História Transparecer - Capítulo 25


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Categorias As Provações de Apolo (The Trials of Apollo), Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Bianca di Angelo, Nico di Angelo, Will Solace
Tags Gay, Nico Di Angelo, Nill, Romance, Solangelo, Trans*, Transgênero, Transsexualidade, Wico, Will Solace
Visualizações 112
Palavras 648
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drabble, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Fluffy, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Pansexualidade, Transsexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


oi, turu bom?

dessa vez eu desisti de bancar o vampirão e apareci num horário decente

esse capítulo é inspirado em um acontecimento verídico. Eu tava fzndo um trabalho de inglês. Tudo certo. Terminei, mas na hora de colocar o nome eu escrevi ARIEL e este infelizmente não eh meu nome de registro. Fiquei TRIGGERED mas depois escrevi esse capítulo afinal a vida me deu dor e eu fiz arte

Capítulo 25 - Jamais


— Ah, não.

— O que foi?

Nico cruzou os braços sobre a mesa e escondeu o rosto ali.

— O que foi? — Reyna voltou a perguntar. — Nico?

Não estava acostumado com aquele nome, não totalmente. Não quando lembrava que, legalmente, aquele não seu nome.

Respirou fundo. Havia uma pequena seleção de pessoas que o estavam chamando pelo nome certo e usando os pronomes certos. Ele sentia vontade de comer os próprios dedos quando o chamavam por algo que simplesmente não o definia, mas não é como se estivesse saindo por aí falando “Oi, tudo bem? Ah, eu não uso pronomes femininos e me chame de Nicolas. Espero que compreenda”.

Pensando bem, talvez devesse fazer isso.

Passou dias tentando decidir qual nome usar. Havia dois que lembrava que sua mãe havia dito um dia para ele que talvez tivessem sido colocados em sua certidão de nascimento caso tivesse nascido biologicamente homem. Não tinha muita certeza que eram realmente aqueles nomes, mas o problema é que mamãe estava morta e sem chances de perguntar ao papai. Ele jamais entenderia. E isso, de certa forma, tornava tudo mais complicado.

Nico levantou o olhar.

Reyna estava segurando uma maçã em uma das mãos. Ela é uma pessoa legal. Nico decidiu isso no momento em que a viu. Não tinham muita intimidade ainda, mas sentia que poderia falar qualquer coisa perto dela. E também amava cada dia mais a visão que Reyna tinha do mundo.

— Eu errei meu nome. — ele disse. A sonoridade daquela frase soou meio áspera. Como se não quisesse dizer aquilo. E não queria mesmo.

Ele deslizou o trabalho de química para a direção de Reyna, apontando onde estava escrito Nicolas na capa quando deveria estar escrito... Aquilo.

— Eu não tinha percebido. — falou. — Droga.

— Ah. — Reyna murmurou. — Bem, você não errou seu nome...

— Tecnicamente sim. Não posso entregar assim.

Reyna assentiu. Estavam na biblioteca, no intervalo entre as aulas. Nico apenas queria que ela lesse e corrigisse caso algo estivesse errado. Nunca foi bom em nada na área de biológicas.

Nico trincou o maxilar, não sabendo definir direito o que estava sentindo no momento. Era como se houvesse um grande buraco em seu peito.

— Sabe — Reyna começou — Não é muito difícil de você conseguir arrumar isso. Digo, para que não precise fazer cosplay de outra pessoa.

Nico inclinou-se para frente.

— Como assim?

— Eu andei pesquisando e... Bem, algumas escolas têm políticas próprias quando se trata de nome social e tal. Não sei se é o caso da nossa escola, porque facilitaria, mas você pode pedir de qualquer jeito.

— Por que você estava pesquisando isso?

Reyna deu de ombros.

— Eu não sabia disso. — Nico comentou. — Eu deveria... ?

— Eu acho que sim. Quero dizer, você quer continuar a errar seu nome nos trabalhos escolares?

Nico pensou um pouco. Era um grande passo, de alguma forma validaria a situação toda. Deveria seguir em frente?

— Como isso funciona? — perguntou.

— Não sei muito bem. A gente pode ir na secretaria e pedir mais informações ou algo assim.

— Você iria comigo?

Reyna concordou com um aceno. Algo em sua expressão fez Nico sorrir.

Mordeu o lábio quando viu Reyna virar a folha e dar uma mordida na maçã enquanto lia seu trabalho.

Meio que automaticamente ele moveu o rosto para o lado quando captou, no canto do olho, uma cabeleira loira entrando na biblioteca.

Durante alguns segundos Nico ficou observando aquele garoto, de costas para ele. Havia alguma coisa nele que... Meu deus do céu.

Sabia que seu nome era Will, mas as informações paravam por aí. Era um aluno novo da turma de Nico. Nunca achou que alguém poderia ser tão bondoso e fofo e carismático e lindo e incrível até que o viu.

Mas, mesmo assim, sempre que Nico olhava para aquele garoto — porque jamais teria coragem de ter uma conversa — sentia uma tristeza enorme, porque alguém como Will jamais se interessaria por ele.

Jamais.



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