fazendo os dois praticamente saltarem de seus assentos quando viram o homem de meia idade e cabelos grisalhos andando á passos rápidos até eles.

 

- Minha nossa, faz quantos anos que vocês não dormem? - O homem indaga ao pegar a mala pesada das mãos de Sori e olhar os dois enquanto bagunçava os cabelos de cada um numa demonstração de carinho.

 

- Acho que não dormimos á quase trinta e duas horas... - Sori diz roucamente enquanto se arrastava ao lado de Kyungsoo atrás do homem que andava energicamente á frente deles na direção da saída.

 

- Viagens até o ocidente são realmente cansativas, pessoas da minha idade precisam de quase uma semana pra descansar depois delas. - Fala de maneira risonha, enquando andavam pela calçada do aeroporto em busca do carro estacionado.

 

- Pessoas da minha idade também, nem vem com essa não. - Fala Kyungsoo, ao atravessar a rua o mais rápido que suas pernas permitiam.

 

- Então se prepara pra descansar todo esse tempo com muitas pausas no caminho, porque você conhece sua mãe tanto quanto eu, e sabe como ela vai ficar com você depois de duas semanas fora. - Diz, olhando na direção de um Kyungsoo que limpava falsas lágrimas no rosto enquanto ele e Sori abriam as portas traseiras e ele colocava a mala de ambos no porta-malas, entrando no carro logo em seguida.

 

- Como eu esperei por isso. - Conclui Sori, fechando os olhos ao colocar os cintos e escorregar no assento.

 

- Eu tô esperando por um banho, isso sim. - Diz Kyungsoo, colocando a mão sobre a cabeça que latejava de enxaqueca - A mamãe tá acordada, pai?

 

- Sim, completamente acordada e eufórica. Tenho pena de vocês, sinceramente. - Ri, dirigindo enquanto olhava para os dois algumas vezes através do retrovisor - Mas pode deixar que só dela ver o estado de vocês, com certeza vai praticamente obrigar os dois a dormirem.

 

- A situação tá feia mesmo então, hein. - Ri Sori, passando a mão,sobre o rosto na intenção de disfarçar a expressão de cansaço - Que bom que minha mãe me deixou ir direto pra sua casa porque se ela me visse desse jeito, não quero nem imaginar o desespero dela pensando no que eu fiz durante a viagem.

 

- Sua mãe tem razão de ficar desesperada com você mesmo viu, porque depois de sumir do nada e colocar todo mundo louco, seus pais podem esperar qualquer coisa de você, mocinha. - Dita, falando como qualquer pai falaria enquanto a olhava através do retrovisor.

 

- Sim, depois de esfriar a cabeça, eu percebi o tamanho do meu erro e liguei pra minha família, pra dizer que estava tudo bem comigo e que eu estava indo pra casa de uma parente nossa, que mora no sul. - Fala, encarando as próprias mãos sobre o colo pra esconder a vergonha por estar ouvindo um sermão antes mesmo de chegar na própria casa.

 

- E como foi que você acabou parando do outro lado do mundo, menina? - Pergunta o pai de Kyungsoo, franzindo o cenho pra Sori enquanto avançava por um sinal aberto.

 

- Bom, eu não conseguia me sentir satisfeita estando ainda na Coréia, então fui viajando por vários lugares dentro e fora da Ásia, até cair de pára-quedas na mesma cidade que o Soonnie. - Conclui, sorrindo pro amigo que sorri de volta.

 

- Que coincidência, não? Mas afinal, até hoje eu não entendi o porquê de vocês viajarem tão repentinamente, deixando todo mundo confuso. E ainda mais no mesmo dia. - Dá um sorriso de canto, sem desviar os olhos da estrada - Isso me parece uma briga de casal, hein. - Diz, fazendo Kyungsoo e Sori se entreolharem e precisarem segurar o riso.

 

- Quase isso, Sr. Do, quase isso. - Responde a garota, dando um tapinha fraco na cabeça do amigo enquanto sorria de maneira carinhosa em sua direção.

 

- Ah, agora eu entendi foi tudo. - O homem gargalha, sentindo-se satisfeito com a explicação e dirigindo o resto do caminho entre conversas descontraídas com Sori e Kyungsoo sobre o desenrolar de suas viagens e estadias.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A chegada foi calma, até o instante que a mãe de Kyungsoo percebeu a movimentação vinda da sala. Foi difícil, mas com a ajuda do pai os dois amigos escaparam de suas perguntas animadas e intermináveis na intenção de descansar algumas poucas horas antes de enfrentarem o turbilhão que viria junto com a chegada de ambos - ainda por cima juntos - da viagem que mudaria o rumo da vida de cada um dali pra frente. Para os dois a única coisa mais preocupante que o sono e o cansaço que carregavam era como as coisas seriam depois do momento em que acordassem, dali poucas horas, cheios de explicações, decisões e mudanças que teriam que fazer em suas vidas.


Notas Finais


Chegaaay
Opaaa, muita coisa foi falada nesse cap :x o que será que vai acontecer agora? Hmm, parece que muita coisa vai mudar depois dessa viagem, uh?
Temos uma grande missão a sori e kyungsoo. Vamos torcer juntos pra que tudo dê certo, sim?
Obrigado por estarem comigo até aqui >< ate o próximo capitulo, bjs de loteria~
P.S.: ★ agradeço cada favorito, vocês são os melhores ★


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