História Transitivo - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan Boys, Hamlet, Monv, Namjoon, Namtae, Taehyung, Taejoon, Vmon
Exibições 53
Palavras 2.578
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Shonen-Ai, Yaoi
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


PARABÉNS PRA MIM!!!
Essa é a segunda fic do projeto C.A.C.T.A, minha vmon <3
Admito que não estou contente com ela, quis fazer um fluffy e saiu algo bem tensão sexual kk me desculpem! Essa é a minha primeira vmon e foi meio esquisito escrevê-la, mas cá estamos com a fic de letra T <3


Boa leitura ~

Capítulo 1 - Único - Dependo de você para me complementar


Revirava os olhos e até me indignava ao vê-lo daquela forma, parecia até que era a primeira vez que ele subia aos palcos. Eu já não sabia mais nem o que fazer para acalmar o meu namorado que estava a balbuciar coisas desconexas há um certo intervalo de tempo.

— Vamos passar esse texto só mais uma vez. — Ele implorou. — Eu sei que você é só meu figurinista, mas, por favor, me ajuda.

— Figurinista e namorado. — Corrigi-o. — Tae, não é a primeira vez que faz isso, você sabe que é um ator excelente.

— Mas você sabe que é possível que eles estejam na platéia. — Choramingou um pouco mais. — Eu preciso ser excelente hoje, fora que estarei encenando Shakespeare, Joonie.

— Você já contracenou esse tipo de clássico antes, não foi?

— Querido, uma versão de Romeu e Julieta chamada Romeu e Romeu em um festival de ensino médio não conta. — Taehyung escorou a cabeça em meu ombro. — Fora que Jiminnie não vai estar nessa peça, estarei ensaiando com atores desconhecidos e serei mais de um personagem!

— Pelo que vi naquele vídeo quando me levou para conhecê-los, vocês foram ótimos. Não há o que temer, e, para qualquer efeito, eu vou estar aqui atrás torcendo por você. — Tentei animá-lo. — Vamos lá, vamos passar esse script outra vez.

Havia conhecido Kim Taehyung há alguns anos quando tive de produzir os figurinos de uma peça que logo estaria em cartaz e ele seria um dos atores principais. Rolou aquela química quando tive de tirar as medidas dele para as roupas, tive até de repetir o processo já que não conseguia concentrar-me nos números da fita métrica por culpa daqueles benditos sorrisos geométricos que ele lançava a mim.

Depois de observá-lo em alguns ensaios e encantar-me cada vez mais por quem ele era, acabei tomando coragem para convidá-lo para sair. E foi incrível a sincronia que estávamos e em como o interesse era mútuo, já que assim que saímos do barzinho que eu havia escolhido por ser de um casal de amigos meus - Hoseok e Yoongi adoraram Taehyung no primeiro minuto e, bem, existe aquele ditado que diz que quando um amigo aprova a relação, é porquê vai dar certo - nós fomos direto para minha casa, já que o loft que ele dividia com Jimin, seu melhor amigo, estava ocupado e eu morava só, logo estávamos aos beijos no elevador com ele no meu colo enquanto eu segurava suas coxas e ele enlaçava as pernas em minha cintura. Não exagero, minto ou arrependo-me ao lembrar-me de que transamos na noite do primeiro encontro.

Demorou um intervalo de tempo considerável até eu conseguir convencer Taehyung de namorarmos, já que ele gritava aos quatro cantos do mundo que não precisávamos nos rotular como nada e seria melhor apenas deixarmos rolar o que tínhamos. Tive uma ajudinha extra de Jin hyung, um dos atores que eram amigos de Tae, e assim que a peça estava em sua última apresentação do último dia em cartaz, surpreendi-o com mais um pedido de namoro. Acho que ele se viu meio sem opção ao ver um dos seus cineastas nacionais favoritos - Jeon Jeongguk - segurando uma tomada com "Namore com Kim Namjoon ou ele não me deixará em paz".

Louco de amor por ti? — Taehyung iniciou uma cena aleatória de um dos personagens em Hamlet.

Não sei, senhor; — Dramatizei uma pausa. — Mas, em verdade, o temo.

Que disse ele?

Tomou-me fortemente pelo punho e afastou-me à distância de seu braço; depois, com a outra mão por sobre os olhos, o rosto me fitou, como querendo desenhá-lo. — Não era um exímio em forma de ator, mas estava a tentar ajudá-lo, mesmo que eu tivesse dificuldade em gesticular em cada ato. — Algum tempo assim quedou-se. Por fim, depois de sacudir-me o braço e menear a cabeça por três vezes, suspirou tão profundo e tão piedoso, como se a despedaçar-se-lhe a estatura e finar-se-lhe o ser. Ao fim, soltou-me e a cabeça virada, parecia que, se, o uso da vista se orientava, pois a porta passou a sem a ter visto, em mim o olhar mantendo sempre fixo.

Vem comigo; contemos isso ao rei. — Puxou-me pelo braço. — É o delírio do amor, nem mais, nem menos, que com a própria violência se aniquila, conduzindo a vontade ao desespero como o não faz outra paixão, de quantas sob o céu nos afligem. Estou triste. —  Suspirou. —  Não foste áspera com ele ultimamente?

—  Não, meu pai; mas, conforme o prescrevestes, lhe devolvi as cartas e neguei-me a recebê-lo.

 Foi o que pôs o doido. —  Andou de um lado para o outro. —  Pesa-me não o haver considerado com mais vagar; pensei que era namoro, e que sua intenção fosse perder-te. —  Taehyung era um ótimo ator. —  Maldita desconfiança! Em nossa idade, é comum sempre o excesso nos juízos, como é próprio dos moços carecerem da discrição. Convém contá-lo ao rei. Mor dano colheremos se calarmos, do que ódio, se esse amor lhe revelarmos. —  Voltou a me puxar. —  Vem.

Demos uma pausa nos ensaios, já que eu não havia conseguido conter o riso que escapou assim que terminamos a fala da cena entre Polônio e Ofélia, mesmo que aqueles personagens só seriam de Tae caso algum dos outros atores faltasse.

Darling, isso não faz sentido. — Murmurei ao fim da última cena.

— O quê? — Abraçou-me por trás selando meu maxilar. Logo acariciando meu antebraço, arrepiando-me por completo — Só porquê é o ativo da nossa relação não quer dizer, às vezes, que não possa fazer o papel feminino, hyung.

— Vai começar a me provocar aqui, Kim Taehyung? — Virei-me para ele, colando nossos corpos após segurar sua cintura com firmeza. — Sabe que não resisto as raras vezes em que você me chama de hyung.

— Terá de resistir, já que eu preciso ir me trocar.

— Resistirei até o fim da apresentação. — Segurei-o pelo braço para roubar-lhe um beijo, apertando sua nádega esquerda antes de continuar. — Se você for bem nessa peça, mais tarde te recompensarei.

Após o pequeno tapa que dei no local que apertava, Taehyung riu e, puta merda, era incrível como ele passava de um homem sexy para um garotinho adorável em questão de segundos. Até aquilo nele fazia eu querer me apaixonar mais, mesmo que eu achasse impossível.



 

 

Sentei-me nas primeiras filas, mesmo que fosse mais cabível ficar nos bastidores já que eu era o figurinista daquela peça, havia feito faculdade de Design-Moda e me especializado em figurino justamente para estar ali. Claro que já havia feito outros trabalhos em outros setores de atuação como doramas e filmes, mas depois que conheci Taehyung e apaixonei-me, foi difícil largar os palcos por qualquer outra coisa.

Teatro era uma das maiores paixões de Tae, ele havia feito faculdade de Artes Cênicas quando morava em Daegu, migrando para cá em busca de oportunidades. Sempre digo que foi mais que pura sorte, mesmo que eu não acreditasse em destino, aquele encontro e tudo que acabou acontecendo não foi a esmo.

Ó príncipe! Se o meu dever é ousado, minha amizade é incívil. — Jin estava a atuar.

 Não atino bem com o sentido. —  Taehyung ergueu uma sobrancelha. —  Mas não queireis tocar nesta flauta?

 Não posso, príncipe.

 Por obséquio. —  Tae insistiu.

—  Acreditai-me, príncipe, não posso.

—  Fazei-me este favor.

—  Não conheço uma só posição, príncipe.

—  É tão fácil quanto mentir. —  O Kim era, de fato, um ótimo Hamlet. —  Com os quatro dedos e o polegar regulais estes orifícios. —  Pensei besteira após essa fala. —  Depois, bastará soprar, para que a música saia muito agradável. —  Apontou para algo. —  Vede: aqui estão as chaves.

—  Mas não está em mim tirar a menor harmonia, príncipe; —  Seokjin suspirou, fazia um Guildenstern incrível, por sinal. —  Não possuo essa habilidade.

—  Ora vede que coisa desprezível fazeis de mim. —  Encarou o amigo em cena. —  Pretendieis que eu fosse um instrumento em que poderíeis tocar à vontade, por presumirdes que conhecíeis minhas chaves. Tínheis a intenção de penetrar no coração do meu segredo, para experimentar toda a escala dos meus sentimentos, da nota mais grave a aguda. —  Arrepiou-me a epiderme notar como ele era talentoso. —  No entanto, apesar de conter este instrumento bastante música e de ser dotado de excelente voz, não conseguis fazê-lo falar. Com a breca! Imaginais, então, que eu sou mais fácil de tocar do que esta flauta? —  Aproximou-se dois passos do outro. — Dai-me o nome que quiseres; conquanto voz seja fácil escalavrar-me, jamais me fareis produzir som.

Era incrível como ele fazia aquilo com tanto amor, tudo que ele fazia e como ele fazia acabava me deixando ainda mais admirado, era como se ele fosse um feitiço lançado em mim muito antes de eu saber que estava apaixonado. O que deixava-me com uma vontade maluca de querer dar um passo a mais na nossa relação, mesmo que eu soubesse que o Kim mais novo fazia a linha hippie sem rótulos e aquilo fosse ser mais complicado do que um simples pedido de namoro.

Aplaudi-o de pé assim que eles reverenciaram-se em agradecimento e as cortinas se fecharam. Havia sido sim uma das melhores apresentações que eu já havia visto de meu namorado, fora que eu não estava tão acostumado a tê-lo tanto aos sorrisos para a plateia como estava dessa vez, com o teatro municipal tão lotado e cheio de oportunidades para a carreira que eu sabia ser promissora.

Segurei-o assim que ele pulou em meu colo, feliz com o desempenho pessoal em cima dos palcos. Senti seus braços enlaçarem em meu pescoço e beijos sendo depositados em meu rosto. Adorava vê-lo assim.

— Hu-hum. — Escutamos um pigarreio e um riso baixinho. — Nunca imaginei Hamlet nesta situação.

Soltei-o de meus braços, vendo-o enrubescer assim que notou quem estava a falar conosco. Jeon Jeongguk encarava Taehyung com um sorriso nos lábios, não soube bem dizer o que senti naquele momento, mas mesmo com um pingo de ciúmes que eu tinha dentro de mim, sabia que dali algo muito bom sairia.

— Desculpe-me. — Tae ainda estava com as maçãs do rosto rosadas. — Eu não sabia que estaria aqui.

— Relaxa, eu não pretendia te atrapalhar, entendo bem que uma comemoração fosse necessária. — Jeon olhou para mim. — Ainda mais com o convite que te farei para estar no meu próximo filme.

Olhei para o cineasta que sabia ser mais novo que eu e o Kim, agradecendo-o mentalmente por alargar ainda mais uma felicidade que eu sequer sabia ser capaz de sentir, já que o sorriso de Taehyung alargava-se ao passo que ele repetia agradecimentos ao garoto e ele dava pulinhos de alegria em meio ao teatro vazio.

— Pare de me tratar como se eu fosse um senhor muito mais velho, sou mais novo que você. — Jeon riu. — E outra, quero que sejamos amigos e que me trate assim quando estiver no set de filmagens. Agora preciso ir, depois te mando um e-mail ou algo assim para acertarmos tudo oficialmente, já que falado assim a solto é informal demais.

Tae ainda deu alguns surtos de felicidade enquanto Jeongguk afastava-se de nós, deixando-nos a sós novamente. Eu estava tão ou mais contente que o próprio ator em questão, já que eu sentia-me completamente contemplado com uma conquista que sequer era minha.

Achava aquele momento quase propício para a proposta que eu queria fazer para meu namorado, mas logo me veio a mente que seria melhor estarmos apenas os dois, não só pela privacidade, mas porque seria muito melhor finalizar aquela noite da maneira certa.

Entrelacei nossos dedos e caminhei com ele até a saída, assim que ele despediu-se dos colegas de trabalho, rindo enquanto ele contava de uma fala que quase esqueceu, mas acabou por lembrar-se dela após olhar para mim na plateia e recordar-se dos ensaios comigo. Ao chegarmos no carro, não disse sequer uma palavra se íamos para casa dele ou minha, mesmo que eu tivesse em mente que Jimin havia viajado para visitar a família no interior, não pretendia ir ao loft que ele dividia com o mesmo, já que o destino seria a minha casa e - quem sabe - futura moradia de Taehyung também.

— Informei no grupo sobre hoje. — Mostrou-me a tela de seu smarthphone assim que dei partida. — Os meninos querem nos ver depois para comemorar.

— Depois. — Proferi sem tirar os olhos da estrada. — Porque hoje a comemoração é só nossa.

Senti Taehyung acariciar minha coxa por cima da calça jeans que eu trajava, Adorava como o clima entre nós ia do aparentemente normal para algo de conotação sensual inimaginável e que eu nunca enjoaria.

Meu apartamento não ficava muito longe do Teatro Municipal, já que em menos de dez minutos já estávamos a estacionar e eu não fui nada paciente em retirar meu cinto, sabendo que teria de ser daquela maneira que iniciamos se eu quisesse alguma coisa dele naquele instante, já que a sincronia sexual que tínhamos equiparava-se aos traços delicados de um amor que vínhamos cultivando.

Queria muito repetir a dose de sexo nas escadas de emergência como fizemos certa vez, mas também teria de criar um clima romântico, mesmo que a tensão sexual tenha pairado em nós assim que entramos no elevador, porém não podíamos fazer muita coisa, já que Rosé e Lisa, o casal do doze zero um A entraram no cubículo que era aquele elevador assim que as portas ameaçaram se fechar.

Teria de resistir a vontade que eu tinha de tomar Taehyung nos braços pelo menos até o andar dezesseis, que era onde meu apartamento se localizava. Apertando com força sua mão a cada número que o visor mostrava, suspirando aliviado assim que ele parou no nosso andar.

Não tardei em segurá-lo em meu colo e aproximar nossos lábios para morder seu lábio inferior, sentindo-o rebolar discretamente enquanto eu andava a passos trôpegos em direção a porta, beijando-o com volúpia ao passo que eu tateava a parede para andar.

— Tae... — Encostei-o na porta ainda fechada, prensando nossos corpos. — Vão nos ver aqui.

— Como se o prédio todo não me conhecesse como o namorado tarado do morador do dezesseis zero cinco A. — Riu arrancando-me mais um suspiro.

— Era sobre isso que eu queria falar com você. — Tomei a iniciativa ali mesmo no corredor, já que a missão de encontrar o molho de chaves no meu bolso estava se tornando falha. — Queria que passasse de namorado do morador a somente morador também.

— Está querendo juntar as trouxinhas comigo para eu vir morar com você? — Indagou enlaçando as pernas em minha cintura.

— É... — Engoli em seco. — Eu só pensei em dar um passo a mais na nossa relação, sei que detesta quando eu nos defino como algo, mas...

— Shiiii. — Interrompeu-me. — Tem o número do Jiminnie aí? Temos de pedir para ele ajudar-me a encaixotar algumas coisas quando ele voltar de viagem.

Se eu tivesse de comparar o sorriso característico que ele me lançou e a felicidade que eu sentia em meu âmago ao escutar aquelas palavras, seria como um daqueles verbos que necessitam de um complemento já que com apenas eles sequer a oração teria sentido algum. Era como eu me sentia em relação a Tae desde que eu havia notado o quão importante ele era em minha vida. Logo lembrando-me de quando era adolescente e achava quase impossível encontrar alguém com tanta semelhança em ideais e manias como eu era para com ele, complementando-nos não só no sentido carnal como no sentimental.

Não tive como conter o curvar de lábios malicioso que adornou meu rosto ao ouvi-lo ainda em meu colo, sussurrar após aquilo:

— Acho que fui bem em muitas coisas hoje, não vai me dar minha recompensa?


 


Notas Finais


Hamlet é aquela peça que eu gosto, mas não entendo skaoksoas brincadeira, enfim, espero que tenham gostado, baw <3
Agora vamos para a fanfic de letra da primeira letra C!

Xoxo, see you ~


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...