História Tracker - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Tags Bondage, Darkfic, Stalker, Tracker, Violencia
Exibições 10
Palavras 1.295
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Drama (Tragédia), Ecchi, Hentai, Luta, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Self Inserction, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Olá pessoinhas do meu coraçãozinho.
Bem-vindas de volta à minha fic.
Postei mais cedo que o normal, né? Eu sei.
Eu estou a postar mais capítulo pois quero compensar as semanas que não pude postar por falta de tempo, bloqueio na criatividade ou demasiados trabalhos escolares que me impedem de escrever.
Bem, espero que gostem deste capítulo.
Apesar de estar pequeno, acho que não foi dos piores.
Vejo-vos nas notas finais.

Capítulo 9 - Destinos paralelos?


Fanfic / Fanfiction Tracker - Capítulo 9 - Destinos paralelos?

Bram encostou delicadamente a moça contra a parede branca do corredor. Não conseguia ver bem o que estava acontecer pois as costas dele tapavam toda ação. Até então, eu estou aqui escondida, me perguntando o que acontecerá depois. Me perguntando, e me  perguntando sem parar se realmente ele sente algo por aquela "coisa". Não, não podia ser. Ele não pode gostar de mais ninguém além de mim. Eu, eu sou a pessoa certa para ele! Eu! Só eu!

O meu coração batia repetidamente. Ver aquilo enchia-me de inrraivecimento. O motivo pelo qual ainda estou escondida por detrás desta porta e não ter feito nada até agora é porque eu sei que se interromper os dois, Bram irá me odiar ainda mais. Ele poderia pensar que eu era um gênero de stalker e poderia se afastar de mim.

Engoli em seco e fechei os olhos. Virei de costas contra a porta e rezei para que aquilo acabasse, que alguém os visse e que fizesse com que eles parasse. Eu nem consigo racionar direito sem fechar fortemente os olhos para evitar de ver aquela cena. Sentia furor, sentia-me a pegar fogo desde a ponta dos pés até à ponta dos cabelos. Fechava os punhos e cravava as unhas nas mesma afim de passar os nervos para dor física, ajudando-me a descontar a raiva em algo.

Inspirei fundo e ganhei forças.  Abri completamente a porta e lá estavam eles. Logo que eles ouviram o barulho da porta velha sendo aberta, viraram-se surpresos para mim, como se tivessem acabado de ver um monstro.

Não posso negar,  a minha expressão deve os ter assustado também. Eu pressionava os lábios e carregava as sobrancelhas. Não consegui negar fúria.

- O que raio fazes aqui? - perguntou chocado Bram entre respirações pesadas e de olhos esbugalhados (ai, como eu adoro esta expressão).

- Eu? Não seria mais ao contrário!? - respondi com um tom alto e coberto por indignação.

O meu coração saltava. Conseguia senti-lo a bater e o calor a subir pelo meu peito até à garganta, onde soltava as palavras sem vergonha.

Bram e a outra ao lado pararam para se olharem e depois devolveram-me o olhar, parecendo seguros.

- Nós não estávamos a fazer nada de mal. - foi vez da vagabunda falar, com a voz mais calma do mundo e de braços cruzados como se não estivesse a acontecer absolutamente nada.

Ouvindo aquilo, desviei o meu olhar para aquela vagabunda.

- Não...Só estavam quase comerem-se um pleno dia, na escola! - dei um ênfase ao "Não" e respondi o resto da maneira mais sarcástica possível.

- O que nós fazemos não te diz respeito. - Bram acrescentou, também com um tom mais calmo.

- Como assim? Eu sou a neta da diretora e querem que eu deixe aquilo que vi passar ao lado como se nada fosse? - estendi os braços para dramatizar ainda mais.

- Eles entre-olharam-se novamente - O que realmente viste? - Bram perguntou com uma sobrancelha erguida.

- Não é óbvio? Eu estava atrás desta porta a ouvir tudo! - apontei para a porta atrás de mim, onde me escondera anteriormente.

Bram olhou para a porta e depois para mim. Ele parecia um tanto quanto enfuriado.

- Andavas a espiar-nos? - a sua voz suou-me um pouco desapontada.

O meu coração nesse exato momento.

Não queria nem por nada deste mundo que Bram sentisse desapontamento em mim então, tentei reverter a situação.

- E-eu... - respirei profundamente e engoli em seco de seguida - N-não interessa! Vocês não podem fazer as coisas logo numa escola com pessoas a passaram constantemente de um lado para o outro, mesmo que só cá esteja eu e a minha avô.

Acho que consegui inverter as peças do jogo...

- Não me respondes-te à pergunta. Estavas ou não a seguir-nos? - ele reforçou, sem pestanejar.

...Ou não.

O seu olhar frio e sem vida sobre mim fazia com que as minhas pernas estremecessem e com que sentisse falta de ar. Custava a respirar, custava admitir.

- Não, eu estava naquela sala só de passagem. - respondi, obviamente, mentindo de cara suja.

- Bram deu uma gargalhada sarcástica - Vá lá, Rosei. Quem é a pessoa que se enfia numa sala escura a uma hora destas e ainda por cima, no sítio onde justamente nós estávamos? - a sua expressão foi ficando cada vez mais séria à medida que falava.

As verdades tocavam cada centímetro do meu coração. Não eram as verdades que me magoavam mas sim quem as proferia.

- Eu estou onde eu quero e onde bem me apetecer. Agora, vocês vão ter sérios problemas se continuarem a fazer perguntas ao invés de se desculparem devidamente. - arranjei coragem no fundo da minha alma para ameaçar, de um jeito para que eles se sintam obrigados a ficarem com a culpa.

Sentia o meu coração a ser esmagado à medida que aquelas palavras saíam da minha boca. Estava a ameaçar alguém que amo. Amo mais que algum dia amarei outra pessoa. Sou mesmo um ser inútil. Como fui capaz de dizer de forma tão cruel e determinada aquelas coisas? O que ele deve estar a pensar de mim neste momento? Que não passo uma menina mimada? Que ando a segui-los que nem uma stalker louca?

Respirei fundo e tentei acalmar o meu estado. Estava demasiado exaltada para falar, por isso, respirei profundamente durante uns cinco segundos.

- Não se preocupem, eu não vou contar nada. Mas, por favor, parem com isso. Aqui não. E não fiquem até horas extras na escola quando é estritamente proibido. - proferi, ligeiramente mais calma.

Queria dizer desculpa por ter gritado. Queria abraçar Bram e dissolver-me em desculpas. Queria dar um chute bem no rabo da outra enjoadinha dali. Sinto-me péssima. Quero vomitar e chorar. Quero encher-me de lágrimas e abraçar algo fofo para me consolar. Posso jurar que me arrependo profundamente de ter saído daquela maldita sala mas, se não o fizesse, talvez eles acabariam por fazer algum horrível bem na minha frente, e isso seria traumatizante para mim. Não porque sou inocente mas sim porque me enoja saber que outra qualquer vai tocar o meu Bram. Enoja-me só de pensar.

A cara de indiferente de Bram é o pior de tudo. É como se ele tivesse cagando literalmente para as minhas palavras. Menosprezando aquilo que eu dissera, como se nada o atingisse e tudo que ele quisera era simplesmente transar com aquela vagabunda. Magoa-me profundamente saber que ele não se interessa para aquilo que eu digo mesmo que eu tenha o poder de os acusar à minha avó, coisa que nunca farei pois não sou desse tipo de pessoa.

Ao fim ao acabado, Bram simplesmente abriu a boca com o maior esforço e finalizou a conversa:

- Tanto faz. Se não podemos transar aqui vamos para outro lugar muito melhor. Vem, Briana.

Briana. Briana é o seu nome. Briana, a cabra que vai morrer com uma faca atravessada no crânio, escorrendo sangue do mesmo e de olhos e boca aberta. Uma morta rápida por sinal.

Vi-os a desaparecer de mão dada pelo corredor fora, como se fossem um casal que acabara de sair de um motel. Os meus olhos seguiam com precisão os movimentos daqueles dois. As mãos dadas. Foi como se voltasse aos anos sessenta e visualizasse uma cena romântica de filmes a preto e branco que passavam ao meio dia nos dias de inverno. Sentia que, de certa forma, eu fosse um incômodo para a relação dos dois. Parece que o que ele quer é seguir um destino diferente, longe do meu. Talvez paralelo ao meu?Um destino que não tenha o meu nome. Mas, é comigo que eu quero que ele fique. A personagem principal merece um final feliz, certo?

 


Notas Finais


Desculpem por ter ficado tão curto, mas é que queria postá-lo a mais rápido possível.
Erros são comuns então, se acharem, é algo que irão se habituar (o que não é lá muito bom, mas eu também não sou exemplo para ninguém).
Não sei quando próximo capítulo. Pode ser daqui a duas semanas ou já amanhã. Eu sou assim mesmo, imprevisível. Então, só aguardem que o show aproxima-se.
Bem meu amorís...É com tudo que digo: "Até à próxima" <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...