História Trapped - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Kin Tsuchi, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Tamaki
Tags Drama, Horror, Naruto, Romance, Sakura, Sakusasu, Sasuke, Sasusaku, Sobrevivencia, Terror
Exibições 75
Palavras 2.026
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Hentai, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Survival, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Canibalismo, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Eu, hein, quando vi já tinha se passado um mês, uau! Desculpe-me a demora e boa leitura.

Capítulo 2 - Chapter Two Unpleasantness.


 

Chapter Two – Unpleasantness.


— Acha que foi de propósito?


— Foi, eu tenho certeza. Os cabos estão todos cortados. Nós não podemos ir para lugar nenhum com o carro, malditos miseráveis, por que fariam isso?


— Calma, Sasuke. Amanhã nós podemos pedir para consertarem, deve haver um mecânico por aqui, nós podemos pagar. — Ela se desprendeu do cinto, abriu a porta e saiu do Bentley apertando a mão do marido que ainda permanecia aborrecido em pé, fitando a fumaça lentamente se dissipando. — Ficar aqui olhando para o carro não vai fazer ele ser consertado e não tem nenhuma oficina aberta nesse lugar então vamos para o festival e mais tarde nos preocupamos com isso, está bem? — Sua feição converteu-se de preocupação para serenidade, Sakura fitou a rua escura na sua frente e engoliu em seco.


— Tá legal. Vamos. — Caminharam por um curto período sozinhos, mas Fourth Green era pequena e as alamedas, logo, estavam agitadas, massas pareciam dirigir-se para o mesmo lugar, então, não foi complicado desvendar onde aconteceria o festival aborígine no qual todos iam. Logo, músicas estrondearam, o cântico era acompanhado de instrumentos, a letra era cantada pelos moradores alegremente que faziam um círculo, dançavam e se juntavam próximos à fogueira crepitante no meio, um palco improvisado de madeira em uma distancia segura, a mesa de iguarias, barris, bebedouros empilhados e o pedestal mais afastado.


Avistaram a madeira era rapidamente consumida, rastros de fumaça cresciam, enquanto as labaredas iluminavam a noite, o aroma inconfundível na natureza relaxando o casal. Risadas rompiam em meio ao anoitecer, copos de bebida nunca ficavam vazios. Ambos mal tinham chegado no campo aberto onde o festival acontecia para no instante seguinte, serem cordialmente recebidos pela garçonete que haviam conhecido antecipadamente naquele dia.


— Que bom que vieram! —  Abraçou a Uchiha que ficou surpresa e desconcertada com o ato repentino da outra que a pegou pela mão e a puxou para outro canto do festival.


— Oi… — Falou meio desajeitada, desviando rapidamente o olhar.


— Eu me chamo Kin. — Sorriu, batucando a própria cabeça em nunce proposital de divertimento. Deu um tapinha no ar, gesticulando entusiasmada. —  Esqueci de me apresentar mais cedo. Esses são os meus melhores amigos Dosu e Zaku. — Apontou para os homens que se aproximaram, saudaram-os com um aceno de cabeça.


O primeiro, possuía ataduras cobrindo a maior parte do rosto, deixando meramente o seu olho esquerdo descoberto, camisa larga, calças folgadas e um cachecol, enquanto o menor que tinha uma presença marcante jazia com os cabelos espetados, ele expandiu um sorriso eletrizante, fitando a estrangeira por um minuto a mais do que o necessário antes de se voltar para o homem ao lado dela, o semblante convencido deixando uma constatação de que não teria problema algum se arrumasse uma confusão.


— Sou a Sakura e esse é meu marido, Sasuke.
 


— Muito prazer. — Zaku estendeu a mão para cumprimentar o Uchiha que se manteve grosseiramente imóvel diante a saudação constrangendo todos do grupo.


— Aqui levamos os nossos costumes bem à sério e como são passados de geração a geração são bastante antigos, espero que não nos achem estranhos. — Kin falou em uma tentativa de amenizar o minuto de silêncio entre todos, protelou as mãos para o alto como se dissesse que não era culpada.


Zaku abaixou a mão, a irritação em seu rosto era perceptível.


— Não, que isso! — A ex Haruno respondeu cautelosa, tentando diminuir a tensão estabelecida entre eles.


— Vocês são estrangeiros, né? — A indagação tinha sido retórica. — Como é lá fora? A maioria de nós nunca saiu daqui, certamente estamos por fora das novidades que acontecem.

— Hum, comidas industrializadas, inflação elevada, falso moralismo, trânsito, preconceito, transporte público de péssima qualidade e uma taxa de criminalidade alta. — Relatou um tanto pensativa e depois assentindo para o que tinha dito.

— Uau. — Eles riram, franzindo a testa. — Não usamos carro basicamente para nada, nossa comida é caseira e a taxa de criminalidade daqui é menos de 1%.


— Sério? Minha nossa, isso é possível?


— É sim. — Contou acalorada. — Todo mundo se conhece então se precisarmos de alguma coisa é só pedir. — Esclareceu, passando as mãos pelo cabelo a analisando dos pés a cabeça, um movimento tão rápido que Sakura duvidou se isso realmente tivesse ocorrido.

— É melhor parar Kin, senão, a gente vai querer morar aqui. — Ambas gargalharam.

— Não seria demais? — Inquiriu. Por um instante, sustentou o olhar verde da outra, erguendo o queixo em desafio. — Você realmente é muito bonita e os seus cabelos são bastante sedosos, eu os queria para mim. — A estrangeira ergueu o arco da sobrancelha sutilmente, questionaria o porquê da mudança radical da conversa, todavia, a banda parou de tocar e quatro mulheres subiram no palco improvisado de madeira, o público focou-se nelas aplaudindo.

Sem ficar de fora, os dois palmearam também e uma nova música começou a ressoar de forma estranha, a batida era agitada, porém a voz que a acompanhava alternava entre um timbre masculino e outrora um infantil.


Era fatigante compreender o que era dito, as meninas dançavam, se contorcem, jogavam os cabelos de maneira que supuseram estar caindo em agonia, os nativos gritavam eufóricos e se divertiam com a coreografia bizarra, Sasuke franziu o cenho quando os braços das dançarinas balançavam em um gesto leve tal como fossem guiados pelo vento em uma perfeita sincronia.


— Eu vou pegar um pouco de refrigerante. —  Ele avisou assim que a apresentação encerrou, quebrando o clima inusitado que havia se estabelecido entre Sakura e ele por não entenderem o que tinha acabado de acontecer no palco. Desfazendo a antiga expressão pasma, um semblante austero o dominou, afastou os pensamentos negativos causados pela performance  e girou os calcanhares.


— Vou com você. — Falou Zaku, eles caminharam até uma mesa comprida cheia de petiscos. O Uchiha apanhou um prato, escolhendo algumas viandas e depois pegou dois copos de refrigerante sendo curiosamente observado pelo nativo que apoiou o corpo na lateral mesa. — Então, você e aquela garota, Sakura, são casados há quanto tempo?


— Dois anos.


— Parece que a coisa é séria mesmo. — Ele serviu-se de uma bebida cuja coloração incomum, chamou a atenção de Sasuke para o conteúdo.


— Quem eram aquelas garotas?


— Sisters, as apóstolas mais fiéis da sacerdotisa. Se dedicam excessivamente em manter à nossa cidade segura das trevas participado ativamente dos rituais em adoração, existem também os devotos que fazem a mesma função. —  Pensou, antes de acrescentar: — Todos que moram aqui almejam ser um deles é basicamente o nosso objetivo de vida, porém poucos são treinados e escolhidos. Um dia, eu chego lá. Eu vou provar o meu valor amanhã e com certeza serei um deles. — Murmurou, sorvendo mais um pouco da bebida.


— O que tem de tão especial amanhã?


— Relaxa, cara. Você vai ver. Vamos lá, essas duas juntas podem ser um perigo. — Eles olharam para as garotas que riam e conversavam como se fossem amigas de infância, tampouco, estavam cercadas por várias meninas de idade equivalente, os olhos brilhando em expectativa e curiosidade, enquanto Sakura narra algo que nutria o desvelo alheio.


— Sério mesmo? Mentira! — Sasuke ouviu ao se avizinhar.


— É verdade, eu juro, meu cabelo é rosa natural, não perguntem como, eu também não sei o motivo. — Ao avistar o marido, abraçou-o, sorrindo, os dentes a amostra para o prato de plástico, enquanto pegava um salgado regional. As outras se amontoaram perto deles obtendo as bochechas rubras fitando-o com interesses velados, inertes em seus próprios pensamentos.


— Sua roupa é tão bonita. — Uma delas voltou a falar admirada.

— Ah, obrigada. — Elas continuaram conversando, comendo e bebendo por um tempo até um som vibrante como várias trombetas formar-se, a multidão rapidamente dispersou, um amontoado de gente caminhava para perto da enorme fogueira, transportando a escultura de uma criatura pequena, semelhante há um ocapi com alguns traços individualizados.


Colocaram-no em um pedestal no qual os nativos se aproximavam, curvando-se em adoração e dançando em pares ou grupos, a música explodiu novamente e todos pareciam mais animados, tochas foram acesas ao redor da estátua, cestos de frutas, incensos eram posicionados embaixo da criatura, reverências foram feitas.


— O que é aquilo? — Sussurrou.


— O certo é: quem. Rotah, o nosso Deus que hoje desce dos céus e sua alma encarna na escultura de pedra, ele irá nos assistir no expurgo que acontece amanhã. Por isso o recebemos com tamanha adoração e festa, ele gosta de ser agradado e nós também vamos reafirmar nossa aliança para com ele. Para o meu povo, esse festival é muito importante.


— Espera, você disse expurgo? Como isso funciona?


— Bem... — Começou Kin, entretanto uma mulher se aproximou juntamente com mais sete homens, observando a Uchiha que ainda residia perto de Sasuke.


— Olá. — A voz mortalmente suave, inclinou a cabeça. — Eu me chamo Shiore e sou a sacerdotisa do clero, por favor, sejam bem-vindos à Fourth Green, uma cidade purificada.


— Obrigada. — Agradeceu, meio sem graça.


— O que te trás em nossa cidade? — Inquiriu a sacerdotisa, se aproximando ainda mais de Sakura como se quisesse tocá-la. Vendo o desconforto da menor e a tentativa dela de amigavelmente distanciar-se da figura, Sasuke interveio, pondo-se entre as duas.


—  Viemos à passeio. — Revelou, tampouco, um circulo de curiosos formou-se ao redor dele e de Sakura.


— Não falei com você. — A mulher o encarou com um sorriso de escárnio. Obducto, o Uchiha range os dentes, cerrando o punho, irritado. As atenções voltaram-se para a menor que não parava de olhar a sacerdotisa, sem delongas, ela continuou: — É muito bom saber que seu retorno finalmente aconteceu. Estávamos te esperando. — A face dela era tranquila, gentil, a voz neutra, porém havia algo nela que desagradava Sakura de um jeito que a fez segurar o braço do marido sentindo como se uma aura ruim pairasse sobre eles.


— Mais eu nunca vim aqui. — Franziu as sobrancelhas, murmurando. Tanto Shiore quanto as pessoas ao seu redor riram como se houvessem escutado uma piada.


— Espero que aproveite a estadia. — Fez menção de retirar-se, mas parou no momento em que escutou a chamarem.


— Sacerdotisa é mesmo ela? Não pode ser uma coincidência? — Interveio Tamaki, se aproximando com o semblante assustado.


— Também acho que é um engano, Sakura, não me parece ser a prometida. — Contou Kin, dando alguns passos para frente, fitando o casal que permanecia tentando compreender as entrelinhas da conversa, porém sem sucesso.


— Então a mensagem de Rotah, está errada? É isso o que dizem? — Virou-se para elas, o olhar gelado cravado nas meninas.


— Não! — Ambas gritaram em uníssono.


— Agora que as apresentações foram feitas. — Ela se avizinhou, tocando no cabelo de Sakura e umedecendo os lábios. — Por favor, aproveitem a celebração. — Cumprimentou os dois em um aceno de cabeça e então retirou-se sendo acompanhada pelos homens.


— Eu quero ir embora. — Sussurrou, apertando a camisa do homem.


— É melhor mesmo. — Segurou a mão dela, porém outrora uma caminhada, tiveram a passagem bloqueada por Zaku.



— Esperem, amanhã, durante o expurgo, podem nos encontrar na lanchonete, okay? Estaremos aguardando vocês na porta detrás, batam quatro vezes e nós abriremos, estarão seguros connosco. — Deu espaço para eles passarem. — Que Rotah, vos acompanhe.


— Sasuke, eu estou preocupada. — Falou suspirando e o observando com um olhar suplicante. — Que coisa estranha foi essa no festival? Que história de expurgo é essa? Por que aquela mulher insinuou que eu já tinha estado nessa cidade antes e por que...


Shh. — Murmurou afagando-lhe os fios róseos. — Não se preocupe, assim que eu arranjar um mecânico e o Bentley for consertado a gente vai embora, Okay? Não precisa ficar preocupada. — Ergueu o queixo dela para o olhasse. — Esquece isso. Vai ficar tudo bem.


— Promete?


— Claro. — Disse. Ela o abraçou apertado. — Aliás, eu tenho um jeito muito eficiente de te fazer esquecer esses nativos malucos.  —  Um brilho malicioso cintilou em seu olhar e um sorriso divertido formou-se. 


— Ah, é? E qual é esse jeito, eu quero saber. — Entreabriu os lábios, ele segurou sua nuca e a puxou em um beijo caloroso. Ele a deitou na cama, essa noite, aproveitaram, era difícil pensar que coisas começavam a ficar estranhas e Fourth Green não era exatamente tão boa quanto tinham imaginado. Amanhã, arranjariam um jeito de consertar o Bentley e sair da cidade. Era um bom plano. Uma pena eles não saberem que, naquele momento, estavam sendo vigiados e que sua estratégia estava indo por água abaixo.

 


Notas Finais


O mistério continua... Obrigada por lerem!


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