História Transgênero - Capítulo 3


Escrita por: ~ e ~anonimosarmy

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), Black Pink
Personagens Jennie, J-hope, Jimin, Jin, Jisoo, Jungkook, Lisa, Rap Monster, Rosé, Suga, V
Tags Menção Jikook, Menção Namjin, Menção Vhope, Menção Yoonmin, Mistério, Morte, Suspense, Yoonseok
Exibições 54
Palavras 6.994
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Violência, Yaoi
Avisos: Cross-dresser, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Suicídio, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Primeiramente: me desculpem pela demora, aconteceram muitas coisas, mas sei que isso não é da conta de vocês. Algo que vocês precisam saber e eu devo explicações é que eu acabei atualizando o aplicativo e perdi toda a história, eu já fiz ela umas 5 vezes (acho) e nessas cinco vezes eu a perdi. Segundamente: eu decidi adicionar mais algumas coisas na história e essas mudanças foram: agora eles estudam em uma escola (o Hoseok no 3° ano junto do Namjoon e da Lisa, todos da mesma turma, a Jennie está no 3° também, porém, ela é de outra turma, ou seja, a mesma turma da Rosé, o Jimin é do 2° junto da Jisoo e o Taehyung e o Jungkook são do 1° e da mesma turma. Já devem ter percebido a nova categoria que eu adicionei, bom, as meninas do BLACK PINK serão aquelas personagens que eu usarei quando for preciso, entenderam? Mas bem, elas fazem parte da história também e eu farei alguns capítulos especiais para o shipp delas, de vez em quando. Terceiramente: vocês devem ter notado a personalidade um pouco peculiar do Yoongi para um "transexual", mas entendam, a história vai ser um pouco difícil e pra entender tem de ter muita calma, ok? Tipo o Hoseok é ateu, por isso não quis acreditar no que o Jimin disse sobre o Yoongi estar morto. Vendo isso vocês vêem que o final será um pouco triste já que o Yoongi vai segurar esse peso nas costas, mas lembrando: a fanfic é séria, se trata sobre família, preconceito, aceitação e espiritualidade.

*Esse sinal ([...[...]...]) não quer dizer "quebra de tempo", quer dizer que passou um curto tempo onde não foi necessário narrar, mas quando eu abro um espaço em branco quer dizer quebra de tempo, ou seja, o tempo passou.


Obrigada pela atenção e boa leitura.

Capítulo 3 - Entretanto, haverão muitas calúnias


Fanfic / Fanfiction Transgênero - Capítulo 3 - Entretanto, haverão muitas calúnias

E era na noite de domingo que eu pensava, pensava até demais: amanhã seria mais uma segunda-feira onde eu teria de ser obrigado a copiar mais exercícios da lousa, fazer diversos trabalhos de inúmeros matérias e sem falar na dificuldade, eu sou terrível em matemática. Teria que aprender sobre política, teria que ter certeza de que partido eu iria entrar e apoiar, se eu seria de esquerda ou direita. Eu tinha medo, medo do amanhã, do anteontem, do fato de eu mesmo ter que decidir em que faculdade iria entrar, no caso, a SKY, medo de minha ansiedade, medo das minhas decisões, medo de meus próprios medos, medo do que estava por vir. Alguns pingos de água começaram a descer e também fazendo um barulho no telhado que me chamou atenção, porém, havia um som de batida do que mais parecia ter vindo da janela e aquilo me intrigou já que era meia-noite e se eu não estivesse pensando tanto já devia estar no décimo sono. As batidas não cessaram e pareciam mais fortes e intensas à cada segundo, mesmo com o rosto inchado eu me levantei e fui até a janela, abrindo-a encontrei quem eu menos esperava: Min Yoongi, mas não fora sua presença que me deixou descrente, fora o único fato dele estar com a mesma roupa, o mesmo semblante; sério, neutro e pacato e do mesmo jeito de sempre. Deixei que o mesmo entrasse já que uma longa chuva parecia chegar, tirou os sapatos e me observou da cabeça aos pés, sem falar em seu forte cheiro de bebida, porém, ele parecia sóbrio, tão sóbrio que aparentava ter tomado apenas dois copos de bebida e nada mais. 


 — Você andou bebendo? — perguntei, preocupado demais pra alguém que pouco conhecia, mas não importava, eu sou gentil demais. 


— Bebi? Esqueça, foram apenas dois copos e nada mais, ainda me sinto sóbrio — não havia prestado tanta atenção, mas para mim foi a primeira vez em que ele não usou seu renomado tom formal. Então o mesmo se deitou na cama despejando todo seu corpo nela e encolhendo-se um pouco entre os lençóis, talvez aqueles poucos copos de bebida tivessem o deixado com o pensamento de que eu era alguém tão íntimo seu que o deixaria se deitar em minha cama com aquele corpo mole e folgado se bem que eu não me importava tanto com isso, talvez ele deixasse um pouco de seu perfume em meus cobertores... — pensei. Com o silêncio daquele quarto e agora a luz amarelada dos postes que vinham da janela aberta eu pude notar algo; Yoongi estava suado, parecia mais ter corrido uma maratona até chegar aqui, seus lábios pareciam um pouco rosados e ressecados, ele parecia ter dificuldade para respirar, a pele branca de seus lábios parecia se infiltrar com sua pele branca como a neve, seus olhos eram negros; daqueles que por mais que parecessem castanhos ou azuis às vezes sempre à noite tinham seu brilho noturno e escuro, notei um brilho único em seu olhar, um que nunca tinha visto em ninguém. Sua respiração estava fraca, suas bochechas um tanto coradas por ter bebido, o nariz aperfeiçoado e nos padrões coreanos, seu pomo-de-Adão, o suor que escorria pelo branco pescoço e seu cabelo que entre a luz dos postes parecia um vinho com tom escarlate e a franja em frente sua testa estava um pouco molhada tanto pelos pingos de chuva quanto pelo suor, a clavícula; o dorso; o pomo-de-Adão, seu pescoço, a nuca, o olhar. Neste exato momento já não chovia lá fora, os pingos de chuva pareciam ter evaporado e virado uma fumaça fumegante para uma tempestade que fora embora para outro lugar, observei a cortina e continuava a tamborilar com o vento, olhando novamente para seus olhos não me contive em me aproximar o suficiente dele para que me encaixasse entre suas coxas e foi só me aproximar mais um pouco para sentir sua respiração calma perto de meus lábios, estar perto dele o vendo perfeitamente era um alívio para mim porque era como estar sossegado eternamente, desci minha mão para seu peito sentindo-o morno e um pouco mais quente, toquei seus lábios um pouco receoso, mas assim que sua mão pousou em minha nuca e me aproximou mais um pouco de si para beijá-lo eu senti nada mais que uma coisa incrível em meu estômago e fora uma das únicas sensações que me fez delirar, me fez pensar e sentir, fez com que eu me desligasse do mundo e apenas aproveitasse um pouco do momento que eu estava vivendo. Fechei meus olhos ao sentir uma mordida em meu lábio inferior, procurei por sua língua e chupei-a sentindo o beijo esquentar conforme os toques, quando já estava para tirar sua blusa, em um movimento brusco que ele me empurrou, olhou-me nos olhos como se tivesse feito algo errado. 


— Por que me beijou? — o menor tinha um semblante de indignação e seus olhos vermelhos demonstravam fúria Eu o trai...você não deveria ter me beijado, eu trai a confiança dele. 



Quem?



— De quem está falando? — ele não respondeu, se calou imediatamente e cruzou os braços com uma careta emburrada. Eu não conseguia compreender — Ah, quer saber? Não importa, se você quiser ficar aqui, fique, mas eu tenho aula amanhã cedo e minhas horas de sono estão se esgotando — me deitei na cama e esperei para que Yoongi viesse se deitar ao meu lado, porém, como o orgulhoso que era, o mesmo se deitou no sofá no canto do quarto e olhou para mim como se estivesse esperando que eu dormisse para que ele fizesse o mesmo. 




Mas que...EGOCÊNTRICO! 



















YOONGI! — um chamado alto ecoou pelo quarto; como um grito agudo de alguém que estava sufocado em um terrível pesadelo, minha mente se encontrava nublada, só aí pude perceber que um grande flash de luz batia em meu rosto e que já era, de fato, de manhã, a noite já havia ido embora e agora o sol tomava conta do quarto iluminando todos os cantos possíveis, alguns passarinhos cantarolavam do lado de fora e um vento matinal se apossava do quarto enquanto batia nas árvores fazendo com que essas ficassem se mexendo contra o vento e uma súbita camada de ar entrasse pela janela do quarto e batesse em meus cabelos fazendo estes se espalharam por entre minha testa suada por conta das milhares cobertas em que fiquei embrulhado, mas nem lembro de pegar os cobertores e me cobrir, talvez o Yoongi tivesse o feito por mim, mas, Yoongi não estava ali, nem no sofá e em nenhum canto do quarto, ele tinha sumido ou talvez...ido embora. Desci da cama à contragosto e calçei as pantufas de baixo da cama, andei lentamente até o banheiro, fechei a porta e não tardei em tirar todas as minhas roupas jogando-as no chão já que não me daria o trabalho de jogá-las no cesto, até porque, ainda iria usá-las. Liguei o registro do chuveiro e a água desceu fria me fazendo estremecer, e como estava fria, veio uma enxurrada de água e me encheu todo em um frio, parecia até mesmo um cubo de gelo derretido, pesquei o sabonete passando por todo o meu corpo e formando as pequenas bolhas, joguei um pouco de água no azulejo e não esqueci de passar o shampoo e o condicionador, sempre foi necessário. Pus a toalha em minha cintura e rapidamente corri para escovar os dentes, não que eu fosse muito vaidoso praquele pouco tempo que eu tinha, mas enquanto estava escovando meus dentes que o tempo passou e eu acabei me atrasando, por isso mesmo não há um dia em que eu não me atrase. Rapidamente vesti o uniforme, passei o mais forte perfume amadeirado e peguei minha bolsa pondo em meu ombro, praticamente corri para fora da casa, olhei para o relógio que marcavam às exatas seis e meia (06:30 AM). Andei pelas ruas asfaltadas e ao longe mirei o grande prédio escolar, apressei o passo por o portão estar prestes a ser fechado e o sinal tocar, meus passos foram rápidos e consegui chegar à tempo na escola, entrei pelo grande portão de ferro e caminhei pela entrada qur me levava ao pátio da escola onde todos os alunos estavam e, principalmente, Namjoon, que era quem eu queria encontrar. Andei por alguns alunos no corredor e no pátio encontrei Namjoon sentado ao lado de uma garota, me aproximei dos dois e conforme mais perto eu chegava Namjoon notava minha presença e sorria largo para mim. 


— Olá — a garota ao seu lado também sorria para mim com uma certa malícia, mas considerável. 


— Olá — respondeu a menina. 


— Tudo bem, Hoseok? Essa aqui é a Lalisa Manoban, ela é minha prima, acabou de chegar da Tailândia. Lisa, esse aqui é Jung Hoseok; meu amigo — cumprimentei-a com um aceno que a mesma retribuiu. 


— Hoseok, não é mesmo? Então, o Namjoon me falou muito de você — sua gargalhada soou um tanto estranha, parece que os costumes tailandeses são um tanto quanto diferentes. 


Imagino...


— A gente se vê por aí, já tenho que ir, meu chapa — a loira passou por mim jogando seus cabelos, estranhei o ato. 


— É impressão minha ou sua prima querendo dar em cima de mim? — Namjoon riu alto chamando a atenção de alguns alunos para nós. 


Cara, ela é lésbica! 



Droga!



— Quem é a namorada dela? — perguntei, curioso como era. 


— É uma tal de Kim Jennie, acho que é esse o nome. Sempre vejo elas duas juntas, ela também estuda aqui e veio da Tailândia. 


Mas também? 



— Vai me dizer que você também é tailandês? — ele riu alto, Namjoon era sempre escandaloso assim. 


— Você gostou dela? 


— Não, né. 


Que foi? Você também é gay, por acaso? 



Eis que o sinal toca chamando a atenção de ambos nós, meu semblante antes cansado mudou para um atrapalhado, demorei um pouco para ir até minha sala junto de Namjoon que vinha atrás de mim totalmente despreocupado já que a primeira aula do dia seria matemática e era a que ele tinha mais dificuldade, além de eu também ter um pouco de dificuldade, porém, era considerado um bom aluno. Havia sentado na penúltima cadeira e perto da janela, Namjoon como sempre estivera na minha cola e se sentou atrás de mim enquanto Lisa se sentou na penúltima fila e na última cadeira ao lado de Namjoon. A aula se passou assim: calma, pacata, silenciosa e com muitas contas pra se resolver, eu errei todas as contas e já havia me preocupado demais, e o pior era que aquilo só fora o primeiro tempo. Enquanto me concentrava na explicação do professor alguns alunos ao meu lado tinham uma breve conversa, mas uma voz baixa me chamou atenção. 


 

Hoseok — me chamou alguém como em um sussurro que quase não tinha escutado, olhei para trás; Namjoon se encontrava sentado em sua cadeira, não aparentava ter me chamado, olhando para todos os lados ninguém aparentava ter me chamado — HOSEOK, AQUI!— a janela; olhei diretamente para a janela — Venha aqui fora, preciso urgentemente falar com você. 



— Q-Quem é v-você? — perguntei baixo para "a voz".  


 

Não importa, apenas venha, se não vier você já sabe que está ferrado.    



— Professor! — subitamente me levantei da cadeira roubando a atenção de todos na sala — Posso ir ao banheiro — o velho que antes explicava agora me mirava.  


 — Pode ir, mas não demore — alguns olhares tortos foram direcionados para mim, ainda não entendendo eu sai da sala trancando a porta. Caminhei pelo corredor encontrando alguns funcionários nos cantos, mas conseguindo desviar de todos, chegando na parte detrás da escola não havia ninguém, nem um pássaro, o campo de flores estava vazio, o parquinho estava vazio, a quadra estava vazia, os bancos estavam vazios e, principalmente, o corredor estava vazio. Meus passos eram vagos e minha caminhada se prolongava ainda mais com minha cautela para caminhar sem fazer nenhum barulho que chame atenção, o corredor era longo e quando já me aproximava das pilastras pude encontrar...


— Min Yoongi? — o de cabelos negros levantou sua cabeça me dando uma visão um tanto sombria de seus olhos que, definitivamente, estavam negros e se destacavam com duas olheiras escuras e fundas que me fizerem estremecer no lugar onde estava, porém, não fora nem sua aparência que havia me deixado amedrontado, mas sim, sua roupa feminina: uma longa meia branca que ia até seus joelhos, o tênis branco, sua saia preta e o moletom cinza e com um tecido fino. Ele ainda me mirava — Por que está vestido assim? Foi você que me chamou até aqui? 


— Não importa tanto assim, Hobi. Namjoon não entende, Taehyung não entende, Jungkook não entende, Jin não entende, Jimin não entende, você não entende — ainda sustentava seu olhar sob mim não calando meu medo Sim, eu que lhe chamei aqui. 


— O que quer, então? — Yoongi tinha passado um bom tempo calado, eu tentei agir e perguntar mais uma vez, mas ele parecia estar em um transe. Quando ia voltar para dentro da escola que o mesmo disse, com um tom alto para que eu o ouvisse bem:


Enquanto eu estiver sob uma poça de sangue, eu não quero, de maneira alguma, que você telefone para a ambulância ou a polícia, quero que fique calado e não conte à ninguém. Estamos entendidos? 



E mais uma vez eu não o entendia.


E não sabia o que fazer. 


Como uma estátua, fiquei parado no mesmo lugar até quando ele resolveu passar de mim sumindo pelo resto do corredor, mas eu senti quando ele tocou minha mão, mesmo que de leve, já estava prontamente recuperado, apenas queria tirar minhas dúvidas sobre o que havia acabado de acontecer ali e o que eu devia fazer, mas ele, realmente, não estava mais ali e tinha sumido na neblina, definitivamente. Com um piscar de olhos e o sinal acabara de tocar afastando qual quer que fossem meus pensamentos — mesmo que ainda os tivesse mantido guardados — ainda mantinha minha postura e o rosto esguio para, enfim, seguir em frente no, agora vago, corredor. Assim que pude cheguei apresentável no refeitório escolar onde a maioria dos alunos estavam, alguns na fila para o lanche, outros andando pelos cantos e mais alguns sentados nos bancos, quase na penúltimo mesa perto de um jarro de flores encontrei Namjoon, Lalisa e mais uma garota que eu desconhecia, mas estava abraçada com Lisa e as duas tinham toques peculiares para duas amigas, me aproximei dos três e encontrei Taehyung sentado ao lado de Namjoon, estranhei por o mesmo estar calado e tão tímido diante daquilo, mas mesmo assim eu me sentei no banco ao lado de Namjoon. 


— Onde esteve? Você ficou fora o segundo tempo inteiro, eu fiquei preocupado — me perguntei como tinha ficado todo o segundo tempo falando com Yoongi, eu havia tido apenas uma breve conversa consigo e passara logo aquele tanto de tempo, cogitei que ele estivesse movendo o tempo. 


— Estava falando com um amigo — disse, com um olhar vago.


— E o que tanto esse seu amigo queria? Porque, pelo que eu saiba, pra demorar tanto assim talvez vocês tenham feito algo à mais do que simplesmente conversar, concorda? — Namjoon soltou uma risada acompanhada dos outros enquanto eu sentia minha pressão baixar e meu corpo ficar gelado de tanto que tinha corado na parte das bochechas Isso me fez lembrar daquela pergunta que te fiz hoje cedo. 


— Esqueça essa pergunta, eu não vou respondê-la nem que você queira — os três se calaram na mesa. Mirei Taehyung; continuava em seu canto, introvertido. 


Não entendo porque insistem tanto, eu devo ser um assexuado qualquer. 



Jung? — a voz meio feminina de Jimin me chamou fazendo-me de súbito me virar para trás mirando, agora loiro, Park Jimin que ainda continha um sorriso no rosto. 


— Park? O que quer? — 


O loiro soltou um longo suspiro parecendo pensar no que iria falar — Poderíamos ter uma conversa, digo, particular? — mirou os outros quatros na mesa não deixando de me mirar depois, assenti sem hesitar. Me levantei do banco e o segui, ao que talvez fosse, uma parte reservada da escola onde tinha um pequeno campo de capim com um verde forte, as grades negras da escola e as árvores que enchem o lugar de cor, das mais belas sakura's. Jimin se empenhou em morder seus lábios de fininho enquanto olhava para mim outra vez, e outra vez pensando no que devia falar. 


— Diga logo, não demore. 


Ele então disse. 


— Jung, eu sei que você deve estar um pouco confuso com isso tudo que está acontecendo, mas eu ainda também estou confuso com o fato de você também poder vê-lo. 


— Não diga isso, todos conseguem o ver. 


— Eu gostaria que isso fosse verdade, mas não. Eu podia destacar algo importante e lhe explicar sobre isso, mas você é ignorante nesse assunto, então eu prefiro lhe mostrar já que você não acredita nas palavras cujo eu digo. 


— Eu não vou pra lugar nenhum.  


— Você vai sim, e eu vou junto. 

















Um cemitério? — questionei já ficando nervoso pelo fato de Jimin ter me levado até um cemitério, tudo bem que o local não era tão longe, só que me deixava nervoso saber que eu estava num lugar cheio de túmulos, pessoas e cadáveres mortos e talvez a poeira que corria naquele lugar fossem as cinzas de quem já tinha morrido e sido enterrado ali faz muito tempo. Park tinha um de seus sorrisos travessos no rosto — ri internamente — sabia que ele estava debochando da minha cara de nervoso já até sendo uma ironia eu ter dito que espiritualismo era um mito banal quando estava em frente àquele lugar e com um semblante medroso, ah, como era irônico. Ele foi em direção ao portão o desenterrando do chão pondo um pouco mais de força abrindo-o, mas não podia, aquele cemitério parecia abandonado, e se há uma coisa pior que um cemitério é o fato dele estar abandonado. 


— Mas o que diabos nós viemos fazer aqui? — Jimin ignorou minha fala puxando-me pelo pulso para que entrasse — Esse lugar além de feder à vela também está abandonado. 


Ué? Eu pensei que você tivesse dito que espiritualismo é um mito banal, agora você está contrariando à si mesmo? — alfinetou soltando um riso soprado, quase que irônico.


Realmente, aquele lugar tinha um péssimo odor de vela e isso até fazia meu estômago revirar de tanto que ficara enjoado com aquele repetitivo odor. Uma vasta floresta se encontrava depois dos túmulos, algo que já não fazia mais parte da cidade, ruínas, destroços, mau-cheiro e calafrios, enquanto Jimin parecia concentrar seu olhar em achar algo específico em meio àquilo eu apenas o seguia para onde quer que fosse, lá não muito longe tinha um pequeno morro com um gramado muito bem aparado, porém, cinzento, ao olhar mais atento havia somente um túmulo ali em cima, e fora em frente àquele que Jimin parou, subitamente, entretanto, não fora nem sua súbita parada nem como aquele lugar ficou gelado de repente e minha pressão baixou que me assustou, na verdade, quando eu vi o nome que estava preenchido no túmulo, ah, eu julguei tanto meus próprios olhos por estarem mentindo para mim. 


Min Yoongi 

* 09 de Março de 1993

06 de Março de 2010



E então ele começou: 


— Não sei se devo lhe contar isso, mas acho que vai ser necessário agora que você pode vê-lo e falar consigo, mas eu espero mais de sua confiança e também espero que não conte à ninguém. Enfim, fazem alguns anos desde que isso aconteceu, naquela dia os alunos foram liberados mais cedo por conta de algo que não sabíamos o que era, mas de acordo com boatos de alguns alunos havia algo errado na escola e os funcionários e coordenadores estavam escondendo tudo isso de nós sem que saibamos, afinal, eles não teriam coragem de contar aquilo pra um só aluno e assutá-lo tanto que este contaria pra todo o colégio. Alguns dias atrás eu fui na casa de Yoongi e descobri algumas coisas, não me pergunte como, eu procurei nas gavetas e lá achei algumas calcinhas e sutiãs; vermelhos e femininos, cogitei que sua mãe tivesse confundido, eu perguntei à ela e a mesma negou por ser muito perfeccionista e atenta até mesmo nisso, que bom que ela não notou, eu voltei para o quarto dele para descobrir mais. Fotos, eram fotos dele, roupas, vozes, gemidos, conversas e mais um monte de coisas, eu me senti traído, me senti tão insano, no dia seguinte quando fomos todos liberados que eu, com uma fúria jamais vista liguei para ele tentando o convencer para que viesse atrás da escola, mas em um segundo ele aceitou porque eu sei que ele não passava de um garoto apaixonado por mim, não sei como me livrei disso, ele não tinha culpa, mas meus olhos transbordavam sangue de tanto ódio que eu sentia que eu nem pensei em me controlar. Aconteceu de uma hora pra outra, eu gritei com ele, o empurrei e sua cabeça bateu num brinquedo de ferro, ele morreu, mas eu fugi, alguns dias passaram e encontraram o corpo dele, criaram teorias, várias teorias, mas a que mais se encaixou com aquilo foi: ele se sentia pressionado por ser gay e acabou se matando, mas não, eu que o matei, eu sou um assassino, eu era cheio de preconceitos mesmo sendo um gay assumido e me relacionando com outros homens, eu superei isso e hoje aceito muito bem, eu gostaria que também tivesse esse pensamento naquela época, mas eu era um grande filha da puta, e eu admito isso. Hoseok, você não sabe como eu me senti cínico e sujo quando cheguei na casa da senhora Min com um buquê de flores e disse: meus pêsames, senhora. Eu sou completamente um assassino, eu agradeço à Jungkook por me ter feito superar, mas eu ainda sinto toda a culpa. 


Eu o mirei incrédulo ainda não querendo acreditar naquela história — Park, você é completamente louco, isso sim, afinal, além de ter me chamado aqui você ainda mentiu sobre essa história toda, seu...imundo. 



[...[...]...]



Risadas. Era o que se escutava de longe. Me aproximei da mesa e novamente me sentei ao seu lado tentando não atrapalhar a conversa animada que os três tinham, mirei Namjoon e a garota à sua frente cujo tinha cabelos de cor chocolate, olhos escuros, lábios meigos e um sorriso acolhedor, porém, não a conhecia tão bem quanto Lalisa. 


— Já voltou? Pensei que tivesse fugido de mim novamente, e po- — cortei sua frase com um estalo na língua como se estivesse entediado com o rumo daquela conversa, e eu, de fato, estava Hum...Hoseok, essa aqui é a Jennie, ela também veio da Tailândia — estendi minha mão esperando para que a morena também erguesse a sua e me desse um aperto, e assim o fez. 


— Pode me chamar de Jen, se quiser, é um apelido pros íntimos — mirou a loira ao seu lado como se ela fizesse parte de sua explicação, assenti.


— Me chame de Hobi — ela assentiu como quem não quer nada, talvez não estivesse confortável com minha presença, antes ela parecia muito sorridente, porém, tímida. 



O som do sinal soou tão alto que por pouco não despedaçou meus ouvidos, as duas se levantaram do banco e foram para suas salas enquanto alguns outros alunos também iam — Que droga! E a minha bolsa? — me perguntei. 


— Aqui — estendi minha mão para alcançar o tecido e botá-lo em meu ombro não deixando que caísse, segui com Namjoon pelo corredor infinitamente longo e que nos levaria à sala de ciências, mesmo que estivéssemos correndo o risco de sermos pegos após o sinal ter soado, mas eu gostaria de culpar minha bolsa, mas nem estávamos tão atrasados assim, no máximo dois ou três minutos.


Abri a porta receoso esperando os sermões da professora Hyejin, mas ela sequer estava ali, do jeito que a sala de aula estava uma bagunça, com toda a certeza, ela não estaria ali. Taehyung acenou para nós dois, na primeira fileira e com um sorriso quadrado no rosto nos pedindo para que nos fôssemos até ele na primeira carteira. 


— Eu guardei um lugar para vocês dois — apontou para as duas mesas vazias atrás de si, depositei minha bolsa em cima da mesa e sorri-lhe agradecido. 


— Obrigado, TaeTae, depois me lembre de lhe oferecer uma recompensa — ele acenou com a cabeça e se virou para frente parecendo envergonhado, estava nítido um rosado na região de suas bochechas, minha curiosidade não demorou muito quando a professora chegou na sala de aula calando à todos. 

















A rua estava muito calma para um meio-dia, com o sol rachando e não tão nublado, estava quente demais que aquela estrela quente e branca parecia estar em cima de nós quase explodindo. Tínhamos acabado de sair da escola e agora caminhávamos para a casa de Taehyung, o motivo era que seu pai havia lhe comprado um novo vídeo game de última geração; fiquei chocado, aliás, era raro terem aquele jogo. Ele pensou em convidar apenas à mim, mas quando Namjoon questionou se também poderia ir ele disse que estava tudo bem para ele, mas notei que ele ficou um pouco acanhado, talvez quisesse apenas eu ali, porém, Namjoon nem notou aquilo, ou talvez estivesse fingindo. Chegamos em sua casa, sua mãe nos cumprimentou e subimos para seu quarto, as paredes tinham uma cor amarela, tinha sua escrivaninha, dois assentos, uma cama de solteiro, e o principal: a janela. 


— Ah, eu acho que não estou com tanta vontade de jogar — Namjoon disse. 


— E o que você quer fazer, então?


— O que acham de jogarmos verdade ou desafio? — sugeri. 


— Garotos, vocês sabem que eu não me importo com o que vamos jogar, depende se vamos ou não fazer algo — Taehyung, que até agora manteu-se calado, disse. Olhei para o lado de fora; talvez fosse uma boa ideia ficar deitado numa rede embaixo de uma árvore, eu não me importaria, mas me importaria bastante em ter que ser, praticamente, obrigado à jogar um jogo banal onde diria toda minha vida pessoal para os meus amigos e se não o fizesse seria punido fazendo algo constrangedor e contra a minha vontade, porém, eu não gostaria de sair como um chato (era muita burrice, e eu sou muito inseguro pra ter que ouvir isso). Mas nós tínhamos mesmo que fazer aquilo? nós não, eu, eu tinha de fazer aquilo? mesmo que não queira? mesmo que eu seja obrigado? mesmo que eu tenha de revelar meus mais confidenciais segredos? mesmo que...eu tenha de revelar que falo com um fantasma? E me culpei, me culpei por cair tanto em devaneios, por pensar em algo apenas uma vez e não parar mais. 


— Acho melhor não, estou um pouco estressado. Tae, será que podíamos ficar lá fora? Eu preciso tomar um ar — disse tudo em um só fôlego não conseguindo formular e encaixar as palavras repetindo-as e enrolando-me diversas vezes. Taehyung assentiu e saiu do quarto. Toquei minhas bochechas notando um calor nelas, eu estava...irritado? 


— Cara, o que deu em você? — Namjoon se aproximou de mim — Está com febre ou andou pensando em coisas quentes? Tenho quase certeza de que não é só aí que está quente — não demorou muito para que eu entendesse o sentido de suas palavras; sujas. 


Me levantei da cama indo para o quintal, soltando um único suspiro tentando me acalmar, eu estava suado e muito nervoso, e não era só pelo fato do dia estar quente e eu estar com um uniforme consideravelmente fechado e largo, além do casaco de lã azul que eu vestia por cima da roupa. 


A mão.


Aquela que tocou levemente minhas costas fazendo-me estremecer e dar um pequeno sobressalto, mas ainda continuava parado. Meu coração disparou como alguém apaixonado, mas o medo me consumia e eu me sentia inteiramente aprisionado diante daquelas mãos ágeis e firmes que pendiam em meu ombro e faziam-me arrepiar da cabeça aos pés. As mãos, as malditas mãos curiosas que eu não sabia de quem era, mas me perguntei de quem seria. 



— Namjoon? — alcancei a mão e toquei-a ouvindo um riso soprado (aquele que estava se segurando para sair). Relaxei meus ombros com a ideia de que fora apenas uma brincadeira. 


— Eu ia te assustar — o platinado ficou ao meu lado forçando um bico, mas logo começou a gargalhar da cara de espanto que eu tinha feito. 


Aigoo, não tem graça, idiota — ralhei soando um pouco manhoso, eu estava mesmo muito cansado. Taehyung apareceu com uma bandeja um pouco maior na mão e depositou em cima de um banco de madeira no quintal, Namjoon se aproximou da bandeja e pegou o tal refrigerante tentando abri-lo, tudo bem se ele não estivesse ao meu lado, mas quando aquele líquido frio caiu sob minha calça eu fechei meus olhos e xinguei-o de todas as formas e todos os xingamentos, até mesmo em outro idioma. 


— Seu filho-da-puta — disse, bem baixinho, bem sussurrado, para que só eu pudesse saber que ele era um belo filho duma puta. 


— Não sujou tanto, hyung — Tae tentava me acalmar com suas palavras, mas eu me sentia uma bomba prestes à explodir — Vamos entrar, você pode usar meu banheiro e minha toalha, eu posso lavar sua calça em um segundo — segurou em minha mão e me levou para dentro de sua casa enquanto Namjoon continuava do lado de fora. 


Taehyung correu para a lavanderia e eu entrei no banheiro para uma ducha. 



[...[...]...]



— Hyung! — assim que sai do banheiro Taehyung me entregou minha calça, ele parecia corado, enfim, ela estava seca. Sorri abertamente para si e o abracei.


— E o Namjoon? — perguntei olhando para a janela e notando que ninguém estava no quintal.


— Ele disse que falaria com você outro dia, parecia bem magoado, ele já foi embora, não sei pra onde — coçou a nuca, parecendo um pouco nervoso. Fui até a cama e deixei ali a calça depois tirando a toalha e me vestindo com a mesma roupa de antes, ele continuou parado, parecia ainda estar corado. 


Hyung... — me chamou, baixo.


— Hum? 


— T-Tem algo q-que eu venho querendo fazer faz algum tempo — se virou aproximando-se de mim. Tocou meu peito e adentrou debaixo de minha camisa, eu estava surpreso, foi só se aproximar um pouco mais e já tocava minha boca, parecia ser sua primeira vez, toquei em seu peito e o afastei de mim. 


— O que está tentando fazer? — senti seus olhos marejarem. 



Não.Não.Não.Não.Não.Não.


Me aproximei de si e tentei o beijar, mas dessa vez ele quem me afastou de si. 


— Não Hoseok, me deixa em paz. 


Mas...



[...[...]...]




Acabara de sair da casa de Taehyung, eu iria dá-lo um tempo para pensar e também servia para mim, o dia foi longo. Deduzi que quanto mais eu andasse mais rápido chegaria em casa, entretanto, sempre havia um entretanto, do outro lado da rua estava Yoongi, mas não, quando eu vi que um carro em uma suprema velocidade vinha em sua direção eu fiquei em alerta, meu coração batia tão forte que eu estava com tanto medo. 


 A mão. 


Aquela que tocou levemente minhas costas fazendo-me estremecer e dar um pequeno sobressalto, mas ainda continuava parado. Meu coração disparou como alguém apaixonado, mas o medo me consumia e eu me sentia inteiramente aprisionado diante daquelas mãos ágeis e firmes que pendiam em meu ombro e faziam-me arrepiar da cabeça aos pés. As mãos, as malditas mãos curiosas que eu não sabia de quem era, mas me perguntei de quem seria.  


E daquela vez não fora nem Namjoon com uma brincadeira boba, quando me virei deparei-me com Yoongi e sua mão em meu ombro. Não ouve nenhum barulho, nenhuma colisão, o carro passou por mim em uma velocidade tão alta que eu quase não acreditei. 


— Como veio parar aqui? Pensei que você estivesse parado do outro lado da rua e que aquele carro estava prestes a colidir com você — apontei para onde ele antes estava. Como eu não tinha visto ele atravessar a rua? Como eu não ouvi seus passos atrás de mim? 


— Do que você está falando? Já viu se seus óculos estão limpos? — mas eu notei, eu notei todo aquele seu cinismo tanto nas palavras quanto naquele seu sorriso cínico. 


— Não posso me atrasar para o jantar, minha mãe já deve estar preocupada comigo. Tchau! 


Tchauzinho, bae. 




















Cheguei à tempo em casa, meio afobado, mas cheguei. A janta tinha sido calma, mesmo com um breve diálogo com minha mãe sobre eu ter desaparecido, eu iria para a escola amanhã e ela não queria que eu saísse com má influências. Por fim, me tranquei em meu quarto tentando me livrar daquele sufoco, exatamente, eu estava sufocado. Sem demora fitei o horário: às exatas uma e quarenta da madrugada (01:40 AP), meus olhos vagaram por todo o quarto, minha garganta de repente secou e como se fosse o destino eu logo pensei em ir até a cozinha tomar um simples copo d'água. E o escuro tomava conta do lar enquanto a pouca luz que vinha das vidraças transparentes pendiam no chão formando corpos estranhos e criaturas desconhecidas, apenas coisas estranhas, estava cheio de espelhos como se cada um me observasse com seu par de olhos, mas, apenas um me chamou atenção. Tomei um susto, um susto horrendo, assim que mirei alguém parado entre a mesa, mas estava muito escuro para interpretar quem era aquele, mas quando corri e liguei a luz vi que não era nada mais que o pano da cortina e as panelas — suspirei — me senti aliviado.


— Hoseok? — me assustei com a voz rouca e profunda no pé de meu ouvido me arrepiando por inteiro.


Y-Yoongi? — pronunciei não sabendo o que fazer — Como entrou aqui em casa? — estava aparentemente nervoso. 


— Eu entrei pela janela, como sempre, além do mais, estava aberta. 


— Ah...


Ignorei sua presença na cozinha e segui até a geladeira pegando um copo e o enchendo de água, eu pus tanta água e tendo certeza de que não tomaria aquilo tudo, engoli tudo de uma vez quase vomitando. O Min se aproximou da mesa me olhando atentamente com seu par de olhos. 


— Vai querer alguma coisa?


— Leite. Tem leite? — assenti pegando a embalagem de leite no fundo da geladeira, pus em cima da mesa junto do copo, assisti ele pondo o leite dentro do copo e o bebendo com ternura, por um momento me perguntei o motivo de estar fazendo aquilo — Leite me faz viver mais. 


— Não seria vinho? — me sentei na mesa junto dele observando sua expressão mudar. 



— Hoseok? — Dawon estava parada no batente da porta parecendo confusa — Por que não está dormindo? Nossa mãe ficará muito chateada se te encontrar aqui na cozinha, essa hora da noite, e com um amigo — olhou para Yoongi ao meu lado que estava calado. 



Tirei uma conclusão: Jimin realmente é um mentiroso, Dawon também estava vendo Yoongi. 

























O estridente som do alarme soou perto do meu ouvido, daquela vez tão alto que por pouco não estourou meus tímpanos, me levantei da cama ainda com sono, na noite anterior mau consegui dormir e também tinha ido pra cama muito tarde, praticamente desmaiei. Caminhei até o banheiro tomando minha ducha costumeira, vesti o uniforme e peguei minha bolsa, em um piscar e eu estava pronto, o perfume de lavanda que passei era realmente agradável e o aroma era calmo e suave, andei pela mesma estrada até que chegasse na escola. 


Eu parei, assim como meu coração.



Uma multidão se formara dentro da escola o que me chamou toda a atenção, me aproximei e mais alunos aglomeravam-se ali, perto da parede da escola. Namjoon se aproximou de mim afobado.


— O que está acontecendo? — ele me puxou e assim que eu estava em frente à parede eu pude abrir minha boca em um perfeito 'o'. Na parede estavam pichações com palavras de baixo calão dirigidas a mim e citando meu nome, eu não podia acreditar, aquilo era uma calúnia! Todos os alunos se assustaram com a voz estridente da diretora que logo tratou de pôr as coisas em ordem.


QUEM FOI QUE ESCREVEU ISSO AQUI? O ALUNO QUE O FEZ SERÁ PUNIDO! — um silêncio se formou e cochichos podiam ser escutados. 


E logo alguém ergueu a mão. 





Kim Jennie ergueu sua mão.



Atraindo toda a atenção para si. 



E eu não pude acreditar. 



[...[...]...]




A de cabelos castanhos estava de joelhos na mesa limpando as pichações na parede, todas bem marcadas com a tintura preta, seu olhar era arrependido, me aproximei da mesma. 


— Por que fez isso? — ela suspirou e negou com a cabeça baixa. 


— Não foi eu. 


— Se não foi você, então quem foi? 


Foi...a Rosé. 




Nome, Nome! bae, sinto muito 
Pronúncia, Pronúncia! bae, sinto muito 
Dicção, Dicção, Dicção, bae, sinto muito 
Oh, essa face não é de um ídolo ... bae, sinto muito 
Por estar respirando, bae, sinto muito
Por ser muito saudável, bae, sinto muito 
Eu apareço na tv, bae, sinto muito 
Tudo, tudo, tudo ... 
Bae, que pena 
O som que eu estou fazendo agora, bae  
Pode parecer besteira para algumas pessoas, bae  
Por que você não muda seu jeito de falar merda dos outros, bae
Isso está prestes a ficar chato, chato, bae
Eu não odeio mais você 
Eu não odeio mais você, bae, sinto muito 
Eu serei a bateria, me bata forte e depois pare 
Certo.
Por que não entramos em um samulnori, bae
Eu sou um monstro, o meu rabo é muito longo, bae 
De qualquer maneira, eu atiro em você, bae
O zoológico é confortável dessa forma, bae
Você quer isso também, encontrar algo ruim para falar sobre mim, bae
Você me odeia, mas você me conhece 
Você me odeia, mas você me conhece 
Eu gosto de comentários maliciosos, mais do que nenhum comentário 
Eu não conheço você 
Mas você sabe o meu nome 
Eu amo, eu amo, eu amo a mim mesmo 
Eu amo, eu amo, eu amo a mim mesmo 
Eu me, eu me, eu me conheço 
Vamos à praia, inimigos, vocês deveriam amar a si mesmos 
 brr... 
Eu quero ter tempo para dormir 
Estou sob os holofotes o tempo todo 
Ahh você quer ser a minha vida 
Esses bastardos sedentos servirão de munição para o meu canhão 
Sejam legais comigo, vocês foram arrastados para o palco que está ambientado com o meu estilo 
E vocês confessarão (okay) 
Mas nunca consigo ficar satisfeito, não aqui 
Eu estou indo rumo ao topo, mais alto, mais alto, mais alto 
É, os métodos podem ser diferentes 
Mas é um caminho escalável, mesmo quando você só quer meditar 
Não dou ponto sem nó 
Se não sou capaz de fazer, então eu finalizo 
Agora eu não consigo, é impossível 
Pronunciar "vou desistir" 
Eu amo a minhas regras, trabalhando com meus camaradas 
Somos nós que mandamos na nossa liga 
Me tornarei o superior deles 
Vocês podem fazer do jeito que quiserem 
Depois disso vou desenhar uma imagem ainda maior  
Continue gritando nessa mesma posição pelo resto da sua vida "Sonhos se tornam realidade"  
Não é sobre isso que se tratam a fama e o dinheiro, cara 
Todos ficam aos meus pés no final, chu
Clique, eu sou o gato e eles são todos são ratinhos 
Ter sucesso como o KAWS
No próximo ano eu me mudarei para minha própria casa 
Então eu celebrarei com os tijolos 
Abra seus olhos e veja minha ambição 
Limpe seus ouvidos e escute 
Essa será a primeira e a última palavra que direi 
Eu amo, eu amo, eu amo a mim mesmo 
Eu amo, eu amo, eu amo a mim mesmo 
Eu me, eu me, eu me conheço 
 Vamos à praia, inimigos, vocês deveriam amar a si mesmos 
brr...
Volte, volte para a verificação básica dos microfones 
Chame à mim de baepsae ou durão 
Sim, no jogo do rap eu sou o maioral 
A reabilitação dos rappers Wue haviam se tornado negligentes 
É o primeiro plano, hashtag 
Perdedor, é melhor você correr para o meu Instagram, gang gang 
Essa é a vida deles e a minha o que virou? 
Todos, todos os dias são assim 
Dia de pagamento, salário 
Um Rolex no meu pulso 
Click clack to the bang bang 
Click clack to the pow 
Eu estou tão no alto, quem vocês cobiçam? 
Estou tão no alto que mesmo que você tenha ajuda de alguém 
Existe uma grande diferença entre nós, você não consegue sequer me ver 
Você é a escória 
Vou acabar com você 
Vou te destruir e irei passar por você e seu rosto sem vida, tão distante 
Click clack to the bang 
Você e você 
Não há nada que eu tenha conseguido facilmente 
E sempre serei grato por isso 
Por que você me culpa pela sua vida medíocre? 
Apenas continue vivendo com suas crenças 
Desculpe, mas no futuro 
Vou ganhar ainda mais, então me observe 
Por favor, seja saudável 
Eu amo, eu amo, eu amo a mim mesmo 
Eu amo, eu amo, eu amo a mim mesmo 
Eu me, eu me, eu me conheço 
Vamos à praia, inimigos, vocês deveriam amar a si mesmos 
 brr...
Eu amo, eu amo, eu amo a mim mesmo 
Eu amo, eu amo, eu amo a mim mesmo 
Eu me, eu me, eu me conheço
Vamos à praia, inimigos, vocês deveriam amar a si mesmos 
 brr... 


Cypher pt. 4 (BTS)
J-Hope, Rap Monster, Suga.


 





Notas Finais


Devem se perguntar porque os personagens usam um tom mais formal às vezes para falar, enfim, pra quem não sabe, na Coreia as pessoas usam um tom mais formal mesmo que essa pessoa seja sua amiga ou amigo, você sempre terá de ser formal, por isso mesmo os personagens falam dessa forma, mas algumas vezes eles são um pouco informais. Espero que tenham entendido. Ah, talvez eu tenha esquecido de avisar, mas talvez o próximo capítulo seja um especial de Black Pink com o shipp Chaesoo (Chaeyoungie e Jisoo), o próximo especial talvez seja Jenlisa (Jennie e Lisa), o outro próximo talvez seja Jikook e o outro será Namjin, ainda estou decidindo com quem o Tae deve ficar.


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