História Traicionero - Capítulo 12


Escrita por: ~

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Categorias Sherlock
Personagens D.I. Greg Lestrade, Dr. John Watson, Irene Adler, Jim Moriarty, Mary Morstan, Molly Hooper, Mrs. Hudson, Mycroft Holmes, Philip Anderson, Sally Donovan, Sherlock Holmes
Tags Jim Moriarty, Jimlock, Johnlock, Mystrade, Phally, Sheriarty, Sherlock, Sherlock Holmes, Teenlock
Visualizações 78
Palavras 2.127
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Escolar, Ficção, Fluffy, Lemon, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Hello

Capítulo 12 - Capítulo 12 - O passado - Parte 1


Flashback on

Maio de 2015

Soluções iônicas são aquelas que possuem íons como partículas dispersas. Uma solução iônica não tem necessariamente apenas íons dissolvidos. Uma solução iônica também pode apresentar moléculas não - ionizadas ou fórmulas mínimas não -dissociadas ( Íons agrupados ) como partículas dispersas.

- Ácido sulfúrico... Grau de ionização igual a 0,61 ou 61%. - O cacheado murmurou anotando a informação em uma tabela.

- O professor disse para não usar componentes perigosos! - A voz fina de Trevor ecoou pela cozinha silenciosa dos Holmes.

O cacheado em reação a interrupção abrupta quase foi ao chão, deveria encerrar logo aquela bendita experiência, naquele momento fora o seu amigo, com certeza mais tarde seria seus pais, e ele não estava afim de ouvir palavras saírem da boca de seus pais, na verdade em contexto algum.

- Ah, Olá, Vick! - Sherlock exclamou retornando novamente ao seu experimento nada livre de acidentes.

Sherlock fitou o balcão de mármore atrás de si, escolhendo com os olhos um dos recipientes, para ser mais exato um béquer de tamanho razoável para diluir um ácido. Retornou o olhar para a mesa bagunçada com livros e béqueres vazios. Se levantou da cadeira e rumou em direção ao balcão, também desorganizado.

- Você assaltou algum laboratório, Sherlock? - Trevor questionou caminhando ao lado do cacheado.

- Não sei, Vick! Me diga você. - Sherlock retorquiu ignorando a perseguição do menor.

Sherlock agarrou os recipientes que iria fazer uso, dois béqueres, uma baqueta de vidro, luvas amarelas de plástico duro e o recipiente lacrado contendo a substância ácida concentrada.

- Como isso funciona? - Victor indagou absorto nas mãos do maior que já trabalhavam protegidas.

- Pretendo diluir o ácido em água! - O moreno disse suspirando, as vezes o pequeno o atrapalhava de mais.

- Por quê não utiliza um ácido menos perigoso? - Trevor perguntou se debruçando sobre a mesa abarrotada.

- Não sou igual aos outros alunos! - O Holmes respondeu puxando uma máscara de um dos bolsos da calça moletom azul. Ato contínuo foi afastar o corpo debruçado do menor da superfície da mesa.

O líquido foi despejado em um dos béqueres vazios, logo após o recipiente contendo o ácido foi aberto e a sua substância também despejada no interior do mesmo béquer, a mão livre de Sherlock procurou a baqueta para agitar os  líquidos que se uniam lentamente.

- Terminou? - O loiro perguntou confuso logo após Sherlock finalizar um montante de anotações que realizava.

- Quase... - Sherlock exclamou ao rodar a tampa da garrafa de um dos líquidos.
 

5 minutos depois...
 

- Sherlock! - O garotinho loiro de treze anos pulava incessantemente  na frente do cacheado.

Sherlock manuseava com diligência uma série de pacotes contendo diferentes tipos de ervas, algumas dopantes e outras alucinógenas. Olhava ora ou outra para o menor que o divertia com sua infantilidade.

- Okay, já pode falar, Vick! - Sherlock disse passando as mãos sobre a camisa amassada.

- Vamos sair? - Os olhos azuis do pequeno brilhavam de ansiedade.

- Eu adoraria, mas não vai dar ,Victor. - Sherlock cuspiu logo retornando ao seu experimento.

- Por favor, Sherl! - Trevor repetia inúmeras vezes, com as duas mãos juntas. - Esse é o segundo experimento que você faz, poderia ter um tempo pra mim!

- Trevor? - Sherlock chamou em repreensão.

- Você vai? - O corpo do menor entrou em expectativa.

Os cabelos loiros levemente desajustados, as mãos atrás do corpo.

- Não posso! - Sherlock disse sorrindo minimamente.

Trevor ignorou a resposta do mais velho e continuou a pedir pacientemente, o loirinho não pretendia desistir. Sherlock negava tudo em silêncio, procrastinando a resposta sonora aos ouvidos delicados do menor.

- Chega! - O moreno se ergueu da cadeira onde estava sentado em frente a mesa repleta de béqueres, kitassos, baquetas, um bico de busen acesso, entre outras coisas que deveriam estar em um laboratório.

O loiro rapidamente pôs as mãos no rosto, prevendo uma enxurrada de sermões relacionados ao seu comportamento birrento e excessivamente infantil.

- Victor? Olhe para mim! - A voz barítono de Sherlock ecoou pela cozinha da casa dos Holmes.

- Me perdoa, Sherl... - Trevor começou, temendo o outro. - Eu só queria ficar com você!

Sherlock colocou um sorriso de canto quase que imperceptível.

- Eu estou ocupado agora, contudo se você esperar a gente vai, certo? - O cacheado disse pacientemente, a expressão de irritação se suavizando.

- Certo!  - Trevor repetiu animadamente, um sorriso dançando de orelha à orelha. - Sherl?

- O que eu acabei de falar, Victor? - Sherlock molhou os lábios, olhando nas orbes do pequeno.

- Eu te amo! - Trevor disse calidamente, não esperando o retorno do mais velho, logo o abraçando efusivamente. - Eu te amo...

- Victor... - Sherlock sibilou incapaz de compreender a atitude do menor.

Ele o rejeitava inúmeras vezes.
Ele o largará a própria sorte várias vezes.
Ele nunca o dava atenção.
Ele era sincero e direto com ele a maioria do tempo.
Quando sua mãe morreu ele não mentiu, afirmou que o corpo inerte da mulher excessivamente pálida era de sua mãe, era sua mãe.
Ele nunca retribuía seu amor.

- Victor... Você sabe...Eu jamais... - Sherlock tentava dizer enquanto o menor o apertava contra si.

- Eu sei que você também me ama, Sherl! - Trevor se encaixou melhor nos braços do cacheado, que ainda era incapaz de se movimentar.
 

 

Flashback off
 

A dor as vezes era boa.

Era uma sensação estranha, mas boa!

A pele anos atrás imaculada, agora era repleta de cortes,  alguns vermelhos , outros roxos pela pressão do corte. A lâmina prateada deslizou sobre a perna esquerda de Trevor,  sua mão construindo um caminho de sangue irregular com a lâmina, os filetes de sangue fluindo sem impedimento.
 

Desde quando passou a realizar aquilo com frequência? 

Desde quando a dor parecia boa? Desde de quando senti -  lá virou necessidade?  As respostas Victor não possuía, somente sabia que era bom, que necessitava daquilo.

A lâmina pressionou um corte um pouco abaixo do anterior, deslizando célere sobre a epiderme já vermelha. Os olhos azuis cristalinos do loiro derramavam inúmeras lágrimas. As mesmas se aventurando pela face rosada de dor, os lábios tão trêmulos quanto a mão.

Desde de quando tudo aquilo fazia sentido?  Desde quando imaginar a sua própria morte era bom e viciante? 

Os dentes superiores se cravaram no lábio inferior pálido de Victor, largando a lâmina no chão, cansado de ver o seu próprio sangue escorrer, mas não estafado de apreciar a dor.

- Victor? - A voz grave de seu pai chamou em sua porta.

Trevor levantou o olhar para a porta trancada, olhou ao redor,  a sua cama ainda bagunçada, a janela dando vista para rua deserta pela manhã, a sua enorme estante de livros, a maioria dos mesmos ganhos de presente de Sherlock e Ja ... Os quadros de paisagens baseadas nas pinturas de Van Gogh, sua pequena mesa de estudos ao lado de um guarda - roupa bagunçado e decadente. Se sentia um lixo, algo tão desprezível que nem deveria existir.

- Garoto!  Desce logo!  - A voz grave de seu pai ordenou agressivamente.

Era naqueles momentos que desejava a presença de sua mãe. Era naqueles momento que a queria por perto, para receber um abraço,  um consolo.

Era algo inexplicável, como chegou aquilo?  Era o que ele precisava saber.

- Sherlock... - Victor suplicou como na primeira vez ,precisando de auxílio,  amparo.

Talvez a rejeição recebida do melhor amigo o tenha levado a isso, ou então ter sido objeto de alguém o tenha abalado, ou apenas toda aquela insanidade estava esperando o momento apropriada para sair,  para o tomar por inteiro. Se recordava que a primeira vez que precisou se cortar para se sentir melhor fora na época da morte de sua mãe, contudo os seus parentes e acima de tudo Sherlock apaziguaram a dor de ter perdido alguém próximo, alguém que o compreendia.
 

Flashback on

Agosto de 2016
 

- Até amanhã, Lisa!

O uniforme vermelho o incomodava em demasia. Victor puxou o casaco escolar para fora de seus braços, retirando da mochila azul logo após um casaco cinza que o aquecia com mais eficiência. Respirou  aliviado por estar indo embora daquele cárcere estudantil, sua mochila no seu pensamento pesava mais de dez quilos, abarrotada de livros, que só Sherlock na sua opinião para aguentar. Atravessou a rua, visualizando algumas pessoas apressadas que saiam do serviço para almoçar, libertos por questões de minutos. Olhou o relógio prateado em seu pulso, sorrindo ao constatar que ainda havia tempo de passar na casa dos Holmes, ver Sherlock.

Continuou a caminhar em direção a rua principal, sorrindo ao se recordar da nota razoável que havia recebido em Ciências. Sherlock com certeza ficaria feliz.

- Ops!

A mente o traía livremente, Trevor foi puxado com toda força da beira da rua, à tempo. O corpo pequeno colidiu com um corpo de um rapaz claramente mais velho, o garoto tinha cabelos lisos negros, alguns fios caídos em sua tez alva de aparência macia. Um sorriso travesso se aflorou em seus lábios rosados.

- Ops...Tome mais cuidado, garoto! - Sua voz era um pouco fina, as vezes levemente rouca, erguendo os pelos corporais de Trevor, esquentando seu rosto.

- Desculpa! - Normalmente o loiro não tinha o costume de se sentir acanhado na frente de novas pessoas, agia com naturalidade, sempre extrovertido, entretanto com o moreno era diferente, ele tinha algo que o deixava entorpecido.

- Qual o seu nome? - O moreno questionou soltando os seus braços que ele mal havia notado que se estavam presos pelo agarre firme do mais alto.

- Victor. - O pequeno respondeu olhando para o tênis sujo com a água de alguma poça. - E o seu? 

O mais velho sorriu da timidez do menor e sorrindo com docilidade disse o seu nome.

- James, mas as pessoas preferem me chamar de Jim. - O moreno afirmou sorridente, colocando uma das mãos no bolso lateral do jeans rasgado, o casaco azul passando agora por cima de seu braço,  revelando a camisa listrada que usava colada ao corpo.

-  Eu gosto de James!  - Victor disse sem jeito, ele havia gostado do nome James, assim como havia gostado do rapaz em si.

- Eu gostei de você . - Jim disse sereno retirando a mão direita do bolso da calça, se postando reto na frente do loiro.

- Você mal me conhece... - O loiro murmurou confuso.

- Minha tia costumava dizer que pessoas boas tem uma mágica, uma áurea de felicidade que contagia, acho que você é uma dessas pessoas!  - Moriarty exclamou direto, sorrindo vez ou outra ao falar.

- Eu sinto muito, mas tenho que ir!  - Trevor disse resoluto ao verificar as horas em uma atitude automática. - Tenho que ver um amigo.

- Minha tia era louca por séries de ficção científica também! - Moriarty disse solto, parecia não estar no chão, encontrava - se  aéreo.

- Sua tia parecia legal... - Victor falou olhando nos olhos repentinamente tristes do mais velho. - Eu sinto muito!

- Oh, não! - James negou enérgico. - Ela não morreu, só está...Longe. - Jim finalizou menos carregado de tristeza.

- Ops! - Trevor riu ao se ver proferindo a mesma exclamação que James minutos antes.

Moriarty observou o menor mais detalhadamente, a visível pressa só o tornava mais terrivelmente fofo. Os olhos marejados, pelo que o moreno analisou o pequeno acabara de largar os óculos ,ainda estava se adaptando com a  falta dos mesmo. James imaginou a extrema fofura que deveria ser o loiro de óculos quadrados, acentuando as duas lagoas cristalinas que tinha como globos oculares. Os lábios rosados, destacados pelo frio, o cabelo bagunçado, contido ainda encantadoramente ondulado.

- Não quero te prender mais aqui, sei que tem compromisso. - Moriarty se apressou a dizer após pegar o menor o observando - Grande ironia, já que Jim também o analisava discretamente. - também. 

- Na verdade não é um compromisso, mas obrigado pela atenção! - O loiro retrucou passando uma das mãos nos olhos que o incomodavam. - Obrigado  por ter me tirando do meio da rua.

- Disponha, Victor!  - Jim falou se aproximando mais do menor. - Foi bom te conhecer! 

James puxou o pequeno para o lado ao perceber que estavam atrapalhando a travessia das pessoas. Olhou o menor uma última vez e se despediu célere, atravessando a rua com o outro montante que também o fazia. Trevor sorriu ao ver uma última vez a silhueta forte e bem desenhada de James desaparecer em meio ao turbilhão de pessoas.

- Eu gosto do nome James... - Trevor sussurrou para si.
 

 

Flashback off
 

 

Continua...
 



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