História Translúcido - Capítulo 6


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Anjo, Aventura, Demonios, Drama, Romance, Sacrificios, Tragedia
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Palavras 1.168
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Mistério, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 6 - O século


Fanfic / Fanfiction Translúcido - Capítulo 6 - O século

—MANTENHA ELA PRESA!

—JAMAIS.

—VOCÊ ESTA ME DESOBEDECENDO EZEQUIEL?!

—ESTOU SEGUINDO MEUS IDEAIS.

—O.k siga seus ideais, mas está proibido de voltar veremos se durará no mundo dos humanos com esse coração, bastardo.

 

A fúria entre os anjos foi grande, mas Ezequiel desapareceu na fumaça das trevas com a mundana em seus braços. 

Acordei com a claridade, o local ajudava a manter tudo claro. As paredes simples com alguns quadros me fizeram analisar os gentis traços do artista. Algo que trouxe calma em meio a turbulência do ocorrido. Ao tentar me levantar notei que minhas vestes eram estranhas para o que estava acostumada. Panos finos me cobriam como um vestido, minha cintura apertava e meus cabelos haviam crescido mais.  Procurei algo que me refletisse, ao encontrar um jogo de chás peguei a bandeja de prata e me assustei com o que meus olhos me proporcionavam. Não era somente meu cabelo que haviam mudado como também minha feição,  aquela não diria ser eu mais muito parecida. Meus olhos de castanhos se tornaram verdes como uma esmeralda e minha pele clareou majestosamente.  Ainda com um rosto gentil, aí se encontrava eu confusa novamente.

-Bom dia esposa!

—Ah!! - sim, me espantei. Com a chegada repentina logo tão com o que havia dito e ao respirar melhor, com sua aparência.  Eu já havia o visto mas onde? Não lembrava.

-perdão querida por ter te assustado.- ele veio perto de mim, mas tudo que pude fazer foi recuar.-você ainda não se sente bem?-mostrou uma tremenda preocupação.

-e.e.euestou bem.  Só preciso de  um pouco de ar. -recuperei minha voz e contornei a situação, indo para a rua. Porta afora, tentei não conter a surpresa de tudo. Um campo, um imenso campo com chafariz, alguns patos no lago em volta, plantas de vários tipos e tudo é posto em harmonia como o feng shui. Eu estou pasma, curiosa mas ainda sim incrédula.

-ei -vem rindo – você está bem mesmo?

-estou Você am É meu marido, certo?- que pergunta idiota essa, é óbvio que ele é mas quem sou eu pra início de conversa

– à querida vamos entrar para você descansar, ainda deve lhe doer seu corpo. 

Ri minimamente como quem quer disfarçar. E concordei

– sim eu só não lembro direito do que aconteceu.

– Cher você caiu no mar e ficou por muito tempo lá, se eu não tivesse chegado a tempo eu jamais me perdoaria.

-o que eu fui fazer no mar?

Ele faz um gesto com a mão para me chamar e eu fui deitando enquanto esperei sua resposta.

– você não tinha escolha foi a única forma de se manter livres dos cães infernais.

– cães infernais? 

– sim, os cães dos portões do inferno,  a casa de Lúcifer.

– isso não é possível

– começa a ser quando você se casa com um Anjo caído.  Agora durma um pouco,  vou preparar algo para você comer. - ele me deixou sozinha rapidamente que mal o vi sair. Eu não estava com sono, só atordoada de ficar sem ele. A tempo que não durmo bem somente desmaio, não por livre e espontânea vontade às vezes me pergunto se aparecerei em um lugar diferente todos as vezes que fecho meus olhos. Mas por hora, manterei eles bem abertos.

A porta se abriu com um ranger e por ela passou uma moça, um pouco mais nova que eu, com cabelos louros escuro e pele tão branca quanto a minha muito alva. Era jovem e suas bochechas rosadas ela sorriu para mim, me dando Olá sem dizer uma palavra. 

-quem é você? -perguntei. Eu sentia a conhecer de algum lugar, ela me era familiar.

Observei ela tirar um bloco que ficava no bolso do seu avental e escrever as palavras que li:- Helena

-não pode ser - disse em espanto, um tom mais baixo da minha voz. Foi então que eu precisava ter a certeza do que pensava.- por algum acaso você conhece minha mãe? 

Ela pareceu assustada mas balanço positivo a cabeça, logo a abaixou e começou a escrever. _

—Eu cuidei dela durante sua vida toda.

—eu compreendo

preciso ir, foi muita bom ver você querida. - continuou a escrita e então ela sorriu, virou as costas e saiu.

Sentia minha mente presa, como que meus pensamentos estivessem acorrentados querendo se tornar livres.

Na porta, ele estava parado minhas vistas embaçadas tentavam ver nitidamente mas era apenas o homem que estava comigo a minutos atrás.  O homem que me lembro ver na outra vida, o homem de pele clara e rosto com expressões suaves. 

A primeira expressão é sempre a que fica, a que gravamos depressa mas eu jamais poderia imaginar que ele eu conhecia antes de hoje.

—você não está no seu normal hoje

Comentou se aproximando de mim.

—qual seria meu normal?

Perguntei como quem não esperava uma resposta e de fato não veio nenhuma ele apenas de eu de ombros.

—estou aqui para você saber que amanhã precisamos nos mudar.

Minha cara de desentendida foi mais que suficiente para fazê-lo continuar.

—eles não podem nos encontrar lembra? Precisamos ir amanhã cedo.  Se prepare.

—está bem.- não, não está.  Eu não lembro será possível?!

—argh!

Ele esbravejou.

Foi tão repentino que eu acabei levando um susto.

—diga o que está acontecendo!

—do que está falando? Eueu

—você não é a cher! Quem você é?!

Ele tirou uma faca de sua cintura e pressionou levemente em meu pescoço. Sorriu maléfico e voltou a dizer.

—não me faça perder a paciência que me resta.

—eu eu não me lembro.

—TENTE SE LEMBRAR!!

A pressão em seu punho foi forte o bastante para marcar a primeira camada da Minha pele o suficiente para escorrer um fio de sangue.

—EU EU JURO QUE NÃO LEMBRO - comecei a sentir meus olhos inundando em lágrimas. Mas ele não teve piedade. O homem bondoso que havia encontrado a minutos atrás já não estava presente.

Ele me dava medo, pânico e ódio.  Ele apertou mais e aquilo, queimou, agonizava de dor que minhas pernas bambeavam ameaçando me derrubar.

—eu não sou sua esposa! Eu.. Parei.... eu vim para cá de alguma forma mas esse não é meu corpo! Isso tudo... É.. Tão... diferente. 

O homem me largou imediatamente. Eu cai,  com as mãos em volta do pescoço sangrento. Ele me jogou uma toalha para estacar o sangue, o que me surpreendeu.

-euachei

-não fale. Forcei de mais seu psicológico.

Eu me calei mas minhas forças me permitiram me levantar de pressa e sair daquele ambiente. Eu comecei a caminhar sem direção ou destino aparente. Por entre o campo de trigo e as folhagens amareladas do campo. Eu precisava ficar o mais distante possível dele.

A confiança é algo tão fácil de se ter mas para isso se tem um preço.

Ela é delicada.

Tão leve.

Fina.

Como um vidro,

Tão fácil de quebrar, em milhões de pedaços e o concerto?

Simples, não existe. A não ser que você cate cada mísero pedaço e me entregue pronto colado com seu suor de esforço e sacrifício. 


Notas Finais


~GC/Karolina Prestes


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