História Transylvania - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias 5 Seconds Of Summer, McFly, One Direction
Personagens Ashton Irwin, Calum Hood, Danny Jones, Dougie Poynter, Harry Judd, Liam Payne, Luke Hemmings, Michael Clifford, Niall Horan, Personagens Originais, Tom Fletcher
Exibições 37
Palavras 2.391
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Hentai, Luta, Magia, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


OLÁ!
Desculpem a demora, mas voltei com capítulo novo. Espero que gostem. ♥

Nesse capítulo, Luke é interpretado pelo Luke Hemmings. :)

Capítulo 4 - Capítulo IV.


Fanfic / Fanfiction Transylvania - Capítulo 4 - Capítulo IV.

- Por que você não destrói as grades? – Tom me perguntou, enquanto eu estava sentada e entediada na cela. Já fazia um dia que Dougie não aparecia. Será que ninguém viria me procurar?

- Destruir as grades? – Eu perguntei, perplexa.

- É, você é de marte. Use suas mãos. – Ele disse como se fosse óbvio, o que me fez revirar os olhos.

- Marteanos ferem humanos. Nós cortamos a pele. Não destruímos coisas.

- Oh. – Ele exclamou, parecendo surpreso. – Então, quebre tudo como uma jupiteriana super forte.

- Nós somos fortes, mas não tanto assim. – Eu falei, sem paciência. – Nós somos treinados e agimos em equipe. Eu não consigo entortar ferro. O que você acha que eu sou?

- Meu Deus, para que servem jupiterianos? – Ele perguntou, surpreso. – Fora as asas, lógico. Então, jupiterianos são bem mais humanos do que pensei.

- Nós somos bem treinados apenas. – Eu admiti, meio a contragosto.

- Está feliz que seu namoradinho está vindo? – Ele perguntou, malicioso.

- O quê?

Eu ouvi a porta se abrir e Tom se afastou do vidro da cela dele, porque ele sabia quem era antes de mim. Uranianos conseguiam ver o futuro, eu nunca me acostumaria com essa.

Dougie entrou sozinho e com cara de poucos amigos. Eu me levantei e cheguei perto da entrada da cela, esperando por ele, ansiosa. Eu vi quando ele retirou a chave do bolso e meu coração acelerou.

- Eu ainda não posso tirar você. – Ele me avisou, mal humorado. – Deixa eu ver se essa é a chave certa. – Ele tentou abrir umas três chaves até descobrir qual era a correta e entrou na cela, me surpreendendo.

- Eu vou ter que ficar aqui? – Eu perguntei, impaciente.

- Eu vou te tirar hoje à noite. – Ele decidiu, me encarando. – Voltarei para te buscar quando ninguém estiver acordado. As máquinas, eu posso desativar.

- Certo. – Eu assenti, meio desanimada.

- Desculpe. – Ele pediu, sem jeito. – Estou fazendo o melhor que posso. Foi muito difícil conseguir essas chaves.

- Tudo bem. – Eu grunhi, voltando para o final da cela. – Você não devia estar traindo o seu povo por mim.

- Nós não somos muito unidos como os jupiterianos. – Ele disse, tentando fazer piada, mas eu o analisei atentamente. Ele parecia bem leal a mim, na realidade, não aos saturianos. – Se eu deixar você aqui... Eu não vou poder... Bom...

- O que ele quer dizer é que se ele não te tirar daqui antes, o Charlie tira você e a sua virgindade daqui também. – Tom se meteu na conversa, nos assustando. E corei vigorosamente. Virgindade. Essa palavra tinha mesmo que ser dita? Eu só era virgem, porque ninguém nunca tinha se apaixonado por mim em Júpiter. Eu não era muito aceita de qualquer jeito. Dougie olhou fixamente para Tom que apenas virou de costas automaticamente. O que aconteceu? – AH, ÓTIMO, você está me forçando a virar de costas! Que tal me forçar a fazer algo mais maléfico típico dos saturianos? – Tom continuou a provocar e eu arqueei as sobrancelhas, me aproximando da cela do loiro que agora começou a se ajoelhar no chão pateticamente e não falava mais nada. Como Dougie fazia aquilo? Um toque e Dougie mandava a pessoa fazer qualquer coisa. Sem esforço algum.

- Pare. – Eu pedi, de repente, e isso tirou a concentração de Dougie que me olhou, espantado. – Pare de forçá-lo a fazer coisas que ele não quer! Não entre na mente das pessoas.

- O quê? – Dougie perguntou, surpreso.

- Isso... Isso é tão abusivo! Como você consegue viver consigo mesmo sabendo que invade uma pessoa dessa maneira? Isso é tão comum por aqui, vocês saturianos perderam qualquer noção de limites. – Eu falei, mais assustada do que irritada.

- Eu não estava fazendo nada demais. – Dougie tentou se defender. – Eu só estava fazendo ele ficar calado, porque ele, claramente, estava entrando mais na sua mente do que eu!

- Isso é uma competição? – Tom já estava de pé, perto do vidro. – Olha, eu garanto que vi coisas ali que você adoraria ver.

- Ele está entrando na minha mente? – Eu perguntei, assustada.

- Você não está praticando. – Dougie falou, me censurando. – Você não está fechando sua mente! Você está sendo mantida refém por saturianos e não pensa, se quer, em fechar a própria mente? Você quer que todos vejam o que eu vi?

- Eu não pensei... – Eu falei, me encolhendo. Eu realmente tinha me esquecido desse detalhe, eu tinha que treinar fechar a minha mente ou caso contrário qualquer um poderia me enlouquecer ali.

- Oh, querida, não se sinta tão mal. – Tom continuou, irônico. – Ele só está brigando com você, porque ele tem medo que os outros descubram o que ele sabe de você. Ele quer ser o único. Dougie, você é muito ciumento.

- Shhh! – Eu disse, sem paciência e desferi um único corte no braço de Tom que caiu de joelhos e deu um grito.

- Isso dói muito, você sabe, não sabe? – Dougie me perguntou, observando Tom.

- Eu sei. Eu sinto também.

- Como assim? – Ele perguntou, surpreso.

- Eu sinto a dor que causo às minhas vítimas. – Eu disse, sem jeito. – Diz que é uma pena aos marteanos. Nós podemos ferir gravemente, mas carregaremos um castigo por ferir outra pessoa.

- Você está sentindo a dor agora? – Ele perguntou, observando meu corpo, tolamente.

- Não fique tão preocupado. – Eu disse, dando de ombros. – Somos acostumados a sentir dor, lembra? Dói mais em vocês, porque vocês não são treinados para sentir dor e aguentá-la. – Eu voltei para Tom e fiz um gesto com as mãos. Ele estava curado.

- Isso foi... – Tom observou o próprio braço, confuso. – Por que ela pode machucar e eu não? Por que eu não posso mudar a realidade? Ela pode usar seus poderes normalmente.

- Porque, eu acho que esqueci de ligar o sistema de segurança dela. – Dougie falou com um sorriso irônico. – Assim... – Ele virou para mim. – Você pode se defender se alguém se aproximar quando eu não estiver por perto.

Eu sorri involuntariamente, o que fez Dougie sorrir de volta. Não lembrava se já tinha visto ele sorrir daquela maneira antes. Era mais aberto, eu conseguia ver todos os seus dentes perfeitamente brancos.

- Que lindo. – Tom falou, irônico, nos despertando de novo. – Pena que um vai tentar matar o outro no final.

- Como é que é? – Dougie virou para ele, irritado, mas eu estava nervosa. Como assim matar?

- Eu consigo ver perfeitamente, o amor vai florescer quando vocês menos esperarem. – Ele disse, sorrindo, mas logo ficou sério novamente. – Uma despedida acontecerá e um retorno um ano após se sucederá. Um retorno para matar.

- Não dê ouvidos para ele. – Dougie falou, irritado. – Tem um motivo para ele estar aí.

- Eu só estava prevendo a morte do seu pai! – Tom falou, impaciente. – Então, o miserável me prendeu aqui. E agora eu estou prevendo o futuro de vocês, o que você vai fazer?

Antes que Dougie pudesse se irritar mais, alguém entrou correndo no cômodo, me assustado.

- A JUPITERIANA! – Eu ouvi a voz masculina e corri para o canto, mas Dougie respirou fundo, voltando para a porta da cela. Um garoto mais novo, loiro e de olhos azuis apareceu por ali. Ele era incrivelmente alto e carregava um sorriso enorme e empolgado no rosto. – É ELA? POSSO VÊ-LA?

- Luke, eu te falei para não vir aqui. – Dougie o repreendeu. Luke? Luke? Logo lembrei. Irmão de Dougie e Niall. Eu tinha ouvido na conversa deles no dia anterior.

- Ela é linda! – Luke disse com a cabeça entre os ferros da grade. – Nossa! Eu quero ver as asas dela! São brancas mesmo?

- Luke, saia daqui! – Dougie tentou falar, irritado. Eu andei até Luke, desconfiada e devagar. Ele não parecia ameaçador.

- Olhe só! – Luke falou, empolgado e com os olhos enormes em mim. – Ei, deixe ela me machucar! Eu quero saber como é.

- Ela não é um experimento. – Dougie falou, impaciente.

- Você... Você quer que eu te machuque? – Eu perguntei, surpresa.

- Por favor! – Luke pediu, sorridente. – Eu quero saber como é o corte de um marteano. Dizem que você deseja morrer.

- É verdade. – Tom confirmou na cela do lado.

- Vocês só desejam morrer, porque não aguentam dor. – Eu disse, baixinho e ele abriu a boca como uma criança.

- Ela é mais macho que todos nós juntos, Deus do céu, é uma Deusa! – Luke exclamou.

- Luke, por favor, vá embora antes que descubram a gente aqui. – Dougie pediu, mais paciente agora. Mas, não deu tempo de ele sair. Ouvimos estilhaços de vidro e eu fiquei em alerta, tentando descobrir a origem do barulho. Em segundos, Dougie já tinha me trancado na cela novamente e puxava o irmão pelo pulso para vasculhar o cômodo.

- RENDA-SE, HUMANO. – Eu conhecia a voz e meu coração acelerou no momento em que Calum pousou com suas asas enormes e negras diante de Dougie, o assustando. Luke parecia que ia ter um infarto, eu estava começando a ficar preocupada.

- MAIS UUUUUM! – Luke exclamou, empolgado.

Dougie não respondeu, um gesto com a mão esquerda e Calum estava no chão. Eu fiquei instantaneamente nervosa, enquanto Calum começou a se contorcer de dor.

- Não, por favor! – Eu pedi, agoniada. – Não machuque ele! – Eu pedi, enquanto Calum gritava de dor e Dougie cessou o ataque no mesmo segundo, virando para mim, surpreso.

- Você conhece ele?

- Sim, ele veio me tirar daqui. – Eu disse, nervosa. No mesmo momento, Calum voltou a se levantar, rosnando. Luke o olhou, assustado.

- Cara, ele vai nos atacar. – Luke disse, se encolhendo atrás do irmão. Dougie tirou os olhos de mim e em segundos, fez Calum sentar no chão.

- MAS, QUE SACO. – Calum gritou, sentado no chão. – KANNAH!

- Eu vou com ele. – Eu decidi, tentando sair da cela já trancada. Dougie respirou fundo, indeciso e resolveu me soltar. Eu corri para Calum, mas ele não levantava de jeito nenhum. – Deixe ele levantar! – Eu tentei pedir, mas Dougie parou na minha frente, cruzando os braços.

- Vocês podem ser pegos por aí. – Dougie falou, sério.

- Eles não vão ser pegos. – Tom garantiu. – Eu já vi. Eles vão conseguir escapar e você também.

- Por favor. – Eu pedi, baixinho, encarando Dougie, abaixada no chão. Ele respirou fundo, impaciente, e em segundos, Calum se levantou, irritado. – CALUM, NÃO!

- VOCÊ VAI PAGAR! – Calum arreganhou os dentes, em direção ao Dougie, mas eu o empurrei.

- NÃO! – Eu gritei e Calum se assustou, me encarando. – Você não pode machucar ele. Eu te proíbo.

- Você me proíbe? – Ele perguntou, surpreso. Nós, jupiterianos, vivíamos em lutas até mesmo no nosso próprio planeta. Era saudável, mas também era difícil. Então, inventou-se a regra de que todos poderíamos proibir alguns protegidos de serem machucados. Eu nunca tinha proibido ninguém, porque nunca conheci ninguém com quem me desse bem a não ser o próprio Calum que nunca seria machucado por ninguém de qualquer jeito. Mas, dessa vez, eu tinha usado a carta e Calum estava desnorteado. – Você vai mesmo usar sua única proteção num saturiano?

- Vou. – Eu disse, firme. Mas, Dougie parecia surpreso e sem entender muito bem o que acontecia.

- Não faça essa cara de confuso. – Tom falou, achando graça. – Em Júpiter, eles têm essa carta chamada proíbo. Eles podem proibir alguém de atacar um protegido. Parabéns, Kannah usou a dela em você. Só em você, seu irmão ainda pode ser atacado. Mas, parabéns mesmo assim, porque você deve significar muito para ela usar em você.

- Significar muito, eles nem se conhecem direito! – Calum falou, irritado. – Eu te proíbo de usar essa carta num saturiano!

- Você não pode me proibir! – Eu disse, irritada. – Eu conheço as regras e não existe nenhuma limitação. Você não pode machucar ele!

- Ai, que irado! – Luke vibrou, enquanto Dougie continuava mudo. – Você ganhou proteção de uma jupiteriana! Eu posso morrer, mas você ganhou!

- Eu acho bom vocês irem embora logo. – Tom nos avisou, de repente. – Eu previ que tudo daria certo, mas se vocês ficarem discutindo...

- Vamos. – Eu disse, decidida e Calum começou a andar em direção à janela que ele tinha quebrado, mas eu parei e voltei para Dougie. Eu sentia que Calum me observava de longe, mas precisava falar antes de ir. – Obrigada.

- Tudo bem. – Dougie falou, sem jeito. – Desculpe machucar seu namorado.

- Ele... Ele não é meu namorado. – Eu disse, tentando segurar a risada.

- Ah, não? – Dougie perguntou, tentando esconder um sorriso e colocou a mão no queixo, pensativo. – Há. Legal. Quer dizer, legal não... Ele deve ser bem charmoso no seu planeta. As asas grandes e negras e...

- Ele é da nobreza. – Eu tentei explicar.

- Oh, da nobreza. – Ele disse, surpreso, com a voz meio fina. – Que legal. Bem empolgante e charmoso.

- Calum é só meu amigo. – Eu disse, sorrindo. Eu conseguia sentir o nervosismo de Dougie e de certa forma, nutria uma simpatia por ele fora do comum. Algo me puxava para ele e eu estava me divertindo com seu nervosismo.

- Ah, só amigo? Poxa. – Dougie continuava, meio sem saber o que falar.

- Vamos. – Calum pediu e eu assenti.

- Tchau. – Eu me despedi e corri com ele, abrindo as asas para sair pela janela no alto da parede. Eu conseguia ouvir ainda a conversa lá embaixo e concluí que eles realmente não faziam ideia dos nossos sentidos aguçados.

- Que diabos você estava falando? – Luke perguntou.

- Quê? – Dougie respondeu, sem jeito.

- Pergunta se ela está solteira, é muito mais fácil. Não fica elogiando as asas do outros ou ela vai pensar que você é gay. – Luke falou, sem paciência.

- Não se envolva. – Calum interrompeu o que eu estava tentando ouvir e eu o encarei, enquanto voávamos.

- Como é que é? Eu não...

- Ele é fraco. É humano. – Ele disse, sério. – Ele nunca vai conseguir te proteger.

- Eu vi o quão fraco ele era e o quanto ele não conseguia me proteger quando te deixou no chão, agonizando em dor.

- Isso...! Isso fica só entre nós. – Calum ralhou, irritado, e eu segurei a risada. O problema é que nós menosprezávamos o poder da mente quando claramente Dougie era incrivelmente forte sem precisar usar os próprios punhos para isso.



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