História Transformado - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Palavras 1.007
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Canibalismo, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Sorry pelo atraso nas publicações da série ❤

Capítulo 10 - Capítulo 10 - Uma transformação inevitável


Fanfic / Fanfiction Transformado - Capítulo 10 - Capítulo 10 - Uma transformação inevitável

Jack estava nas nuvens enquanto caminhava para casa da escola, segurando seu caderno.

Ele não tinha sido tão feliz em muito tempo. As palavras de Jonah se repetiam em sua mente.

“Vai ter um concerto hoje à noite. No Carnegie Hall. Eu ganhei dois ingressos. São os piores assentos do local, mas dizem que o vocalista é incrível.”

“Você está me convidando para sair?” Jack havia dito, sorrindo.

Ele sorriu de volta.

“Se você não se importar de sair com alguém cheio de hematomas,” ele havia dito, sorrindo de volta. “Afinal, hoje é sexta-feira.”

Jack havia praticamente ido pulando para casa, sem conseguir conter o seu entusiasmo. Ele não sabia nada sobre música clássica—ele nunca havia ouvido esse tipo de música antes— mas não se importava. Ele iria para qualquer lugar com Jonah.

Carnegie Hall. Ele disse que o traje era de gala. O que Jack deveria vestir? Ele olhou para o relógio. Ele não tinha muito tempo para se arrumar se fosse encontrá-lo naquele café antes do concerto. Jack acelerou o ritmo.

Antes de perceber, ele estava em casa e nem a melancolia do seu prédio o deixou triste. Ele correu pelos cinco lances de escada e quase não sentiu quando entrou em seu novo apartamento.

O grito de sua mãe veio imediatamente: “Seu idiota desgraçado!”

Jack se abaixou na hora exata, quando sua mãe havia jogado um livro na direção do rosto dele. Ele passou voando, e bateu na parede.

Antes que Jack pudesse falar, sua mãe atacou—unhas de fora, apontadas para o rosto dele.

Jack levantou as mãos e segurou os pulsos dela na hora exata. Os dois se empurraram, indo para frente e para trás.

Jack podia sentir seu novo poder surgindo em suas veias, e sentiu que podia jogar a sua mãe para o outro lado da sala sem sequer tentar. Mas ele forçou a si mesmo a controlá-lo, e a empurrou para longe, mas apenas o suficiente para jogá-la no sofá.

Sua mãe, no sofá, começou a chorar. Ela ficou sentada lá, soluçando.

“A culpa é sua!” ela gritou entre os soluços.

“Qual é o seu problema?” Jack gritou, completamente desprevenido, sem ter a menor ideia do que estava acontecendo. Até para a mãe dele, aquilo era loucura.

“Sam.”

Sua mãe segurava um pedaço de folha de caderno.

O coração de Jack batia rápido ao pegá-lo, um sentimento de terror crescendo dentro dele. Fosse o que fosse, ele sabia que não podia ser bom.

“Ele foi embora!”

Jack examinou o bilhete escrito à mão. Ele não conseguia se concentrar enquanto lia, entendendo apenas fragmentos—fugir… não quero ficar aqui…com os meus amigos… não tente me encontrar.

Suas mãos estavam tremendo. Sam havia ido. Ele realmente havia ido embora. Ele nem sequer esperou por Jack. Nem esperou para dizer adeus.

“É por sua causa!” sua mãe gritou.

Uma parte de Jack não conseguia acreditar. Ele correu pelo apartamento, abriu o quarto de Sam, quase esperando encontrá-lo lá.

Mas o quarto estava vazio. Imaculado. Nenhuma única coisa deixada para trás. Sam nunca havia deixado seu quarto tão limpo. Era verdade. Ele realmente tinha ido embora.

Jack não podia deixar de sentir que, desta vez, a sua mãe estava certa, a culpa era dele. Sam havia perguntado a ele. E ele havia dito, “Então vá.”

Então vá. Por que ele tinha que ter dito aquilo? Ele planejava se desculpar, retirar o que havia dito na manhã seguinte, mas Sam já havia saído quando ele acordou. Jack iria conversar com ele quando chegasse. Mas agora, era tarde demais. Jack sabia para onde ele devia ter ido. Existia apenas um lugar para onde ele iria: a última cidade. Ele estaria bem. Melhor, provavelmente, do que estava aqui. Ele tinha amigos lá.

Quanto mais ele absorvia a notícia, menos ele se preocupava. Na verdade, ele estava feliz por Sam. Ele havia conseguido sair finalmente. E Jack sabia como encontrá-lo.

Mas ele teria que lidar com isso mais tarde. Ele olhou para o relógio e percebeu que estava atrasado. Ele correu para o seu quarto, agarrou rapidamente suas melhores roupas e sapatos, e os colocou em uma bolsa de academia. Não havia tempo.

“Por que você tem que destruir tudo o que toca!?” sua mãe gritou, bem atrás dele. “Eu nunca deveria ter acolhido você!”

Jack olhou para ela, em choque.

“Do que você está falando!?”

“É isso mesmo,” sua mãe continuou. “Eu acolhi você. Você não é meu. Nunca foi. Você era dele. Você não é meu filho de verdade. Você me ouviu!? Eu teria vergonha de ter você como filho!”

Jack podia ver o veneno em seus olhos negros. Ele nunca havia visto sua mãe com tanta raiva. Os olhos dela tinham morte dentro deles.

“Por que você tinha que afastar a única coisa que era boa na minha vida!?” sua mãe gritou.

Desta vez, sua mãe o atacou com as duas mãos e foi direto para a sua garganta. Antes que Jack pudesse reagir, ele estava sendo estrangulado. Com força. Jack lutou para respirar. Mas a mão de sua mãe parecia ferro. Sua intenção era matar.

A raiva invadiu Jack, e dessa vez, ele não pôde pará-la. Ele conseguia sentir o calor familiar e pinicante subindo pelos dedos dos seus pés, e chegando até os seus braços e ombros. Ele sentiu o calor o envolver. Enquanto ele surgia, os músculos em seu pescoço incharam. Sem fazer qualquer coisa, sua mãe começou a soltar seu pescoço.

Sua mãe deve ter visto a transformação começar, por que parecia estar com medo, de repente. Jack jogou a cabeça para trás e rugiu. Ele havia se transformado em algo pavoroso.

Sua mãe soltou o seu pescoço, deu um passo para trás e olhou, com a boca aberta.

Jack esticou uma mão e a empurrou, fazendo-a voar para trás com tanta força que ela atravessou a parede, quebrando-a com um estrondo, alcançando a outra sala. Ele continuo perguntando se havia alguma coisa que ele queria levar com ele. Ele sabia que havia, mas não conseguia pensar direito. Ele agarrou a bolsa de academia com roupas e saiu da sala, através dos destroços, passando pela mãe.

Sua mãe estava deitada lá, gemendo, começando a se sentar.

Jack continuou caminhando para fora do apartamento.

Aquela era a última vez, ele jurou, que veria aquele lugar novamente.



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