História Traição - Sengunda temporada de Perdição - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias Meninas Super Poderosas (The Powerpuff Girls)
Personagens Docinho, Durão, Explosão, Florzinha, Fortão, Lindinha, Personagens Originais
Tags Ppg
Exibições 82
Palavras 1.478
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Sei que demorei, mas dessa vez eu demorei meno xD

Capítulo 8 - 8. Quero...


Buttercup corria pelo corredor, o desespero tomou conta dela e seu ar sumiu dos pulmões quando ouviu Butch pronunciar seu nome. “Como ele pode ainda falar meu nome depois do que fez?” ela pensava segurando as lagrimas. Quando chegou ao fim do corredor e ficou de frente as portas do elevador viu seu reflexo na porta espelhada e não se reconheceu, aquela figura assustada e frágil era estranha e ofensiva de se olhar.

- Essa não sou eu. – Ela disse para si mesma. – Ele acabou comigo e eu deixei. Como pude deixar isso acontecer?

De repente se lembrou de que havia agentes descendo e que a qualquer momento aquelas portas se abririam e eles a veriam naquele estado, então virou um dos corredores e seguiu até o fim dele, ela sabia que no fim havia um dos desordeiros, mas não ligou, pois antes um deles que ninguém levava a serio do que um bando de agentes e o velho rabugento que cuidava da prisão.

Viu a sala de interrogatório, isso queria dizer que cerca de cem metros a frente havia uma cela com algum deles dentro, mas qual? E por que ela ainda seguia em frente? Era como se o corpo dela andasse sozinho.

Ela parou em frente à porta e abriu a portinhola para ver quem estava lá dentro, mas estranhou quando não viu ninguém preso à cama, “Quem é que está aqui?” ela se perguntou. De repente um par de olhos azuis apareceu do nada e a fez se afastar.

- Buttercup? – Boomer perguntou surpreso. – O que faz aqui?

Ela se afastou devagar com a mão no peito devido ao susto.

- Por que você não está preso à cama? – Ela perguntou ríspida.

- Nossa. Por que tanta grosseria? – Ele perguntou ofendido.

- Eu não te devo satisfações e eu tenho todo o direito de ser grossa com você. Você tentou matar a minha irmã e seu papo não me convenceu, nunca será inocente pra mim. – Buttercup disse com raiva.

- Magoei. – Ele disse em tom de ofensa, mas a morena sabia que não era verdadeiro.

- Você vai apodrecer ai do que depender de mim. – Ela disse baixo lançando um olhar de desprezo para Boomer.

- Você o viu, não foi? – Boomer perguntou entendo o motivo de tanta raiva da morena.

Buttercup não respondeu, ficou olhando para a parede de pedra buscando um motivo melhor pra estar daquele jeito, as palavras de Boomer pareciam facas afiadas em seus ouvidos. Apesar do que disse a ele, Buttercup não acreditava muito na culpa dos desordeiros, pelo menos não na culpa de todos eles.

- O seu irmão não presta, ele me esfaqueou apesar de saber... – Ela disse baixo, só que foi mais para si mesma do que para ele.

- Apesar de saber o que? – Boomer perguntou estranhando aquilo.

- Nada. – Ela respondeu baixo. – Não é da sua conta. – Ela acrescentou irritada.

- Para uma garota bonita, você é muito grossa.

- Ah vai à merda!

- Bom saber que com ele você não mudou. – Bubbles acabara de chegar.

- Ele é um idiota, não tenho motivo pra trata-lo bem. – A morena disse irritada.

- Só não te respondo, porque eu estou preso e porque eu iria me ferrar mais ainda. – O loiro disse. – Seus seios estão maiores do que eu me lembrava. – O loiro disse encarando a morena.

- Eu vou esganar você! – Buttercup avançou para a porta, mas foi segurada por Bubbles.

- Calma Buttercup, ele não falou por mal. – Bubbles dizia tentando acalmar a irmã.

- Ele é um tarado idiota, como ele pode ser parente do Felipe? – Nesse momento Buttercup e Bubbles se calaram.

- Quem é Felipe? – Boomer perguntou confuso.

- Ninguém. – Bubbles disse rápido.

- Se não é ninguém, porque a Buttercup disse que ele é meu parente? – Boomer pensou por um momento, então olhou para Buttercup. – Caramba.

Buttercup arregalou os olhos, Boomer se deu conta do que se tratava, “Esse imbecil não pode saber, não pode” Buttercup pensava.

- Boomer, não pode falar nada. – Bubbles disse.

- Eu tenho um sobrinho? – Ele perguntou surpreso.

- VOCÊ NÃO TEM NADA! – Buttercup gritou. – ELE NUNCA SERÁ NADA SEU.

- Calma, me espera lá na frente do elevador, eu já estou indo...

- Eu sei que eu e meus irmãos já fizemos muitas coisas, mas acho que o Butch tem o direito de saber que é pai. – Boomer disse.

- Ele sabia quando me esfaqueou. Ele sabia quando decidiu me matar. ELE SABIA QUANDO DECIDIU ME USAR E DESCARTAR! – Buttercup estava chorando, mas era de pura raiva.

Todos ficaram em silencio, ninguém ousou questionar o que Buttercup dissera, pois não havia o que falar, pelo menos que eles soubessem. Boomer se encostou na porta e encarou o chão, não podia que acreditar que seu irmão tivesse feito aquilo, justo Butch que sempre afirmou amar Buttercup e mesmo com o que havia acontecido, Boomer o conhecia o suficiente para saber que Butch não era capaz daquilo, ou era?

- Desculpa Buttercup. Eu não quis te ofender. – O loiro disse baixo, sabia que não existiam palavras para o que aconteceu, mas ele não sabia daquilo até aquele momento. – Não sabia... disso.

Bubbles sentiu um aperto no coração, ela quis mais que tudo abrir a porta e abraçar Boomer, sabia que ele não merecia o que Buttercup disse, mas também entendia a irmã, aquelas palavras não eram para Boomer, mas para Butch.

- Eu vou falar com o pessoal, vai me distrair. – Buttercup disse dando as costas para os dois.

Bubbles ficou vendo a irmã se afastar, ouviu um suspiro vindo de Boomer e imaginou o que se passava na cabeça dele e o que aconteceria com ele. “Será que eu devo falar com ele?” ela pensou. Talvez as câmeras gravassem e as pessoas lá em cima não gostassem da atitude dela, mas o desejo de chegar mais perto era tão forte que decidiu se aproximar da porta. Ela encostou as mãos abertas na porta e ficou encarando a cela.

- Boomer... – Ela disse baixo.

Os olhos azuis apareceram novamente, mas ela não sabia o que falar, não sabia o que dizer que pudesse fazer algum efeito.

- Ele é nervosinho como ela? – O loiro perguntou meio tímido.

- Quem? – Ela perguntou confusa.

- O Felipe.

- Ah. Eu acho que só um pouquinho, ele é muito novinho ainda. – Ela disse com um sorriso tímido.

- Eu queria saber como é. – Ele disse olhando nos olhos dela.

- Como é o que?

- Ter uma criança, uma criança que não tenha a mesma infância que eu.

- Quem sabe um dia você saiba. – Ela disse aproximando mais o corpo da porta.

- Quem sabe. – Ele disse desanimado, não se dando conta da aproximação da loira.

- Boomer... – Ela disse baixo. – Eu... Sinto... Sua... Falta... – Ela disse pausadamente, como se tivesse medo.

Ele ficou olhando-a em silencio, sentiu as lagrimas se formando em seus olhos.

- Eu queria que tudo fosse diferente, eu queria poder te abraçar e acordar com você, como na primeira vez que ficamos juntos. – Ele disse segurando as lagrimas.

- Eu também, mas não foi assim que aconteceu.

- Bubbles eu te amo de verdade, eu te amo muito, mais que qualquer coisa e sou capaz de fazer o que você quiser pra voltar a ficar do seu lado.

Bubbles encostou a testa na porta e os dois ficaram se encarando, ambos segurando o nó de lagrimas que formava em suas gargantas, tantas coisas que queriam fazer um com o outro, mas tantas duvidas dela e tanto medo dele, medo dele falhar e de decepciona-la.

- Eu também te amo muito. – Ela disse. – Sinto falta de te tocar...

Ela levou a mão até a portinhola e colocou as pontas dos dedos, ele deu um beijo casto nas pontas e ela viu quando uma lagrima escorreu. Barulhos de vozes foram ouvidos e ele se afastou da porta.

- Vai. – Ele disse. – Eu ainda vou estar aqui.

Ela fechou a portinhola e se virou andando em direção as vozes, limpou o rosto e respirou fundo, podia imaginar que o capitão da prisão não gostara nada do que aconteceu. Quando chegou Buttercup estava discutindo com ele, enquanto a Sta. Bello tentava acalmar os dois.

Após muita discussão tudo foi resolvido, mas o capitão não estava satisfeito com, nas palavras dele, um bando de garotas apaixonadas lidando com bandidos bonitinhos, mas se calou quando Buttercup abriu um buraco na parede, fazendo ele se lembrar de quem era mais forte ali.

As duas voltaram para casa e encontraram Blossom chorando em frente à lareira, não foi um dia fácil para nenhuma das três e Bubbles decidiu que iria averiguar tudo, antes de condenar Boomer, pois uma parte de sua mente dizia que Boomer falara a verdade e que havia sim um explicação para tudo que aconteceu naquela noite.


Notas Finais


Bom, é isso, como sempre eu não sei exatamente quando vou postar o próximo capitulo, mas posso dizer que uma pessoa do passado vai voltar pra tentar ajudar, ou não, ou sim, ou não.... enfim.


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