História Tradicional - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Deidara, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hanabi Hyuuga, Hinata Hyuuga, Hyuuga Hiashi, Ino Yamanaka, Kiba Inuzuka, Kushina Uzumaki, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Rock Lee, Sakura Haruno, Sasori, Shikamaru Nara, Tayuya, Temari, TenTen Mitsashi
Tags Naruhina, Neji, Nejiten, Powerfull3, Tenten
Exibições 51
Palavras 3.395
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Artes Marciais, Famí­lia, Festa, Ficção, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Perdão pela demora!

Capítulo 3 - Novos Ares


 

Capítulo III – Novos Ares.

 

Eu acordei ao som de buzinas de motoristas impacientes.

Surpreendi-me com a capacidade de dormir mais do que o horário habitual, afinal sempre fiz questão de me levantar às seis em ponto e, pelo que pude olhar no relógio, eram quase oito horas. Deve ter sido os efeitos da viagem que, embora tivesse repousado na maior parte do tempo, ainda sim conseguiu me cansar a esse ponto. É Tenten, você não está mais em Osaka que é calma e desértica, e sim em Konoha, uma das cidades mais prestigiadas de todo o Japão.

Alevantei da cama numa súplica logo me espreguiçando o quanto antes para tirar aquele ar sonífero que habitava o meu corpo estranhamente molengo, e sai do “meu” quarto de pijama praticamente me arrastando. O pequeno corredor do segundo andar do apartamento de Hinata dava acesso ao seu quarto bem à frente e ao que me encontrava logo no fundo que ficava próximo a varanda. Estava claro por conta da claridade que emanava da porta de vidro da mesma e, para compensar, não precisava ligar as luzes para me deixar ser conduzida.

Conforme caminhava ouvi vozes, vozes que iam se tornando mais nítidas a cada passo dado, eu as conhecia. Eram de Hinata e... Neji? O que ele fazia aqui logo de manhã? Apoiei-me no corrimão, inclinando a cabeça para baixo visando focar ambos no meu campo de visão e consegui, claro que não como eu planejei em minha mente, mas dava para o gasto.

 

–– Entenda-me Lady, prezo apenas pela tua segurança.

–– Não me diga o que eu devo ou não fazer, e aliás, aproveitando que se deu o trabalho de vir... Como pode tratar o Naruto daquela forma? –– Diferentemente do tom dócil que escutei antes, a morena estava fria e impiedosa, uma pessoa diferente da que conheci anteriormente. Confesso que a mudança me deixou incrédula. –– Nem era o seu primeiro dia!

–– Desculpe... Eu sei... Mas não consigo aceitá-lo, assim como aquela prima dele, pensei que tivesse sido bem clara quando me disse que apenas o Uzumaki viria.

–– Fiquei surpresa também, porém Tenten aparenta ser uma boa pessoa, não acho que me faria mal. Até porque se o fizesse quem sofreria as consequências além dela mesma seria o meu amorzinho e... Pela nossa conversa na noite passada, eu pude ver que o ama muito. –– Suspirou. –– Enfim. Tu sabes que papai está na minha cola, não é?

–– Não só sei como convivo com o senhor Hiashi para ter conhecimento de tal, sério, se eu fosse você voltava para trás e lhe pedia perdão de joelhos... Ainda há tempo, Lady Hinata... –– Pude vê-lo pousar uma das mãos sob seu ombro, enquanto a própria ergueu os olhos até onde, aparentemente, seriam os do Hyuuga. ––... Provocar a iria dele significa pôr em risco tudo que tu mais ama, bem, arrisco-me a dizer que seu namoradinho ficaria em maus lençóis se chegasse aos ouvidos do pai sobre a existência desse ser.

–– Papai não seria capaz!

–– Ele seria... –– Vi-a engolir em seco tortuosamente. –– E, principalmente, quando souber que no momento Naruto Uzumaki é a sua fraqueza, um ponto fraco que se nas mãos do senhor iria lhe obrigar a voltar.

–– Naruto... Não...

–– Sacrifique sua liberdade para um bem maior, antes que haja a desgraça.

–– Eu...

–– Sacrifique-se, não deixe que eles fiquem nem um minuto a mais.

 

Quando dei por mim, meu corpo já se movera independentemente descendo as escadas. Ambos, um tanto assustados, viraram-se na direção em que me encontrava. E eu continuei prosseguindo até chegar no último degrau onde permaneci os encarando com a expressão mais séria que tinha, ou melhor, segurando-me para não partir para cima de um certo arrogante e metido que nesta manhã estava mais belo trajando roupas comuns.

 

–– Tenten... –– Disse receosa meu nome.

–– O quanto você ouviu? –– O outro fora direto, sem papas na língua.

–– O suficiente para entender a situação.

–– Para entender a situação? –– Hinata indaga aparentemente tremendo de nervosismo, mas por incrível que pareça ela não gaguejou como esperava de alguém nesse estado.

–– Sim... Que eu e Naruto não somos bem-vindos aqui, oh, não, desculpe... Que seu “irmão” está fazendo de tudo para que tu nos despeje, afinal ele é um egoísta. –– Tal arregalou os olhos surpreso para depois me fitar com raiva, porém não hesitei em continuar quebrando aquela máscara que me atormentava. –– Desde que chegamos ontem ele tem me feito ameaças, e sim, eu iria te contar quando estivéssemos a sós, mas com esse diálogo não pude me segurar.

Ela olhou para mim, depois para Neji.

–– Isso que Tenten está falando é verdade, irmão?

–– ...

–– Repita, repita para Hinata tudo o que tu me disseste até agora seu cretino! –– Esbravejei.

–– Irmão...

Foram os segundos mais lentos e silenciosos da minha vida, eu e Hinata o olhávamos com a expectativa.

–– Que... Tolice. –– E então o silêncio foi preenchido com sua risada que ao meu ver era debochada, novamente tive de me segurar para não comer uma loucura. –– Ah, é claro, Lady Hinata... Você não vê? Tudo que essa garota diz é porque sente inveja, um desgosto provocado pela prosperidade alheia, e por isso fica inventando coisas onde não tem.

–– Só pode estar de brincadeira... É sério isso?! Inveja?

–– Sim, até porque criaturas como a ti não têm onde cair morta. E mais...

 

Ele avançou alguns passos sendo impedido no meio do caminho pela prima que, inutilmente, tentava apartar o que viria a seguir. Eu tinha pena da mesma naquele instante, mas antes, defenderia a minha dignidade que Neji Hyuuga fazia menção de almejar tirá-la de mim. Quem tal pensava que era? Para ter tamanha ousadia deve ser porque algumas pessoas sem nada a fazer provavelmente beijavam seus pés por possuir dinheiro e, até onde se podia imaginar, fama.

E fiz igualmente, descendo de vez da escadaria. Não recuaria, tampouco daria o braço a torcer. Era oficialmente meu primeiro dia em Konoha e problemas como esse deveriam ser resolvidos o quanto antes para não acabar ganhando mais força, para evitar que o próprio vá além de tentar me humilhar por nossas diferenças. Sua íris esbranquiçada me fuzilava sem pestanejar, embora notava-se a seriedade habitual no rosto que, facilmente, poderia ocultar o que os olhos (que sempre demostravam os nossos verdadeiros sentimentos) transmitiam.

Minha respiração estava descompassada, e estranhamente sentia um frio na barriga. Talvez fosse o meu nervosismo repentino? Não sabia dizer, até porque de repente o clima que antes era fresco se tornara mais quente, quase impossível de se suportar por muito tempo. O suor que surgiu na região da testa desceu pela bochecha esquerda para após cair no meu colo, notei que durante esse processo os olhos atentos dele fizeram o mesmo caminho, só que discretamente. Se não tivesse parado para observar... Nunca teria reparado nisso.

Mas isso sequer me importava, o foco era outro.

Foi que vi, logo atrás do Hyuuga de cabelos cumpridos, meu primo aparecer na porta segurando duas sacolas de supermercado e se deparar com a cena surpreso e um tanto... Assustado. O baque fora tanto ao ponto de deixar ambas irem de encontro ao chão, tal, ao meu campo de visão, teria passado de uma forma extremamente lenta. Um brilho diferente se manifestou em seu olhar costumeiramente alegre e ingênuo, tratava-se do desespero. Então ele havia sacado o que se passava ali o mais rápido que imaginava!

Encontrei-me sem saída, sem saber o que fazer.

 

–– Vocês... –– Ele começou.

–– Amor, tu voltaste! –– Hinata saiu do meio de nós e foi até o loiro correndo.

–– O que está acontecendo aqui querida? –– Pergunta a ela depois de tomá-la em seus braços carinhosamente.

Permaneci quieta fitando ambos com tensão.

–– Apenas um desentendimento, é como me disse antes... Tenten, assim como Neji, são duas pessoas completamente diferentes, mas defendem seus ideais com uma destreza e fúria jamais vistas antes... –– Como se as palavras da morena fossem um calmante pude notar o clima ficar mais leve, um tanto quanto mais receptivo. Admirei-a silenciosamente por conseguir lidar com as coisas.

–– Ah, se não vai na conversa ela bate no cara até ele concordar! –– Descontraído, Naruto comentou. Mal percebi que falava de mim devido ao eu estar encarando o outro, este se encontrava calado e me observando com uma estranha curiosidade? Não sei bem definir o seu olhar, mas ao que aparentava era.

–– Usa da violência para fazer os outros concordarem contigo? Que patética... –– Claro que as últimas palavras vieram como sussurros na intenção de que apenas eu o escutasse, respirei fundo evitando formular algum comentário que gerasse outra desavença. Naruto, tampouco Hinata, mereciam um momento como esse.

–– Não com todos, apenas com riquinhos mimados feito tu, digo, com valentões que tentam me barrar.

–– Oh... Deves ser um perigo no teu bairro! –– Tornou a comentar Hinata entusiasmada, sorri ligeiramente de canto.

–– Certo, certo. Chega de papo furado que ainda tem que me mostrar a faculdade amor... –– O loiro a puxou mais para si num agarre que quase tornava ambos em um, suspirei, invejando-os por alguns instantes por serem assim. Não me recordo de ter tido antes um “relacionamento” tão carinhoso e fofo igual o deles, os que tive geralmente eram intensos (no pior sentido possível, desde brigas entre gangues até fugir da polícia). É, eu era uma adolescente complicada.

–– Ah, claro! Como pude me esquecer! –– Ela se virou na minha direção. –– Vem conosco?

–– Bem... Eu... –– Meus olhos, a contragosto, acabaram recaindo sob o castanho a frente que não parecia tão diferente de um boneco de posto. A diferença seria somente as vestimentas, de resto, eram iguais. Ele endureceu o olhar buscando intimidar-me silenciosamente através, mas não me senti num pouco com vontade de me recolher, aquilo só teria fortalecido uma vontade inexistente que eu tinha de conhecer o Campus. –– ... Irei sim.

Ele iria engolir do seu próprio veneno enquanto eu estivesse vivendo em Konoha.

 

*

 

Não sei onde estava a cabeça de Hinata em me colocar logo no banco da frente, justamente ao lado do motorista que se tratava ninguém menos que Neji Hyuuga, o homem no qual quase virei a mão em seu rosto. Tal me viera com a desculpa de que desejava passar mais tempo com meu primo, e céus, só a minha consciência sabia o quão resistente estou sendo com relação ao não realizar o que queria fazer (que no caro era apenas lhe dar uma liçãozinha, nada demais).

Mas para minha sorte o local sequer se localizava longe, nem sei porque não viemos a pé desde o início se era para gastar gasolina com três quadras de distância. Realmente esse povo da cidade grande...

Ao sairmos do veículo, fomos logo recepcionados por uma garota de longuíssimos cabelos louros presos num rabo de cavalo e olhos tão azuis quanto os de meu primo, os seus traços faciais me eram conhecidos. Recordavam-me claramente o meu ex-namorado, será que poderia haver uma chance de...? Não, impossível. Até onde conhecia Deidara ele era como nós, sem ter onde cair de tão pobre, seria praticamente milagre a possibilidade de ela ter algo relacionado.

Tal se apresentou como Ino Yamanaka e, automaticamente, veio-me à cabeça as palavras de Lee no instante em que havíamos conversado pelo telefone. Ino é meio metida até demais, segundo o próprio. Estranho que não conseguia sentir isso, a beldade era gentil e muito legal, pelo menos a primeira impressão que tive foi essa, afinal ao mesmo tempo em que nos mostrava cada canto da faculdade a mesma interagia descontraidamente nos fazendo rir de vez em quando.

Como Neji insistiu em ficar no carro, Hinata e Naruto pararam na suposta sala que seriam deles me deixando completamente sozinha com a garota que agora me introduzia na ala dos clubes. Surpreendi-me com a quantidade de diversidades que lá possuía, desde um simples canto para os que pertenciam aos de fotografia até um imenso laboratório para os futuros químicos.

Mas o que mais me chamou a atenção, obviamente, fora o de Artes Marciais. Como esperado só haviam homens ali treinando arduamente, num ritmo que, colocava a academia que trabalhava em Osaka no chinelo.

 

–– Continuem treinando, suas lesmas!

 

Uma voz potente e feminina fez-se presente, assustada me direcionei rumo a ela dando de cara com uma mulher de cabelos louros escuros e espetados, a mesma deveria ter na base da minha idade, ou talvez mais, a julgar pela sua postura madura e a firmeza. Fora difícil esconder o quão impressionada estava! Ora, fazia-se muito tempo desde que ouvi falar que existiam mestras nos lados cruciais da força e disciplina, principalmente em Osaka que dificilmente se dava oportunidade. Konoha se destacava por essa diferença? Se sim já amava essa cidade por completo.

Repreendi-me ao elogiar um lugar que sequer permaneceria, ou melhor, a repreensão serviu para não pensar na possibilidade de criar uma estabilidade aqui. Meus sonhos estavam na outra... Apenas na outra.

 

–– Temari! –– Ino elevou os braços e os balançou num aceno, parecendo chamar a que me prendera a atenção.

Quando ela se moveu para perto, como instinto prendi a minha respiração. Visivelmente nervosa.

–– E aí. –– Virou-se para mim, engoli em seco. –– E quem é a novata?

–– Tenten Mitashi, e pelo visto é só uma visita, visto que se trata da cunhada da Hyuuga.

–– Ah, então suponho que seja mimadinha iguais as outras. –– Impressão minha ou fora uma provocação? Sorri-lhe tão atrevida quanto a mesma, ora pelo visto eu iria ter alguma diversão nesse lugar.

–– Quer comprovar através dos meus punhos?

–– Por que não? –– Nos encaramos profundamente antes de Ino vir a interromper.

–– Uou, sinto que estou atrapalhando! Mas enfim, prometi a Hinata que iria mostrar cada canto desse paraíso para Tenten e é isso que vou fazer. Preciso terminar isso para me encontrar com o meu amorzinho.... –– Despedi-me dela com um aperto de mãos um tanto quanto brusco, seu olhar pairou sob mim e ali ficou, e eu, inconscientemente, acabei colaborando diante da situação em que nos encontrávamos.

–– Até mais Tenten.

–– Vejo-te mais tarde Temari.

 

Eu não sei se foi um início de uma amizade ou rivalidade entre nós, mas de certeza que iria retornar para lhe ensinar uma lição inesquecível. Fiquei feliz por alguns instantes ao me imaginar derrotando ela e contorci o rosto em desgosto após ter imaginado o contrário, dessa tal de Temari me ganhando, humilhando-me na frente de todos. Para evitar isso iria treinar e antes mesmo de retornar a Osaka eu a teria feito conhecer meus pés.

Nós caminhamos mais um pouco e acabamos parando no corredor de artes, céus, cada sala significava um modo de arte diferenciado, um modo que cada um enxerga como cultura. Maravilhada, vi tudo sem hesitar e Ino me acompanhou parecendo entediada com aquilo, realmente eram poucos que conseguiam admirar essas obras divinas.

 

–– Onde ele está? –– Pergunta distraída.

–– Quem? –– Curiosa, questiono-lhe.

–– Meu namorado... Como ele é dessa parte da faculdade pensei que... Ah, esquece. Vamos?

–– Apenas deixe-me tirar algumas fotos, e depois vamos.

–– Certo, eu irei na cantina ver se já chegaram o resto do meu pessoal. Não me demoro.

–– Está certa em me deixar sozinha aqui? E se os alunos daqui me virem...? –– Algo não me cheirava bem.

–– Relaxa, é tranquilo.

 

E me deixou sozinha na sala repleta de marionetes por um lado e uma espécie de argila em forma de diversos pássaros na outra, com meu celular não hesitei em atirar fotos de tudo que chegava aos meus olhos. Tia Kushina, por mais que fosse estar brava comigo quando voltasse, provavelmente admiraria as fotografias, tal insistia que se eu não seguisse pelas artes marciais deveria investir no meu futuro como fotógrafa, ah, talvez depois que completasse meu sonho pensasse nessa possibilidade.

Passaram-se alguns minutos, e nada dela voltar. Eu cogitei na ideia de sair para procurar, mas logo a descartei quando me dei conta que não sabia de fato onde se localizava a cantina. E foi indo se ultrapassando mais tempo, novamente nenhum sinal, já tinha ficado ali mais de meia hora e isso que aquela loira disse que ia ser rápida! Cerrei os punhos com força procurando extravasar minha raiva, entretanto fora em vão, só a aumentava.

 

–– Droga, e o pior de tudo é que o corredor está vazio e possui diversas saídas que me levariam praticamente para o outro lado dessa imensa faculdade! –– Gritei para o nada, totalmente indignada. Como pude confiar numa estranha? No fundo eu sabia que alguma coisa iria dar errado, mas mesmo assim insisti, insisti no erro!

–– Então você está perdida...

 

Rapidamente girei meu corpo, tratava-se de um ruivo lindíssimo de olhos numa coloração entre azul e verde (a única coisa que considerei estranha foi a falta de sobrancelhas e aquele símbolo logo acima, especificamente na região do canto da sua testa lisinha). Ele não tinha nenhuma expressão, sequer parecia respirar. Mas de alguma forma sentia-me atraída, oh, o que estou pensando? Péssima hora para pensar em atrativos! Eu tinha que achar aquela loira.

 

–– Tu és um estudante da ala artística? Primeiramente quero pedir desculpas por estar aqui, mas uma conhecida me deixou para se encontrar com os outros e não voltou ainda, eu preciso voltar... Só que não sei como. –– Expliquei-lhe.

–– Eu poderia... Ajudar-te... –– Ele falara de uma forma pausada.

–– Sério? Estaria eternamente grata!

–– Eu disse que poderia... Não que iria te ajudar. –– Era como tomar um choque de realidade, obviamente que nada iria sair de graça. Suspirei pesadamente, não possuía dinheiro nem para pagar uma refeição direito quem dirá um estudante de uma universidade aplicadíssima como essa.

–– Olha, não tenho dinheiro.

–– E quem disse que quero dinheiro? Eu não irei te ajudar.

“Será que irei para a cadeia se der um soco nesse maluco que achei bonitinho?” Pensei seriamente.

–– Por favor. –– Pedi.

–– Não.

–– ...

–– Agora saia.

–– Está brincando, não é?!

–– Não.

 

E então ouvimos a porta, que havia se fechado com o vento da janela, ser aberta violentamente (tanto que ela fora com tudo para se bater contra a parede fazendo um barulho estrondoso). Fui para trás no meio do processo agarrando o braço do ruivo maluco para que ele viesse comigo, eu estava preparada para qualquer coisa, ao menos foi isso que procurei enfiar na minha cabeça conturbada.

Demorou, mas a terceira pessoa acabou entrando no cômodo. Olhei o ruivo ao meu lado, ele permanecia sem nenhuma feição em sua face (o que de fato me incomodava), e depois rumo ao desconhecido que acabara de entrar. Oh, não, não podia ser... Eu saberia reconhecer aquele cabeleira cumpridíssima e loira, aqueles olhos azuis puxados que um dia já foram minha razão de viver, a roupa gótica e os piercings que lhe cobriam o rosto antes pálido e que agora se encontrava um tanto quanto morena pelo possível bronzeado que pegara numa praia qualquer.

Não restava dúvidas, esse era o meu...

 

–– Perdão, fui testar a minha mais nova invenção sem verificar se tinha pessoas por pertos. –– Ele se desculpou, sua voz continuava tão encantadora quanto antes. Um tanto mais suave, eu diria. –– Não se machucar... Hm? –– As írises caíram sob a minha pessoa surpresas, não precisava nem imaginar o que se passava naquela cabeça, Deidara sempre fora previsível visualmente.

O mundo era mais pequeno do que eu imaginava.

–– Certificar-me-ei de reportar tudo que tu fizeste aqui, não adianta pedir. –– O outro lhe disse.

–– Tenten? –– Abaixei a cabeça. –– É... Você? –– Permaneci em silêncio pois não tinha o que falar.

–– Conhece ela? Essa garota invadiu a nossa sala Deidara!

–– Gaara, cala a boca cara. –– Gaara, então era esse seu nome. De qualquer forma, tive coragem apenas para erguer a cabeça visando encarar os olhos que por nenhum minuto desviaram a atenção da minha figura, suspirei longa e pesadamente formulando alguma frase bem pensada. Nada mais era como antes... Tínhamos voltado à estaca zero de apenas conhecidos, por isso o meu desconforto, a ausência da minha voz.

–– Deidara... –– Outro suspiro. ––... Que coincidência, não é mesmo?

–– Certamente Tenten, eu nunca imaginei que encontraria novamente a garota da minha vida. E então, curtindo a vida de solteira? –– Pude sentir uma mágoa no seu tom de voz, mas por quê? Nós havíamos terminado da melhor forma.

–– Não, eu... Andei ocupada com o trabalho.

–– O sonho sempre vem a frente, não? Você não mudou nada querida... –– Riu amargamente.

–– Deidara... –– Sequer conseguia parar de suspirar, eu me sentia sufocada diante dele. ––... Não te entendo.

–– Não me entende, realmente?

Neguei com a cabeça repleta de dúvidas e confusa.

–– Eu te amo, sempre te amei para falar a verdade docinho... Eu nunca quis que nós terminássemos!

 


Notas Finais


Esse Deidara, hein... No próximo vocês saberão como foi o relacionamento deles e mais detalhadamente sobre o término que a Tenten explicou beem por cima mesmo, também irão ver o primeiro avanço amoroso Nejiten. ;-)

Até o próximo!


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