História Transpiracão (Jikook/Kookmin) - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jungkook
Tags Abuso, Amor Platonico, Jikook, Jimin, Jungkook, Kookmin, Sadomasoquismo, Sofrimento
Visualizações 70
Palavras 1.553
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Ingenuidade


"Pode repetir? Eu não entendi." desculpava-me pelo desinteresse evidente que havia por aquela entrevista. É que ele não parava de roçar a lateral da perna na minha. Filho da puta.

Passei a focar no que me era questionado, desistindo de fuzilá-lo por seus olhares. Não valia a pena fazer isso com Jimin. Só aumentavam as implicações. 

E ele fazia ainda fazia questão de continuá-las em meio às suas responsabilidades. Em frente às câmeras e holofotes. Um legítimo canalha. 

Sabia jogar como ninguém. Suas estratégias não tinham falhas. Aquele desgraçado percebia que me tirava do eixo, me excitava pra caralho com aquilo. No começo, até que dava pra dominar a situação. Passeava seus olhos pelo meu rosto enquanto eu fazia algum breve discurso, e assim que eu devolvia, ele lambia os lábios sensual e lentamente. 

Acariava meus joelhos quando a mesa encobria o ato, soltava sons eróticos durante momentos sérios, pousava a mão por dentro da minha camisa, a tal ponto que parecia procurar algo por ali. Talvez fosse a sua cara de pau. 

Outro detalhe destas táticas era um certo favoritismo em levar suas mãos até o meu pescoço e fisgá-lo com dedos, tudo enquanto agia naturalmente em meio às perguntas.

Sacana.

Mas eu também tinha uma parcela de culpa. Sempre reagia como uma fã, uma garotinha, às investidas. Primeiro porque aconteciam sem contexto, depois porque, devo assumir, eu não podia ficar diferente. O foda é que Jimin me atraía desde o nosso período de trainee.

No início eu pensava que se tratava exclusivamente de admiração. Ele dançava pra caralho. Só depois de um tempo comecei a entender que ficar de pau duro não servia como justificativa para apreciar o trabalho de um colega. 

A partir dessa percepção, não tive mais sossego perto dele. E, sejamos honestos, por que insistia tanto naqueles movimentos vulgares numa coreografia?

 Jimin era muito obsceno. Reverenciava como ninguém o pau que tinha entre as pernas. E olha que aquele, certamente, não era seu ponto forte.

Mexia o quadril como se investisse a pélvis contra uma mulher. E mostrava seus movimentos sem vergonha, de forma rude e altamente pornográfica.

Lembro-me bem da vez que, ainda na sala de ensaios, a pouco para o debut, figurou um momento íntimo e fodia o chão na frente de muitas pessoas. Foi um constrangimento geral. Consegui ver pelo espelho lateral, sua bunda descendo e subindo coordenadamente. Aquele filho da puta sabia ser lascivo.

Dali em diante, pertubava-me com frequência. E o sucesso neste empreendimento o alimentava.

Tudo evoluía. As suas táticas, principalmente. Já conhecia meu corpo com o tanto de passadas de mão que deixava por ali. Alisava as minhas coxas, pressionava-as grosseiramente olhando em meus olhos. Elogiava-me sobre meus atributos físicos, contando explicitamente o que faria comigo se pudesse ter meu corpo para si. 

"Cresceu nos últimos meses, hm?" fitava descaradamente cada centímetro do meu corpo. Cortornava os lábios com a língua, enquanto os olhos diziam absurdos apenas pelas viagens que realizavam. 

Eu, ingenuamente, ficava feliz pelo reconhecimento do hyung. Vindo dele, que em minha ótica, mantinha uma estrutura excepcional, a congratulação ganhava uma proporção enorme, faziam o meu dia e a minha auto-estima.

Com o tempo, conquistava a minha confiança pra quase tudo. Dominava das minhas reações, meu corpo, e em meus pensamentos. Acho que foi por ali que comecei a me meter nesse problema. Foi um caminho sem volta.

 Ele não obedecia a um limite, se é que o tinha. Insistia em toques, assistia pornô com o volume acessível, chegava até a ter ereção na minha frente.

Sem vergonha. Só isso que eu pensava quando via, assustado, aquelas cenas. Só depois de me acostumar com aquilo tudo, comecei a não mais me chocar. Quando percebia a minha naturalização, Jimin já trocava os artifícios. Bem metódico, aquele desgraçado.

Nesse ponto já não mais passava vontade. Experimentava os lábios pela região da minha clavícula, como supostos beijos de "boa noite". E eu ainda caía numa mentira dessas. Ele já se aproveitava de mim livremente. Tinha passe-livre e sabia disso, o único idiota ali parecia ser eu. 

No início até estranhava o fato de só fazer isso quando estávamos à sós. Hoje vejo o quão abusador já era naqueles atos  supostamente sem maldade.

Eu sou mais novo, e essa autoridade já contava a seu favor. A última palavra era dada por ele, a razão era quase sempre dele. Inclusive a minha rotina girava também em torno dos seus interesses. 

Eu nunca soube que podia ser tão subordinado a alguém. Não havia palavra com soberania maior que a sua. Não era convencimento, ou concordância, era obediência. É, agora estou certo de que foi ali.

Se bem que, com tanto cuidado, talvez ele tenha me seduzido propositalmente. Ele sabia o que fazia. Não brincava em serviço. Era "baby" e "kookie-ah" onde quer que estivéssemos. Presentinhos, comidas... ele me tinha aos poucos. Via como eu era difícil na época, então não se incomodou em agir cautelosamente. O filho da puta era persistente. Aos poucos ele me desestabilizava.

E eu já era sua vítima. Corria atrás dele, lutava pra ficar próximo, uma humilhação total. Defendia tudo que fizesse, aceitava seus foras e deboches. Nem aquele cabelo cinza eu questionei! 

Tudo que ele fazia, eu prontamente aceitava. Já estava cego ali.

Foi quando, num quarto em que dividíamos durante a última turnê, ele mostrou o monstro que de verdade é. 

É, fiquem sabendo que ele não presta. Se fossem sinceros, dariam-lhe a função de ator principal no Bangtan.

E, sem respeito nenhum, veio para cima de mim enquanto eu estava sentado, completamente absorto no computador à minha frente. Tomei um susto, é claro, quando verifiquei dedos cortornando minha nuca, descendo em direção ao meu peitoral.

Ele estava passando dos limites.

No momento, não consegui entender qual era a intenção por trás daquilo. Ele não realizou nenhum diálogo, estávamos a sós, depois de mais um concerto em terras internacionais, com a barriga vergonhosamente lotada de comida estrangeira. E então isso. Não tinha um porquê.

Também não consegui entender o motivo daquela mordida abaixo do meu maxilar. Foi por instinto, ou carência, que tombei a cabeça para o lado oposto afim de facilitar seu trabalho. "Tão fácil." deixava risos saírem, no tempo que retirava a boca do meu pescoço. Os braços mobilizavam-me, então preso à cadeira rotatória, que fora agilmente girada em sua direção.

Ele não sorria mais. Estranhamente, Jimin mostrava raiva a julgar por sua fisionomia contraída, e uma das pernas descansando às custas da outra, movendo os braços pelo torso. Ele parecia entretido com aquilo.

Nessa época, com os cabelos ainda loiros, Jimin estava ainda mais gracioso aos meus olhos. Era ridículo como tomava uma forma extremamente sedutora desde então, feita quase que particularmente para me agradar. Devia ser coincidência, não era possível. 

Segurou, encarando-me fixamente, nos braços da cadeira, tomando meu corpo para si ao chegar mais perto. "Sempre sonhou com isso, né?" disse com deboche, e um certo repúdio às próprias palavras, àquilo que acontecia. 

Estava esperando que eu fizesse alguma coisa, mas eu simplesmente não saberia como agir. "Ji-Jimin... o que você está fazendo?" não o afastei, estava muito acanhado, a partir disso eu só tentava igualar a força do contato visual que estabelecera.

"Acha que eu não percebo como reage às minhas brincadeiras, Jungkook?", parecia nervoso. "Eu percebo muita coisa." continuou. Então levou a sua mão direita até o meu maxilar, prendendo-o com bastante força. O bastante para deformar e colorir o meu semblante. "Acha isso legal?", "Isso o que, hyung?", "Por favor, para. Tá doendo..." pedia ao arregalar os olhos pelas ações extremas vindas de Jimin. 

Ele nunca me tratou assim. E aquilo foi bem traumático, nunca senti tanto medo ao dialogar com alguém. Se é que nós conversamos. Eu não tinha coragem, sequer atitude, para confrontá-lo. "Não tô fazendo nada, Jungkook. Isso é tudo culpa sua." pronunciava aquilo enquanto seu braço esquerdo subiu pelo meu ombro, apertando-o com um esforço sobrenatural, sem se importar com os ossos daquela região. 

"Jimin?"só isso que eu era capaz de dizer. "Dá pra parar de falar?" finalmente soltou o meu maxilar de forma brusca, com os olhos saltados, e já buscando por distração voltando a atenção ao cenário ao lado.

Por aquele tempo, eu já poderia ter feito inúmeras coisas. Corrido para fora dali era uma opção. 

E quanto a ir para cima dele? 

Não. Mesmo que eu pudesse derrotá-lo em potência, ele me venceria. Ele sempre ganha. Não posso lutar contra ele. Machucá-lo seria guerrear contra mim mesmo. Eu sairia perdendo. Sempre.

"Não vai tentar fugir?" voltou a me encarar. "Pra quê?" foi um erro que cometi, hoje eu vejo. "É, tem razão.", alcançou a elevação do meu rosto, "sabe, Jungkook, eu gosto de trabalhar com você. Eu vejo muito potencial em tudo que faz." daí, eu não entendia mais nada. Um idiota.

 "Você se orgulha? Hm? De ser assim?" Apertou os meus braços sob os seus. "Responde!", "Acha certo fazer isso?" chacoalhava-me com ódio, ainda sentado na cadeira.

E eu não pude falar um "a". Já denunciava a minha fragilidade ao deixar uma lágrima escapar dos meus olhos. Além disso, meu corpo suava, dançava freneticamente ao som daquele terror que presenciara. Eu estava apavorado.

Durante alguns segundos, Jimin ficou encucado, buscando no meu rosto alguma reação. Como não conseguiu, resolveu continuar. "Por que não vai deitar, hm? Já tá tarde." descia e subia as mãos pelos meus braços. Parecia até uma carícia.

Não saí do lugar.

"Deita na cama, Jungkook." mandou, hostil.













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