História Translucent - Capítulo 12


Escrita por: ~

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Categorias One Direction
Personagens Harry Styles, Personagens Originais
Tags Amor, Drama, Fantasia, Fantasma, Harry Styles, One Direction, Revelaçoes, Romance, Suspence
Exibições 10
Palavras 2.162
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Sci-Fi, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 12 - 0.9 Harry?


Sentia meus olhos pesados após uma noite mau dormida. Não sei se isso foi causado pelos meus pensamentos confusos sobre tudo que Harry me contou ontem, ou se foi pelo modo que me tratou quando me viu mexendo naquele estranho livro.

Não entendi seu comportamento agressivo tão de repente, porém não me atrevi a questiona-lo. E também sei que mesmo se quisesse fugir na hora que o mesmo me mandou sair do quarto, não ira dar certo e só pioraria minha situação, para além de que, eu não vou embora até saber o porquê dele me querer aqui.

Me sento rapidamente na cama quando ouço uma batida na porta. Então agora ele resolveu ser educado?

-Pode entrar.- Murmuro não muito alto e logo vejo seu corpo magro surgi atrás da porta. 

O mesmo me olhar cautelosamente antes de finalmente dar um passo para dentro do quarto escuro. Talvez esperando meus gritos esbravejados como reação do que ocorreu ontem ou até esperando ver meu corpo encolhido de medo em algum canto do comodo. Mas não. Me sinto estranhamente calma, e confesso que até me assusto com meu estado de espirito. Acho que oque me atingiu esses últimos dias teve um efeito relativo sobre mim, não conseguindo controlar meus próprios sentimentos. Talvez esteja me tornando bipolar também, ou ainda esteja apenas em estado de choque.

-Posso abrir as cortinas?- Aceno concordando e vejo quando o Harry anda até o pé das grandes janelas e afasta o tecidos sobre elas fazendo com que a claridade da manha me cegue por instantes.

Harry volta e se senta abeira da cama e me encara em silêncio. Parece que está me estudando, vendo minhas reações para, enfim fala algo. Entretanto depois de alguns minutos sobre aquela lufa pesada não consigo manter-me mais quieta. Preciso que ele diga algo. Qualquer coisa. Não queria ceder tão fácil, porém o mesmo não estava ajudando e imagino que se ele não falasse algo nos próximos minutos eu teria que, eventualmente, tomar as rédias e provavelmente acabaria explodindo, algo que venho tentando evitar.

-Me desculpa,- Diz lentamente acabando com minha agonia, no entanto, juro que o batia se pudesse. -Por tudo,-O encaro e ele hesita antes de continuar a falar.- Como a Judith lhe disse na carta... eu tenho umas oscilações de humores e, bem, não consigo me controlar adequadamente em certas ocasiões.-Me olha e solta um longo suspiro.- Sinto muito.

O encaro esperando que diga mais alguma coisa porém ele não faz. Entendo que ele tenha algum tipo de transtorno de personalidade, no entanto não entendi o do porque ficou daquele modo, não havia feito nada demais. Mesmo se quisesse, aquela pulguinha atrás da orelha não me deixava em paz e eu tinha que saber o motivo daquela explosão repentina.

-Por quê?- Questiono depois de um tempo e o mesmo que concentrava sua atenção em qualquer canto do comodo voltasse a mim.- Por que ficou tão irritado?

-Não quero falar sobre isso agora.- Da de ombros desviando-se do assunto.- Esta com fome?- Apenas digo que sim, não esperando saber mais nada sobre oque ocorreu ontem, sei que insistir nisso, pelo menos por agora, não é a melhor coisa a se fazer. Entretanto minha motivação não diminuiu, ao contrario ela aumentou. Eu preciso encontrar aquele livro, ele pode ter a responda para o que eu realmente estou lidando aqui.

[...]

-Você precisa arrumar comida de verdade.-Comento e tomo um gole de água em seguida para que todo o bolo grosso do cereal suma da minha garganta.

-Eu sei, apenas esqueci-me de como era ter uma pessoa morando comigo.- Se espreguiça sobre o balcão pegando um pouco de minha comida para si.- Vou pedir para Judith comprar algo quando vir.- Abri minha boca para questiona-lo sobre eu poder fazer as compras porém logo a fechei quando ele terminou de falar.

-A irmã vai vir até aqui? Quando? Por que não me contou antes?- O bombardeio de perguntas entusiasmadas. Apesar de ter se passado apenas alguns dias já sinto falta da única pessoa que sempre esteve lá para mim.

-Não sei bem.-Murmura se recostando na cadeira.-Ela vem uma vez por semana para saber como estou. É assim que funciona.

-Por que não me conta mais sobre isso?- Pigarro curiosa.

-É uma história meio longa.-Prorroga me deixando frustada.- No entanto, acho que nós dois temos tempo para ouvi-la já que nenhum vai a lado algum por um bom tempo.-Fala porém não consigo evitar um aperto no meu peito quando termino de ouvir suas palavras. Ainda não estou muito bem acostumada com minha situação.- Por onde queres que eu comece? 

- Me diga oque aconteceu depois que viu sua irmã.

-Certo...

Não tenho muita certeza do tempo, mas sei que gastei toda minha manhã escutando sobre como a família de Harry guardou seu segredo por gerações até minha chegada. O questionei sobre o motivo exato de eu estar aqui, entretanto o mesmo apenas desviava do assunto toda vez que o trazia acima me levando a suspeitar de suas verdadeiras intenções. Não sei porquê mas tenho quase certeza que a resposta que eu preciso está naquele maldito livro. 

Tentei esgueirar-me para a biblioteca toda vez que tinha uma chance porém Harry sempre estava lá ao meu lado como uma sombra me impedido de concluir minha intenções, talvez deixe para fazer isso quando Judith chegar. Vai ser uma forma de o manter ocupado por algum tempo que me possibilite ter um pouco de privacidade, mesmo querendo passar todo o tempo que puder ao lado da irmã, tenho que me concentrar no meu objetivo, que nesse momento é o mais importante.

-Harry?- O chama em algum ponto quando nos encontrávamos sentados aos pés da escada na varanda. Sentindo a leve brisa do entardecer sobre nossas peles, depois de uma longa discussão sobre qual era o melhor livro 'Um Conto de Duas Cidade' ou 'O Sonho da Câmera Vermelha' e lógico que a primeira opção ganhou.

 Era até estranho está falando tão normalmente com ele. Parecia que eramos apenas duas pessoas normais conversando sobre livros, mas não. Somos Eu- uma garota órfã de apenas dezoito anos; e Harry- uma fantasma com mais de uma década. De maneira alguma já imaginei me encontrar em uma situação como está na minha vida, mas talvez nem tudo seja assim tão impossível como pensava.

-Hum?- Grunhe sem desviar sua atenção das arvores perto da entrada do casarão.

-Você já tentou sair para fora desses portões?

-Não.-Nega indiferente com seus olhos ainda fixos em algum ponto na amoreira.

-Então como sabe  se não pode sair?

-Apenas sei.-Diz com um suspiro lambendo seus lábios ressecados.- Do mesmo modo que sabia fazer aquelas coisas. É uma intuição, sei que se passar dessas grades para fora algo ruim vai acontecer e eu não quero, realmente, testar essa teoria.

-oh.-Murmuro.- Mas você não acha que seria bom tentar? Quero dizer, você já está morto, não tem nada a temer.- Ele gargalha e concorda acenando e eu não posso evitar com que, um sorriso se forme em meu lábios.

-Ainda não acho uma boa ideia,- Me encara.- Você quer que algo aconteça comigo não é mesmo?- Brinca, porém não consigo evitar sentir uma pontada de seriedade no que fala.

-Hum... tive uma ideia,- Divago pensativa depois de alguns segundos em silencio. Harry me olha incentivando-me com um movimente de cabeça.-E se... bem, se você prometer-me controlar sua bipolaridade enquanto estiver ao meu redor, eu também prometo ficar aqui sem mais nenhuma pergunta e te ajudar no que seja que precisa...

- A serio?- Pronuncia entusiasmado e eu concordo.- Se eu pudesse te daria um abraço agora.

-Mas...-Prolongo o fazendo parar sua inquietação e me olhar novamente.- Você tem que, pelo menos, tentar sair na calçada do lado de fora. Aceita?- Levanto uma sobrancelha o desafiando.

-Eu...-Murmura receoso.- Você vai mesmo ficar?- Ele me olha eu eu aceno. E vou mesmo, acho que não seria tão ruim assim, pelo que eu vi hoje, ele me provou que sua companhia não é assim tão ruim, para além de que eu não teria outro local para ficar. Entretanto eu não desisti de descobrir toda a verdade, só que terei que fazer isso por mim mesma agora.- Tudo bem.-Diz por fim e eu sorrio, não sei porque ele está assim tão hesitante, nada de mal poderia acontecer.

-Ótimo.-  Me levanto.- Vamos?- O pergunto colocando minhas mão na cintura.

Ele levanta a cabeça para me encarar.-Agora?- Aceno e ele bufa insatisfeito.-Certo...-Pragueja e me segue até os portões.

Lembro-me que não estou com a chave e peço para que ele me espere enquanto corro para dentro da casa para pega-las. Volto rapidamente minutos depois com as chaves em mãos o encontrando no mesmo lugar que havia pedido para que ele ficasse.

-Está pronto?-O encaro quando termino de destrancar o portão.

-Não. Mas se esse é o único jeito de você ficar... Vamos terminar logo com isso.- Diz e eu libero a passagem para que o mesmo prossiga. 

Ele toma uma longa respiração e hesitantemente caminha até a curta calçada a sua frente. Como em um passe de magica ele desaparece sem eu ao menos piscar. Olho a minha volta e franzo a testa.

-Harry?-Chamo confusa.-Se isso for uma brincadeira de mal gosto juro que pego minhas coisas e nunca mais olho em sua cara.- Minha voz se eleva um pouco com a irritação que começo a sentir.-Harry?!

Saio para fora do terreno e observo a vasta rua sem uma alma viva a rondando. Como não tinha percebido antes como esse lugar era mórbido? 

Tranco o portão e me volta para casa. Não pode ter acontecido nada com o Harry, eles está morto. Quer dizer, pelo menos eu acho que nada pode ter acontecido.

Termino de fechar a porta assim que entro e encontro a sala escura como havíamos deixado. Chamo seu nome diversas vezes porém não escuto nada de volta a não ser o eco de minha voz pelas paredes da velha casa. Sigo pelas escadas que levam até o andar de cima, no entanto também não encontro nada. Me movo até o fim do corredor e vejo quando um raio de luz aparece no chão que não estava lá antes. Olho para cima e vejo uma pequena elevação no teto. Por extinto me estico até o mesmo e com as pontas do dedo procuro por uma brecha no teto. Quando acho tento puxar mas não consigo. Assim que abaixo meus braços para que o sangue volte a circular observo meus dedos com pequenos aranhados feitos pela madeira desgastada.

Novamente olho para cima e vejo lá uma linha grossa, não muito grande, que deve ter caído enquanto tentava puxar o que suponho ser uma 'porta', que dava eventualmente para algum tipo de sotam. Esquecendo do meus dedos machucados, me ergo e puxo o fio que logo abre a porta seguida por uma escada, fazendo com que um enorme barulho seja ouvido por toda casa.

Sem me importar com tal fato, testo a escada para ver se a mesma suporta meu peso e a subo calmamente para que a mesma não venha a partir. Varro o local escuro com os olhos antes de terminar de subir, entretanto, para além das frestas de luz que saiam de alguma rachadura nas paredes, não consigo ver mais nada.

Sinto um frio incomum quando me equilibro no local apertado. 

-Harry?

Sem resposta, sigo atordoada no breu, com a esperança de encontrar algo para iluminar esse quarto.

Acho que no final do mesmo, encontro um tecido grosso enquanto estava tateando as paredes que me guiavam. Movo ele para o lado que logo me revela uma grande janela em círculo que, felizmente me dava uma sensação de alivio em relação a luz.

Consegui ter a vista de todo o vilarejo ali de cima, era incrível. Via até algumas pessoas idosas passeando com seus cachorros mais ao longe. Era uma vista de tirar o folego levando em conta os monumentos antigos que havia por todo lado.

Quando consigo me separar daquele linda vista me volto para olhar aquele comodo desconhecido ainda por mim. Entretanto não posso evitar o grito estridente que sai por minha gargada assim que o faço distraidamente. 

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     Hello flowers como vão? Desculpa pela demora a posta o capítulo. Aconteceu que eu já havia terminado de o escrever a muito tempo, mas não sentia que estava bom, então obviamente, acrescentei um pouco mais de animação a ele, e também o deixei maior para vocês lerem. Porém tenho uma noticia boa para todos(não tanto para mim), Minha escola estrara de greve, então terei mais tempo para postar. Olha que beleza em? shushus. Bem é só isso que me ocorreu para os informar nessa pequena nota. Agora eu vou os deixar em paz. Até a próxima a atualização. Bye.

Xoxo

- ☠F A Y E☠ 

PS: Desculpe qualquer erro, mesmo revisando sempre tem coisas que me passam despercebidas, para além de que não sou uma escritora profissional nem nada. Era só isso mesmo Bjs.  

 



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