História Transcend Game - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Yu-Gi-Oh!
Exibições 15
Palavras 1.152
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Magia, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural
Avisos: Heterossexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 5 - Capítulo 4.2 - A perda do Faraó


Fanfic / Fanfiction Transcend Game - Capítulo 5 - Capítulo 4.2 - A perda do Faraó

—Aika!!

—Estou bem!

Ela levantou-se como se nada tivesse acontecido e se dirigiu até a cama, praticamente sumindo por entre os lençóis por ser pequenina.

—E-então. Você não queria falar uma coisa importante? — Yugi se aproximou.

—N-não era nada.

Era impressão dele ou Aika tremia embaixo dos panos?

—Okay... Está ficando tarde.

Não foi possível não ficar tristinha quando eles decidiram já ir, porque apesar de Aika já estar se recuperando, e muito bem, não podiam ficar mais que o necessário senão o médico pegaria no pé deles. Ela por fim, despediu-se, mas ao Yami e Yugi lhe entregarem um presente - uma pulseira brilhosa que continha vários trevos de quatro-folhas igualmente lindos -, Aika ficara animada e até sorrira ao se despedir... Pois não gostava de despedidas.

Eram duas da tarde, ao Yugi e Yami estarem voltando para casa...

Mou hitori no boku! — Yugi chamou preocupadamente.

—O que, aibou?

—Já estou lhe chamando há um tempo e não respondia, está tudo bem?

—Claro que sim! Só um pouco preocupado com sua amiga.

—Aika?

—S-sim...

—Nah mas não precisa, hihi. Você mesmo pôde ver como ela está se recuperando, não demora muito e terá alta.

“Sim Yugi... Mas não é só isso que está me preocupando.”

 

 

Todos encontravam-se numa sala fria e de uma atmosfera melancólica, perante ao corpo pertencente a uma moça, uma bela e jovem moça, deitado numa pequena cama. Todos de cabeça abaixada, enquanto que lentamente seu rei chegava.

Embora firme, e de olhos erguidos, usava uma força imensurável só para andar... Pois quase não conseguia. Cada passo era quase uma oportunidade para fraquejar e cair, como se a medida que ia seus pedaços desmoronassem um a um, e suas forças eram quebradas pouco a pouco numa tortura naquela cena...

Após minutos encarando o corpo de sua amada chegou mais perto dele, acariciando com seus dedos seu rosto pálido e frio, que transparecia que estava em paz.

—Como...

Atem percebeu que falava baixo demais, sua voz sequer saia direito... então, sem tirar os olhos dela, tentou perguntar:

—Como aconteceu?

— Ao... ter saído e caminhado para longe, teria caído de uma altura imensa e se machucado mortalmente durante a queda. Neheb quem a achou... Acreditamos que tenha sido suicí...

NÃO!!

Atem gritou interrompendo sua serva, e amiga, Mana. Ela estremeceu com a voz do rei, mas também queria chorar e não acreditar naquilo...

—Um pensamento tão triste e... Sem sentido... E uma 'morte' assim.... — Ele murmura desacreditado. Sua Akemi não. Nunca faria ou pensaria em uma coisa assim.

Após um tempo os servos um a um foram saindo, notando o pedido silencioso do rei para que ficasse sozinho. Contudo, horas depois, Atem ainda no mesmo lugar ouviu a voz de Mahad.

—Atem-sama.

—Mahad. Você acredita nisso, que...

—Neheb —Mahad pronunciou-se. —, ele diz que, ela tirara sua própria vida, mas fora assassinada por ladrões do deserto que chegaram até aqui, e viram-na desprotegida. Pois, em seu abdómen havia um ferimento fatal de uma adaga envenenada. Seus alvos eram na verdade, o Colar do Milênio.

Ah, o colar... Atem pensou, só o ouvindo.

—De certo que ele é suspeito. Mas infelizmente nada é certo ainda... Tudo acontecera tão de repente. Só que, após meus pequeno descobrimento dos detalhes, a causa da morte dela realmente não foi suicídio. E talvez, nem mesmo assassinato pelos maléficos ladrões, como Neheb disse depois após negar o suicídio.

—Por que Neheb mentiu? — Uma aura ameaçadora surgiu ao redor do faraó.

—Julgando pelo momento em que tudo aconteceu Neheb não estava lá ainda. —concluiu por fim, mas isto não fez o faraó acalmar-se um pouco, ou seu ar assassino sumir. — Atem...

O rei finalmente virou-se a ele. Os olhos escarlates faiscaram e brilhavam intensamente com sua ira.

—Creio eu que nem por um segundo, ela soltara isto.

Nas suas mãos o colar do milênio foi entregue. Ele continuava intacto, e claro, após a retirada que Mahad tinha feito das marcas ensanguentadas de dedos, muito provavelmente de Akemi. Mas obviamente não contou estes detalhes para o rei.

—Obrigado.

Atem agradeceu baixinho um pouco mais tranquilo. Mahad fez uma pequena reverência, e retirou-se da sala, não antes de do canto do olho fitar o rosto de sua falecida soberana lamentando-se por não ter a acompanhado e a protegido. Cuidar de Akemi, a companheira do rei, era seu dever em sua ausência.

—Perdoe-me.

Atem não negou seu pedido de perdão, sabia do que ele se tratava, mas Mahad já tinha saído exatamente para Atem não fazê-lo.

Atem mante consigo o colar, agora de frente para Akemi. Nunca pensou que, ver seu rosto adormecido, fosse tão doloroso.

Ainda não percebendo que a ligação entre eles agora era o colar do milênio Atem colocou-o no pescoço dela. Enquanto o fazia sentiu os olhos arderem um pouco e seu peito começar a pesar. Uma lágrima, uma única lágrima conseguiu escapar e molhou o rosto de Akemi, caindo por sua bochecha. De forma carinhosa, como sempre fazia, Atem encostou suas testas e os lábios nos seus, que antes doces e macios, eram agora inertes e frios.

O faraó que sempre era firme e forte, apenas por aquela noite deixou de ser o valente rei que nunca deixava-se abalar, e voltara a Atem, apenas Atem...

Nas lágrimas derramadas no outro rosto, um silencioso pedido por perdão, e uma confissão que sabia que não teria resposta a ele.

“Eu te amo...”

 

Yami abriu os olhos que ele não lembrou de ter fechado, muito menos ter dormido na cama de Yugi, sentindo uma coisa molhada no canto de suas órbitas...

-L-lágrimas?

“Eu estava chorando? ...” Lembrando-se bem, estava sonhando e implorando internamente que acordasse logo... Não se lembrava direito, as coisas eram muito vagas, mas aquele sonho que estava tendo fazia seu peito doer demais. E ele não sabia direito o porquê, só era doloroso...

A porta foi aberta e nem isso Yami percebeu. Yugi iria chama-lo como sempre animadamente para o jantar, mas ficou preocupado diante da face no mínimo estranha do parceiro.

- O que foi?

- Ah, você estava aí Yugi. – Ele disse após um tempo, dando um sorriso nada convincente. – Nada, estou bem.

- Tem certeza??

- S-sim, sim.

- Se tiver alguma coisa que eu possa fazer por você, mou hitori no boku.

- Obrigado aibou. Ah! Tem sim.

- O que é? – Yugi até ficara curioso.

- L-leve-me até Aika.

No meio do caminho Yugi questionou-se da visita, mas preferiu ficar quieto e ir junto de Yami, também seria bom olhar Aika mesmo que já tivesse o feito muito mais cedo. Yami estava agindo estranho... Ficara tão preocupado com Aika assim?

Eles estavam na entrada do hospital prestes a adentrar o mesmo, quando uma ventania forte passou... Algo os disse para olharem para cima, e assim o fizeram, arregalando os olhos, perplexos, reconhecendo uma sombra que estava no terraço do hospital... Bem na beira dele, e de olhos fechados.  



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...