História Trashy - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Suícidio, Tragedia
Exibições 29
Palavras 935
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Drama (Tragédia)
Avisos: Mutilação, Suicídio
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Capítulo Único


Num pequeno quarto de uma pequena casa, se encontrava uma pequena jovem, deitada em sua cama, fitando o teto, enquanto se perdia em seus próprios pensamentos.

“Você é uma inútil!” 

Seus fios de cabelo tingidos de louro, cobriam-lhe  metade de seu pálido e delicado rosto, que estava marcado por olheiras profundas. A pequena sentou-se em sua cama e encarou as próprias mãos, que estavam repousadas sobre suas coxas.

“Vadia! Isso é o que você é!”

Apertou os punhos com força, sentindo suas unhas cravarem nas palmas de suas mãos, prendendo o sangue daquele local. Algumas lágrimas teimosas insistiam em cair de seus olhos, escorrendo pelo seu rosto pálido e caindo sobre suas mãos, fazendo a pequena finalmente abrir os punhos.

“Chorar não vai trazer dinheiro!”

A jovem se voltou ao seu travesseiro e pegou uma lâmina que havia embaixo deste. Encarou o próprio reflexo, ali naquela lâmina tão afiada. Seus grandes olhos estavam inchados, e possuía uma expressão inexpressível em sua face. Encarava agora o profundo castanho de seus olhos, e acabou por lembrar-se do acontecido semanas atrás...

Flashback On:

– Onde ela está? – A pequena ouviu uma voz familiar ecoar a casa, num tom de raiva. Era seu irmão.

Tentou criar forças para levantar do sofá em que estava repousando, mas foi em vão. Não tinha forças para se manter de pé devido a fraqueza que a doença lhe causara. Viu então o dono da voz, passar pela porta com uma expressão que a menor deduziu não ser nada boa. Ele aproximou-se da pequena e a puxou pelo braço com força, a fazendo levantar-se.

 – Você é uma inútil! – Falou, encarando a menor com ódio.

– Eu estou doente! – Respondeu a pequena o olhando nos olhos.

– Doente... – Disse o maior, soltando uma risada de deboche. Isso fez a menor sentir seu corpo ferver de raiva.

– Ah, claro! Você acha que eu gosto de ficar doente, não é mesmo? Você acha que eu amo não ter nem condições de ficar em pé! – A menor elevou a voz, o encarando com seriedade.

Essa não era a primeira vez que isso acontecera, e a pequena estava farta de apenas ouvir seu irmão a acusar de coisas absurdas, como por exemplo, fingir estar doente.

A reação da menor despertou ainda mais a fúria de seu irmão.

– Vadia! Isso é o que você é! – Falou, apertando com força o braço da pequena.

Aquelas palavras atingiram fundo a jovem, que havia ficado desnorteada após ouvir aquilo.

– Você deveria vestir uma mini saia e ir se prostituir! Ao menos traria dinheiro para casa! – Continuou, e a empurrou contra a parede, fazendo esta bater a cabeça. Porém, o que mais doía na jovem, não era a pancada, e sim as palavras duras que havia escutado de alguém tão próximo de si.

– Você é só uma vadia inútil! – Falou mais uma vez, apertando com mais força o braço da menor.

– Você está me machucando! – Protestou, tentando ao máximo segurar as lágrimas que ameaçavam cair a qualquer momento.

O maior continuou apertando seu braço e a olhando com ódio. Esta apenas o encarava assustada. Se assustou ainda mais, quando viu o maior levantar a mão que estava livre. Fechou os olhos com medo, aguardando ser agredida. Porém, apenas ouviu um estrondo próximo ao seu ouvido. Quando abriu os olhos, viu que seu irmão havia batido na parede atrás de si.

– Você não serve para nada! – O maior a jogou no sofá e bateu outra vez na parede.

A jovem não conseguiu mais conter suas lágrimas. Apoiou o rosto em suas mãos e começou a chorar, em choque pelo que havia acontecido.

– Chorar não traz dinheiro para casa! – Falou o maior, com raiva, encarando a pequena.

– Me deixa em paz! – Falou, encarando seu irmão com ódio, mas sem conseguir conter as lágrimas.

O maior saiu dando passos pesados, e fechou a porta atrás de si com força, causando um estrondo ensurdecedor.

 Flashback Off 

A pequena agora estava chorando outra vez, enquanto continuava a encarar seu reflexo na lâmina.

“Você é só uma vadia inútil!” 

As duras palavras ditas por alguém tão próximo àquela jovem, ficavam ecoando em sua mente.

“Inútil!” 

E aquela não fora a única vez que acontecera aquilo. Após isso, mesmo com todos os esforços que a pequena fazia para ajudar, esta continuava a ouvir estas palavras duras. Parecia que nada era o bastante para seu exigente irmão. E este continuava a tratá-la mal e agredi-la verbalmente.

“Vadia!” 

Dia após dia; semana após semana; mês após mês... O maior não sabia que aquelas palavras tinham um efeito arrasador na pequena? Parecia que não, pois insistia em ofendê-la.

“Vadia inútil!” 

E, quando se escuta demais uma coisa, passa-se a acreditar no que é ouvido. Era exatamente isso que estava acontecendo com a pequena jovem, ali encarando seu reflexo naquela lâmina tão resplandescente e afiada.

– Eu sou uma vadia inútil! – A pequena falou, para si mesma, encarando seu reflexo com repulsa.

De tanto ouvir seu irmão falar essas coisas, a jovem passou a acreditar nisso. Passou a pensar essas coisas de si mesma.

– Eu não sirvo para nada.

Passava agora a lâmina pelos seus pulsos, fazendo profundos cortes.

Fechou os olhos ao sentir o líquido escuro e quente, escorrer de seus pulsos e molhar suas pernas.

“Você não serve para nada!”

Mordeu o lábio inferior, sentindo um êxtase de dor tomar conta de seu pequeno corpo.

– Se eu sou uma vadia inútil... – Falou levando a lâmina suja de sangue ao seu pescoço, e pousou em cima de sua veia. – Por que ainda estou viva?

Fechou os olhos e mordeu o lábio inferior, pressionando a lâmina contra seu pescoço...



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