História Transformada - Capítulo 24


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Sasuke Uchiha
Tags Gaahina, Itahina, Kibahina, Naruhina, Nejihina, Sasuhina
Exibições 45
Palavras 2.095
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Hentai, Romance e Novela, Sobrenatural
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Incesto, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


BOA LEITURAAAAAA

Capítulo 24 - Encontrar Hanabi parte 2


-Não está -Hinata respondeu. -Nós estávamos lá.
-Sério? Desculpe. Eu não sei. Ela é do segundo ano, não é? Nós não nos cruzamos muito. Você tentou enviar uma mensagem para ela? Ela está sempre no Facebook.
-Eu não estou com o meu telefone— -Hinata começou.
-Use o meu -Ino interrompeu, e antes que Hinata pudesse terminar, ela enfiou seu celular na mão dela.
-O Facebook já está aberto. É só entrar e enviar uma mensagem para ela. -Claro, Hinata pensou. Por que eu não pensei nisso? Hinata entrou em sua conta, digitou o nome de Hanabi na caixa de pesquisa, abriu o seu perfil e clicou em mensagem. Ela hesitou, se perguntando o que escrever. Então, ela digitou: ‘Hana. Sou eu. Eu estou no celeiro. Venha me ver. O mais rápido possível.” Ela clicou em enviar e devolveu o telefone para Ino. Hinata ouviu uma comoção e se virou. Um grupo das garotas veteranas mais populares estava vindo na direção deles. Elas estavam cochichando. E todas olhavam diretamente para Neji. Pela primeira vez, Hinata sentiu uma nova emoção crescer dentro dela. Ciúme. Ela podia ver nos olhos daquelas garotas, que nunca haviam prestado atenção nela, que elas adorariam roubar Neji dela em um segundo. Estas garotas podiam ter qualquer garoto na escola, todos que elas quisessem. Não importava se ele tinha uma namorada ou não. Você apenas podia esperar que elas não olhassem para o seu namorado. E agora, todas estavam olhando para Neji. Hinata esperou, rezou, que Neji fosse imune aos poderes delas. Que ele ainda gostasse dela. Mas, pensando nisso, ela não podia entender porque ele gostaria. Ela era tão comum. Por que ele ficaria com ela quando garotas como estas morreriam para tê-lo? Hinata rezou silenciosamente pedindo que as garotas continuassem caminhando. Apenas desta vez. Mas, claro, elas não o fizeram. O coração dela batia forte enquanto o grupo se virou e caminhou na direção deles.
-Olá, Hinata - uma das garotas disse à ela, com uma falsa gentileza na voz. Shion . Alta, cabelos longos e loiros, olhos azuis e magra como um palito. Vestida da cabeça aos pés com roupas de grife. -Quem é o seu amigo? –Hinata não sabia o que dizer. Shion , e suas amigas, nunca haviam dado nenhuma atenção à Hinata. Elas nunca haviam sequer olhado para ela. Ela estava chocada em ver que elas sabiam que ela existia, e sabiam o seu nome. E agora, elas estavam iniciando uma conversa. Claro que Hinata sabia que aquilo não tinha nada à ver com ela. Elas queriam Neji. O suficiente para que se humilhassem ao ponto de falar com ela. Isto não era um bom sinal. Neji deve ter sentido o desconforto de Hinata, pois se aproximou dela e colocou um braço em seu ombro. Hinata nunca havia ficado tão agradecida por um gesto em sua vida. Com a sua nova confiança, Hinata encontrou a força para falar.
-Neji  - ela respondeu. “
-Então, o que vocês estão fazendo aqui? - outra garota perguntou. Matsuri . Ela era uma réplica de Shion , porém morena. -Eu achei que você tinha, tipo, se mudado ou algo assim
-Bem, eu voltei -Hinata respondeu.
-Então, você é novo aqui também? -Shion perguntou à Neji. -Você é veterano? -Neji sorriu.
-Eu sou novo aqui, sim, -ele respondeu enigmaticamente. Os olhos de Shion se iluminaram, interpretando aquilo como se significasse que ele era novo na escola.
-Ótimo - ela disse. -Vai ter uma festa hoje à noite, se você quiser aparecer. É na minha casa. É apenas para amigos próximos, mas nós adoraríamos se você fosse. E… hum…você também, eu acho -Shion disse, olhando para Hinata. Hinata sentiu a raiva crescendo dentro dela.
-Eu aprecio o convite, moças -Neji disse, -mas sinto muito em dizer que Hinata e eu já temos um compromisso importante esta noite. -Hianata sentiu seu coração se encher. Vitória. Ao ver suas expressões desmoronarem como uma fileira de dominós, ela nunca se sentiu tão vingada. As garotas levantaram seus narizes e foram embora furtivamente. Hinata, Neji e Ino ficaram parados ali, sozinhos. Hinata expirou.
-Meu Deus! -Ino disse. -Aquelas garotas nunca deram a mínima para ninguém antes. Muito menos fizeram um convite.
-Eu sei -Hinata disse, se recuperando. -Caitlin!  -Ino disse de repente, esticando o braço e segurando o dela, -Eu acabei de me lembrar. Susan. Ela disse algo sobre Hanabi. Semana passada. Disse que ela estava com os Inuzuki. Eu sinto muito, acabei de me lembrar. Talvez isto ajude. - Os Inuzuki. Claro. Era lá que ele estaria.
-Além disso -Ino continuou, com pressa, -nós todos vamos nos encontrar no Franks hoje à noite. Você tem que vir! Nós sentimos tanto a sua falta. E claro, traga Neji. Vai ser uma festa legal. Metade da turma vai ir. Você tem que estar lá.
-Bem… eu não sei  -O sino tocou.
-Eu tenho que ir! Eu estou tão feliz por você estar de volta. Te adoro. Me ligue. Tchau!  -Ino disse, acenando para Neji, e se virou e andou apressada pelo corredor. Hinata permitiu imaginar a si mesma voltando à sua vida normal. Passando tempo com todos os seus amigos, indo à festas, voltando para uma escola normal, prestes a se formar. Ela gostou daquele sentimento. Por um momento, ela realmente tentou expulsar todos os eventos da semana passada da sua mente. Ela imaginou que nada de ruim havia acontecido. Mas então, ela olhou para o lado e viu Neji, e a realidade a inundou novamente. A sua vida havia mudado. Para sempre. E nunca voltaria a ser o que era. Ela precisava aceitar isto. Sem falar no fato de que ela havia matado alguém, e que a polícia estava procurando por ela. Ou que seria apenas uma questão de tempo até que eles a encontrassem, em algum lugar. Ou o fato de que uma raça de vampiros inteira estava querendo matá-la. Ou que essa espada que ela estava procurando podia salvar a vida de muitas pessoas. A vida definitivamente não é mais o que era, e nunca mais seria. Ela precisava aceitar a sua realidade atual. Hinata colocou a mão no braço de Neji e o guiou para as portas frontais. Os Inuzukas. Ela sabia onde eles viviam, e que aquilo fazia sentido, Hanabi ficar um tempo com eles. Se ela não estava na escola, provavelmente estava lá agora mesmo. Era para lá que eles tinham que ir. Enquanto caminhavam para fora da escola e sentiram o ar fresco, ela se surpreendeu em se sentir tão bem por estar saindo daquela escola novamente—e desta vez, para sempe. Hinata e Neji cruzaram a propriedade dos Inuzukas, a neve na grama sendo esmagada sob os seus pés. A casa não era grande coisa – um rancho modesto construído ao lado de uma estrada federal. Mas atrás dele, no fim do terreno, havia um celeiro. Hinata viu todas as pickups velhas estacionadas de qualquer jeito no gramado, e pôde ver as pegadas no gelo e na neve, e sabia que havia um grande tráfego se direcionando para aquele celeiro. Era isto que os garotos faziam em Oakville – se encontravam nos celeiros uns dos outros. Oakville era tão rural quanto suburbana, e aquilo os dava uma chance de ficar em uma estrutura longe o suficiente das casas de seus pais para que eles não soubessem ou não se importassem com o que seus filhos estavam fazendo. Era bem melhor do que ficar no porão. Os pais não conseguiam ouvir nada. E você tinha a sua própria entrada. E saída. Hinata respirou fundo ao caminhar na direção do celeiro e puxar a pesada porta de madeira. A primeira coisa que ela percebeu foi o cheiro. Maconha. Nuvens dela pairavam no ar. Maconha misturada com o cheiro de cerveja choca. Muita cerveja. Então, o que ela percebeu—mais do que qualquer outra coisa—f oi o cheiro de um animal. Ela nunca havia tido sentidos tão aguçados antes. O choque da presença desse animal correu pelos seus sentidos, como se ela tivesse acabado de cheirar amônia. Ela olhou para a direita e focou o olhar. Ali, no canto, estava um grande Rottweiler. Ele se sentou lentamente, olhou para ela e rosnou. Ele deu um grunhido baixo e gutural. Era Butch. Ela se lembrava dele agora. O terrível Rottweiler dos Inuzukas. Como se os Inuzukas precisassem de um animal perverso para adicionar à imagem de caos deles. Os Unuzukas sempre foram más notícias. Três irmãos—17, 15, e 13—e em algum momento do passado, Hanabi havia se tornado amigo do irmão do meio, Deidara. Um era pior do que o outro. Seu pai havia ido embora a muito tempo, ninguém sabia para onde, e a mãe nunca estava em casa. Eles basicamente se criaram sozinhos. Apesar das suas idades, eles estavam sempre bêbados ou drogados, e passavam mais tempo fora da escola do que dentro dela. Hinata ficou triste em saber que Hanabi estava com eles. Aquilo não poderia resultar em nada bom. Música tocava no fundo. Pink Floyd. Wish You Were Here. Faz sentido, Hinata pensou. Estava escuro ali, especialmente vindo de um dia ensolarado, e os olhos dela precisaram de vários segundos para se ajustar. Ela estava ali. Hanabi. Sentanda no meio daquele sofá velho, cercado por uma dúzia de meninos. Deidara estava de um lado e Sasori do outro. Hanabi estava inclinada sobre um bong de maconha. Ela havia acabado de inalar, soltou o bong e se recostou no sofá, sugando o ar e o segurando por tempo demais. Ela finalmente o soltou. Deidara  tocou nela, e Hanabi olhou para cima. Em um transe, ela olhou para Hinata. Seus olhos estavam vermelhos. Hinata sentiu uma dor atravessar o seu estômago. Ela estava mais do que decepcionada. Ela sentiu que tudo aquilo era culpa dela. Ela se lembrou da última vez que elas se viram, em Nova York, da sua briga. As palavras duras dela.
-Então vá! -ela havia gritado. Por que ela tinha que ter sido tão dura? Por que ela não teve a chance de retirar o que havia dito? Agora, era tarde demais. Se ela tivesse escolhido palavras diferentes, talvez as coisas fossem diferentes agora. Ela também sentiu uma onda de raiva. Raiva dos Inuzukas, raiva de todos os meninos naquele celeiro que ficavam sentados naqueles sofás e cadeiras velhas, em pilhas de feno, todos sentados, bebendo, fumando, não fazendo nada de suas vidas. Eles estavam livres para não fazer nada com suas vidas. Mas não estavam livres para envolver Hanabi  naquilo tudo. Ela era melhor do que eles. Ela apenas nunca havia tido nenhuma orientação. Nunca teve uma figura paterna, nenhum carinho da mãe. Ela era uma  ótima garota, e ela sabia que ela poderia ser a melhor da sua classe agora mesmo, se tivesse tido apenas um lar estável. Mas, em algum momento, era tarde demais. Ela parou de se importar. Ela deu vários passos na direção dela.
-Hana? - ela perguntou. Ela apenas olhou para ela, sem dizer uma palavra. Era difícil de ver o que estava naquele olhar. Eram as drogas? Ele estava fingindo não se importar? Ou ela realmente não se importava? O seu olhar de apatia a magoou mais do que qualquer coisa. Ela havia imaginado que ela ficaria feliz em vê-la, se levantaria e lhe daria um abraço. Não isto. Ela não parecia se importar. Era como se ela fosse uma estranha. Ela estava apenas agindo daquela forma na frente dos seus amigos? Ou ela realmente havia estragado as coisas para sempre desta vez? Vários segundos se passaram, e finalmente, ela olhou para longe, passando o bong para um de seus amigos. Ela continuou olhando para os seus amigos, e a ignorando.
-Hana!  -ela disse, muito mais alto, seu rosto corando de raiva. -Eu estou falando com você! -Ela ouviu os risinhos dos seus amigos perdedores, e sentiu a raiva crescendo em ondas pelo seu corpo. Ela estava começando a sentir algo mais. Um instinto animal. A raiva dentro dela estava crescendo à um ponto em que estava quase além do seu controle, e ela temeu que pudesse cruzar a linha a qualquer momento. Aquilo não era mais humano. Estava se tornando animal. Aqueles meninos eram grandes, mas o poder que crescia em suas veias a certificou de que ela poderia lidar com todos eles em um instante. Ela estava tendo dificuldade em controlar a sua raiva, e ela esperava que fosse forte o suficiente para isto. Ao mesmo tempo, o Rottweiler começou a rosnar mais alto, caminhando lentamente na direção dela. Era como se ele sentisse que algo estava chegando. 


Notas Finais


O que acharam?

Beijos de Mel..


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