História Transexual: A história de Emma Swan. - Capítulo 12


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Cora (Mills), David Nolan (Príncipe Encantado), Dr. Archie Hopper (Jiminy Cricket), Emma Swan, Fa Mulan, Lacey (Belle), Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Personagens Originais, Regina Mills (Rainha Malvada), Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Sidney Glass, Tinker Bell, Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Emma Swan, Fic G!p, Regina Mills, Swan Mills, Swan Queen, Swen, Transexualidade, Transsexualidade
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Palavras 2.556
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, FemmeSlash, Fluffy, Orange, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


— Olá, leitorxs! Desculpem a demora... O motivo foram uns probleminhas de saúde, que, felizmente, já foram superados.
— Agradecemos os comentários, favoritos e a todxs que estão lendo ou relendo esta história.
— Esperamos que gostem do capítulo e boa leitura!

Capítulo 12 - A outra face de Emma Swan.


[Emma]

Depois da conversa que tive com David há alguns dias, fiquei muito preocupada e insegura. Não que alguma coisa no comportamento de Regina tenha me levado a crer que ele está certo, mas já estive em algumas situações que acabaram me induzindo a sempre esperar o pior das pessoas. E estou bastante envolvida por ela para correr o risco de ser novamente magoada.

Por isso, acabei recorrendo a um recurso que usei quando ainda namorava Belle. Na época, desconfiei que o comportamento da minha ex-namorada estava estranho e, mesmo que eu perguntasse milhares de vezes o que acontecia, ela sempre saia com evasivas.

Como última alternativa, contratei um detetive para segui-la e sua investigação resultou na pior decepção que tive em toda a minha vida.

Mesmo assim, considero que a dor foi melhor do que a dúvida, já que nunca consegui lidar muito bem com a incerteza e a instabilidade nos meus relacionamentos. No entanto, de verdade, espero que o resultado seja diferente dessa vez. Quero me sentir boba por estar agindo por impulso, não por descobrir que estou sendo enganada.

Como Graham Humbert se mostrou muito sigiloso, discreto e eficiente, naquela ocasião, resolvi contratá-lo novamente, para saber qual a verdadeira natureza da atual relação entre Regina e Archie.

Tenho consciência que não estou agindo corretamente e até me sinto desonesta,todavia não quero descobrir daqui a alguns dias ou meses que não passei de um “experimento científico”.

O fato de morarmos em cidades diferentes foi definitivo para que eu tomasse essa atitude extrema, uma vez que não sei nada sobre sua rotina diária, além do que ela me relata.

Decidi que deveria fazer uma visita surpresa a Regina nesse final de semana, já que estou totalmente recuperada. E justamente hoje, na véspera da minha viagem, Graham enviou por e-mail o relatório, após passar uma semana investigando-a em Nova York.

Acho que já perdi mais de meia hora, olhando para a minha caixa de entrada, criando coragem para ler o conteúdo da mensagem ainda não aberta. Snow e Ravenna perceberam a minha inquietação, pois uma está se roçando na minha perna e a outra deitou-se em meu colo.

Na vitrola, a voz de Chico Buarque ressoa pela biblioteca, interpretando “Lígia”, uma das mais famosas composições de Jobim.

Respiro fundo e, finalmente, clico no ícone do envelope.

Cara Emma Swan,

Como pedido, envio, em anexo, o relatório da investigação solicitada há sete dias e, antes de lê-lo, gostaria de ressaltar que o resultado foi inconclusivo. A pessoa investigada, apesar de ter tido alguns encontros com o homem em questão, em nenhum momento se colocou em situação realmente comprometedora. Portanto, caso queira, contate-me para dar continuidade ao trabalho.

Att.,

G.H.

P.S: O anexo abre mediante a inserção da senha que lhe passei pessoalmente.”

Mais aliviada, abro o anexo e leio o conteúdo detalhado dos últimos sete dias da vida de Regina Mills. Meu alívio inicial, no entanto, rapidamente arrefece, pois, no arquivo, há também algumas fotografias e nelas vejo Regina acompanhada de um homem que só pode ser seu ex. Uma das fotos chama a minha atenção especialmente: ele segurando a mão dela e os dois rindo francamente, sentados em uma mesa de restaurante.

Tal imagem me faz questionar o julgamento de Graham sobre a inconclusão dos fatos. Regina e Archie me parecem íntimos demais.

No arquivo também consta um relatório que traz a informação de que eles se encontraram três vezes nos últimos dias. Houve, inclusive, uma ocasião em que Archie a visitou no apartamento e ficou lá até às 23 horas.

Com raiva, fecho a tela do computador e tiro meus óculos, colocando-os bruscamente em cima da mesa. Ao me levantar, Ravenna pula para o chão, assustada com o meu rompante.

Aproximo-me do piano de cauda e sento-me na banqueta para tocar alguma música, pois isso sempre me acalma quando estou chateada, como agora.

Enquanto dedilho Lígia nas teclas do instrumento, tomo uma decisão: vou hoje mesmo para Nova York, pois, saindo no final da tarde, devo chegar lá por volta das 21 horas.

Fico imaginando se a surpreendida será Regina ou serei eu.

***

Daqui a mais ou menos meia hora, estarei no apartamento dela. Cansada da minha playlist, sintonizo uma das rádios de música francesa e, para piorar meu estado de ânimo, a canção que está tocando é a melancólica Ne Me Quitte Pas, de Jacques Brel.

Embora essa não seja a melhor trilha sonora para o momento, a interpretação visceral de Jacques sempre me encantou e não consigo mudar de estação, tamanho o meu fascínio com essa letra tão triste, que fala de um amor desesperado.

Já repassei na minha cabeça algumas situações com as quais poderei me deparar quando chegar no loft. A pior delas é Archie estar lá e não sei como minha natureza possessiva vai reagir diante deste cenário.

Não consigo imaginar nada que justifique o fato de Regina continuar se encontrando com tanta regularidade com seu ex. Separei-me de Belle há três anos e, desde então, só a vi no dia em que Regina e eu visitamos a biblioteca de Boston e foi um encontro puramente casual.

Finalmente, vejo o prédio onde ela mora e estaciono em frente. Entretanto, fico mais alguns minutos no carro, tentando me acalmar, já que o nervosismo não me abandonou nem um segundo sequer desde que saí de casa.

Ando indecisa e entrando no edifício, cumprimento o porteiro. Ele me reconhece e permite que eu suba até o apartamento 801. Peço-lhe que não avise que estou aqui, pois desejo fazer uma surpresa a minha “amiga”.

Saio do elevador e caminho até o apartamento dela, com ouvidos atentos, tentando identificar algum som que denuncie que Regina está acompanhada, porém, nada ouço e toco a campainha, prendendo a respiração por causa da ansiedade.

Solto o ar, quando a porta é aberta e ela aparece usando um vestido azul e saltos bem altos. A expressão de surpresa em seu rosto é nítida.

— Emma… — A forma como pronuncia meu nome ressalta ainda mais a impressão que tive. – Que surpresa! Por que você não me disse que viria? — Pergunta, franzindo o sobrolho.

— Senti saudades e resolvi vir lhe ver. — Falo como se ela morasse na esquina da minha casa, não a quilômetros de distância. Tento parecer natural, mas falho no meu intento.

Por um instante, ficamos nos encarando em silêncio e não suportando mais essa situação meio constrangedora peço, por fim: — Convida-me a entrar?— Não posso deixar de pensar que é no mínimo esquisito que não tenha feito o convite e nem feito menção de me abraçar.

— Sim, claro!  — Escancara toda a porta, dando-me passagem.

Ao entrar, olho para o sofá e imediatamente fico pálida. Sentado, na ponta direita, reconheço o homem que estava nas fotografias com Regina. Ele acaba de colocar sobre a mesinha de centro uma taça de vinho perto de outra, que está um pouco vazia.

Quando viro a cabeça, percebo que a mesa ainda está posta e, provavelmente, os dois acabaram de jantar, uma vez que as velas nos castiçais de vidros continuam acesas.

— Emma, este é Archie Hopper… — Ela fala, calma. – Archie, está é Emma Swan.... – Acrescenta, sem me atribuir nenhum tratamento especial e isso me incomoda. Apesar de ainda não termos falado sobre, fico magoada por não ter sido apresentada como sua namorada.

Ele se levanta e vem até onde estou. Usa um terno cinza, com uma camisa social branca abotoada até o pescoço. Seus cabelos são ruivos e os olhos verdes. Archie me direciona um sorriso simpático, mas não estende a mão para me cumprimentar.

Respondo com um meneio de cabeça e observo que ele parece estar alheio a tudo ao seu redor.

Na sequência, olhando para o relógio, para Regina e, por último, dirigindo-se a mim, ele diz: — Srta. Swan, desculpe-me, mas eu já estava de saída. — Esclarece, num tom formal, embora a taça em sua mão, quando cheguei, denotasse o contrário.

— Regina, muito obrigado pelo jantar. Estava maravilhoso como sempre! Quando nos encontramos novamente? — Indaga, olhando para ela e fico desnorteada com toda a cena.

— Depois eu ligo para você! — Regina responde, andando junto com o homem até a porta.

Quando os dois se despedem no corredor, distribuindo beijos na face um do outro, viro a cabeça para o outro lado. Ainda olhando para a chama trêmula da vela, escuto a porta se fechar. Em seguida, sinto os braços dela envolvendo minha cintura e seus lábios beijando-me a nuca.

— Por que você não me disse que vinha, quando nos falamos hoje pela manhã, meu amor? — Questiona novamente, com voz serena e afasto-me bruscamente dela.

— Desculpe-me, não tinha a intenção de atrapalhar seu jantar quando decidi vir para Nova York. — Replico, mordaz.

Nesse momento, meus olhos encontram os seus e percebo que Regina ficou confusa com a minha reação agressiva.

— Não estou dizendo isso porque você atrapalhou alguma coisa! — Adota uma atitude defensiva. – Archie, realmente, já estava indo embora quando você chegou.— Prossegue, ainda no mesmo tom.

— Ah, entendi… Se eu tivesse chegado mais cedo, realmente teria interrompido o seu encontro! — Afirmo, alteando a voz, sem conseguir mais disfarçar meus ciúmes.

— Do que você está falando, Emma? Você bebeu? Eu nunca a vi assim antes...— Enfatiza, incrédula.

— Eu não! Mas você e seu amante parece que se dedicaram a aumentar um pouco mais a fortuna da família Gallo* esta noite! — Rebato, irônica, apontando as taças e a garrafa de vinho sobre a mesinha. — Aliás... eu devo ser a amante! Melhor ainda, devo ser seu experimento do mês! — Arremato, furiosa, revelando a minha face mais obscura.

— Emma... Tente se acalmar um pouco, se não vou começar a achar que você assumiu a personalidade do seu irmão! — Fala, com um ar divertido. Decerto, pensa que estou brincando.

— Você está achando tudo isso engraçado?! — Pergunto, intimidante. — Pensei que levasse suas experiências mais a sério. — Completo, entredentes, chegando perto dela.

— Meu amor, agora eu estou começando a ficar com medo de verdade! — Diz, dando passos para trás, mas esbarrando na mesa de jantar.
— Não fique, amor! — Revido, sarcástica.— Só quero enriquecer a sua experiência! — Finalizo, enfática, usando meu corpo para encurralá-la contra o móvel.

[Regina]

Emma me agarra com a agilidade de uma gata capturando um pássaro e me beija. Seus lábios pressionam os meus com violência e sinto toda a fúria que a consome nesse contato. Diferente dos beijos que trocamos em outras ocasiões esse não é suave, nem gentil.

Sua boca desliza pela minha de uma maneira mais audaciosa e agressiva. Uma de suas mãos agarra minha bunda e a outra me segura pela nuca, impedindo que eu tente me esquivar do beijo.

Nossas línguas se tocam enquanto ela continua me puxando ainda mais para si, pressionando-me contra a mesa com seus quadris fortes.

O medo que senti a princípio é gradativamente substituído pela excitação que me domina no momento e enrosco os dedos em suas mechas douradas, inclinando a cabeça dela um pouco para trás e descendo os lábios pelo seu queixo até o pescoço, mordiscando-lhe levemente a tez delicada e macia.

Emma me levanta um pouco, fazendo com que eu me sente sobre a mesa. Ato contínuo, puxa-me pelas coxas, cravando as unhas afiadas na minha carne, me marcando a pele. Não demora muito para que eu escute os pratos, os talheres e castiçais espatifando-se no chão quando a toalha é puxada por ela.

Deito-me em cima do móvel e, num gesto brusco, Emma arranca a minúscula calcinha de renda negra que cobria meu sexo. Na sequência, ela se inclina e passa a língua grossa e úmida na minha entreperna, lambendo-me e acendendo labaredas em mim.

Chupa-me com vontade, imobilizando- me as coxas com as mãos e impedindo que eu eleve à pélvis. Sua língua contorna toda a abertura da minha vagina, deixando-me ainda mais molhada e, de vez em quando, ela suga o clitóris entre os lábios, arrancando-me gemidos roucos.

Não sei exatamente o que aconteceu para que Emma esteja me tratando assim, embora imagine que tenha algo a ver com a visita de Archie. No entanto, estou absolutamente entregue a sua paixão furiosa e não posso dizer que não estou gostando desta face, até então desconhecida, dela.

Percebo quando se ergue e abre o botão e o zíper de sua calça, tirando-a na sequência e livrando-se de sua blusa e sutiã também. Por fim, retira a cueca feminina, revelando uma ereção latente e experimento uma pontada entre as coxas na expectativa de sentir toda ela dentro de mim. Na sequência, sobe na mesa e me levanta o vestido até a cintura, passando os dedos pelo meu sexo, como se tivesse fascinada pelo que vê. Provavelmente devo estar brilhando de desejo.

Leva os dedos à própria boca e começa a lambê-los, enquanto sua outra mão desliza pelo membro ereto, fazendo-me instintivamente passar a língua pelos os lábios.

Ela sobe pelo meu corpo até ficar face a face comigo: - Vou te foder! - grunhe e, sem mais contemplações, agarra-me pela cintura, penetrando-me com força até o fundo.

Grito, cerro as pálpebras e me contraio inteira, sentindo-a, pela primeira vez, totalmente dentro de mim, preenchendo-me completamente.

Devagar, abro os olhos e me encontro com suas íris esmeraldas, abertas, atentas… A respiração dela está irregular e Emma permanece imóvel, como se esperasse que eu me acostumasse com toda sua espessura e rigidez...

Aos poucos, debruça-se e me prende embaixo do seu corpo. No início, começa a me estocar vagarosamente, mas logo acelera o ritmo, entrando e saindo de mim uma, duas, quatro, seis vezes, enquanto sinto minha bunda chocando-se contra a estrutura de carvalho da mesa.

Sete, oito, nove... Meus gemidos se tornam mais frequentes e ela me beija, abafando-os e empurrando minha língua com a sua, fazendo com que eu me perca no sabor desse beijo.

Onze, doze, treze... Suas costas estão molhadas de suor e meus dedos escorregam até sua bunda, apalpando-a, estimulando-a a me penetrar com mais rapidez.

Quinze, dezesseis, dezessete… Seu corpo fica tenso e percebo que Emma está prestes a atingir o clímax, mas, inesperadamente, ela para as estocadas e se vira, levando-me junto consigo,  fazendo com que eu fique sentada sobre seu ventre.

Nossos sexos continuam unidos e começo a rebolar, assumindo o controle e a intensidade das penetrações.

Jogo a cabeça para trás e me deixo levar  pelas sensações de tê-la assim: pressionando, dilatando e se acomodando entre os músculos de minha vagina.  

Ela levanta os quadris, aprofundando as estocadas, enquanto suas mãos seguram minha cintura.

Sem suportar mais, sou envolvida pelo êxtase e agarro meus seios por sobre o vestido e o sutiã, gemendo: - Em..ma!

Seus dedos enterram-se nos meus quadris e ela inclina a cabeça para trás, ao mesmo tempo que segue me penetrando, mordendo com força o lábio inferior e fechando os olhos, derramando seu gozo dentro de mim.

Consumida pelo cansaço e ofegante, debruço-me sobre Emma, porém, não tenho muito tempo para ficar naquela posição, já que logo se senta e gira na mesa, descendo do móvel, comigo nos braços, levando-me para o quarto.

Não demora muito para estarmos deitadas na cama nos amando novamente. As peças que ainda cobriam minha nudez foram retiradas e arremessadas em qualquer lugar do dormitório.

Não sei por quanto tempo ficamos rolando em cima dos lençóis, totalmente despidas, só sei que adormeço em seus braços, depois de uma exaustiva e inesperada noite de prazer.


Notas Finais


* Importantes produtores de vinho  que se estabeleceram na Califórnia e criaram o mercado vitivinícola nos EUA depois da lei seca da década de 1920 e, até 2006, figuravam na lista das trezentas maiores fortunas do mundo.

—Ne Me Quitte Pas (Jacques Brel): https://www.youtube.com/watch?v=i2wmKcBm4Ik

- Lígia (Chico Buarque): https://youtu.be/KEu2NIpR5Jc


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