História TransBoy - Capítulo 13


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Fifthharmony, Ftm, Transexual, Transgender
Exibições 75
Palavras 2.129
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Transsexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi, sei que demorei. Um mês, certo? Por ai. Mas aconteceram tantas coisas na minha vida, ta tudo uma bagunça, eu me mudei, e enfim. Sem muitas desculpas. O capitulo novo é continuação do anterior, espero que gostem e logo tem mais.
P.s.: DA ONDE TA SAINDO TANTA VISUALIZAÇÃO E FAVORITOS?  'O'

Boa leitura

Capítulo 13 - Capítulo 12


 

 

Ariana estava impaciente me esperando para se despedir antes de ir a universidade. Como hoje é o aniversário de Nick, a turma, quando digo turma me refiro a nós dois, Lauren e Dinah, resolveu não ir às aulas de hoje e simplesmente passar o dia comendo na frente da televisão de quarenta e duas polegadas que meu bro possui. Não sei no que deu toda a pequena quase confusão feita por Clark ontem, mas como Lauren não ligou ou mandou qualquer mensagem, imagino que nada demais tenha acontecido. Minha querida namorada já estava em pé do lado de fora de casa com minha mãe, já que ela iria receber uma carona de dona Sinu, completamente irritada pelo meu atraso. Hoje ela teria uma apresentação importante e pra completar Selena teve que se ausentar já que o pai sofrera um infarto na noite de ontem, um dos motivos pra ela ter saído muito rápido e me ignorado quando veio deixar Ari.

 

Troquei um abraço com minha mãe e logo estava recebendo um abraço gostoso e mil beijinhos pelo rosto. E eu? Aproveitando todo o carinho possível. Sou dengoso e daí?!

 

Troquei mais um beijo com Ariana e logo depois que as mulheres da minha vida saíram corri em casa pra buscar minha contribuição da comilança, três lindos e maravilhosos litros de refrigerante. Não foi nenhuma surpresa chegar a casa de Nick e ser recebido pela pequena Helena. E essa criança, a cada dia que passa, tenho mais certeza que ficou com todos os genes de beleza da família, ou seja, recebeu todos os genes da mãe, o senhor Doug que me perdoe, mas a senhora Doug é linda. Helena mal abriu a porta de entrada e se jogou em minhas pernas, rindo travessa e tropeçando nas palavras ao tentar me contar os eventos daquela manhã.

 

Nick apareceu uns segundos depois segurando uma bandeja cheia de nachos e equilibrando um pote com cheddar. Peguei Helena no colo e cheguei tão rápido naquela bandeja quanto um maratonista profissional chegaria na linha de chegada. É uma fome sem fim, e provavelmente, se meu metabolismo não estivesse em equilíbrio eu já estaria rolando por aí ao invés de andar. Sentamos no grande sofá de frente a televisão e logo depois a senhora Doug apareceu para se despedir de nós dois e levar Helena para a escola. Acho que se ficássemos apenas nós dois o dia todo, íamos acabar de cueca, jogados pelos cantos tendo overdose de comida como da ultima vez, mas precisamos ser civilizados, afinal, estaremos no meio de garotas hoje.

 

Eu já estava em frente a geladeira pegando mais uma porção de cheddar pros nachos quando a campainha soou e a voz de Dinah se fez presente. Automaticamente meu corpo entrou em alerta. A aflição sobre o possível julgamento que ela faria sobre mim me deixava nervoso, tão nervoso que quase esqueci do que estava fazendo no momento. Caminhei a passos lentos de volta a sala e encontrei Dinah e Nick rindo de alguma piada infame, o passatempo favorito desses dois, então assim que me viu Dinah abriu aquele sorriso enorme de costume e levantou vindo em minha direção.

Os braços da minha amiga me envolveram, ganhei um maravilhoso cafuné e logo depois um beliscão.

 

– Olha aqui seu toco de gente. Eu acho bom você começar a confiar mais nos seus amigos. Tá pensando que não percebi essa cara de filhote de cachorro acuado pro meu lado? – a pose com as mão na cintura, a voz de repreensão. Eu me sentia levando bronca da minha mãe. – Eu não acredito que você achou que eu iria ter algum tipo de preconceito. Sério Carlos, logo eu?! Você é Carlos e foda-se. E vou te falar meu amor, você é o homem dos sonhos de muitas garotas por ai, imagina que lindo transar com um cara gostoso como você e não engravidar? Gente. Eu quero! Ariana deixa?

 

– Dinah!!! – a voz de Nick e Lauren soaram em repreensão a polinésia a minha frente. Foi impossível não cair na gargalhada depois e me perguntar em qual momento Lauren tinha chegado que não percebi.

 

– O que? É sério gente. Que homem maravilhoso. Se eu não soubesse que namora, teria te sequestrado pra mim.

 

– Cruzes Dinah Jane, você está mais na seca que Lucy. – Lauren provocou a amiga e ganhou um tão conhecido, “dedo do meio”, da mais alta.

 

– Me poupe leite ninho, se você fosse mais esperta também iria querer receber uns pegas do nosso Carlinhos gostosão aqui. – não vi como, mas almofadas rolaram e eu quase me joguei de volta para o corredor pra proteger a comida. Sim, eles que se matem, mas deixem minha comida de fora.

 

~×~

 

Eu queria perguntar o que tinha acontecido na noite de ontem, saber como a mãe de Lauren reagiu ao saber sobre mim e toda essa curiosidade estava aos poucos me matando por dentro, mas não era hora e nem lugar para o assunto. É o aniversário de Nick e o dia é de relaxar vendo a melhor saga de ficção que já foi feita.

 

– Nunca consegui ver esse filme até o fim. – comentou Lauren.

 

– Porque você começou pelo dvd com o número quatro e não o um? – questionou Dinah confusa.

 

– Bom, eu até começaria pelo um, mas isso seria infame, um pecado, eu arderia no fogo do inferno nerd e geek por isso. – Nick respondeu.

 

– Como assim? – quis saber Lauren. – O um não veio primeiro?

 

– Não. – respondi e as duas me olharam mais confusas ainda. Então prontamente Nick pausou o filme antes da introdução para que eu pudesse explicar brevemente. – Quando o filme foi lançado era apenas Star Wars, guerra nas estrelas, só um tempo depois foi que ele recebeu o número quatro, porque assim, em uma ordem cronológica futura, ele seria o primeiro filme da segunda fase. É como se o futuro fosse contado antes do passado, compreende? – okay que essa é uma explicação bem idiota, mas se eu for narrar tudo desde a ideia inicial do Lucas sobre os filmes, não acabaria hoje. As meninas balançaram a cabeça lentamente mas ainda perdidas de acordo com suas expressões. – Certo, o primeiro filme teve tanto sucesso que outro foi filmado três anos depois, e o terceiro nos três anos depois do segundo. Até então era uma trilogia e não havia a numeração, até que dezesseis anos depois veio o quarto filme, mas contando o passado, sobre onde tudo começou, e foi intitulado como Episódio Um, Ameaça fantasma, então os outros ganharam essa ordem cronológica. Ficou claro?

 

– Então, ainda não entendo porque não assistir pelo tal do episódio um se já o temos, não faz mais sentido? – questionou Dinah

 

– Faria, mas perde toda a magia, entende?! – Nick respondeu.

 

– Quanta frescura. – rebateu a mais alta.

 

– Dinah, amor, só aceita que dói menos. – sinceramente acho que Lauren gosta de brincar com o perigo. Ela e Dinah qualquer dia ainda vão se matar.

 

– Querida, fique caladinha no seu lugar. – revidou Jane.

 

– Play nisso ai Nick. – pediu Lauren trocando caretas com sua amiga. E eu? Rindo das duas.

 

Já eram quase sete da noite quando estávamos todos empanturrados de comida e com as bundas chatas de passar horas na frente da televisão. Havíamos acabado de assistir o terceiro filme do ciclo e ainda faltavam mais três, mas o fato de ter Dinah roncando no sofá grande, Nick estirado no chão de qualquer forma e Lauren lutando para não dormir ao meu lado só me deu mais forças para desligar o aparelho dvd e começar a arrumar a nossa pequena zona da bagunça na sala. Assim que estava tudo impecável e os seres humanos ali presentes devidamentes despertos, a sessão despedidas começou. Dinah foi a primeira a ir embora, um primo veio buscá-la, algo sobre uma reunião familiar, Lauren, Nick e eu ainda ficamos um bom tempo jogando conversa fora na varanda da casa, mas logo me despedi de meu amigo, a noite estava esfriando e eu só queria minha cama e um banho quente. Lauren aproveitou a deixa para também se despedir e caminhamos juntos até onde ela havia estacionado o seu carro.

 

– Eu definitivamente preciso assistir aos outros filmes. Eu não acredito que ele era o pai do Luck, sério. E ainda tem o fato da Leia ser irmã dele. Achei tão sem sal.

 

– Você provavelmente seria xingada se falasse isso próximo a algum outro super fã. – pontuei rindo.

 

– Por que? O primeiro filme tava tão na cara a tensão sexual entre eles. Mas pensando bem, que tenso viu, incesto. – analisou fazendo uma pequena careta e eu não pude deixar de rir ainda mais.

 

– No primeiro filme eles realmente fariam um casal, o bom moço salvando a princesa, mas foi só depois, no segundo filme que George Lucas mudou isso, e então o bom moço e a princesa seriam irmãos e ninguém mais se atentou a tensão sexual do primeiro filme, a gente focou mais em todas a trama Jedi, O lado negro da força, na luta da república e toda guerra. Ninguém se importou com o romance, quer dizer, só os mais românticos.

 

– Compreendo. Mas de toda essa trama, R2D2 é meu personagem favorito. – e lá estava aquele sorriso de dentes branquinhos e fofo, os olhinhos fechados naquela expressão de menina travessa.

 

– Ele é o preferido de muitos. E vai continuar sendo o seu preferido depois que assistir aos outros filmes, acredite.

 

– Ah, eu acredito. – riu e procurou as chaves no bolso da sua jaqueta jeans.

 

O silêncio amigável entre nós se fez presente e um estalo em minha cabeça soou, eu queria perguntar a ela o que tinha acontecido depois de sua conversa com dona Clara, mas seria apropriado perguntar agora? Ah que se dane!

 

– Laur?

 

– Hm? – respondeu sonoramente enquanto ainda procurava a chave do carro agora em sua mochila.

 

– Como foi sua conversa com sua mãe?

 

Ela suspirou e desistiu da busca se encostando na lateral do carro, abrigou as mãos nos bolsos para se proteger do frio e buscou meus olhos com carinho. – Foi bem difícil fazer a dona Clara entender que sexualidade e gênero são coisas diferentes, e foi ainda mais difícil fazer ela entender que órgão sexual não define o seu gênero. – suspirou profundamente e deu continuidade. – Por um momento eu cogitei a ideia de desenhar sabe, mas então eu fui esperta, coloquei a senhora minha mãe sentada em frente a um computador e a fiz ler sobre todas as coisas disponíveis na internet. Minha mãe não é boba, só é um pouco desinformada, mas que ela compreendeu, a ideia de você… você sabe… – ela parecia receosa em continuar a falar

 

– Pode falar, eu não me importo na verdade, não se vier de você…

 

– Ela não compreendia como você poderia ser homem tendo uma vagina. – falou e desviou os olhos. – Eu senti vergonha nessa hora, juro, como ela poderia pensar essas coisas, mas depois que compreendeu, ela se sentiu a pessoa mais estúpida do mundo e começou a brigar comigo por ter me envolvido com alguém como Clark. – sorriu triste.

 

– Compartilho da mesma opinião sobre Clark.

 

Assim que percebi o que me escapou, foi automático meu corpo retesando, o susto de ter falado aquilo de forma tão natural, e o fato de deixar tão claro a minha opinião. Os olhos atentos de Lauren sobre mim não ajudavam muito, mas a garota sorriu compreensiva e eu suspirei em alivio.

 

– Eu sei que ninguém entende, e talvez mesmo se eu contasse os motivos, eu ainda seria julgada infinitamente. Mas o que importa é que já não estou mais com ele e devo grande parte disso a você. O meu motivo para estar com ele já não fazia tanto sentido, então me livrei daquele ser de uma vez.

 

– Você sabe, eu jamais julgaria você, nunca o fiz, mesmo no tempo de escola, e nem mesmo agora, você é a minha melhor amiga, Laur, antes de você eu só tinha minha mãe e Ariana, e agora que a Nana vive para o curso, minha mãe para o trabalho, só me resta você, nem mesmo Nick é tão presente quanto antes, ele é meu irmão, você sabe, mas você e Dinah estão me proporcionando coisas maravilhosas. – falei sincero e sorri em agradecimento, busquei meus bolsos da calça tentando me aquecer e quase caí pra trás com o abraço repentino de Lauren.

 

Ela era ligeiramente mais alta que eu, por esse motivo meu rosto ficou exatamente na curva do seu pescoço, onde eu pude sentir o aroma da sua pele, um aroma que me trazia paz e um sentimento de familiaridade absurda. A abracei de volta, apertado e senti a garota em meu braços descansar a cabeça em meus ombros.


– Você é importante Carlos, é minha família e estarei aqui sempre por você. – seu hálito quente batendo em meu pescoço, me arrepiando.

 

 

 


Notas Finais


Eu to querendo postar o novo capitulo ainda hoje, mas vai depender do meu tempo. Se não sair hoje ainda, saia amanhã no mesmo horário de hoje.
Ah gente, essa fic é postada no wattpad tbm, fiquem esperto.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...