História Tragédia defeituosa - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Got7
Personagens Youngjae, Yugyeom
Tags Maldição, Oneshot, Starter, Youngyeom, Yugjae
Exibições 68
Palavras 2.289
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Ficção, Sobrenatural, Yaoi
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oie ^.^
Essa oneshot faz parte do projeto Starter, caso tenham se interessado, cliquem na tag e dêm uma olhadinha, vale a pena e.e.
Bem, não tenho muito a dizer. Essa fic foi escrita de ontem pra hoje quando a ideia veio na mente do nada quando meu computador ficou coisado (grande explicação) kkkkkkkkkkkkk
Nos vemos nas notas finais!
Boa leitura <3

Capítulo 1 - Capítulo único


 

Desde a infância, um problema: trazer desgraça para as pessoas ao meu redor. Por que todos que eu amo morrem?

O poder da morte: benção ou maldição?

Por qual motivo não posso simplesmente ser normal?

Família e amigos perdidos com o passar do tempo. Causas naturais? Não mesmo.

Não posso nem mesmo me manter vivo? Não posso nem mesmo ter amigos? Amizades... Do que adiantaria? Eu não posso amar ninguém. Sou apenas uma aberração, certo?

 

{...}

 

 

— Por que você simplesmente não morre como fez com seus pais? Você não merece viver, YoungJae! Você é apenas uma maldição! Suma enquanto ainda há tempo! — a mulher praticamente gritava. Gritava com a inocente criança de apenas cinco anos. A inocência que foi perdida, retirada do meu ser e jogada no lixo.

— Lee Hi, se acalme! Ele é apenas uma criança que não tem culpa de nada — apontava meu tio, enquanto a segurava pelos ombros. A mulher se virou para o homem, indignada. E quanto a mim? Eu estava encolhido no chão. Encolhido pensando sobre o que os adultos falavam.

Eu sou uma aberração?, pensei chocado demais para poder pensar em outra coisa.

— É por minha culpa que o appa e a omma morreram? — pronunciei, chamando a atenção dos mais velhos. Lágrimas já escorriam sem parar pelas minhas bochechas. Com o coração apertado, eu só consegui me indagar o porquê disso. — Mas... Mas eu não fiz nada! Eu... Appa, omma, eu não fiz nada.

— Se acalme meu amor, não é sua culpa! — afirmou o homem, que já estava pronto para se abaixar até estar da minha altura, mas foi impedido pela esposa, a qual colocou a mão sobre seu ombro

— Tudo isso é sua culpa, Choi YoungJae! Você é uma criança que não devia nem ao menos existir, pois apenas traz tragédia! — essas palavras ficaram gravadas na minha mente. Ainda hoje... Ainda me lembro perfeitamente disso. Mágoas do passado.

Eu não quero mais machucar ninguém!

 

{...}

 

Traumas cercam toda a minha trajetória até o dia de hoje. Perdas e mais perdas. Tragédias, uma atrás da outra

Por que justo eu? Por que justo eu tive que nascer assim? Eu apenas quero ser normal.

Ainda sinto lágrimas escorrendo dos meus olhos. Ainda posso lembrar de tantas mortes a qual causei. Poderia contar nos dedos todas as vidas perdidas por minha causa? Acho que não.

Omma, appa… Espero que vocês tenham sido capazes de me perdoar. Perdoar esse ser que nem ao menos deveria existir.

 

 

Sentado na última carteira. Longe da maioria. Isolado.

Com os fones de ouvidos, eu tratava de me distrair enquanto a professora explicava a matéria. O som melodioso dos instrumentos tocavam em uma batida lenta, sendo acompanhada pela voz não tão conhecida.

Desviei minha atenção até a janela de vidro ao meu lado, focando nos alunos que tinham aula vaga na quadra. Alguns em grupos e outros não.

Em meio a tantos outros, apenas um me chamava a atenção. Nada mais nada menos do que Kim YuGyeom, meu ex-melhor amigo e supostamente primo, filho da mulher que me repudiou até não aguentar mais.

Ele era alto, um pouco mais novo que eu. Cabelos castanhos avermelhados e corpo esbelto. Um típico adolescente na puberdade. O sorriso sempre desenhado em seus lábios, a alegria e animação contagiantes sempre são características de sua personalidade.

Faz algum tempo que não falo com ele... As coisas mudaram ou você apenas finge ser quem não é?

Um suspiro cansado saiu por entre meus lábios.

 

 

Problemas familiares são comuns, não é, hyung? — as palavras pronunciadas pelo jovem Kim ainda estavam gravadas em minha mente perfeitamente. Naquele dia... Uma discussão que acabou em tragédia. Dessa vez não foi minha culpa, certo?

Sim, Yug. São comuns sim, mas não se preocupe, seus pais irão se resolver, tenho certeza disso — naquela época, éramos apenas crianças. É engraçado lembrar do fato de que aquele a quem tanto me admirava agora foge de mim. Frustrante, no mínimo.

Naquela noite... Sr. Kim e sua esposa tiveram uma discussão. Após muito brigarem, o homem acabou por apenas pegar as chaves de seu carro e sair pela cidade, na esperança de esfriar a cabeça, mas acabou não sobrevivendo. Um acidente de trânsito foi capaz de tirar a vida da única pessoa a qual podia confiar minha vida. O irmão do meu pai.

 

 

É tudo culpa sua, Jae — o mais novo afirmava. Seus olhos vermelhos condenavam o choro recente. — Mas por quê? Meu pai sempre te tratou tão bem.

Eu tentava me aproximar, mas ele se afastava cada vez mais.

Minhas mãos tremiam, assim como minhas pernas. Lembro de ter perdido meu chão naquele exato momento.

Eu... Eu não fiz nada!, pensava. Por que tudo isso era culpa minha? Eu não queria o mal de ninguém, mas as pessoas simplesmente me culpavam por coisas que eu não fazia a mínima ideia de terem sido causadas por mim.

Hoje, YuGyeom e eu não nos conhecemos. Somos apenas estranhos um para o outro, e tanto ele quanto eu temos nossos motivos.

 

 

Horas se passaram e logo o horário de saída se sucedeu, fazendo vários dos alunos suspirarem aliviados. Esperei que todos tivessem ido embora e comecei a juntar meus materiais. Apenas o professor se mantinha ainda ali, sem nem ao menos se mover.

Mark Tuan. Professor de física. Novo, porém, experiente.

— YoungJae, pode me fazer um favor? — indagou o mais velho.

— Se estiver ao meu alcance, sim — um sorriso foi direcionado a mim pelo homem, que me olhou, agradecido.

— Poderia levar isso para a diretoria, por favor? — indicou o envelope pardo em suas mãos, levando-o em minha direção

— Oh, sim — acolhi o papel que era estendido em minha direção. — Mais alguma coisa, professor Tuan?

— Não, obrigado, YoungJae — pronunciou, ainda sorrindo. Pegando sua mochila negra e algumas pastas no mesmo tom, olhou para mim novamente. — Se me der licença — e se retirou da sala.

Recolhi meu material e caminhei em direção à saída, indo da sala até a diretoria. “Última porta do corredor". A entrada de madeira escura não era lá muito convidativa, mas fazer o que, né?

Ao estar perto o suficiente, bati levemente sobre ela três vezes, não demorando muito a receber uma resposta.

— Entre — a voz da mulher – vulgo diretora – saiu abafada. Abri a porta.

— Com licença — disse ao já me encontrar dentro do local bem iluminado. Algo me chamou a atenção naquele cômodo.

Em uma cadeira no canto da sala meu primo se encontrava sentado, olhando-me com certa curiosidade. Suas madeixas negras e lisas caiam sobre a testa, mas não parecia ser incômodo. O uniforme escolar era sua única vestimenta naquele momento.

— Professor Tuan pediu para que eu lhe entregasse — pronunciei, estendendo o  envelope até as mãos da senhora de aproximadamente quarenta e poucos anos.

— Oh, obrigada querido — com isso, apenas fiz um leve reverência e olhei para YuGyeom. Ele mantinha seus olhos fixos em mim, mas não demonstrava nenhuma emoção naquele breve momento onde apenas existia nós dois. Pedi licença e me pus a andar.

 

{...}

 

No dia seguinte...

 

Acordei atrasado. Em compensação, tive de ficar a primeira aula fora de sala. Desci as escadas para aproveitar ao menos a oportunidade.

Pelo menos me livrei de uma das aulas de Geografia, pensava.

Caminhava lentamente até o pátio. Passadas lentas e calmas. Estava com os pensamentos a mil. Era como se eu não mais estivesse na terra.

Distraído e perdido, seguia um caminho qualquer, não notando uma certa presença atrás de mim, só me dando conta quando fui chamado.

— YoungJae... — YuGyeom? Foi a primeira coisa que se passou por meus pensamentos. Virei-me abruptamente, encontrando-o logo atrás de mim. Sua postura ereta mostrava seriedade, assim como seus próprios olhos podiam passar.

— Sim? — respondi, vendo-o olhar para o lado e suspirar fundo. — Aconteceu algo? — não nos falávamos mais, isso era fato, mas eu ainda tinha o direito de me preocupar com as pessoas, não é mesmo?

— Precisamos conversar. Já faz um tempo, não acha? — indagou, andando em minha direção.

— Sim, mas agora não é uma boa hora.

— Jae, eu... — Jae... Fazia tempo que não ouvia meu apelido ser pronunciado por alguém. Não pude resistir em deixar um pequeno sorriso se formar em meus lábios. Sentia falta de ter companhia. — Eu preciso tirar essa história a limpo.

Engoli a seco.

— O que quer saber?

— Aqui não. Vamos pra outro lugar — o mais alto olhou ao seu redor, não vendo ninguém por perto. Começou a caminhar, e pelo o que entendi, deveria o seguir.

Não foi questão de muito tempo para que estivéssemos atrás do colégio, onde a grama bem aparada não era o centro das atenções, e sim a bela  árvore e o pequeno lago de águas límpidas. A beleza de um completa o outro...

— Pode começar...

— Por que quando seus pais faleceram e... Meu pai sofreu aquele acidente... Por que minha mãe pôs a culpa em você, YoungJae? — senti que iria desmoronar naquele momento. A hora é essa. Ou você explica, ou perde de vez seu amigo.

— Isso é uma coisa muito complicada de ser explicada, Yug... — pronunciei, suspirando cansado. Abaixei a cabeça e olhei para o lado, maltratando meu lábio inferior.

— Não se preocupe com isso. Temos bastante tempo ainda — retrucou. Sua voz soava calma e em um tom baixo para que apenas nós dois pudéssemos escutar.

— Okay, mas... Vamos pelo menos nos sentar. Não quero ficar de pé — pude ouvir uma risada nasalada vinda do mais novo.

— Você, definitivamente, não mudou nada. Continua o mesmo preguiçoso de sempre — pronunciou por entre um sorriso, olhando-me com ternura. Talvez – apenas talvez – esteja relembrando as várias boas lembranças a qual tivemos.

Caminhamos até perto da árvore, sentando encostados no tronco da mesma. YuGyeom ainda me olhava, esperando que eu começasse a falar, coisa que não demorou muito.

— Como posso explicar... — pensava em voz alta. — Bem, vamos lá. Desde muito cedo eu... Meio que não deveria amar ninguém. Eu não sei como isso tudo foi acontecer, mas quando ainda era muito novo, minha mãe me levou até uma mulher a qual eu não sei exatamente o que é, mas provavelmente era uma cartomante ou algo do tipo. Essa mulher disse que eu tinha uma capacidade que... Não poderia ser utilizada, mas era inevitável. Quando minha mãe perguntou do que se tratava...

 

 

 

 Sentada em frente a mulher, Sra. Choi esperava ansiosamente o que esta falaria de seu mais novo filho. Choi YoungJae, que estava dormindo tranquilamente sobre seu colo.

A senhora já de idade analisava a criança minuciosamente. Sua expressão estava neutra, mas os pensamentos estavam ocupados pela preocupação do que aquele pequeno bebê poderia representar. Tantas tragédias...

— Um futuro repleto de tristezas, Sra. Choi. YoungJae tem habilidades inimagináveis, mas que podem acabar resultando em coisas nada boas. Um poder... Um poder obscuro, que será, agora, passado de geração para geração. Uma maldição toma conta do pequeno Choi.

— Mas… Como assim? Que poder? Que maldição?

— O poder de controlar a vida das pessoas a qual ama. O poder de acabar com a vida dos seres vivos. Um poder que deve saber ser controlado, caso contrário, a vida desse garoto será uma desgraça — a mulher de idade falava com certo pesar e desespero na voz. Sabia que aquele garoto havia cometido tamanhas atrocidades em sua vida passada, e agora teria de pagar por tudo que fez. — Dor e sofrimento o rodeiam e isso não poderá ser mudado. Sinto muito, mas a única coisa que você e seu marido poderão fazer é aproveitar o tempo que tem com seu filho, pois este não durará muito tempo.

 

 

— E foi pouco tempo depois disso que as mortes começaram. Pessoas que faziam parte da família e outros que eram apenas amigos dos nossos familiares. Pessoas que mostravam afeto por mim... Foram morrendo um por um. E agora, as consequências. Eu não posso me apegar pelas pessoas, simplesmente por medo — falava. Lágrimas já se formava nos cantos dos meus olhos. — Medo de simplesmente me apegar as pessoas e elas não sobreviverem como tantas outras.

— Então... — YuGyeom, que me olhava atentamente assim como escutava, se pronunciou, mas eu o cortei ao lembrar de um pequeno detalhe.

— Você também não deveria ficar perto de mim. Não quero que acabe perdendo sua vida apenas por minha culpa…

— Mas e se eu tivesse vindo tirar essa história a limpo para me aproximar mais uma vez? E se eu quisesse recuperar o tempo que perdemos? Eu quero sua amizade, Jae. Independente do que possa acontecer no futuro, até porque sinto falta da sua companhia — e foi nesse exato momento que minhas lágrimas rolaram. Eu ainda o olhava, mas acabei por abaixar a cabeça. Minha respiração já começava a ficar pesada.  — Hey, não chore, por favor! — senti suas mãos sobre minhas costas. Ele me puxou para si, envolvendo meu  corpo em seus braços. Um abraço reconfortante...

— Eu não quero que você se machuque, Yug...

— Mas eu quero me arriscar, Jae. Apenas deixe. E lembre-se: viver se escondendo não é viver, então apenas faça valer a pena. Pare de pensar nos seus atos e nas consequências deles, apenas se permita viver o agora e deixe o amanhã para depois.

 

 

{..}

 

 

Yug... Você quem me ensinou a viver e é a você que devo minha gratidão.

É a você quem devo minha alegria do agora.

E é a você quem devo minha vida...

Mas com o sol se pondo no horizonte, mais uma vez eu me encontro sozinho, sendo acolhido apenas pela solidão que sempre houve e sempre haverá a minha volta.

 

Onde a sintonia da morte e a humanidade não existe

A alma inquieta busca por refúgio

Este a qual encontra em você

Mas então... Por qual motivo as lágrimas não param de cair?

Por que você se foi, e mais uma vez eu repito: me espere, pois logo logo me unirei a você.


Notas Finais


Bem gente, foi isso.
Eu adorei essa ideia e, meu Deus vey, COMO EU AMO ESSE CASAL U.U
Acho que essa fic ficou boa como uma oneshot, mas seria legal fazer uma história maior e com mais detalhes, mas não vou nem tentar, já que eu acabo desanimando .-.
Vou ficando por aqui!
Obrigada por ter lido e até a próxima ^.^


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